A ESPERANÇA NÃO É A ÚLTIMA QUE MORRE — ELA VENCE A
MORTE
“E no seu nome
os gentios colocarão a sua esperança.” Mateus 12:21 (NAA).
Costumamos ouvir a
frase: “A esperança é a última que morre.” Ela é usada para animar alguém que
atravessa uma dificuldade. Quando um tratamento parece não produzir resultado,
quando o emprego não aparece, quando um relacionamento está em crise ou quando
uma porta permanece fechada, alguém diz: “Não perca a esperança, porque ela é a
última que morre.”
Essa frase pode
trazer algum conforto, mas não expressa completamente a esperança cristã. Para
aquele que crê em Jesus, a esperança não é apenas a última coisa que morre. Na
verdade, ela não morre, porque está firmada naquele que venceu a morte.
Todas as pessoas
podem ter esperança. Quem não crê em Deus também pode sonhar, lutar, fazer
planos e acreditar em dias melhores. Essa esperança pode estar apoiada no
esforço pessoal, na família, nos amigos, no trabalho, na educação, na medicina,
na ciência ou na capacidade humana de superar dificuldades. É uma esperança
importante, pois ajuda muita gente a continuar caminhando.
Uma pessoa
desempregada entrega currículos porque espera encontrar uma oportunidade.
Alguém que recebeu um diagnóstico difícil começa um tratamento porque espera
melhorar. Uma família que atravessa uma crise tenta reconstruir seus
relacionamentos porque acredita que ainda pode haver reconciliação. Um
estudante se dedica aos estudos porque espera construir um futuro melhor.
Tudo isso é válido.
O problema é que essa esperança depende das circunstâncias. Ela se fortalece
quando as notícias são boas, mas pode enfraquecer quando os resultados não
aparecem. Pode ser abalada quando a saúde piora, o dinheiro acaba, os amigos se
afastam, os planos fracassam ou a morte se aproxima.
A esperança humana
costuma dizer: “Talvez tudo melhore amanhã.” A esperança cristã declara: “Mesmo
que eu não saiba o que acontecerá amanhã, sei quem estará comigo.”
A esperança do
cristão não está firmada apenas na possibilidade de o problema desaparecer. Ela
está firmada em uma Pessoa: Jesus Cristo. Por isso, o texto bíblico não
diz que colocaremos nossa esperança em nossas forças, em nossos recursos ou nas
circunstâncias. Ele afirma: “E no seu nome os gentios colocarão a sua
esperança” Mateus 12:21 (NAA).
Isso significa que
a nossa segurança está no nome, no caráter, na autoridade e nas promessas de
Jesus. Podemos não saber como a situação será resolvida, mas sabemos que Cristo
continua sendo Senhor. Podemos não compreender o caminho, mas conhecemos aquele
que nos conduz.
A esperança cristã
também não significa fingir que está tudo bem. Ter esperança não é negar a dor,
esconder as lágrimas ou agir como se o sofrimento não existisse. Jesus nunca
ensinou seus seguidores a fugir da realidade. A esperança nos permite olhar para
a realidade, reconhecer a dificuldade e, ainda assim, confiar que Deus continua
trabalhando.
Pense em uma mãe
que ora por um filho afastado dos caminhos do Senhor. Ela sente tristeza e
preocupação, mas continua orando porque crê que Deus pode alcançá-lo. Pense em
uma pessoa que perdeu alguém muito amado. Ela chora, sente saudade e reconhece
a dor da ausência, mas encontra consolo na promessa da ressurreição. Pense em
alguém que enfrenta uma enfermidade sem saber se será curado. Essa pessoa busca
tratamento e pede a intervenção de Deus, mas também descansa na certeza de que
sua vida está nas mãos do Senhor.
A esperança bíblica
não promete que tudo acontecerá exatamente como desejamos. Ela nos garante que,
aconteça o que acontecer, Deus permanecerá fiel.
A Bíblia chama essa
esperança de “âncora da alma”: “Temos esta esperança por âncora da alma,
segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu” Hebreus
6:19 (NAA).
A âncora não impede
a tempestade. Ela impede que o barco seja levado para longe. Da mesma forma, a
esperança em Cristo não significa que nunca enfrentaremos ventos contrários.
Significa que, mesmo em meio à tempestade, nossa alma pode permanecer firme.
A base dessa
esperança é a ressurreição de Jesus. Pedro escreveu que Deus “..._nos
regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo
dentre os mortos” 1 Pedro 1:3 (NAA).
Nossa esperança é
viva porque Jesus está vivo. A cruz parecia o fim, mas tornou-se o caminho da
salvação. O sepulcro parecia a derrota, mas foi encontrado vazio. A morte
parecia ter pronunciado a última palavra, mas Cristo ressuscitou.
Por isso, a
esperança cristã continua quando os recursos acabam, quando as respostas
demoram e até quando a vida nesta terra chega ao fim. Ela não depende apenas de
dias melhores aqui, mas da certeza de uma eternidade com Deus.
A fé nos ajuda a
confiar no Senhor hoje. A esperança nos permite olhar para o amanhã sem
desespero. Ela sustenta o coração durante a espera, fortalece-nos nas perdas e
não permite que o sofrimento escreva o último capítulo de nossa história.
Paulo chama o
Senhor de “Deus da esperança” e ora para que os cristãos sejam cheios de
alegria, paz e esperança pelo poder do Espírito Santo. Romanos 15:13 .
Portanto, para o
cristão, a esperança não é um simples “quem sabe”. Ela é uma certeza baseada na
fidelidade de Deus. Mesmo quando não entendemos o que Ele está fazendo, podemos
descansar em quem Ele é.
A esperança cristã
não é acreditar que tudo acontecerá como desejamos, mas ter a certeza de que,
em qualquer situação, Deus continuará conosco — porque nossa esperança não está
nas circunstâncias, mas em Cristo, que venceu até mesmo a morte.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
14/jul/26