PRIMEIRO A VOZ, DEPOIS A PORTA.

 “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” João 10:27 (NAA)

A vida cristã começa com algo muito simples, porém profundamente transformador: aprender a ouvir a voz de Deus. Antes de grandes experiências espirituais, antes de respostas extraordinárias e até antes de compreender muitas coisas da fé, Deus deseja encontrar um coração disposto a escutar.

Em Apocalipse, vemos isso com muita clareza na experiência do apóstolo João. Ele escreve: “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês, escreve em livro…” Apocalipse 1:10–11 (NAA). Observe que tudo começa no ouvir. João não vê primeiro — ele ouve primeiro. A revelação nasce de um coração atento.

Mais adiante, o texto diz: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui…” Apocalipse 4:1 (NAA). A mesma voz que João ouviu no início agora o convida a subir. Existe uma ordem espiritual muito bonita aqui: primeiro a voz, depois a resposta, então a porta se abre e, por fim, vem a revelação.

Isso nos ensina que Deus não se revela aos curiosos, mas àqueles que aprendem a ouvir e obedecer. João ouviu, respondeu ao chamado e foi conduzido a algo maior. O mesmo acontece conosco. Muitas vezes queremos que Deus nos mostre tudo de uma vez, mas Ele começa falando ao nosso coração.

Jesus deixou isso ainda mais claro quando afirmou: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” João 10:27 (NAA). Ouvir a voz de Cristo não é algo raro ou reservado para pessoas especiais — é a marca daqueles que pertencem a Ele. O povo de Deus vive, decide e caminha a partir dessa escuta.

Ouvir a voz do Senhor define nossa identidade. Jesus não disse que suas ovelhas tentam ouvir — Ele disse que elas ouvem. Isso significa que reconhecer a voz do Pastor faz parte de quem somos. A igreja não se sustenta apenas em programações, estruturas ou atividades. Sua verdadeira força está em permanecer sensível ao que Deus está dizendo.

Essa voz também nasce do relacionamento. Jesus afirmou: “Eu as conheço.” Não se trata apenas de saber coisas sobre Deus, mas de caminhar com Ele diariamente. Quanto mais nos aproximamos do Senhor por meio da oração e da leitura da Palavra, mais fácil se torna reconhecer Sua direção. É como acontece em uma família: quanto mais convivemos com alguém, mais identificamos sua voz, mesmo em meio a muitos sons.

Vivemos, porém, em um tempo cheio de barulho. São opiniões, notícias, conselhos e tantas vozes tentando nos guiar. Por isso, precisamos aprender a discernir o que realmente vem de Deus. A voz de Cristo nunca nos leva à confusão, ao orgulho ou ao afastamento do amor. Pelo contrário, ela sempre nos conduz à verdade, à humildade e à vida.

Um exemplo simples dos nossos dias pode ajudar. Pense em alguém que está prestes a tomar uma decisão importante — trocar de emprego, iniciar um relacionamento ou mudar de cidade. Muitos olham apenas para salário, oportunidades ou aparência. Mas quem aprende a ouvir a voz de Deus pergunta primeiro: “Senhor, esse é o caminho?” Nem tudo que parece bom é direção do céu.

Outro exemplo está nas pequenas escolhas diárias. Às vezes Deus fala ao nosso coração para perdoar alguém, pedir desculpas ou ajudar quem está passando por necessidade. Não são decisões grandiosas aos olhos humanos, mas revelam um coração que aprende a seguir o Pastor.

E aqui está uma verdade importante: ouvir implica obedecer. Não adianta apenas escutar uma mensagem, sentir-se tocado e continuar vivendo da mesma maneira. Jesus disse que suas ovelhas ouvem e seguem. A voz do Senhor sempre nos chama para um caminho — mesmo quando esse caminho exige fé, mudança ou renúncia.

Quando a igreja aprende a viver assim, experimenta segurança. A voz de Cristo não apenas orienta — ela sustenta. Em tempos de dúvida, ela traz paz. Em momentos de medo, ela oferece direção. Seguir essa voz não significa ausência de dificuldades, mas certeza de que não estamos caminhando sozinhos.

Talvez hoje a maior necessidade da igreja não seja mais informação, nem mais atividades, mas corações sensíveis. Deus continua falando. A pergunta é: estamos ouvindo?

Quem ignora a voz do Senhor pode até continuar andando, mas corre o risco de se perder. Quem ouve e responde descobre que sempre existe uma porta aberta preparada por Deus.

Assim como João, somos convidados a subir — a viver uma fé mais profunda, mais consciente e mais dependente do Senhor. Tudo começa quando decidimos silenciar o coração para escutar.

Porque, quando Deus fala e alguém responde, novos caminhos se abrem, e o céu deixa de ser apenas uma promessa distante para se tornar direção presente.

“A porta do céu se abre para quem aprende a ouvir a voz de Deus.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

17/fev/26

 

QUANDO O CANSAÇO DA ALMA ENCONTRA DESCANSO EM CRISTO

Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” Mateus 11:28 (NAA)

Esse é um dos convites mais amorosos que já foram feitos. Jesus não chama os fortes, nem os que acham que dão conta de tudo sozinhos. Ele chama os cansados. Chama os que estão sobrecarregados. Chama aqueles que já tentaram resolver a própria vida com as próprias mãos e perceberam que não conseguiram.

O pior cansaço não é o do corpo. Não é aquele que se resolve com uma boa noite de sono. O pior cansaço é o da alma. É quando a pessoa acorda já desanimada. É quando nada parece fazer sentido. É quando a alegria desaparece e a fé fica fraca. É o cansaço de quem carrega culpa, medo, preocupações e decepções acumuladas ao longo dos anos.

Hoje vemos isso em toda parte. Pessoas com bons empregos, mas com o coração vazio. Jovens conectados o tempo todo, mas sentindo-se sozinhos. Pais exaustos tentando sustentar a casa e manter a família unida. Mulheres e homens que sorriem por fora, mas por dentro estão quebrados. Muitos frequentam a igreja, mas não sentem mais a alegria da salvação. Oram pouco, leem pouco a Bíblia e vivem como se estivessem apenas sobrevivendo.

Jesus conhece esse tipo de cansaço. Por isso Ele diz: “Venham a mim.” Não é “venham para uma religião”, nem “venham para uma regra”, nem “venham quando estiverem melhores”. É simplesmente: “Venham a mim.” É um convite pessoal. É como se Ele estivesse olhando nos olhos de cada um e dizendo: “Traga o que está pesado demais para você.”

E Ele faz uma promessa clara: “eu os aliviarei.” Mateus 11:28. Não é uma sugestão. É uma promessa. Esse alívio não é apenas físico. É descanso interior. É paz na consciência. É saber que os pecados foram perdoados. A Bíblia diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9 (NAA). Quando entendemos isso, o peso da culpa começa a sair dos ombros.

Muita gente tenta aliviar o cansaço da alma de outras formas. Alguns procuram distração excessiva, outros se afundam no trabalho, outros ainda buscam vícios ou relacionamentos errados. Mas nada disso resolve o problema. Só adia. Só mascara. O vazio continua lá.

Jesus oferece algo diferente. Ele oferece descanso verdadeiro. Ele mesmo disse: “Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou como o mundo a dá.” João 14:27 (NAA). A paz que o mundo oferece depende das circunstâncias. A paz que Jesus dá nasce dentro do coração.

Talvez você esteja lendo isso e pensando: “Eu estou assim. Cansado. Sobrecarregado. Sem forças.” Então esse convite é para você. Não importa se você é novo na fé. Não importa se já está na igreja há anos. O convite continua valendo. Volte para Ele. Fale com Ele. Abra seu coração em oração. Leia a Palavra. Busque comunhão com outros irmãos. Deus não se cansa de receber quem volta.

A Bíblia também diz: “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias; correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40:31 (NAA). Essa renovação não acontece porque somos fortes, mas porque Ele é fiel.

Não aceite viver abatido. Não aceite uma vida cristã sem alegria. Em Deus, por meio de Cristo Jesus, há uma fonte inesgotável de graça. Ele não promete ausência de problemas, mas promete presença constante. E a presença Dele muda tudo.

Se você está cansado, não fuja. Não se esconda. Não desista. Vá até Jesus. Ele não rejeita os fracos. Ele acolhe. Ele sustenta. Ele restaura.

O cansaço pode até visitar sua vida. Mas não precisa morar nela.

Quando o coração aprende a descansar em Jesus, o peso que esmagava é removido — e no lugar dele recebemos o jugo suave de Cristo, que traz descanso para a alma.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

16/fev/26

 

CLAME — DEUS AINDA RESPONDE.

“Clame a mim, e eu responderei e lhe anunciarei coisas grandes e ocultas, que você não sabe.” Jeremias 33:3 (NAA)

Esse versículo é um dos convites mais diretos e amorosos que Deus faz ao ser humano. Ele nos chama para um relacionamento vivo, próximo e constante. Ao longo do nosso dia, nos relacionamos com muitas pessoas — marido, esposa, filhos, amigos, colegas de trabalho e vizinhos. Conversamos, ouvimos, ajustamos atitudes e cultivamos proximidade. Sabemos, por experiência própria, que nenhum relacionamento cresce sozinho; ele precisa de cuidado, presença e dedicação.

Com Deus não é diferente. Todo relacionamento verdadeiro exige tempo. Não se constrói intimidade com pressa nem apenas em momentos ocasionais. Pense em um casal que quase não conversa ou em um amigo que só aparece quando precisa de ajuda — esse vínculo dificilmente será profundo. Da mesma forma, surge uma pergunta necessária: quanto tempo temos dedicado ao Senhor? Temos separado momentos reais para estar com Ele ou apenas tentamos encaixar Deus nos intervalos do dia?

Relacionamento também exige atenção. Não basta estar perto; é preciso estar inteiro. Quantas vezes alguém fala conosco e, mesmo assim, nossa mente está longe? Com Deus, a atenção se revela quando paramos, silenciamos o coração e nos colocamos diante dEle sem distrações. Jesus ensinou algo semelhante ao dizer que devemos entrar no quarto e fechar a porta — um convite a um encontro pessoal e sincero. É nesse silêncio intencional que a comunhão se aprofunda e o coração aprende a reconhecer a voz do Senhor.

Além disso, relacionamento exige disposição. Nem sempre é fácil manter uma vida de oração. Há dias de cansaço, dias em que as palavras parecem não sair e momentos em que a mente se dispersa. Ainda assim, quem decide permanecer descobre que a intimidade não nasce apenas das emoções, mas da constância. Relacionamentos saudáveis sobrevivem porque existe uma decisão consciente de permanecer, investir e cuidar.

É aqui que entendemos melhor o significado de “Clame a mim”. A oração não é falar ao acaso nem lançar palavras ao vento. Oramos a um Deus vivo, presente e atento. A Bíblia afirma: “Clamam os justos, e o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações.” Salmos 34:17 (NAA). E também declara: “O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” Salmos 145:18 (NAA). Essas promessas trazem descanso ao coração — não estamos falando sozinhos.

Quando Deus diz “eu responderei”, Ele revela sua fidelidade. A resposta nem sempre chega da forma ou no tempo que imaginamos, porém ela vem. Às vezes Deus responde com direção, outras vezes com paz, e em certos momentos Ele muda primeiro o nosso coração antes de mudar as circunstâncias. Nenhuma oração sincera passa despercebida.

Clamar é um ato de confiança. É reconhecer nossa dependência e admitir que só Deus tem palavras de vida, consolo e orientação. Assim como um filho corre para os braços do pai quando precisa de ajuda, nós também somos convidados a nos aproximar do Senhor com liberdade.

A vida diária mostra o quanto essa verdade é necessária. Quantas pessoas tentam carregar tudo sozinhas — decisões, medos, preocupações — até que o peso se torna insuportável. Outras vivem no barulho constante, sem nunca parar para ouvir Deus. Porém, quando alguém aprende a orar, descobre um lugar de descanso em meio à correria.

A oração é o combustível da vida espiritual. Sem ela, até o serviço a Deus se torna pesado e mecânico. Com ela, encontramos força renovada, direção e sensibilidade. É como um veículo que precisa de combustível para continuar a viagem — sem oração, o coração perde o vigor; com oração, seguimos adiante com esperança.

Clamar a Deus não significa apenas pedir ajuda. É buscar intimidade, abrir o coração, compartilhar alegrias, dores, dúvidas e decisões. O relacionamento cresce quando há sinceridade e entrega. Mais do que responder pedidos, Deus deseja caminhar conosco diariamente.

Na segunda parte do versículo, o Senhor promete anunciar “coisas grandes e ocultas”. Isso fala de verdades que não alcançaríamos sozinhos. Há direções que só se tornam claras na presença de Deus, decisões que amadurecem na oração e consolos que chegam de maneira silenciosa. Muitas vezes, Deus nos mostra não apenas o que queremos saber, mas o que precisamos aprender.

As coisas grandes” apontam para o agir poderoso de Deus e para seus planos. Já “as coisas ocultas” revelam aquilo que nossos olhos não percebem — caminhos que devemos evitar, mudanças necessárias e respostas que só o Espírito Santo pode trazer ao coração.

Quando separamos tempo para estar com Deus, algo começa a mudar dentro de nós. A ansiedade dá lugar à confiança. A dúvida abre espaço para a fé. O coração inquieto encontra descanso. Nem sempre Deus fala com barulho, mas sempre fala com clareza ao coração atento.

Por isso, vale uma pergunta simples e sincera: como está o nosso relacionamento com Deus? Temos aprendido a ouvir sua voz ou nossa vida espiritual tem se resumido a pedidos rápidos, feitos apenas nos momentos de necessidade?

O convite continua aberto. Deus ainda chama, ainda ouve e ainda responde. Quem aprende a clamar descobre que nunca caminha sozinho e quem separa tempo para Deus nunca perde tempo — encontra direção para a vida inteira.

“A oração não apenas nos leva a Deus — ela nos mantém caminhando com Ele.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

15/fev/26

 

UMA FÉ QUE SABE EXPLICAR COM AMOR


Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que há em vocês, porém com mansidão e temor.1 Pedro 3:15 (NAA)

Para muitas pessoas, a palavra apologia soa estranha ou até negativa. Alguns a associam a brigas, discussões acaloradas ou tentativas de impor ideias. No entanto, quando olhamos com mais atenção para o significado bíblico dessa palavra, percebemos algo muito diferente. Na verdade, quão bom seria se todos os cristãos fossem apologistas no sentido que a Bíblia ensina.

A palavra apologia vem do grego “apologia”, que significa defesa, resposta ou explicação. No contexto cristão, ela não aponta para ataque, confronto ou superioridade. Aponta para algo simples e bonito: saber explicar a fé de forma clara, respeitosa e responsável. Apologista não é alguém que discute para vencer, mas alguém que conversa para esclarecer. Não é quem levanta a voz, mas quem apresenta a verdade com serenidade.

Ser apologista, portanto, é conhecer no que se crê e saber dizer por que se crê. É conseguir responder quando alguém pergunta, sem agressividade e sem arrogância. É usar a Bíblia como base, pensar com equilíbrio e reconhecer que a fé cristã tem história, fundamento e sentido. Não se trata de saber tudo, mas de caminhar com convicção e humildade. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.
2 Timóteo 2:15 (NAA)

O apóstolo Pedro nos ensina que tudo começa no coração. Antes de responder qualquer pergunta, é preciso santificar Cristo como Senhor dentro de nós. Isso significa colocá-lo no centro da vida, acima das opiniões, emoções e circunstâncias. Quando Cristo ocupa esse lugar, nossas palavras passam a refletir não apenas conhecimento, mas também caráter. A defesa da fé deixa de ser um debate e se torna um testemunho.

Pedro também nos orienta a estar sempre preparados para responder. Isso mostra que a fé cristã não é cega, nem vazia. Ela pode ser explicada. Ela faz sentido. O cristão não precisa fugir das perguntas. Pelo contrário, pode acolhê-las com tranquilidade, sabendo que a verdade não teme o questionamento.

Ao mesmo tempo, Pedro coloca dois limites muito importantes: mansidão e temor. Mansidão fala do modo como respondemos. Não com dureza, ironia ou desprezo, mas com calma e respeito. Temor fala da postura do coração. Não é medo das pessoas, mas reverência a Deus. Respondemos lembrando que representamos Cristo.

Isso fica muito claro no dia a dia. Quando alguém pergunta: “Por que você crê em Jesus?”, não estamos sendo atacados. Muitas vezes, a pessoa apenas quer entender. Quando alguém questiona: “A Bíblia é confiável?” ou “Por que a igreja crê assim?”, surge uma oportunidade de testemunhar. Se respondemos com base bíblica, com bom senso e respeito, estamos vivendo a apologética cristã.

Hoje, isso é ainda mais necessário. Vivemos em um tempo de muitas opiniões, informações rápidas e debates intensos. As pessoas falam muito, mas escutam pouco. Nesse cenário, o cristão é chamado a ser diferente. Não para vencer discussões, mas para apresentar esperança. Não para provar que sabe mais, mas para mostrar quem governa o seu coração.

Apologista, portanto, não é um título para poucos estudiosos. É uma vocação para todo cristão. Cada crente, à sua maneira, pode explicar sua fé. Pode contar o que Cristo fez em sua vida. Pode mostrar, com palavras simples, por que segue a Jesus. Muitas vezes, um testemunho sincero vale mais do que um discurso complexo.

Defender a fé cristã não é brigar por Deus, como se Ele precisasse disso. É honrar a Deus com a forma como falamos dEle. É unir verdade e amor. É mostrar que a fé que confessamos com a boca é a mesma que transforma o coração e orienta a vida.

Quando vivemos assim, nossa fé se torna acessível. Pessoas simples entendem. Corações são tocados. A esperança deixa de ser apenas uma palavra e passa a ser uma realidade visível. E, aos poucos, o nome de Cristo é glorificado não apenas pelo que dizemos, mas pelo modo como vivemos. E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Colossenses 3:17 (NAA)

Defender a fé não é vencer discussões, é revelar Cristo com verdade, mansidão e amor.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

14/fev/26

 

QUANDO DEUS CHAMA PARA MAIS ALTO

“Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: ‘Suba para aqui, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.’” Apocalipse 4:1 (NAA)

Deus sempre desejou se relacionar com o ser humano. Desde o início da Bíblia vemos um Deus que fala, chama, orienta e se revela. Ele não é distante nem indiferente; pelo contrário, toma a iniciativa de se aproximar. Apocalipse 4:1 nos ajuda a entender algo muito bonito sobre essa relação. Nesse texto aparece um movimento espiritual que se repete ao longo das Escrituras: Deus fala, o homem responde, uma porta se abre e então vem a revelação.

Tudo começa com a voz de Deus. João não criou aquela experiência; ele apenas respondeu ao chamado. Na vida cristã, antes de qualquer grande mudança, geralmente há uma palavra do Senhor nos direcionando. Muitas vezes esperamos sinais extraordinários, mas Deus costuma começar com algo simples — uma palavra que toca o coração.

Isso continua acontecendo hoje. Quantas pessoas já sentiram Deus falar por meio de uma pregação, de um versículo bíblico ou até de um conselho cheio de sabedoria? Há decisões que mudam completamente o rumo da vida quando alguém escolhe ouvir a voz certa.

Mas ouvir não é o mesmo que escutar um som. É necessário responder. João ouviu e se voltou para aquela voz. Existe uma diferença entre quem apenas ouve e quem presta atenção. Deus fala com todos, mas nem todos estão dispostos a parar para escutar. “Em verdade, em verdade lhes digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” João 5:24 (NAA)

Um exemplo muito claro disso aparece na história de Bartimeu. O texto diz: “E ouvir que era Jesus, o Nazareno, começou a gritar: — Jesus, Filho de Davi, tenha compaixão de mim!” Marcos 10:47 (NAA). Bartimeu era cego. Não podia ver Jesus passando, mas percebeu algo que muitos enxergavam e não compreenderam. Ele ouviu — e aquilo foi suficiente para despertar sua fé.

A ordem dos acontecimentos é muito interessante: ele ouviu, creu, clamou, foi atendido e passou a enxergar. Antes do milagre nos olhos, já existia um milagre no coração. A verdadeira visão quase sempre começa pelos ouvidos.

Naquele dia, algumas pessoas mandaram que Bartimeu ficasse quieto, mas ele gritou ainda mais alto. Quem aprende a ouvir a voz de Deus não se deixa calar pelas vozes ao redor. E Jesus respondeu ao seu clamor, mostrando que Deus sempre se volta para aqueles que o buscam com sinceridade.

Voltando ao texto de Apocalipse, vemos que depois da voz havia uma porta aberta no céu. João não precisou forçar a entrada nem tentar alcançar aquilo sozinho. A porta foi aberta por Deus. Isso nos ensina que certas experiências espirituais não são conquistadas pelo esforço humano — são presentes da graça divina.

É assim também em nossos dias. Existem portas que só Deus pode abrir: oportunidades, recomeços, direções inesperadas. Às vezes tentamos resolver tudo com nossa própria força, mas o relacionamento com Deus nos lembra que Ele continua no controle.

A voz então diz: “Suba para aqui.” Não era apenas um convite para ver algo novo; era um chamado para mudar de perspectiva. Subir, espiritualmente, significa olhar acima das circunstâncias e enxergar a vida com os olhos da fé.

Quantas vezes nossos problemas parecem enormes simplesmente porque estamos olhando apenas do chão? Quando Deus nos chama para mais perto dEle, nossa visão muda. Aquilo que parecia impossível começa a ser visto com esperança.

Outro detalhe importante está na expressão: “mostrarei”. A revelação pertence a Deus. Não precisamos saber tudo sobre o futuro nem controlar cada passo da jornada. Existe descanso em confiar naquele que já conhece o caminho.

Isso nos ensina que Deus trabalha em etapas. Ele não revela tudo de uma vez; prepara nosso coração antes de ampliar nossa visão. Assim como João só viu certas coisas depois de ouvir a voz, também aprendemos que muitas respostas vêm quando escolhemos caminhar com Deus dia após dia.

Essa verdade pode ser aplicada à vida comum. Pense em alguém que busca direção para sua família, seu trabalho ou suas decisões pessoais. Quando essa pessoa ora, lê a Palavra e mantém o coração sensível, começa a perceber caminhos que antes não enxergava. Não é que tudo se torne fácil, mas passa a existir uma segurança interior.

Deus ainda fala. Ele ainda chama. Ele ainda abre portas.

Talvez o maior desafio do nosso tempo seja o excesso de ruídos. São muitas opiniões, notícias e distrações. Em meio a tanto barulho, precisamos reaprender a ouvir a voz do Senhor.

Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” João 10:27 (NAA). Ouvir a voz de Cristo não é algo extraordinário — é a marca de quem pertence a Ele.

Quando aprendemos essa ordem espiritual — ouvir, responder e seguir — começamos a perceber portas que antes passavam despercebidas. Deus não chama apenas para que vejamos algo novo, mas para que vivamos de maneira mais profunda com Ele.

Assim como João foi convidado a subir, Deus também nos chama para uma fé mais elevada, mais confiante e mais sensível. O relacionamento com Deus cresce quando escolhemos dar atenção à Sua voz.

Porque, no fim das contas, não é a revelação que transforma primeiro — é a disposição de ouvir.

“Quem aprende a ouvir a voz de Deus começa a enxergar caminhos que outros nunca percebem.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

13/fev/26

 

QUANDO TUDO FALHA, DEUS CONTINUA NO CONTROLE

“Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” Jó 42:2 (NAA)

A declaração de Jó nasce depois de um período de perdas profundas, dor e muitas perguntas sem resposta. Ele perdeu bens, saúde e filhos, viu sua vida mudar de forma brusca e, por muito tempo, não compreendeu o motivo de tanto sofrimento. Ainda assim, ao final de sua jornada, Jó reconhece algo que sustenta todo cristão: Deus continua no controle, mesmo quando não entendemos o que acontece.

Nossa vida também passa por momentos assim. Existem dias em que tudo parece caminhar bem, porém, de repente, surge uma notícia difícil, um problema na família, uma enfermidade ou uma perda inesperada. Nessas horas, a primeira reação costuma ser perguntar: “Por quê?” Queremos explicações rápidas e soluções imediatas. Só que nem sempre recebemos respostas na hora que desejamos. É nesse ponto que aprendemos que fé não depende de explicações completas, e sim de confiança em quem Deus é.

Muitas pessoas, em nossos dias, enfrentam crises semelhantes às de Jó. Há pais preocupados com filhos que se afastaram de casa ou da fé. Existem trabalhadores que perdem o emprego após anos de dedicação. Outros lutam contra doenças longas que cansam o corpo e o coração. Nessas horas, percebemos como somos pequenos diante da dor.

No mês que se passou recebi uma mensagem de uma irmã e amiga - uma mãe aflita - contando que seu filhinho havia sido internado na UTI. A angústia, o medo e a sensação de impotência diante daquela situação podiam ser sentidos até mesmo na breve mensagem enviada pelo WhatsApp.

Nesses momentos não há palavras capazes de explicar o sofrimento nem respostas prontas que tragam alívio imediato. Resta apenas confiar, orar e colocar tudo nas mãos de Deus. E é justamente em situações assim que aprendemos que o Senhor continua presente, sustentando quando nossas forças acabam.

Também aprendemos que nem sempre compreendemos os caminhos pelos quais Deus nos conduz. Existem fases em que tudo parece confuso. Planos falham, portas se fecham e sonhos parecem distantes. Contudo, o tempo revela que muitas dessas experiências produzem crescimento e maturidade.

Quantas pessoas, após uma demissão, descobriram um novo caminho profissional? Quantas famílias se aproximaram depois de uma enfermidade? Quantos cristãos passaram a buscar mais a Deus depois de uma dificuldade? Aquilo que parecia derrota se transforma em aprendizado e fortalecimento.

Outro ponto importante aparece quando percebemos que não caminhamos sozinhos. A graça de Deus sustenta cada passo. A vida cristã não é livre de lutas. Pelo contrário, muitas vezes surgem pressões, tentações e momentos de cansaço. Por isso, precisamos pedir forças diariamente ao Senhor. Há dias em que mal conseguimos fazer outra coisa além de orar: “Senhor, ajuda-me a continuar”. E essa oração sincera encontra resposta no cuidado de Deus, que, pouco a pouco, renova nossas forças.

Pense em alguém que enfrenta uma luta silenciosa, como uma mãe que ora todos os dias por um filho distante, ou um trabalhador que sai cedo de casa buscando sustento digno para a família. Essas pessoas continuam caminhando porque confiam que Deus cuida de cada detalhe. A fé não elimina a dificuldade, porém dá coragem para seguir em frente.

Quando reconhecemos o cuidado e o amor do Senhor, nosso coração encontra um novo caminho: a adoração e a entrega. Em vez de viver apenas reclamando das dificuldades, aprendemos a colocar tudo nas mãos de Deus. Entregar não significa desistir, e sim confiar. Significa dizer: “Senhor, minha vida pertence a Ti, e eu continuo caminhando sob a Tua direção”.

Adorar em meio às lutas transforma nosso interior. O problema pode continuar existindo, só que o coração encontra paz para atravessar a situação. A confiança em Deus muda nossa maneira de enfrentar a vida. Em vez de desespero, nasce esperança. Em vez de revolta, surge confiança. E, aos poucos, percebemos que Deus esteve presente em cada etapa do caminho.

Jó começou sua jornada cheio de perguntas e terminou cheio de reverência. Ele compreendeu que Deus sempre soube o que fazia. O mesmo acontece conosco. Um dia também olharemos para trás e perceberemos que o Senhor nunca perdeu o controle de nossa história.

No fim, nossa maior segurança não está na ausência de problemas, e sim na presença constante de Deus ao nosso lado, conduzindo cada passo com amor e propósito.

Quanto ao pequeno Heitor, criança amada citada no início do texto, ele está nas mãos de Deus, que irá curá-lo e fazê-lo crescer, e isso será testemunho do grande amor do Senhor por todos nós.

Quando não entendemos o caminho, podemos descansar sabendo que Deus entende, conduz e sustenta cada passo da nossa jornada.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

12/fev/26

 

CEIA DO SENHOR, UM ENCONTRO VIVO COM CRISTO

“Pois quem come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada um a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.”  1 Coríntios 11:27-29 (NAA)

Esta semana, em algumas de nossas igrejas, o povo do Senhor foi convidado pelo próprio Senhor a nos assentamos à Sua mesa para participar da Ceia. Este é um dos momentos mais profundos da vida cristã. Não se trata apenas de um ritual da igreja nem de um costume que repetimos por tradição; é um memorial vivo que nos conduz ao sacrifício de Cristo, fortalece a comunhão do Seu povo e reacende em nós a esperança da Sua volta.

Ao nos aproximarmos da mesa, somos convidados a lembrar, com reverência e gratidão, do amor que nos alcançou na cruz. A Ceia nos chama a desacelerar o coração, a examinar a vida e a renovar nossa fé naquele que se entregou por nós. Mais do que um ato litúrgico, é um encontro espiritual — um momento em que a graça nos reúne, a esperança nos sustenta e o amor de Cristo nos recorda que pertencemos a Ele.

O apóstolo Paulo foi muito claro ao corrigir a igreja de Corinto porque muitos participavam da Ceia sem entender o seu verdadeiro sentido. Ele usou uma expressão forte: “discernir o corpo”. Isso significa reconhecer que a Ceia nos faz olhar para o passado, lembrando a cruz, para o presente, vivendo a unidade como igreja, e para o futuro, proclamando com fé que Jesus voltará para nos buscar.

Discernir o corpo significa perceber espiritualmente o que está acontecendo ali. O pão não é apenas um pedaço de alimento, e o cálice não é apenas uma bebida. Eles representam a entrega de Cristo na cruz, sua morte em nosso lugar, e ao mesmo tempo lembram que nós, a igreja, somos o corpo de Cristo unidos pela fé e que aguardamos Sua volta. Participar da Ceia sem compreender isso é tratá-la como algo comum, vazio, sem reverência e sem esperança no futuro prometido por Cristo.

No tempo de Paulo, a Ceia acontecia em meio a refeições comunitárias. Cada família levava algo para compartilhar, mas em Corinto os mais ricos comiam em excesso e até se embriagavam, enquanto os mais pobres ficavam sem nada. Essa falta de consideração feria a comunhão e desrespeitava o sentido da Ceia. Paulo então os repreendeu e disse: “Se alguém tem fome, coma em casa.”  1 Coríntios 11:34(NAA) Ele queria deixar claro que a Ceia não era para satisfazer o estômago, mas para recordar Cristo, afirmar a unidade da igreja e reafirmar a esperança de sua volta.

Esse problema não ficou no passado. Ainda hoje corremos o risco de participar da Ceia sem discernir o corpo. Podemos nos acostumar tanto ao momento que o fazemos de forma automática, sem reflexão. Há quem veja apenas como uma tradição, um rito repetido, mas não como um encontro profundo com Cristo e com a expectativa da sua vinda. Outros participam sem examinar o coração, sem confessar pecados, sem lembrar que ali renovamos nossa fé na obra da cruz e reafirmamos nossa esperança na volta de Jesus.

Discernir o corpo também significa reconhecer a unidade da igreja. Paulo nos lembra que não podemos participar da Ceia enquanto desprezamos nossos irmãos. O cálice que partilhamos é o mesmo para todos, e o pão que comemos aponta para um só corpo. Isso nos ensina que não há lugar para divisões, rancores ou indiferença. Quando um cristão participa da Ceia guardando mágoa contra outro, ou ignorando o sofrimento do próximo, ele não está discernindo o corpo, nem vivenciando a esperança da vinda do Senhor.

Nos dias de hoje, isso pode ser visto em atitudes como desprezar os irmãos mais simples, alimentar rivalidades dentro da igreja, ou até mesmo participar da Ceia sem se importar com a vida comunitária. É como se disséssemos que estamos em comunhão com Cristo, mas não com o corpo que é a sua igreja e sem olhar para a promessa de sua volta. O apóstolo João nos lembra: “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”  1 João 4:20 (NAA)

A palavra usada por Paulo no grego é “diakrinó”, que significa distinguir, perceber e compreender espiritualmente. Não é apenas um ato racional, mas uma percepção espiritual que reconhece o valor da Ceia, que nos conecta ao sacrifício de Cristo, à unidade do corpo e à expectativa de sua vinda. É olhar para o pão e o cálice e ver além dos elementos físicos, enxergando Cristo crucificado e aguardando sua volta.

Discernir o corpo é, portanto, um chamado a participar com fé, gratidão e reverência. Antes de tomar do cálice, somos convidados a examinar nossa vida diante de Deus. Não se trata de afastar-nos da mesa do Senhor por causa da nossa indignidade, mas de nos aproximarmos em arrependimento, reconhecendo nossa necessidade da graça. A Ceia não é para os perfeitos, mas para aqueles que confessam sua fraqueza, dependem do sacrifício de Cristo e esperam a sua vinda.

Podemos pensar em exemplos práticos para os nossos dias. Imagine alguém que, no momento da Ceia, está distraído com o celular, preocupado apenas com a pressa do culto terminar. Ele não está discernindo o corpo nem proclamando a esperança da volta de Cristo. Ou uma pessoa que participa apenas porque todos ao redor estão participando, sem refletir sobre o significado do pão e do cálice. Também não está discernindo o corpo. Por outro lado, quando alguém se ajoelha em oração, pedindo perdão pelos pecados, agradecendo pela cruz e lembrando que Cristo voltará, ele participa com discernimento. Quando uma igreja celebra a Ceia cuidando uns dos outros, lembrando-se dos mais fracos e acolhendo a todos, ela discerne o corpo.

Participar da Ceia do Senhor é um ato de fé que nos conecta à obra de Cristo, à vida em comunidade. É um momento de renovar nossa esperança, reafirmar nossa união com os irmãos e celebrar que pertencemos a um só corpo. Paulo queria que os coríntios e também nós entendêssemos que a Ceia não é apenas um símbolo, mas um encontro real com a graça de Deus e um anúncio vivo da vinda de Jesus.

Que possamos nos aproximar sempre da mesa do Senhor com reverência, discernindo o corpo de Cristo. Assim viveremos a Ceia não como um hábito vazio, mas como um memorial vivo que nos fortalece, nos une, nos lembra do amor que nos salvou e nos mantém firmes na esperança de que Jesus voltará.

A Ceia do Senhor não é apenas um rito, mas um encontro vivo com Cristo e com o corpo da igreja; participar dela com discernimento é reconhecer a cruz, confessar nossa dependência da graça, viver em comunhão verdadeira com os irmãos e anunciar com fé a esperança da sua vinda.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

11/fev/26

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