PERDOAR NÃO É DESCULPAR

“Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; se, porém, não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês.” Mateus 6:14-15 (NAA).

Todos nós gostamos de falar sobre o perdão de Deus. É maravilhoso saber que podemos chegar diante dEle, confessar nossos pecados e encontrar misericórdia. O problema começa quando Jesus nos lembra que aquele que recebe perdão também precisa aprender a perdoar.

Na oração que ensinou aos discípulos, Jesus disse: “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.” Mateus 6:12 (NAA). Essas palavras nos colocam diante de uma verdade difícil: não podemos desejar misericórdia para nós e alimentar para sempre a dívida dos outros.

Mas antes precisamos compreender algo importante. Muitas vezes, quando pedimos perdão a Deus, não estamos realmente confessando nosso pecado. Estamos apresentando nossa defesa.

Dizemos: “Senhor, eu sei que falei aquilo, mas estava nervoso.” “Eu sei que menti, mas não queria criar um problema.” “Eu sei que tratei aquela pessoa mal, mas ela também me provocou.” “Eu sei que errei, mas, no meu lugar, qualquer um teria feito a mesma coisa.” Perceba como é fácil transformar uma confissão em um discurso de defesa.

Existe uma grande diferença entre perdoar e desculpar.

Se alguém realmente não teve culpa, não há pecado para ser perdoado. Uma explicação pode mostrar que determinado ato foi acidental ou que havia circunstâncias que diminuíam a responsabilidade. Deus conhece perfeitamente essas circunstâncias. Ele sabe aquilo que sentimos, aquilo que não sabíamos e aquilo que realmente não poderíamos evitar. Nós não precisamos convencer Deus de nossas circunstâncias. Ele as conhece melhor do que nós.

O que precisamos levar diante dEle é justamente aquilo que sobra depois de todas as explicações: o pecado que não conseguimos justificar.

É aí que começa o verdadeiro arrependimento.

Perdão significa olhar para aquilo que realmente aconteceu, reconhecer que foi errado e ainda assim encontrar misericórdia. Foi assim que Deus nos tratou em Cristo. Paulo escreveu: “Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.” Efésios 4:32 (NAA). Observe a medida: “como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.”

Quando alguém nos ofende, nossa tendência natural é olhar somente para a dívida daquela pessoa. Lembramos das palavras, das atitudes, da humilhação e da injustiça.

Mas o Evangelho nos convida também a olhar para outra dívida: a nossa, que foi alcançada pela graça de Deus. É justamente essa lembrança que começa a quebrar o ressentimento.

Perdoar, porém, não significa fingir que nada aconteceu. Não significa dizer que a maldade foi pequena quando ela foi grande. Também não significa permitir que alguém continue nos ferindo. Uma pessoa que sofreu violência, abuso ou repetidas agressões pode perdoar e, ao mesmo tempo, estabelecer limites, buscar proteção e permitir que existam consequências para aquilo que aconteceu.

Perdão e confiança também não são exatamente a mesma coisa. O perdão pode ser oferecido; a confiança, muitas vezes, precisa ser reconstruída. Jesus nunca apresentou o perdão como aprovação do pecado.

Ele conhecia muito bem a dificuldade de perdoar repetidamente. Pedro perguntou: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mateus 18:21-22 (NAA). Jesus não estava ensinando Pedro a fazer uma conta. Estava mostrando que o perdão não deveria viver com uma calculadora na mão.

E talvez as maiores dificuldades nem estejam sempre nas grandes ofensas. Muitas vezes são as pequenas feridas repetidas da vida diária: o familiar que sempre faz a mesma crítica, o marido que responde de maneira ríspida, a esposa que repete determinada atitude, o filho egoísta, o colega de trabalho provocador, aquela pessoa da igreja cuja maneira de agir nos incomoda há anos. É justamente aí que percebemos como perdoar pode ser difícil. Por isso precisamos voltar continuamente à graça.

Paulo escreveu: “Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros.” Colossenses 3:13 (NAA).

Não perdoamos porque a outra pessoa mereceu. Se dependesse de merecimento, nem nós teríamos recebido perdão. Perdoamos porque fomos perdoados. Isso não torna a ofensa menor. Torna a graça maior.

Talvez você ainda não consiga esquecer determinada dor. Perdoar não significa apagar a memória. Significa decidir que aquela lembrança não será transformada em uma cobrança permanente contra quem o feriu.

O perdão pode ser um processo. Algumas feridas precisam ser entregues a Deus muitas vezes até que deixem de controlar nosso coração. Mas o caminho continua sendo o mesmo: lembrar da misericórdia que recebemos e pedir ao Senhor forças para oferecê-la também.

Ser cristão significa descobrir que Deus nos amou não porque éramos fáceis de amar, mas porque Ele é misericordioso. E, depois de sermos alcançados por essa misericórdia, somos chamados a permitir que ela alcance também aqueles que nos feriram.

Perdoar não é dizer que o mal não aconteceu; é reconhecer a dívida e escolher não viver cobrando-a para sempre, porque quem se lembra do quanto foi perdoado por Deus começa a encontrar forças para estender ao outro a misericórdia que primeiro recebeu.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

06/out/26

 

COM QUE MEDIDA ESTAMOS MEDINDO AS PESSOAS?

“Também derrotou os moabitas. Fez com que se deitassem no chão e os mediu com uma corda: os que ficaram dentro de duas medidas foram mortos, e os que ficaram dentro da terceira medida foram deixados com vida. Assim, os moabitas se tornaram servos de Davi e lhe pagavam tributo.” 2 Samuel 8:2 (NAA).

Esta é uma passagem forte do Antigo Testamento. Davi havia derrotado os moabitas e, depois da batalha, fez os prisioneiros deitarem no chão e serem medidos com uma corda. O texto indica que duas partes foram destinadas à morte e uma terceira foi preservada. Estamos diante de uma prática militar daquele período, não de uma orientação dada à Igreja para ser reproduzida em nossos dias.

Mesmo assim, aquela imagem do cordel nas mãos de Davi nos leva a pensar em algo muito atual: nós também gostamos de medir pessoas.

Medimos inteligência, aparência, patrimônio, formação, posição social, sucesso e influência. Às vezes fazemos isso até dentro da igreja. Medimos alguém pelo cargo que ocupa, pela facilidade de falar, pelo tempo de conversão, pelo conhecimento bíblico, pelo ministério ou serviço que exerce ou ainda pelo reconhecimento que recebe.

E também usamos outras réguas, ainda mais perigosas. Medimos pessoas pelo passado, pelos erros que cometeram, pelas escolhas ruins que fizeram ou pela impressão que formamos a respeito delas. O problema começa quando pensamos que nossa medida é também a medida de Deus.

A história dos moabitas nos lembra, primeiro, que as escolhas têm consequências. Eles haviam sido derrotados e estavam agora diante do vencedor. Aquela cena envolvia uma decisão entre vida e morte. Sem transformar o episódio em uma alegoria da salvação, podemos aprender que nossa vida também é feita de escolhas e que não devemos tratar com superficialidade nossa posição diante de Deus.

Mas existe uma diferença fundamental: naquela batalha, Davi segurava o cordel. Na vida espiritual, a medida final não está em nossas mãos.

Jesus fez uma advertência muito séria: “Pois com o critério com que vocês julgarem vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos.” Mateus 7:2 (NAA). Talvez hoje não carreguemos uma corda, mas podemos carregar uma régua invisível.

Olhamos para alguém e pensamos: “Esse não tem mais jeito.” Vemos uma pessoa que caiu muitas vezes e concluímos: “Ela nunca vai mudar.” Conhecemos seu passado e acreditamos que já sabemos como terminará sua história. Mas quem nos entregou essa régua?

A Igreja não recebeu de Cristo uma medida para determinar quem merece graça ou quem ainda pode ser transformado. Recebeu o Evangelho para anunciar arrependimento, perdão e salvação.

Isso não significa que o cristão não possa discernir o certo e o errado. Jesus disse: “Não julguem segundo a aparência, mas julguem pela reta justiça.” João 7:24 (NAA). Portanto, discernimento é necessário. Podemos reconhecer que determinada atitude é errada, que um comportamento precisa ser corrigido ou que algo não está de acordo com a Palavra de Deus. O que não podemos fazer é transformar esse discernimento em arrogância e assumir o lugar que pertence a Deus.

Jesus aprofundou ainda mais essa questão: “Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio?” Mateus 7:3 (NAA). É muito mais fácil perceber o defeito do outro do que enxergar o nosso. Observamos a impaciência de alguém e esquecemos nossa própria intolerância. Criticamos o orgulho do irmão e não percebemos nossa vaidade. Apontamos sua queda e escondemos nossas fraquezas. Por isso Jesus ensina: “Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” Mateus 7:5 (NAA).

Ele não diz que devemos fingir que o cisco não existe. Ensina que, antes de medir o outro, precisamos permitir que Deus nos examine.

Samuel aprendeu algo semelhante quando foi escolher o futuro rei de Israel. Ele se impressionou com aquilo que seus olhos conseguiam enxergar, mas Deus lhe disse: “Porque o Senhor não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o Senhor vê o coração.” 1 Samuel 16:7 (NAA). Nós vemos apenas uma parte.

Vemos o erro, mas não conhecemos toda a luta. Vemos a queda, mas não sabemos quantas vezes aquela pessoa tentou permanecer de pé. Vemos o presente, mas não conseguimos enxergar aquilo que a graça de Deus ainda poderá produzir em sua vida. Há medidas que pertencem aos homens e há medidas que pertencem a Deus. O perigo começa quando tomamos em nossas mãos uma régua que nunca nos foi entregue.

Podemos medir resultados, distâncias e muitas coisas desta vida. Podemos até avaliar atitudes à luz da Palavra. Mas somente Deus conhece completamente o coração.

Por isso, antes de perguntarmos quanto o outro mede diante de nossos olhos, talvez devêssemos perguntar: com que medida eu estou medindo meu irmão?

Podemos enxergar a aparência, os erros e até o passado de alguém, mas somente Deus conhece completamente o coração; por isso, antes de tomarmos a régua para medir o próximo, precisamos lembrar que nós também vivemos todos os dias debaixo da graça e da misericórdia dEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

05/out/26

 

RELIGIÃO NÃO SUBSTITUI O NOVO NASCIMENTO

 “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” João 3:4 (ARC).

 Nicodemos não era um homem sem religião. Pelo contrário, era fariseu, conhecia as Escrituras e ocupava uma posição de destaque entre os judeus. Ele tinha conhecimento, tradição e experiência religiosa. Mesmo assim, quando procurou Jesus, descobriu que tudo aquilo ainda não era suficiente para compreender a realidade da salvação.

Jesus lhe disse algo que certamente o surpreendeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” João 3:3 (ARC).

Nicodemos interpretou aquelas palavras de maneira literal. Pensou imediatamente no nascimento físico e perguntou como um homem já velho poderia voltar ao ventre de sua mãe e nascer outra vez. Sua pergunta mostra que ele ainda não havia compreendido que Jesus estava falando de uma transformação espiritual.

Não precisamos entender a referência de Nicodemos à sua mãe como um símbolo da Lei ou da religião, porque o próprio texto não faz essa associação. O que fica evidente é que ele estava raciocinando a partir daquilo que conhecia naturalmente, enquanto Jesus estava lhe ensinando uma verdade espiritual.

E aqui encontramos algo que continua muito atual. É possível alguém conhecer religião e ainda não compreender o novo nascimento. Uma pessoa pode frequentar uma igreja desde criança, conhecer hinos, ter uma Bíblia em casa, participar de reuniões e saber explicar vários ensinamentos cristãos. Tudo isso pode ser importante, mas nenhuma dessas coisas, por si só, significa que ela nasceu de novo.

Jesus foi muito claro: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” João 3:5 (ARC).

O novo nascimento é uma obra que Deus realiza no interior do homem. Não significa começar novamente a vida física, mas receber uma nova vida em Cristo. É uma transformação tão profunda que a Bíblia a compara a um nascimento.

Pense em alguém que decide mudar alguns hábitos. Para de frequentar determinados lugares, abandona certos comportamentos e começa a participar da igreja. Essas mudanças podem ser muito boas, mas o Evangelho fala de algo ainda mais profundo. Jesus não veio apenas melhorar algumas partes de nossa velha vida. Ele veio nos dar uma nova vida.

Paulo expressou essa verdade dizendo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17 (ARC).

Por isso, ser cristão não significa simplesmente tornar-se uma pessoa mais religiosa. Significa pertencer a Cristo e permitir que Ele transforme nosso coração, nossos desejos, nossa maneira de pensar e nossa forma de viver.

Nicodemos precisava compreender também que sua posição religiosa e seu conhecimento da Lei não poderiam produzir essa nova vida. A salvação não é uma conquista humana. Não conseguimos alcançá-la acumulando boas obras, cumprindo regras ou apresentando a Deus uma lista de nossas qualidades.

A Bíblia diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9 (ARC).  Isso não significa que as boas obras sejam desnecessárias. Elas são consequência de uma vida transformada, mas não são a causa de nossa salvação. Não fazemos o bem para comprar a graça de Deus. Fazemos o bem porque fomos alcançados por essa graça.

Jesus explicou ainda a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” João 3:6 (ARC).

Há coisas que podemos mudar com esforço e disciplina, mas existe uma transformação que somente o Espírito Santo pode produzir. Podemos mudar nossa aparência exterior, corrigir alguns hábitos e aprender uma linguagem religiosa, mas somente Deus pode dar vida espiritual ao coração.

Talvez alguém diga: “Nasci em uma família cristã.” Isso é uma grande bênção, mas não substitui o novo nascimento. Outro pode dizer: “Fui criado dentro da igreja.” Também é precioso, mas não basta. A experiência de nossos pais não pode substituir nosso próprio encontro com Cristo.

Nicodemos era mestre em Israel e, mesmo assim, ouviu de Jesus: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” João 3:7 (ARC).  Observe a palavra: necessário. Jesus não apresentou o novo nascimento como uma opção para alguns cristãos mais dedicados. Ele o colocou como uma necessidade para quem deseja entrar no Reino de Deus.

Por isso, a pergunta mais importante não é apenas: “Tenho religião?”, “Conheço a Bíblia?” ou “Frequento uma igreja?” A pergunta é muito mais profunda: Cristo já transformou minha vida? Nasci de novo pelo Espírito?

Nicodemos chegou até Jesus carregando conhecimento religioso. Jesus lhe mostrou que ele precisava de algo que sua religião não podia produzir: uma nova vida.

A religião pode ensinar nossos lábios a falar de Deus, mas somente o novo nascimento transforma o coração; Jesus não veio apenas melhorar a velha vida, mas nos dar uma vida nova nEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

04/out/26

 

NÃO HÁ CAUSAS PERDIDAS PARA JESUS

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” Mateus 28:18 (NAA).

Alguém já chegou perto de você e disse: “Essa causa está perdida”? A expressão “causa perdida” é uma conclusão humana. Nós a usamos quando nossos recursos acabam, quando já não enxergamos uma saída ou quando alguém parece ter ido longe demais.

Mateus 28:18, porém, começa de outro ponto. Jesus declara que possui toda a autoridade, e isso nos leva a compreender que nenhuma situação está fora de Seu domínio. Ele não disse que recebeu parte da autoridade, mas toda a autoridade. Isso inclui aquilo que conseguimos resolver e também aquilo diante do qual nos sentimos completamente impotentes.

Há momentos em que médicos, familiares, amigos e até nós mesmos chegamos ao limite. Fazemos o que está ao nosso alcance, buscamos alternativas, procuramos respostas, mas chega um momento em que percebemos que não podemos avançar mais. O limite humano, porém, não determina o limite de Jesus. Quando não sabemos mais o que fazer, Ele continua sendo Senhor.

O ser humano possui limites e não consegue ir muito longe sozinho. Mas eu lhe pergunto: quem pode estar longe o suficiente para não ser alcançado por Jesus?

Há pessoas das quais outros já desistiram: alguém dominado pelo pecado, uma família destruída, um filho afastado, uma pessoa presa a vícios ou alguém que passou muitos anos rejeitando o Evangelho. Entretanto, Jesus veio justamente em busca de quem estava perdido: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” Lucas 19:10 (NAA).

Enquanto existe vida, não devemos escrever a última página da história de ninguém. Jesus alcançou Zaqueu, transformou Saulo e restaurou Pedro. Fez na vida desses homens aquilo que, aos olhos humanos, parecia impossível. Por isso, devemos ter muito cuidado antes de dizer a respeito de alguém: “Esse não tem mais jeito.”

Nós temos nossos recursos, nossas possibilidades e nossa capacidade. Mas, mais uma vez, eu lhe pergunto: e quando esses recursos acabarem? O que fazer? A quem recorrer? É justamente nesse ponto que precisamos lembrar que Jesus pode agir quando os recursos humanos terminam.

Marta e Maria chegaram ao momento em que, humanamente, nada mais poderia ser feito por Lázaro. Ele estava morto havia quatro dias. Para aquelas irmãs, havia terminado o tempo da esperança e todos os recursos possíveis já tinham se esgotado. Para Jesus, porém, aquela história ainda não havia terminado.

Muitas vezes chamamos de impossível aquilo que simplesmente ultrapassou nossa capacidade. O fato de não podermos fazer alguma coisa não significa que Jesus também não possa fazer. Isso não quer dizer que Ele realizará sempre exatamente aquilo que desejamos ou da maneira que esperamos, mas significa que nunca estaremos diante de uma situação sobre a qual Ele tenha perdido Sua autoridade.

Jesus vê muito além do que conseguimos enxergar. Ele não vê apenas o que uma pessoa é hoje, mas também aquilo que Sua graça pode fazer nela. Seu olhar alcança possibilidades que nossa limitada visão não consegue perceber.

Quando olhamos para alguém, geralmente enxergamos seu passado, seus erros e sua condição presente. E até nossa avaliação pode estar distorcida, porque vemos tudo a partir de nossa própria perspectiva. Jesus, porém, vê uma história que ainda está sendo escrita. Ele conhece aquilo que aconteceu, aquilo que está acontecendo e aquilo que ainda pode acontecer pela ação de Sua graça.

Saulo era perseguidor da Igreja, mas, depois de encontrar Cristo, tornou-se anunciador do Evangelho. Pedro O negou três vezes, mas foi restaurado. A mulher samaritana carregava uma história marcada por relacionamentos quebrados, mas, depois de encontrar Jesus, tornou-se testemunha dEle em sua cidade. A graça de Deus é capaz de produzir futuros que o passado jamais nos permitiria prever.

Por isso, como servos e servas do Senhor, nossa missão é continuar crendo, orando, amando e anunciando Jesus.

Mateus 28:18 não termina apenas com uma declaração de autoridade. Logo depois, Jesus envia Seus discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações.” Mateus 28:19 (NAA). Isso significa que a autoridade de Cristo também deve mudar a maneira como enxergamos as pessoas.

Não podemos classificar alguém como “sem jeito” e, ao mesmo tempo, afirmar que cremos que Jesus possui toda a autoridade. Talvez aquela pessoa por quem você ora há anos ainda não tenha respondido. Talvez aparentemente nada tenha mudado. Mesmo assim, continue amando, testemunhando e orando. Não cabe a nós decretar o fim de uma história que Jesus ainda pode transformar.

Quantas vezes olhamos para o tamanho do problema e deixamos de olhar para Aquele que possui toda a autoridade. Fazemos isso quando dizemos: “Não tem mais jeito.” Jesus, porém, declara: “Toda a autoridade me foi dada.” E, com essas palavras, Ele nos convida a deixar de medir a situação apenas pelo tamanho do problema e a lembrar do tamanho de Seu poder.

Não há causas perdidas para Jesus, porque, quando nossos recursos terminam, Sua autoridade permanece; e onde enxergamos apenas aquilo que foi destruído, Ele ainda pode escrever uma nova história.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

03/out/26

 

O MAL NÃO DECIDE O FINAL

“Vocês, na verdade, planejaram o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como estão vendo agora, que se conserve a vida de muita gente.” Gênesis 50:20 (NAA).

Há um antigo ditado que diz: “Há males que vêm para o bem.” A frase pode nos ajudar a pensar, mas precisamos entendê-la com cuidado. O mal nunca deixa de ser mal simplesmente porque alguma coisa boa surgiu depois dele. Uma injustiça continua sendo injustiça, uma traição continua sendo traição e uma mentira continua sendo mentira. O que a Bíblia nos mostra é algo ainda mais profundo: Deus é capaz de agir até mesmo em meio ao mal e impedir que ele tenha a palavra final.

Quem nunca sofreu alguma injustiça? Talvez alguém tenha falado algo falso a seu respeito, traído sua confiança, prejudicado você no trabalho ou tomado uma decisão que afetou profundamente sua vida. E quando a injustiça vem de alguém que amamos, a dor costuma ser ainda maior. Algumas pessoas carregam essas feridas durante anos. Recordam o que aconteceu, repetem mentalmente as palavras que ouviram e, pouco a pouco, permitem que a amargura ocupe um espaço cada vez maior no coração.

José conheceu esse tipo de sofrimento muito bem. Seus próprios irmãos tiveram inveja dele, planejaram matá-lo, lançaram-no em uma cisterna e finalmente o venderam como escravo. José foi levado para o Egito contra a sua vontade. Mais tarde, depois de agir corretamente na casa de Potifar, foi acusado injustamente e acabou na prisão.

Se olhássemos para sua história naquele momento, talvez disséssemos: “Acabou. Destruíram o futuro desse rapaz.” Mas Deus ainda estava escrevendo a história.

José não conseguia enxergar tudo enquanto estava dentro da cisterna. Também não conhecia o futuro quando caminhava como escravo em direção ao Egito nem quando estava preso injustamente. Ele via apenas o capítulo que estava vivendo. Deus, porém, via a história inteira.

Anos depois, José foi elevado a uma posição de grande autoridade no Egito e tornou-se instrumento para preservar muitas vidas durante uma grave fome. Foi então que seus próprios irmãos chegaram diante dele buscando alimento, sem saber que estavam diante daquele que haviam vendido tantos anos antes.

Quando José finalmente revelou sua identidade, disse: “Eu sou José, o irmão de vocês, que vocês venderam para o Egito. Agora, pois, não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos por terem me vendido para cá, porque foi para a preservação da vida que Deus me enviou adiante de vocês.” Gênesis 45:4-5 (NAA).

José não estava dizendo que seus irmãos haviam feito o que era certo. Anos mais tarde, deixou isso ainda mais claro: “Vocês, na verdade, planejaram o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.” Gênesis 50:20 (NAA).

Essa diferença é muito importante. Confiar na providência de Deus não significa chamar o mal de bem. Significa reconhecer que o mal praticado contra nós não é maior do que a capacidade de Deus de agir em nossa história.

Talvez alguém tenha fechado uma porta que você desejava muito atravessar. Talvez você tenha perdido um emprego injustamente e, algum tempo depois, encontrado uma oportunidade que nunca teria procurado se aquilo não tivesse acontecido. Talvez uma decepção tenha levado você a rever escolhas, amadurecer ou aproximar-se mais de Deus. Nem sempre veremos resultados tão claros, e seria errado dizer que todo sofrimento produzirá nesta vida uma explicação que conseguiremos compreender.

Por isso Paulo escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:28 (NAA). Este texto não diz que todas as coisas são boas. Existem perdas, injustiças e sofrimentos verdadeiramente dolorosos. Ele afirma que Deus pode fazer com que todas as coisas cooperem dentro de Seu propósito.

Talvez hoje você esteja vivendo apenas a cisterna, a escravidão ou a prisão de sua história. Você ainda não consegue enxergar como as coisas poderão terminar. Nesse momento, a história de José nos convida a não permitir que a dor se transforme em amargura.

Não precisamos negar aquilo que aconteceu, fingir que não doeu ou chamar a injustiça de algo bom. Podemos reconhecer a ferida e, ao mesmo tempo, confiar que nossa vida continua nas mãos de Deus.

Os irmãos de José escreveram um capítulo de maldade, mas não puderam escrever o final da história.

E talvez essa seja uma das grandes lições de sua vida: pessoas podem interferir em nosso caminho, ferir nossos sentimentos e até mudar nossos planos, mas nenhuma delas possui autoridade para impedir que Deus continue cumprindo Seus propósitos.

Aquilo que fizeram contra nós pode marcar um capítulo de nossa história, mas não precisa determinar o seu final; quando entregamos nossa vida a Deus, até aquilo que nasceu para nos ferir pode ser alcançado por Sua providência e conduzido para um propósito maior.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

02/out/26

 

A FÉ TAMBÉM PRECISA PASSAR PELA PROVA DOS NOVE?

“Examinem todas as coisas, retenham o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:21 (NAA).

Não sei se hoje ainda é assim, mas, no meu tempo de escola, aprendíamos que, depois de fazer uma conta, era bom conferir o resultado. Entre os recursos usados estava a conhecida “prova dos nove”. Quem é da minha geração provavelmente vai se lembrar dela. Fazíamos a operação e, depois, realizávamos aquela conferência para verificar se havia algum sinal de erro.

Mas e quando o assunto é fé? Será que também precisamos fazer uma espécie de “prova dos nove” naquilo que ouvimos, acreditamos e recebemos como vindo de Deus?

A princípio, alguém poderia pensar que examinar algo relacionado à fé demonstra falta de confiança. Afinal, a Bíblia afirma: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.” Hebreus 11:6 (NAA).

A fé é indispensável. Entretanto, fé não significa acreditar em qualquer coisa apenas porque alguém usou o nome de Deus. A Bíblia não ensina uma fé sem discernimento. Pelo contrário, o mesmo Deus que nos chama a crer também nos manda examinar.

Paulo escreveu: “Examinem todas as coisas, retenham o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:21 (NAA). Isso significa que a fé cristã não precisa ter medo de perguntas, de análise ou de comparação com as Escrituras. A “prova dos nove” da fé não serve para verificar se Deus está certo. Deus não precisa ser colocado à prova. O que precisa ser examinado é aquilo que nós, seres humanos, dizemos a respeito dEle.

Isso se torna especialmente importante em nossos dias. Basta abrir o celular para encontrar pregações, vídeos, mensagens, profecias, interpretações e pessoas afirmando: “Deus me revelou”, “Deus mandou dizer” ou “O Senhor falou comigo”. Algumas dessas mensagens podem ser verdadeiras e edificantes. Outras podem nascer de uma interpretação equivocada, de uma emoção ou até de interesses pessoais. Como então saber a diferença?

A primeira pergunta não deveria ser: “Quem falou?”, mas: “O que foi dito está de acordo com a Palavra de Deus?”

A igreja de Bereia nos oferece um exemplo precioso. Quando Paulo pregou ali, aquelas pessoas receberam a mensagem com interesse, mas não abandonaram o discernimento. A Bíblia diz: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11 (NAA).

Observe algo interessante: eles ouviram Paulo, um apóstolo, e ainda assim examinaram as Escrituras. Paulo não ficou ofendido. A Bíblia, pelo contrário, elogia aquela atitude. Eles receberam a mensagem com disposição, mas conferiram se aquilo que estavam ouvindo correspondia ao que Deus havia revelado.

Esse equilíbrio é importante. Podemos errar de duas maneiras. Uma pessoa pode duvidar de tudo e nunca conseguir confiar em Deus. Outra pode acreditar em tudo e acabar sendo enganada. A fé bíblica não está em nenhum desses extremos. Ela crê em Deus e, justamente porque crê nEle, examina cuidadosamente aquilo que é apresentado em Seu Nome.

João também advertiu os cristãos: “Amados, não deem crédito a qualquer espírito, mas provem os espíritos para ver se procedem de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído mundo afora.” 1 João 4:1 (NAA).

Isso vale para uma profecia, uma pregação, um sonho, uma revelação que lhe é entregue, uma interpretação bíblica ou qualquer experiência espiritual. O fato de algo nos emocionar não significa necessariamente que venha de Deus. O fato de uma pessoa falar com convicção também não torna suas palavras verdadeiras. Até mesmo alguém sincero pode interpretar alguma coisa de maneira errada. Por isso precisamos conhecer as Escrituras.

Imagine alguém dizendo que Deus lhe revelou algo que contradiz claramente aquilo que a Bíblia ensina. Não importa quanto aquela pessoa esteja emocionada, nem quantas vezes repita que recebeu uma revelação. Deus não Se contradiz. Sua Palavra torna-se nosso ponto seguro de referência.

Isso também não significa que precisamos viver desconfiando de todos. O objetivo do discernimento não é transformar o cristão em alguém crítico de tudo e de todos, mas protegê-lo do erro e ajudá-lo a permanecer na verdade.

A fé e a razão, portanto, não precisam caminhar em direções opostas. Podemos crer profundamente e, ao mesmo tempo, perguntar, estudar, conferir e buscar entendimento. Uma fé que conhece em Quem está depositada não teme ser examinada.

Talvez a velha “prova dos nove” ainda possa nos ensinar alguma coisa. Antes de aceitar qualquer afirmação feita em nome de Deus, volte às Escrituras. Leia o contexto, ore, busque entendimento e peça ao Espírito Santo que lhe dê discernimento. Porque o problema nunca estará em conferir aquilo que ouvimos. O perigo está em acreditar sem conferir.

A verdadeira fé não teme o exame, porque aquilo que vem de Deus nunca precisa fugir da verdade; quanto mais conhecemos Sua Palavra, mais preparados estaremos para reconhecer Sua voz em meio a tantas outras vozes.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

01/out/26

 

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ ANGUSTIADO, JESUS CONTINUA SENDO O CAMINHO

“Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim.” João 14:1 (NAA).

Os discípulos estavam entrando em um dos momentos mais difíceis de sua caminhada com Jesus. Eles haviam deixado tudo para segui-Lo, tinham visto milagres, ouvido Seus ensinamentos e aprendido a confiar nEle. Agora, porém, Jesus começava a falar sobre Sua partida, Sua morte e acontecimentos que eles ainda não conseguiam compreender. O futuro parecia incerto. Foi nesse ambiente de medo e insegurança que Ele disse: “Que o coração de vocês não fique angustiado.”

Essas palavras continuam muito atuais. Há momentos em que também sentimos o coração apertado. Pode ser depois de recebermos um diagnóstico médico, diante da perda de alguém que amamos, quando o casamento atravessa uma crise, quando chega o desemprego ou quando simplesmente não sabemos como será o amanhã. Nessas horas, muitas vezes não conseguimos mudar imediatamente as circunstâncias, mas Jesus nos chama a colocar nEle nossa confiança: “vocês creem em Deus, creiam também em mim.”

Essa afirmação é muito importante. Jesus não Se apresenta apenas como alguém que ensina sobre Deus. Ele chama os discípulos a depositarem nEle a mesma confiança que depositam no Pai. Poucos versículos depois, Ele explica por quê: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 (NAA).

Durante séculos, Deus havia falado ao povo por meio da Lei e dos profetas. O problema não estava naquilo que Deus havia revelado, mas no modo como muitos passaram a tratar essa revelação. A religião podia tornar-se apenas tradição, regras e aparência, enquanto misericórdia, amor e verdadeira comunhão com Deus eram deixados de lado.

Jesus encontrou exatamente esse tipo de situação. Havia pessoas que conheciam profundamente as Escrituras e, mesmo assim, não percebiam Quem estava diante delas. Ele declarou: “Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.” João 5:39-40 (NAA).

Isso também pode acontecer hoje. Uma pessoa pode frequentar a igreja há muitos anos, conhecer cânticos, doutrinas e costumes, possuir várias versões da Bíblia em seus celulares e ainda assim não ter desenvolvido um verdadeiro relacionamento com Cristo. É possível conhecer muitas coisas sobre Jesus sem realmente confiar em Jesus.

Imagine alguém que está perdido em uma cidade desconhecida. Ele pode possuir um excelente mapa, conhecer nomes de ruas e saber muita coisa sobre o lugar. Mas, se não encontrar o caminho correto, continuará perdido. Jesus não disse apenas que conhece o caminho. Ele afirmou: “Eu sou o caminho.” Ele não apenas ensina uma verdade; Ele é a verdade. Ele não oferece somente conselhos para uma vida melhor; Ele é a vida.

Por isso, a salvação não está simplesmente em pertencer a uma religião ou cumprir determinadas tradições. Ela está em Cristo. Pedro declarou: “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Atos 4:12 (NAA).

Mas Jesus não falou apenas sobre o caminho para o Pai. Ele também deu aos discípulos uma razão para enfrentar a separação que viria. Disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês.” João 14:2 (NAA). E acrescentou que voltaria para recebê-los, para que estivessem com Ele.

Que esperança extraordinária! O coração deles estava angustiado porque pensavam na partida; Jesus queria que olhassem além daquele momento. A cruz não seria o fim. Havia ressurreição, havia comunhão com o Pai e havia uma morada preparada.

Essa esperança continua sustentando o cristão hoje. Nós também enfrentamos momentos em que tudo parece incerto, mas nossa fé não está baseada na ausência de problemas. Está baseada na presença de Cristo e na promessa de que nossa história não termina aqui.

Mais adiante, Jesus voltou ao mesmo assunto e disse: “Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo.” João 14:27 (NAA).

Talvez as circunstâncias não mudem imediatamente. O diagnóstico pode continuar existindo, a saudade pode permanecer, o problema ainda pode precisar ser enfrentado. Mas existe uma paz que não depende de tudo estar resolvido. Ela nasce da certeza de que pertencemos a Cristo, de que Ele nos conduz ao Pai e de que temos nEle a esperança da vida eterna.

Quando o coração não consegue enxergar o amanhã, Jesus não nos entrega apenas uma explicação; Ele Se apresenta como o Caminho, oferece Sua paz e nos lembra que, junto do Pai, há um lugar preparado para aqueles que creem nEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

30/set/26

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