QUANDO CADA UM FAZ O QUE ACHA CERTO

“Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo.”  Juízes 21:25 (NAA)

O período dos juízes foi um dos momentos mais difíceis da história de Israel. A Bíblia mostra que, após a morte de Josué, levantou-se uma nova geração que não conhecia o Senhor, nem as obras que Ele havia feito pelo povo. Isso é algo muito sério. Não se tratava apenas de falta de informação, mas de falta de relacionamento com Deus. “E toda aquela geração também foi reunida aos seus pais; e outra geração se levantou depois deles, que não conhecia o Senhor, nem as obras que havia feito por Israel.” Juízes 2:10 (NAA)

A Palavra de Deus nos alerta quanto a esse abandono e a esse desconhecimento. Como é lamentável e perigoso quando uma geração inteira cresce sem conhecer Deus de verdade. Eles ouviram falar, talvez, mas não viveram. Não tiveram experiência. E quando não há experiência com Deus, as decisões passam a ser guiadas apenas pelo próprio coração.

E é exatamente isso que acontece: cada um passa a fazer o que acha certo aos seus próprios olhos. Sem direção, sem referência espiritual, sem temor. O resultado disso foi um afastamento gradual de Deus.

Mas surge uma pergunta importante: onde estava a falha? A resposta não está apenas nos filhos, mas na geração anterior. A Bíblia diz que eles deixaram o Senhor, o Deus de seus pais. Isso significa que o Deus dos pais não se tornou, de fato, o Deus dos filhos. Houve transmissão de informação, mas não de experiência.

E aqui cabe uma reflexão muito séria. Em outro momento da história, vemos o próprio rei Davi enfrentando consequências dentro de sua casa por falhas na condução de seus filhos. “Seu pai nunca o havia contrariado, perguntando: ‘Por que você faz assim?’” 1 Reis 1:6 (NAA)

Esse texto fala de Adonias, filho de Davi. Perceba: não foi falta de conhecimento, nem de estrutura, mas falta de correção, de acompanhamento, de orientação. Isso nos mostra que até mesmo um homem segundo o coração de Deus pode falhar na condução da família. E quando isso acontece, os frutos aparecem.

Isso também nos faz refletir sobre os nossos dias. Vivemos em um tempo em que muitos pais desejam o melhor para seus filhos: boa educação, conforto, oportunidades. Mas, muitas vezes, deixam de lado o mais importante: ensinar o caminho do Senhor e conduzir os filhos a uma experiência real com Deus. “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22:6 (NAA)

Ensinar não é apenas falar. É viver, é mostrar, é acompanhar. Não basta dizer “Deus existe”. É necessário ajudar os filhos a conhecerem esse Deus de forma pessoal.

Hoje vemos muitos adolescentes e jovens crescendo dentro das igrejas, mas sem uma vida com Deus. Sabem cantar, sabem participar, sabem até falar de Bíblia, mas não têm relacionamento. E, quando chegam os momentos difíceis, não têm base para permanecer firmes.

A sociedade também influencia muito. Muitos dizem que as gerações passadas foram mais fortes emocionalmente porque aprenderam a lidar com dificuldades desde cedo. Hoje, muitas vezes, tentamos proteger tanto nossos filhos que acabamos não ensinando a eles a depender de Deus. O resultado disso pode ser perigoso: jovens que não sabem enfrentar lutas, não sabem buscar direção e acabam fazendo aquilo que parece certo aos seus próprios olhos. E foi exatamente isso que aconteceu com Israel.  “Deixaram o Senhor, o Deus de seus pais, que os havia tirado da terra do Egito, e foram após outros deuses...” Juízes 2:12 (NAA)

Quando o povo deixou o Senhor, as consequências vieram. Eles passaram por opressão, dificuldades e sofrimento. Foram dominados por inimigos e viveram tempos de grande angústia. Isso nos mostra que abandonar a Deus nunca traz bons resultados. Mas esse texto não é apenas uma história do passado. É um alerta para nós hoje.

Qual tem sido a nossa posição? Temos ensinado nossos filhos no caminho do Senhor? Temos levado nossa família a viver uma experiência com Deus? Ou estamos apenas transmitindo religião, sem vida espiritual? Não podemos esperar que nossos filhos amem a Deus se não mostramos isso em nossa própria vida. Não podemos esperar que permaneçam firmes se não ensinamos a buscar a Deus nos momentos difíceis.

Ainda há tempo. Ainda podemos ajustar o caminho. Ainda podemos decidir viver de forma diferente.

Que o Deus dos pais seja também o Deus dos filhos. Que não sejamos apenas uma geração que ouviu falar, mas uma geração que conhece, vive e testemunha o agir de Deus. Porque, quando Deus é conhecido de verdade, as escolhas mudam. E quando as escolhas mudam, o futuro também muda.

Quando Deus deixa de ser uma experiência pessoal, cada um passa a viver guiado por si mesmo — mas quando Ele é conhecido de verdade, a vida encontra direção.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

25/abr/26

 

CHAMADOS PARA CONHECER, VER E OUVIR A DEUS

“Então ele disse: ‘O Deus de nossos pais escolheu você de antemão para conhecer a vontade dele, ver o Justo e ouvir a voz dele.’” Atos 22:14 (NAA)

Em Atos 22 encontramos o apóstolo Paulo contando o testemunho de sua conversão. Ele relembra o momento em que encontrou Jesus no caminho de Damasco e como sua vida mudou completamente. Paulo havia sido um perseguidor da igreja. Ele acreditava estar servindo a Deus, porém estava caminhando na direção errada. Foi nesse contexto que o Senhor interveio em sua história.

Após aquele encontro marcante com Cristo, Deus enviou um homem chamado Ananias para falar com Paulo. Foi nesse momento que Ananias declarou algo muito importante sobre o propósito de Deus para a vida dele. Ele disse: “O Deus de nossos pais escolheu você de antemão para conhecer a vontade dele, ver o Justo e ouvir a voz dele.” Atos 22:14 (NAA).

Esse versículo revela algo profundo: o chamado de Deus não começa com tarefas, mas com relacionamento. Antes de enviar Paulo para pregar, viajar e plantar igrejas, Deus revelou três experiências fundamentais que deveriam marcar sua vida espiritual. Curiosamente, essas mesmas três experiências continuam sendo essenciais para todo cristão hoje.

A primeira delas é conhecer a vontade de Deus. Muitas pessoas pensam que conhecer a vontade de Deus significa descobrir decisões específicas da vida, como qual profissão escolher, com quem casar ou onde morar. Embora Deus também possa nos dirigir nessas áreas, a Bíblia mostra que conhecer a vontade do Senhor vai muito além disso.

Conhecer a vontade de Deus significa compreender aquilo que Deus deseja para a nossa vida. Significa aprender como viver de maneira que agrade ao Senhor. Paulo mesmo escreveu mais tarde: “Não vivam como insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.” Efésios 5:17 (NAA).

A vontade de Deus se revela principalmente através da sua Palavra. Quando lemos a Bíblia aprendemos sobre amor, perdão, justiça, humildade e serviço. É ali que entendemos como Deus deseja que vivamos. Por isso, quem deseja conhecer a vontade de Deus precisa desenvolver o hábito de ler as Escrituras, refletir sobre ela e permitir que seus ensinamentos moldem a vida.

Isso continua muito atual em nossos dias. Em um mundo cheio de opiniões, conselhos e caminhos diferentes, muitas pessoas vivem confusas sobre como agir. Porém, aquele que busca a direção de Deus contida em Sua Palavra começa a alinhar seus passos com os caminhos do Senhor.

A segunda experiência mencionada no texto é ver o Justo. Ananias estava se referindo a Jesus Cristo. No Novo Testamento, Jesus é chamado de “o Justo”. Em Atos 3:14 lemos: “Vocês negaram o Santo e o Justo.” Atos 3:14 (NAA).

Paulo viu o Cristo glorificado no caminho de Damasco. Aquele encontro mudou completamente sua vida. O perseguidor da igreja se tornou um dos maiores pregadores do evangelho.

Para nós hoje, ver o Justo não significa ver Jesus fisicamente, como Paulo viu naquele momento. Significa conhecer verdadeiramente quem Jesus é (Jesus profético). Muitas pessoas sabem algumas coisas sobre Jesus. Ouviram histórias, conhecem alguns versículos e até frequentam cultos. Porém ainda não tiveram um encontro real com Cristo. Quando alguém realmente enxerga quem Jesus é, algo muda dentro do coração. A pessoa passa a reconhecê-lo como Senhor e Salvador. A fé deixa de ser apenas uma ideia e se torna uma experiência viva com Deus.

A terceira experiência mencionada por Ananias é ouvir a voz de Deus. Jesus disse algo muito importante sobre isso: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” João 10:27 (NAA).

Ouvir a voz de Deus não significa necessariamente ouvir uma voz audível. Na maioria das vezes Deus fala de outras maneiras. Ele fala através das Escrituras, da ação do Espírito Santo no coração, da pregação da Palavra e até mesmo das circunstâncias da vida.

Quem cultiva uma vida de oração e comunhão com Deus aprende, aos poucos, a perceber a direção do Senhor. O coração se torna mais sensível àquilo que Deus deseja.

Isso também acontece em situações simples do dia a dia. Às vezes Deus nos lembra de ajudar alguém, de perdoar uma pessoa, de procurar alguém que precisa de apoio ou de tomar uma decisão correta mesmo quando isso parece difícil. Nessas horas, aprender a ouvir a voz de Deus faz toda diferença.

O texto de Atos 22:14 nos lembra que a vida cristã não é apenas cumprir atividades religiosas. Deus nos chama para algo muito mais profundo. Ele nos chama para conhecê-lo.

Primeiro aprendemos a conhecer a vontade de Deus. Depois passamos a enxergar quem Jesus realmente é. E então aprendemos a ouvir a voz do Senhor guiando nossos passos. Esse processo transforma a vida. Foi assim com Paulo, e continua sendo assim com todos aqueles que decidem caminhar com Deus.

Quando aprendemos a conhecer a vontade de Deus, enxergar quem Cristo realmente é e ouvir Sua voz, descobrimos que a vida cristã não é apenas seguir regras, é caminhar diariamente com o próprio Deus.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

24/abr/26

 

TRANSFORMADOS DE DENTRO PARA FORA

E não se amoldem a este mundo, mas transformem-se pela renovação da mente, para que experimentem qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 (NAA)

Nós vivemos em constante mudança. A vida vai nos moldando por meio das experiências, das escolhas e das circunstâncias que enfrentamos ao longo do caminho. Com o tempo, nossos pensamentos vão mudando, os valores se ajustando e as perspectivas se ampliando. Erramos muito, mas também e aprendemos, acertamos e crescemos. Cada fase de nossa vida deixa marcas e contribui para formar quem nos tornamos.

No entanto, existe uma pergunta importante: para onde essa mudança está nos levando? Mudar por mudar não basta. O essencial está em direcionar essa transformação para um crescimento verdadeiro, que alcance o coração perfeito diante de Deus.

Muitas buscam mudança em diversos lugares e em diversas áreas de suas vidas. Algumas tentam mudar de ambiente, outras mudam hábitos, relacionamentos ou até aparência. Há quem busque soluções em cursos, terapias ou novos projetos de vida. Tudo isso pode ter seu valor, porém existe uma realidade que não pode ser ignorada: nenhuma dessas mudanças externas consegue transformar o interior do ser humano de forma completa e duradoura. A verdadeira transformação começa dentro, e somente Deus pode realizar isso.

A Bíblia ensina que essa mudança profunda acontece por meio do Evangelho. Quando alguém crê em Jesus, algo novo nasce dentro dela. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Coríntios 5:17 (NAA). Não se trata apenas de melhorar comportamentos, e sim de receber uma nova vida em Cristo Jesus. Deus não reforma o velho coração, Ele nos dá um novo. “Eu lhes darei um coração novo e porei dentro de vocês um espírito novo.” Ezequiel 36:26 (NAA).

Essa transformação começa no momento do encontro com o Senhor, quando a pessoa nasce de novo. Jesus explicou isso de forma clara: “Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” João 3:3 (NAA). Esse novo nascimento não é algo visível aos olhos humanos, porém seus efeitos aparecem com o tempo. A vida começa a mudar de dentro para fora. Os pensamentos são renovados, os desejos passam por ajuste, e a maneira de viver ganha uma nova direção. Esse processo recebe o nome de santificação.

Trata-se de uma mudança contínua, que acontece ao longo de toda a vida. A santificação alcança nossas atitudes, palavras, escolhas e até a forma como enxergamos o mundo. Não acontece de uma vez só, e nem termina rapidamente. É um caminho diário. Deus opera em nós, e ao mesmo tempo nos chama a participar dessa caminhada, fugindo do pecado e aprendendo a obedecer.

Na prática, isso pode ser visto em situações simples do dia a dia. Uma pessoa que antes vivia dominada pela raiva começa a aprender a perdoar. Alguém que vivia na mentira passa a valorizar a verdade. Quem antes não tinha interesse pelas coisas de Deus passa a desejar a Palavra, a oração e a comunhão. Essas mudanças não são perfeitas nem imediatas, porém revelam que algo novo começou.

Ao mesmo tempo, esse processo não acontece sem luta. Existe um conflito dentro de nós. Mesmo depois de alcançados por Cristo, ainda enfrentamos a presença do pecado. A Bíblia diz: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas.” Tiago 3:2 (NAA). Por isso, muitas vezes a mudança parece lenta e até dolorosa. Há quedas, recomeços e aprendizados. Ainda assim, não estamos sozinhos. Deus nos capacita pelo seu Espírito para continuar avançando.

A santificação não é opcional na vida cristã. Ela faz parte do caminho de quem conhece a Deus. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14 (NAA). Isso mostra que a transformação não é um detalhe, e sim algo essencial. Não se trata de aparência ou estilo pessoal, e sim de uma vida que reflete, aos poucos, o caráter de Cristo.

Ao longo dessa jornada, aprendemos que fomos mudados quando Deus nos alcançou, continuamos sendo mudados a cada dia, e ainda aguardamos uma mudança final. A Bíblia nos aponta para esse momento futuro: “Num momento, num abrir e fechar de olhos… os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” 1 Coríntios 15:52 (NAA). Nesse dia, a obra será completa. Estaremos livres do pecado e de todas as suas consequências.

Enquanto esse dia não chega, seguimos vivendo nesse processo. Não importa a idade, nem há quanto tempo alguém anda com Deus. Se há vida, há transformação em andamento. Deus continua trabalhando, moldando, ensinando e conduzindo.

Talvez você olhe para si e pense que mudou pouco. Talvez veja em você falhas repetidas ou dificuldades que parecem não sair. Ainda assim, se existe um desejo sincero de agradar a Deus, se há arrependimento e vontade de continuar, isso já é sinal de que Ele está agindo. A transformação pode ser silenciosa, porém é real.

A verdadeira mudança não começa quando ajustamos o que aparece, e sim quando Deus transforma o que ninguém vê; e, a partir daí, toda a vida passa a refletir a nova realidade que Ele plantou no coração.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

23/abr/26

 

A IGREJA QUE NÃO PODEMOS ABANDONAR

“Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns; pelo contrário, façamos admoestações e tanto mais quanto vocês veem que o Dia se aproxima.” Hebreus 10:25 (NAA)

No início da caminhada cristã, muitas pessoas enxergam a fé de forma individual. Pensam que seguir a Cristo é algo apenas entre elas e Deus. Oram sozinhas, leem a Bíblia quando podem e acreditam que isso já é suficiente. Com o tempo, porém, a Palavra nos ensina que a vida cristã não foi feita para ser vivida de maneira isolada. Deus nos chamou para fazer parte de um corpo, e esse corpo é a igreja.

A Bíblia mostra que a igreja não é um prédio, nem um evento semanal. A igreja é formada por pessoas que foram alcançadas por Cristo e agora vivem conectadas umas às outras. “Assim como o corpo é um e tem muitos membros… assim também é Cristo.” 1 Coríntios 12:12 (NAA). Isso significa que cada pessoa tem um papel, uma função, uma importância. Quando alguém se afasta, não é apenas ela que perde, todo o corpo sente.

Muitos ainda não perceberam o quanto os cultos e as reuniões da igreja contribuem para o crescimento espiritual. Há quem vá por hábito, como quem faz algo automático, sem refletir. Outros participam apenas quando sentem necessidade. O problema não está apenas em ir pouco, e sim em não entender o valor da comunhão.

Um exemplo simples ajuda a entender isso. Algumas pessoas tratam a igreja como um posto de combustível. Param quando estão “vazias”, recebem uma palavra, uma oração, um momento de adoração, e depois seguem sua vida normalmente. Escolhem o dia mais conveniente, o culto que mais agrada, e voltam para seus próprios planos sem compromisso com o corpo. Essa postura revela uma fé centrada em si mesma, e não em Deus.

Na prática, vemos isso acontecer com frequência. Há igrejas com cultos em vários dias da semana, porém o grupo de pessoas muda constantemente. Alguns vão apenas no culto mais animado, outros apenas no dia em que esperam receber alguma bênção específica. O culto de ensino, por exemplo, muitas vezes fica vazio. Já o culto de domingo costuma encher. Isso revela uma escolha baseada no interesse pessoal, e não no entendimento do que é ser igreja.

Essa realidade levanta uma pergunta importante: se somos corpo de Cristo, por que tantas partes estão ausentes? Por que tantos vivem desconectados? Em muitos casos, porque perderam a visão do que a igreja realmente é. Passaram a enxergar a igreja como um lugar que deve oferecer algo, e não como um ambiente onde também devem servir.

Esse tipo de pensamento transforma o cristão em consumidor. Ele chega perguntando: “O que essa igreja tem para me oferecer?” Em vez de perguntar: “Como posso servir aqui?” Isso é perigoso, porque afasta a pessoa do propósito de Deus. A fé passa a ser guiada por sentimentos, experiências ou conveniência, e não pela direção da Palavra.

A verdade é que a igreja não nasceu da vontade humana. Ela surgiu no coração de Deus. Antes mesmo da criação do mundo, o Senhor já tinha um plano de formar um povo para si. A igreja é preciosa, porque pertence a Cristo. A Bíblia diz que Ele “amou a igreja e se entregou por ela.” Efésios 5:25 (NAA). Isso mostra o valor que Deus dá ao seu povo.

Quando alguém rejeita a igreja, na prática está rejeitando aquilo que Jesus ama. Não é possível amar a Cristo e desprezar o corpo ao qual Ele pertence. A igreja não é perfeita, pois é formada por pessoas em processo de transformação. Ainda assim, continua sendo o instrumento que Deus usa para manifestar sua graça ao mundo.

É por meio da igreja que aprendemos, crescemos, somos corrigidos e encorajados. É na convivência com outros irmãos que desenvolvemos paciência, perdão e amor. Sozinho, ninguém amadurece plenamente. Deus usa pessoas para tratar pessoas. Ele usa a comunhão para moldar o nosso caráter.

Há uma citação de Jonh Stott que diz o seguinte: “Se a igreja do Senhor Jesus é central nos propósitos de Deus, como vemos tanto na história como no Evangelho ela deve ser também central em nossa vida. Como podemos tratar com leviandade o que Deus trata com tanta seriedade? Como ousamos relegar à periferia aquilo que Deus colocou no centro?

Nos dias atuais, isso se torna ainda mais necessário. Vivemos em um tempo de distrações, isolamento e individualismo. Muitos preferem viver uma fé “à distância”, sem compromisso real. No entanto, a Bíblia nos alerta que, quanto mais o Dia da volta de Cristo se aproxima, mais precisamos estar juntos, fortalecendo uns aos outros.

A caminhada cristã não é uma corrida solitária. É uma jornada em família. Somos chamados para caminhar lado a lado, ajudando uns aos outros a permanecer firmes. Cada culto, cada reunião, cada momento de comunhão é uma oportunidade de crescimento e edificação.

Talvez você perceba que tem se afastado, ou que sua participação tem sido superficial. Ainda há tempo de ajustar isso. Deus continua chamando seu povo para perto, não apenas dEle, e também uns dos outros. Voltar-se para a comunhão é voltar ao plano de Deus.

No final, precisamos lembrar de uma verdade simples e profunda: não existe Evangelho verdadeiro sem igreja. O que será arrebatado não é um grupo isolado, e sim um corpo. Um povo unido, preparado, vivendo em comunhão.

Quem entende o valor da igreja deixa de apenas frequentar um lugar e passa a viver como parte de um corpo que Deus ama, sustenta e prepara para a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

22/abr/26

 

QUANDO O SILÊNCIO CUIDA MAIS DO QUE AS PALAVRAS

“Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de louvor.” Jó 8:21 (NAA)

“Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito.” A frase é bonita e fala do valor da amizade. Todos nós precisamos de amigos. Em momentos bons, eles celebram conosco. Em momentos difíceis, esperamos que estejam ao nosso lado. Porém, a vida também nos ensina algo importante: nem sempre os amigos ajudam como deveriam. Às vezes, em vez de aliviar a dor, acabam aumentando o peso com palavras apressadas, julgamentos injustos e conselhos sem sensibilidade. Foi exatamente isso que aconteceu com Jó.

Quando seus amigos chegaram, tiveram uma atitude correta. Eles choraram com ele, rasgaram suas vestes e ficaram sete dias em silêncio. Nesse primeiro momento, fizeram o melhor que podiam fazer. Estavam presentes. Não tentaram explicar a dor. Não acusaram. Apenas compartilharam o sofrimento. Isso tem muito valor.

Hoje, muitas vezes, queremos falar rápido demais. Damos respostas antes de ouvir. Tentamos resolver a dor do outro com frases prontas. Porém, o início da história de Jó nos mostra que presença e silêncio podem ser mais poderosos do que muitas palavras.

O problema começou quando eles decidiram falar. A partir daquele momento, tudo mudou. Os amigos de Jó passaram a tentar explicar o sofrimento dele com base em uma lógica humana e limitada. Já não bastasse a dor que ele carregava, ainda teve que ouvir palavras duras e sem sensibilidade.

Eles afirmaram que o sofrimento era consequência direta de pecado. Insinuaram que Jó tinha algo escondido. Defenderam a ideia de que Deus sempre pune imediatamente o erro e recompensa rapidamente o acerto. Criaram uma espécie de fórmula: se está sofrendo, pecou; se está prosperando, está bem com Deus. Mas essa visão não é completa.

A própria Palavra nos mostra que nem todo sofrimento é castigo. Deus pode permitir situações difíceis por razões que não compreendemos no momento. E é exatamente isso que os amigos de Jó não conseguiram entender.

No final do livro, Deus corrige essa forma de pensar: “A minha ira se acendeu contra você e contra os seus dois amigos, porque vocês não falaram de mim o que era reto, como o meu servo Jó.” Jó 42:7 (NAA)

Essa declaração é forte. Deus deixa claro que aqueles amigos, mesmo falando de Deus, não estavam representando corretamente o seu caráter. Suas palavras tinham aparência de verdade, porém estavam mal aplicadas.

Isso nos ensina uma lição muito importante: nem todo conselho “espiritual” está correto. Nem tudo o que parece religioso vem de Deus. E, em muitos momentos, o melhor cuidado ainda é o silêncio.

Um exemplo claro disso está em Bildade, no capítulo 8. Ele começa dizendo algo verdadeiro: “Será que Deus perverteria o direito? Ou o Todo-Poderoso perverteria a justiça?” Jó 8:3 (NAA). De fato, Deus é justo. Isso é uma verdade.

O erro de Bildade não está na afirmação, mas na aplicação. Ele pega uma verdade geral e transforma em uma regra absoluta. Conclui que o sofrimento de Jó só pode ser consequência de pecado. Vai além e afirma que os filhos de Jó morreram por causa dos próprios erros: “Se os seus filhos pecaram contra ele, também ele os entregou ao poder da sua transgressão.” Jó 8:4 (NAA). Essa fala é dura, insensível e, no caso de Jó, não era verdadeira.

Além disso, Bildade reduz Deus a um sistema simples: quem faz o bem prospera logo, quem faz o mal sofre logo. Ele ignora que Deus pode agir de formas diferentes, dentro de um propósito maior. Também se apoia na tradição, dizendo que se deve olhar para o que as gerações passadas ensinaram, sem discernir o que Deus estava fazendo naquele momento específico.

Assim, ele se torna um exemplo de alguém que fala verdades sem sensibilidade. Seu discurso tem partes corretas, mas é frio, acusatório e mal direcionado. Ele julga sem conhecer e fere alguém que já está quebrantado. E isso nos traz um alerta muito prático para os nossos dias.

Todos nós, em algum momento, seremos chamados a aconselhar alguém. Um amigo, um familiar, alguém da igreja. Pessoas vão nos procurar em meio à dor, à dúvida e ao sofrimento. E precisamos estar preparados. Não se trata de esconder a verdade. Mas de saber como, quando e de que forma falar. Porque verdades ditas sem discernimento podem se tornar injustiças.

Nem toda situação pode ser explicada com fórmulas prontas. Nem toda dor pode ser resolvida com uma resposta rápida. Há momentos em que o melhor que podemos oferecer é presença. Em outros, uma palavra cheia de graça. E, muitas vezes, um silêncio respeitoso que acolhe e sustenta.

Que Deus nos dê sabedoria para sermos amigos que realmente ajudam. Não apenas com palavras, mas com sensibilidade, discernimento e amor.

Nem toda palavra ajuda; às vezes, o silêncio cheio de amor cuida mais do que discursos sem entendimento.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

21/abr/26

 

QUANDO BUSCAMOS E QUANDO ACOLHEMOS A PRESENÇA DE DEUS

“E Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: ‘Oh! Tomara que me abençoes…’ E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.” 1 Crônicas 4:10 (NAA)

Um grande amigo, companheiro de ministério, me lançou um desafio: encontrar a ligação espiritual entre dois servos do Senhor: Jabez e Obede-Edom. À primeira vista, parece difícil. São homens de épocas diferentes, com histórias distintas e contextos completamente separados. Porém, quando olhamos com atenção para a Palavra de Deus, percebemos que existe um princípio profundo que une essas duas vidas.

Jabez aparece de forma breve nas Escrituras, mas com um impacto marcante. Sua história começa com dor. Seu próprio nome significa isso: “dor” ou “aquele que causa dor”. A Bíblia diz: “Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: ‘Porque com dores o dei à luz.’” 1 Crônicas 4:9 (NAA)

Ou seja, ele já começa sua vida carregando uma marca negativa. Quantas pessoas hoje vivem assim? Carregam rótulos, palavras que ouviram, experiências difíceis do passado. Crescem acreditando que estão limitadas pelo que viveram.

Mas Jabez nos ensina algo poderoso: ele não aceitou que sua história fosse definida pelo seu começo. Ele tomou uma decisão. Ele buscou a Deus.

A Bíblia nos mostra sua oração de forma simples e sincera. Ele pediu bênção, pediu expansão, pediu proteção e, acima de tudo, pediu a presença de Deus em sua vida. E o texto conclui de forma direta: Deus ouviu e respondeu. Isso nos revela um princípio claro: quem busca a Deus de coração encontra resposta.

Agora olhamos para Obede-Edom. Sua história também é marcante, mas de uma forma diferente. Ele não aparece fazendo um pedido. Ele não faz uma oração registrada como Jabez. Porém, ele vive algo extraordinário.

A arca da aliança, símbolo da presença de Deus, é levada para sua casa. E, durante aquele período, tudo muda. A Bíblia relata que sua casa foi abençoada. Sua família prosperou. Sua vida foi transformada. E o mais interessante é que essa experiência não ficou apenas naquele momento. Depois disso, Obede-Edom passa a servir continuamente na obra do Senhor. Ele não apenas recebeu a presença de Deus, ele escolheu permanecer próximo dela.

Aqui está o ponto central dessa reflexão. Jabes buscou. Obede-Edom acolheu. Jabez nos ensina a clamar. Obede-Edom nos ensina a valorizar a presença. E isso fala diretamente conosco hoje.

Muitos estão vivendo como Jabez: enfrentando lutas, carregando dores, buscando uma resposta de Deus. E a boa notícia é que Deus continua ouvindo orações. Ele continua respondendo ao clamor sincero.

Outros já experimentaram algo da presença de Deus, como Obede-Edom. Já viram Deus agir, já sentiram sua graça, já provaram de sua bondade. Porém, a pergunta é: estão valorizando essa presença? Estão dando espaço para que Deus permaneça?

Porque não basta apenas buscar a Deus em momentos de necessidade. É preciso aprender a viver com Ele todos os dias.

Nos dias de hoje, isso se torna muito prático. Quando alguém ora com sinceridade, quando abre o coração, quando reconhece sua dependência, está vivendo como Jabez. Mas quando essa mesma pessoa passa a cultivar um relacionamento com Deus, a buscar sua presença diariamente, a valorizar sua comunhão, ela começa a viver como Obede-Edom. É aqui que a vida espiritual ganha profundidade.

A igreja de hoje precisa das duas coisas: do clamor de Jabez e da permanência de Obede-Edom. Buscar a Deus de todo o coração e, ao mesmo tempo, abrir espaço para que Ele habite continuamente em nossa vida. Porque quando Deus encontra lugar, tudo muda.

Mudam as decisões, muda o comportamento, mudam as palavras, muda a forma de viver. A presença de Deus transforma o ambiente, a família, o interior da pessoa. E isso nos leva a uma conclusão simples e poderosa. Não importa se você está no momento de clamar ou no momento de acolher. O que importa é sua posição diante de Deus.

Jabez clamou, e Deus respondeu. Obede-Edom acolheu, e Deus abençoou. E o mesmo Deus continua agindo hoje.

Por isso, se você está passando por um momento difícil, faça como Jabez: clame.
Se você já experimentou a presença de Deus, faça como Obede-Edom: valorize, preserve e permaneça. Porque a bênção não está apenas em receber algo de Deus, mas em viver com Deus.

Quem busca a Deus encontra resposta; quem dá lugar à presença de Deus experimenta transformação contínua.

Meu querido amigo, espero ter alcançado o objetivo que você me propôs. Que Deus lhe conceda uma pronta e completa recuperação.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

20/abr/26

 

O MAIOR MILAGRE NÃO É O QUE SE VÊ, MAS O QUE TRANSFORMA O CORAÇÃO

“Respondeu Jesus: — Nem ele pecou nem seus pais; mas isso aconteceu para que se manifestem nele as obras de Deus.” João 9:3 (NAA)

Quando olhamos para a história do cego de nascença, percebemos como o ser humano tende a buscar explicações rápidas para o sofrimento. Os discípulos perguntaram quem havia pecado para que aquele homem tivesse nascido cego. Era uma tentativa de entender a dor dentro de uma lógica humana. Porém, a resposta de Jesus muda completamente essa forma de pensar. Ele mostra que nem tudo está ligado a culpa direta, e que, muitas vezes, Deus usa situações difíceis para revelar algo maior.

Isso nos ensina uma verdade importante: Deus continua sendo o mesmo. Ele não mudou. O Deus que operou milagres no passado continua operando hoje. Quando Jesus esteve na terra, seu ministério foi marcado por sinais, curas e maravilhas. Ele não apenas ensinava, Ele também demonstrava o poder de Deus de forma visível. Ainda hoje, muitas pessoas esperam ver algo sobrenatural para crer. E isso não é novo, pois o próprio Jesus disse: “Então Jesus disse: — Se vocês não virem sinais e prodígios, de modo nenhum crerão.” João 4:48 (NAA)

Mas afinal, o que é um milagre? Um milagre é quando Deus intervém de forma sobrenatural naquilo que, naturalmente, não teria solução. O vento faz parte da natureza, porém, quando Jesus ordena que ele se acalme, algo extraordinário acontece. A fome é comum, porém multiplicar pães e peixes ultrapassa qualquer explicação humana. A morte faz parte da vida, porém trazer alguém de volta à vida revela o poder absoluto de Deus. A Bíblia declara: “Tu és o Deus que fazes maravilhas; revelaste o teu poder entre os povos.” Salmo 77:14 (NAA)

Os milagres sempre chamaram a atenção das pessoas. Eles despertam esperança, especialmente quando tudo parece perdido. Quem está passando por uma enfermidade, uma crise financeira ou um problema familiar, naturalmente deseja um milagre. É um clamor que nasce da dor. Assim como o salmista declarou: “Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão; não te esqueças dos necessitados.” Salmo 10:12 (NAA)

Nos dias de hoje, isso não é diferente. Quantas pessoas entram em uma igreja buscando uma resposta urgente? Quantas chegam cansadas, ansiosas, feridas por situações que não conseguem resolver? E Deus, em sua bondade, muitas vezes responde com milagres que aliviam essas dores. Jesus nunca foi indiferente ao sofrimento humano. Pelo contrário, Ele se compadecia. Ao encontrar a viúva de Naim, por exemplo, a Bíblia diz: “Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: — Não chore!” Lucas 7:13 (NAA)

Isso revela o coração de Deus. Ele se importa com a dor humana. Ele não é um Deus distante. Ele vê, sente e age. Porém, existe algo ainda mais profundo que precisamos entender: Deus não faz nada sem propósito. Nenhum milagre é apenas um ato isolado. Sempre existe um objetivo maior por trás de cada intervenção divina.

Muitas vezes, nós focamos apenas no benefício imediato. Queremos a cura, a provisão, a solução do problema. E Deus, em sua graça, pode conceder tudo isso. Porém, o propósito final vai além. Quando Deus realiza um milagre, Ele está se revelando. Ele está mostrando quem Ele é. E, principalmente, Ele está conduzindo as pessoas a algo muito maior: a fé em Jesus.

Por isso, o maior milagre não é a cura de uma doença, nem a solução de um problema financeiro. O maior milagre é quando alguém passa a crer em Cristo de forma verdadeira. Jesus deixou isso claro quando disse: “Jesus respondeu: — A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou.” João 6:29 (NAA)

Esse é o ponto central. Milagres são sinais. Eles apontam para algo maior. Eles não são o fim, são o caminho. O objetivo final de Deus não é apenas mudar circunstâncias externas, mas transformar o coração humano. Uma pessoa pode ser curada e, ainda assim, continuar distante de Deus. Porém, alguém que encontra a Cristo recebe vida eterna.

Por isso, mais importante do que buscar um milagre é buscar o Deus que faz milagres. Quando colocamos nosso foco somente nas bênçãos, corremos o risco de esquecer o Abençoador. Mas quando buscamos a Deus de todo o coração, entendemos que Ele é suficiente em qualquer situação.

E quando Deus opera algo em nossa vida, seja grande ou pequeno aos nossos olhos, precisamos lembrar de glorificá-Lo. O testemunho tem poder. Quando alguém ouve o que Deus fez, a fé é despertada. Outros também passam a crer, a esperar e a buscar ao Senhor.

Talvez hoje você esteja esperando um milagre. Pode ser na saúde, na família ou em alguma área da sua vida. Continue confiando. Deus continua agindo. Porém, nunca se esqueça: o maior milagre que Ele deseja realizar em você não é apenas resolver um problema, mas transformar sua vida completamente por meio de Jesus.

O milagre que muda circunstâncias pode impressionar por um momento, mas o milagre que leva o coração a crer em Cristo transforma para toda a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

19/abr/26

  QUANDO CADA UM FAZ O QUE ACHA CERTO “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo.”   Juízes 21:25 (NAA...