O LAÇO QUE NOS MANTÉM INTEIROS
“Acima de tudo
isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.” Colossenses 3:14
(NAA)
Vivemos em um tempo
em que muitas coisas parecem boas por fora, porém, falta algo por dentro. Muita
gente fala de fé, de serviço e de compromisso. Ainda assim, muitas vezes o
principal fica de fora. O apóstolo Paulo escreveu sobre isso quando disse que o
amor é o “vínculo da perfeição”. Em palavras bem simples, ele quis dizer que o
amor é o que mantém tudo unido.
Antes desse
versículo, Paulo menciona várias qualidades importantes da vida cristã:
compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência e perdão. Todas são
necessárias. Todas são bonitas de ver. Porém, depois de falar de cada uma
delas, ele diz: “Acima de tudo… o amor.” Isso mostra que o amor
não é só mais uma qualidade. Ele ocupa o lugar principal.
A palavra “vínculo”
pode parecer difícil, porém a ideia é bem fácil de entender. Vínculo é aquilo
que liga e mantém junto. É como o laço que segura um buquê de flores ou o cinto
que mantém a roupa no lugar. Se tirar o laço, as flores se espalham. Se tirar o
cinto, tudo fica solto. Paulo quer nos ensinar exatamente isso: sem amor, até
coisas boas perdem o equilíbrio.
Podemos ver isso na
vida de todos os dias. Uma pessoa pode falar a verdade, porém, se faltar amor,
a verdade soa dura e machuca. Alguém pode trabalhar muito na igreja, porém, se
faltar amor, o serviço vira desejo de aparecer. Um obreiro, diácono ou pastor
pode ser firme nas decisões, porém, se faltar amor, essa firmeza pesa sobre as
pessoas. O amor não substitui as outras qualidades. Ele dá o tom certo a todas
elas.
Deus sempre
valorizou o que nasce de um coração humilde e cheio de amor. O próprio Jesus
viveu assim. Ele ensinava com autoridade e corrigia quando precisava. Ainda
assim, tudo era feito com compaixão verdadeira. As pessoas se aproximavam não
só pelo que Ele fazia, porém pelo amor que sentiam vindo dEle.
Isso continua muito
atual. Em nossas casas, igrejas e relacionamentos, muitos conflitos não surgem
por falta de Bíblia, e sim por falta de amor no dia a dia. Existem lares onde
todos conhecem a Palavra, porém as palavras duras ferem diariamente. Existem locais
de trabalho com gente muito capaz, porém com pouca paciência e respeito.
Existem igrejas bem organizadas, porém frias no cuidado com as pessoas.
Paulo nos chama de
volta ao essencial. O amor é o vínculo da perfeição porque conduz a vida cristã
à maturidade. Aqui, “perfeição” não significa alguém sem erros.
Significa uma vida completa, ajustada, funcionando como Deus deseja. E o que
nos leva a essa maturidade é o amor que nasce de um coração rendido ao Senhor.
Pense em coisas
simples do dia a dia. Responder com calma quando seria mais fácil responder com
irritação. Ajudar alguém sem esperar reconhecimento. Liberar perdão quando o
orgulho pede silêncio. Essas atitudes parecem pequenas, porém, quando nascem do
amor, têm grande valor diante de Deus.
Talvez alguém
pergunte: como aprender a amar assim? O começo está no relacionamento com Deus.
Quanto mais entendemos o quanto fomos amados por Ele, mais nosso coração
aprende a amar os outros. O amor cristão não nasce só do esforço humano. Ele
cresce quando permanecemos perto do Senhor.
Por isso, mais
importante do que parecer espiritual é cultivar um coração cheio de amor. É
esse amor que sustenta a família nos dias difíceis. É esse amor que mantém a
igreja unida. É esse amor que dá valor eterno às atitudes mais simples.
Hoje, o convite da
Palavra é claro: acima de tudo, revista-se de amor. Não como um sentimento que
vem e vai, porém como uma decisão diária de viver de modo que Cristo seja visto
em suas atitudes.
Quando o amor ocupa
o centro do coração, aquilo que poderia se espalhar encontra unidade, e a vida
cristã passa a caminhar firme diante de Deus.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
25/fev/26