O PERDÃO QUE PRECISA SER ESCOLHIDO TODOS OS DIAS

“Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.” Efésios 4:32 (NAA)

Perdoar nunca foi fácil. Na verdade, o perdão quase sempre dói mais em quem perdoa do que em quem é perdoado. Basta olhar para a cruz para entender essa verdade. Nós recebemos o perdão, mas foi Jesus quem sofreu. Nós fomos beneficiados, mas foi Cristo quem carregou o peso dos nossos pecados. O perdão que recebemos custou ao Senhor a humilhação, os sofrimentos e a morte no Calvário. Isaías 53:5 diz: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e esmagado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados.”

Quando fazemos a pergunta: “Quem sofreu mais, o perdoador ou o perdoado?”, a resposta está diante da cruz. O perdoador sofreu. Foi Cristo quem pagou o preço para que nós pudéssemos ser reconciliados com Deus.

Da mesma forma acontece em muitos relacionamentos. Quando alguém nos ofende, nos decepciona ou nos machuca profundamente, perdoar não apaga imediatamente a dor. Muitas vezes, quem perdoa continua carregando as marcas daquilo que aconteceu. O perdão não muda o passado, mas muda a forma como escolhemos viver a partir dele.

Muitas pessoas acreditam que o perdão acontece em um único momento. Fazem uma oração, tomam uma decisão diante de Deus e pensam que nunca mais terão que lidar com aquela situação. Porém, a realidade costuma ser diferente. Algumas feridas cicatrizam rapidamente. Outras deixam marcas que levam tempo para desaparecer.

Talvez você já tenha vivido isso. Você decidiu perdoar alguém, mas semanas ou meses depois uma lembrança voltou à sua mente. Uma palavra, uma fotografia, uma conversa ou até mesmo um lugar trouxe de volta sentimentos que pareciam já resolvidos. Nesses momentos, não significa que seu perdão foi falso. Significa apenas que a cura ainda está acontecendo.

Perdoar não é fingir que nada aconteceu. Também não é dizer que a ofensa foi pequena. O perdão reconhece que houve dor, mas escolhe não permitir que essa dor governe a vida. É entregar a Deus o direito de julgar e recusar alimentar a amargura dentro do coração.

Jesus ensinou essa verdade quando falou sobre perdoar repetidamente.  “Jesus respondeu: — Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mateus 18:22 (NAA)

O Senhor não estava estabelecendo uma quantidade exata de vezes para perdoar. Ele estava ensinando que o perdão deve ser uma disposição constante do coração. Existem situações em que precisamos renovar nossa decisão de perdoar muitas vezes.

É como alguém que sofreu uma traição no casamento. A pessoa decide perdoar, mas as lembranças ainda aparecem. Ou alguém que foi injustiçado no trabalho e continua encontrando diariamente quem o feriu. Ou ainda um filho que guarda mágoas profundas de palavras que ouviu durante a infância. Em todos esses casos, o perdão pode precisar ser reafirmado diversas vezes.

Por isso, o perdão não é apenas um sentimento. Se dependesse dos sentimentos, dificilmente conseguiríamos perdoar. O perdão é uma decisão espiritual. É uma escolha feita pela fé, mesmo quando as emoções ainda estão em processo de cura.

Quando a lembrança da ofensa voltar, talvez seja necessário fazer novamente uma simples oração: “Senhor, eu já entreguei isso em Tuas mãos, e hoje escolho perdoar mais uma vez.” Essa decisão repetida não demonstra fraqueza. Pelo contrário. Demonstra que a graça de Deus continua trabalhando no coração.

A falta de perdão nos mantém presos ao passado. Faz com que revivamos constantemente a mesma dor. O perdão, porém, abre as portas para a liberdade. Nem sempre ele apaga as lembranças, mas impede que elas continuem controlando nossa vida.

Talvez seja por isso que o perdão seja uma das atitudes que mais nos aproximam do caráter de Cristo. Cada vez que escolhemos perdoar, refletimos algo daquilo que Jesus fez por nós na cruz. Estamos abrindo mão do direito de cobrar continuamente uma dívida e colocando a situação nas mãos de Deus.

Com o passar do tempo, aquilo que hoje provoca lágrimas poderá se tornar apenas uma lembrança da fidelidade do Senhor. A dor perderá sua força, a ferida cicatrizará e você perceberá que Deus esteve presente em cada etapa do processo.

O verdadeiro milagre do perdão não acontece apenas no dia em que decidimos perdoar. Ele acontece todas as vezes que escolhemos continuar perdoando quando a dor tenta voltar ao coração.

O perdão tem um preço, e quase sempre ele é pago por quem perdoa. Foi assim na cruz, onde Cristo sofreu para nos dar salvação. Por isso, perdoar não é apenas um ato de um dia, mas uma escolha renovada sempre que a dor tenta ocupar o lugar que pertence ao amor de Deus.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

18/jun/26

 

A MAIOR RIQUEZA QUE UM HOMEM PODE TER

“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” Mateus 19:29 (ARC)

Vivemos em um mundo onde quase tudo gira em torno de conquistas materiais. Muitas pessoas acreditam que felicidade está ligada ao dinheiro, aos bens, às propriedades e ao conforto. Trabalham sem parar tentando construir segurança nesta vida.

Não existe problema em trabalhar, crescer ou possuir bens. O problema começa quando essas coisas ocupam o lugar que pertence a Deus no coração humano.

Em Mateus 19, Jesus conversou com um jovem rico. Aparentemente, aquele rapaz tinha tudo. Era moralmente correto, possuía riquezas e provavelmente era admirado pelas pessoas. Porém existia algo errado dentro do seu coração. Quando Jesus pediu que ele colocasse o Senhor acima das riquezas, o jovem não conseguiu. A Bíblia diz que ele se retirou triste.

Isso aconteceu porque suas riquezas ocupavam o primeiro lugar em sua vida. Jesus conhecia o coração daquele rapaz. O Senhor não olha apenas aparência, posição social ou sucesso exterior. Ele vê aquilo que ninguém consegue enxergar.

Quantas pessoas hoje vivem situação parecida. Possuem conforto material, porém vivem vazias espiritualmente. Têm muitos bens, porém pouca paz. Existem pessoas que conquistaram quase tudo nesta vida, porém continuam sem alegria verdadeira dentro da alma.

Jesus então fez essa declaração profunda que lemos no nosso texto básico. Nela o Senhor não estava ensinando desprezo pela família ou pelas responsabilidades da vida. Jesus estava mostrando que nada pode ocupar o lugar de Deus em nosso coração. Quando alguém escolhe colocar Cristo em primeiro lugar, descobre a verdadeira riqueza da vida.

A caminhada cristã muitas vezes exige renúncias. Existem pessoas que perderam amizades por causa da fé. Outras enfrentaram rejeição dentro da própria família. Alguns abriram mão de práticas erradas, vícios, ambientes e escolhas que os afastavam de Deus. Entretanto, aquilo que Jesus oferece é infinitamente maior.

O jovem rico não conseguiu renunciar porque estava preso às coisas terrenas. Já homens como Davi aprenderam que o maior tesouro não estava nos bens materiais, porém na presença de Deus. Tanto é assim que declarou: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” Salmos 23:1 (NAA)

Davi possuía essa convicção porque entendia que Deus era sua maior riqueza. Mesmo passando por desertos, perseguições e lutas, ele sabia que a presença do Senhor era suficiente.

Em outro momento, Davi pede que Deus sonde o seu coração (Salmos 139:23), revelando um coração sincero diante de Deus. Enquanto o jovem rico tentava preservar seus bens, Davi permitia que o Senhor examinasse seu interior.

Hoje ainda existem muitas pessoas vivendo presas ao materialismo. Alguns colocam o trabalho acima da família. Outros colocam o dinheiro acima da fé. Há pessoas que não conseguem separar tempo para Deus porque vivem completamente consumidas pelas preocupações desta vida. Jesus nunca condenou o trabalho ou a prosperidade. O problema é quando o coração passa a confiar mais nas riquezas do que no Senhor.

A vida mostra como tudo nesta terra é passageiro. Pessoas acumulam bens durante muitos anos e, de repente, enfrentam enfermidades, crises ou perdas inesperadas. O dinheiro pode comprar conforto, porém não compra paz verdadeira, salvação ou vida eterna. Somente Jesus pode preencher o vazio da alma humana.

A Igreja fiel aprende isso. Muitos servos de Deus abriram mão de sonhos pessoais, posições e confortos para colocar Cristo acima de tudo. E jamais se arrependeram. Quem encontra Jesus descobre uma alegria que o mundo não consegue oferecer.

Quantas pessoas chegaram à presença de Deus destruídas emocionalmente, presas em vícios ou afundadas na tristeza. Quando encontraram Cristo, descobriram uma riqueza muito maior que qualquer bem material: a paz de Deus dentro do coração.

A promessa de Jesus continua viva. Quem coloca o Senhor em primeiro lugar nunca perde. O mundo pode até não compreender certas escolhas feitas pela fé, porém Deus honra aqueles que permanecem fiéis. A maior herança que um homem pode receber não está nesta terra. É a vida eterna.

Jesus morreu na cruz justamente para abrir esse caminho. Seu sangue derramado no Calvário trouxe perdão, reconciliação e esperança eterna para todos os que creem.

Talvez alguém esteja tentando encontrar felicidade apenas nas conquistas desta vida. Porém nenhuma riqueza material consegue substituir a presença de Deus. Saiba que o coração humano foi criado para algo maior.

Por isso, coloque Jesus em primeiro lugar. Faça do Senhor sua maior alegria, sua esperança e sua verdadeira riqueza. Tudo nesta vida passa, porém aquele que possui Cristo possui um tesouro eterno que jamais poderá ser perdido, pois, o homem mais rico do mundo continua sendo pobre se não possuir Jesus; porém aquele que encontra Cristo descobre uma riqueza que nem a morte consegue tirar.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

17/jun/26

 

O CONSELHEIRO QUE NUNCA NOS DEIXA SOZINHOS

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com que se lembrem de tudo o que eu lhes disse.” João 14:26 (NAA)

Quando observamos a maneira como Deus cuidou da salvação do homem, percebemos que Ele não deixou faltar nada. O Senhor conhecia nossas limitações, nossas lutas, nossos medos e as dificuldades que enfrentaríamos ao longo da vida. Por isso, em Seu amor, providenciou tudo o que precisamos para vencer as adversidades deste mundo e alcançar a vida eterna.

Séculos antes do nascimento de Jesus, o profeta Isaías anunciou quem seria o Salvador. " Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: "Maravilhoso Conselheiro", "Deus Forte", "Pai da Eternidade", "Príncipe da Paz". Isaías 9:6 (NAA)

Cada um desses nomes revela uma característica do Senhor Jesus. Ele é Maravilhoso porque opera aquilo que ninguém mais pode realizar. É Deus Forte porque tem poder sobre todas as coisas. É Príncipe da Paz porque oferece ao homem uma paz que o mundo não consegue dar. E é Conselheiro porque conhece perfeitamente o caminho que devemos seguir.

Durante Seu ministério, Jesus ensinou os discípulos, respondeu suas dúvidas, corrigiu seus erros e mostrou o caminho da salvação. Eles podiam ouvir Sua voz, caminhar ao Seu lado e aprender diretamente com Ele. Porém chegaria o momento em que Jesus voltaria para o Pai.

Imagine a preocupação dos discípulos. Eles haviam deixado tudo para seguir o Mestre. Como continuariam sem Sua presença física? Quem os orientaria? Quem lhes daria forças nos momentos difíceis?

Foi então que Jesus fez uma das promessas mais preciosas das Escrituras. “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com que se lembrem de tudo o que eu lhes disse.” João 14:25-31 (NAA). Jesus não deixaria Seus discípulos sozinhos. O Espírito Santo viria para habitar no coração daqueles que cressem nEle. Essa promessa continua válida para nós hoje.

Vivemos em um mundo cheio de vozes. Todos os dias recebemos conselhos de amigos, familiares, redes sociais, programas de televisão e influenciadores digitais. Muitas vezes as opiniões são contraditórias. O que uma pessoa considera certo, outra considera errado. Diante de tantas informações, muitos se sentem perdidos. Mas Deus não nos deixou sem direção.

O Espírito Santo continua ensinando, consolando, orientando e conduzindo aqueles que pertencem ao Senhor. Quando lemos a Palavra de Deus, é Ele quem ilumina nosso entendimento. Quando enfrentamos decisões difíceis, é Ele quem nos ajuda a discernir o caminho correto. Quando estamos abatidos, é Ele quem fortalece o nosso coração.

Quantas vezes alguém abre a Bíblia em meio a uma luta e encontra exatamente a resposta que precisava? Quantas vezes uma palavra pregada em um culto parece ter sido preparada especialmente para uma situação específica? Quantas vezes sentimos paz ao tomar uma decisão que parecia impossível? Em todas essas situações podemos perceber a atuação do Espírito Santo. Mas Jesus não é apenas o Conselheiro. Isaías também o chama de Deus Forte.

Há momentos em que o homem percebe os limites da própria força. Algumas pessoas conquistam estabilidade financeira, alcançam sucesso profissional e desenvolvem muitas habilidades. Outras conseguem superar grandes desafios da vida. Porém existe um inimigo que nenhum ser humano jamais conseguiu vencer por suas próprias forças: a morte. Foi exatamente nesse cenário que Jesus revelou Seu poder.

Quando Lázaro morreu, todos acreditavam que a situação estava encerrada. A família chorava. Os amigos lamentavam. Humanamente falando, não havia mais esperança. Então Jesus chegou ao túmulo. "E, depois de dizer isso, clamou em alta voz: — Lázaro, venha para fora!" João 11:43 (NAA). Aquilo que era impossível para os homens era perfeitamente possível para Deus. Ao som da voz de Jesus, Lázaro saiu do túmulo. A morte teve que obedecer ao Deus Forte anunciado por Isaías.

Essa passagem nos ensina uma verdade preciosa: não existe problema grande demais para o Senhor. Aquilo que parece impossível aos nossos olhos continua sendo possível para Deus.

Talvez alguém esteja enfrentando uma crise familiar, um problema financeiro, uma enfermidade ou uma situação que parece sem solução. O mesmo Jesus que chamou Lázaro para fora do túmulo continua chamando pessoas para uma nova vida.

Muitas vezes existem áreas da nossa vida que parecem mortas. Sonhos abandonados, fé enfraquecida, esperança perdida e corações machucados. Mas quando ouvimos a voz do Senhor e obedecemos ao Seu chamado, Ele pode restaurar aquilo que parecia impossível de recuperar.

O Espírito Santo continua nos ensinando. O Conselheiro continua nos orientando. O Deus Forte continua operando milagres. E o Príncipe da Paz continua oferecendo descanso aos corações cansados.

Por isso podemos caminhar com confiança. Não estamos sozinhos. Deus providenciou tudo o que precisamos para esta vida e para a eternidade.

Jesus não apenas mostrou o caminho para a vida eterna; Ele enviou o Espírito Santo para caminhar conosco todos os dias. O Conselheiro nos ensina, o Deus Forte nos sustenta e o Príncipe da Paz nos conduz até o fim.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

16/jun/26

 

NÃO FAÇA SEU FILHO VOLTAR PARA ONDE DEUS O TIROU

"Abraão respondeu: — Cuidado para não levar meu filho de volta para lá." Gênesis 24:6 (NAA) 

O período entre os meses de junho e setembro é marcado, em nossa região, por diversas festas tradicionais. Pais, filhos, vizinhos e familiares se reúnem em escolas, praças, ruas e comunidades para participar de celebrações que, à primeira vista, parecem apenas momentos de lazer, cultura e convivência social. Para muitos, trata-se apenas de uma brincadeira inocente, sem qualquer implicação espiritual. Ou pelo menos é isso que parece.

Entretanto, existem decisões dos pais que revelam aquilo que realmente valorizam e os princípios que desejam transmitir aos seus filhos. É justamente nesse ponto que encontramos uma importante reflexão nas Escrituras.

Em Gênesis 24, Abraão já estava avançado em idade e desejava encontrar uma esposa para seu filho Isaque. Para isso, enviou seu servo à sua terra de origem. No entanto, ao dar suas instruções, fez uma recomendação firme e muito significativa: "Abraão respondeu: — Cuidado para não levar meu filho de volta para lá." Gênesis 24:6 (NAA)

À primeira vista, essa pode parecer apenas uma orientação relacionada a um casamento. Porém, havia algo muito mais profundo no coração de Abraão. Sua principal preocupação não era apenas encontrar uma esposa para Isaque, mas preservar seu filho dentro do propósito que Deus havia estabelecido para sua vida.

Abraão sabia que o Senhor o havia chamado para sair daquela terra, deixando para trás costumes, práticas e influências que não faziam parte do plano divino. Por isso, mesmo diante de uma necessidade legítima, ele não estava disposto a permitir que seu filho retornasse ao ambiente do qual Deus os havia separado.

Essa atitude revela uma importante responsabilidade dos pais: não apenas cuidar do bem-estar físico dos filhos, mas também zelar por sua vida espiritual. Abraão compreendia que algumas influências, por mais comuns ou aceitáveis que parecessem, poderiam afastar Isaque da vontade de Deus. Seu cuidado não estava apenas no presente, mas principalmente no futuro espiritual de seu filho.

Essa atitude nos convida a refletir sobre as escolhas que fazemos e os ambientes aos quais expomos nossos filhos. Nem sempre a pergunta mais importante é: "O que há de errado nisso?" Muitas vezes a pergunta correta é: "Isso ajuda meus filhos a se aproximarem de Deus ou os afasta do propósito que o Senhor tem para suas vidas?"

A preocupação de Abraão não era apenas com um casamento. Sua preocupação era espiritual. Ele sabia que Deus o havia chamado para sair daquela terra, daquela cultura e daqueles costumes. Por isso, embora uma esposa pudesse ser buscada entre seus parentes, Isaque não deveria voltar para o lugar de onde Deus havia tirado sua família.

Esse texto nos ensina um princípio muito importante para os nossos dias. Os pais possuem a responsabilidade de proteger espiritualmente seus filhos e ajudá-los a permanecer no caminho que conduz à vontade de Deus.

Lembro-me de que, quando ainda não possuía um entendimento espiritual mais profundo sobre algumas festas e tradições populares, participava delas com naturalidade e até com alegria. Para mim, eram apenas costumes culturais transmitidos de geração em geração. Não questionava sua origem nem seu significado. Faziam parte da rotina do povo e pareciam algo completamente normal.

Com o passar do tempo, porém, à medida que fui conhecendo melhor a Palavra de Deus, comecei a examinar essas práticas de forma mais cuidadosa. Passei a olhar não apenas para a aparência exterior das celebrações, mas também para seus fundamentos, sua origem e os valores que carregavam. Foi nesse processo que compreendi uma verdade importante: o cristão não deve ser guiado apenas pela tradição, mas pelo discernimento espiritual.

Por essa razão, tomei algumas decisões pessoais e procurei transmitir aos meus filhos o mesmo princípio. Não porque me considere melhor do que outras pessoas, nem porque desejasse julgar quem pensa diferente. A questão não é condenar pessoas, mas refletir sobre escolhas. O objetivo é perguntar sinceramente: isso agrada ao Senhor? Isso fortalece a fé? Isso aproxima meu coração de Deus?

Vivemos em uma época em que muitas tradições são aceitas sem qualquer reflexão. Algumas pessoas consideram determinadas festas apenas como manifestações folclóricas ou culturais, sem qualquer implicação espiritual. Entretanto, os pais cristãos precisam ir além da aparência das coisas.

A pergunta não deve ser apenas: "Todo mundo faz?" A pergunta correta é: "O que Deus pensa sobre isso?"

Hoje enfrentamos uma realidade ainda mais desafiadora do que a dos tempos de Abraão. Nossos filhos estão expostos diariamente a influências vindas da internet, das redes sociais, dos vídeos, das séries, dos jogos e de inúmeras correntes de pensamento que disputam espaço em seus corações.

Muitas vezes os pais se preocupam com a alimentação, com os estudos e com a segurança física dos filhos, mas não observam com o mesmo cuidado aquilo que está alimentando sua vida espiritual.

Abraão compreendeu que certos ambientes, costumes e influências poderiam afastar Isaque do propósito de Deus. Por isso foi firme ao dizer: "Cuidado para não levar meu filho de volta para lá." Essa advertência continua atual.

Existem lugares para onde um pai não deve conduzir seus filhos. Existem influências que não devem ser incentivadas. Existem valores que não devem ser normalizados apenas porque são populares ou amplamente aceitos pela sociedade. Isso exige discernimento, oração e conhecimento da Palavra de Deus.

Nem tudo o que é tradicional é saudável para a vida espiritual. Nem tudo o que é cultural contribui para o crescimento da fé. Nem tudo o que diverte aproxima de Deus.

Como pais e avós, precisamos perguntar constantemente: estou ajudando meus filhos a caminharem na direção do Senhor ou estou permitindo que retornem aos caminhos dos quais Deus deseja afastá-los?

A missão dos pais não é apenas formar profissionais bem-sucedidos ou cidadãos respeitados. A missão mais importante é conduzir os filhos ao conhecimento de Deus.

O mundo oferece muitas influências. A Palavra oferece direção. O mundo oferece distrações. Deus oferece propósito. O mundo oferece caminhos largos. Deus oferece o caminho da vida. Que o Senhor nos dê sabedoria para discernir a diferença.

Assim como Abraão protegeu o futuro espiritual de Isaque, também somos chamados a proteger espiritualmente aqueles que Deus colocou sob nossos cuidados. Porque a maior demonstração de amor de um pai não é apenas cuidar do presente dos filhos, mas ajudá-los a permanecer no centro da vontade de Deus.

Amar os filhos não é apenas prepará-los para viver neste mundo; é impedir que o mundo os afaste do propósito de Deus. O verdadeiro cuidado espiritual pergunta todos os dias: estou conduzindo meus filhos para mais perto do Senhor ou permitindo que voltem para onde Ele os tirou?

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

15/jun/26

 

FILHOS NAS MÃOS DE DEUS

" Mas a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei (porque o seu coração se lhe enterneceu por seu filho) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o antes.” 1 Reis 3:26 (ARA)

A história da sabedoria de Salomão é uma das mais conhecidas da Bíblia. Duas mulheres compareceram diante do rei disputando a maternidade de um bebê. Durante a noite, uma delas havia perdido seu filho. A outra acordou e descobriu que seu bebê havia sido roubado enquanto dormia. Uma estava com o filho morto nos braços; a outra lutava para recuperar o filho que ainda estava vivo.

Quando lemos essa passagem, é impossível não fazer algumas perguntas. O que estava acontecendo naquela casa? Como uma mãe não percebeu a morte do próprio filho durante a noite? Como a outra conseguiu trocar as crianças sem ser notada? Aquela situação revela um ambiente marcado pela distração, pela falta de vigilância e por decisões que trouxeram sofrimento.

Embora o texto tenha um propósito específico, ele também nos leva a uma reflexão importante sobre os nossos dias.

Lembro-me de quando meus filhos gêmeos eram recém-nascidos. Eles eram tão pequenos que eu conseguia segurá-los juntos sobre minhas mãos. Dependiam totalmente dos meus cuidados e os de minha esposa. Precisavam ser alimentados, protegidos e acompanhados em cada etapa da vida.

Hoje, eles estão próximos dos quarenta anos. Tornaram-se homens, construíram suas próprias famílias e seguem seus próprios caminhos. Já não posso carregá-los nos braços como fazia quando eram crianças. Porém existe uma verdade que continua trazendo paz ao meu coração: aquilo que minhas mãos já não conseguem sustentar permanece perfeitamente seguro nas mãos de Deus.

Talvez esse seja um dos maiores desafios da paternidade. Compreender que os filhos crescem, mas nunca deixam de precisar de cobertura espiritual. Eles podem sair de casa, casar-se, mudar de cidade e construir sua própria história, mas continuam necessitando das orações, do exemplo e da intercessão dos pais.

Infelizmente, muitos lares vivem hoje uma situação parecida com a daquela casa apresentada diante de Salomão.

Há pais que estão dormindo espiritualmente. Não dormem no sentido físico, mas na vigilância espiritual. Estão tão envolvidos com trabalho, contas, compromissos, redes sociais, televisão e preocupações da vida que não percebem o que está acontecendo com seus filhos. Enquanto isso, o mundo vai ocupando espaços dentro do coração deles.

Pouco a pouco, o interesse pela Palavra diminui. A vontade de frequentar a igreja desaparece. O desejo de buscar ao Senhor se enfraquece. Os valores bíblicos são substituídos pelos valores deste século. Muitas vezes os pais só percebem quando a distância espiritual já se tornou grande.

O inimigo continua trabalhando para roubar. Rouba o tempo de comunhão. Rouba o interesse pelas coisas de Deus. Rouba a identidade espiritual dos jovens. Rouba a sensibilidade à voz do Espírito Santo. E tudo isso acontece de forma lenta e silenciosa. Mas existe outro perigo igualmente sério.

1 Reis 3:19 esclarece que uma das mães perdeu seu filho porque, durante a noite, deitou-se sobre ele, e o peso do seu próprio corpo acabou causando sua morte. Essa cena nos leva a uma reflexão importante. Há pais que não estão perdendo seus filhos por falta de atenção, mas pelo excesso de peso que colocam sobre eles.

São cobranças exageradas, comparações constantes e expectativas impossíveis de serem alcançadas. Alguns exigem tanto que os filhos passam a associar a vida cristã apenas a regras, obrigações e cobranças. Jesus, porém, nunca apresentou a fé dessa maneira. Ele ensinou um caminho de amor, graça, comunhão e transformação, onde a obediência nasce do relacionamento com Deus, e não da pressão humana.

Ele ensinou sobre graça, amor, perdão e relacionamento com Deus. Claro que disciplina é necessária. Limites são importantes. Correção faz parte da educação. Mas tudo isso precisa caminhar junto com acolhimento, compreensão e amor.

Filhos precisam ser corrigidos, mas também precisam ser abraçados. Precisam ouvir a verdade, mas também precisam sentir o amor. Precisam de direção, mas também de encorajamento.

A missão dos pais não é apenas impedir que o mundo roube seus filhos. Também não é apenas exigir deles um comportamento correto. A missão é conduzi-los aos pés de Jesus. Leva-los a uma experiência com Deus.

Nenhum pai consegue estar ao lado dos filhos vinte e quatro horas por dia. Nenhuma mãe consegue protegê-los de todos os perigos da vida. Mas existe Alguém que pode fazer aquilo que nós não conseguimos. Somente o Senhor pode guardar aquilo que não podemos guardar. Somente Ele pode proteger o coração e a mente dos nossos filhos quando eles estão longe dos nossos olhos.

Por isso, essa passagem nos convida a fazer uma pergunta sincera: estamos vigilantes ou estamos dormindo? Estamos aproximando nossos filhos de Deus ou estamos permitindo que outras coisas ocupem o lugar que pertence ao Senhor?

Que Deus nos ajude a sermos pais atentos, vigilantes e cheios de amor. Pais que oram, que ensinam, que corrigem com sabedoria e que conduzem seus filhos ao Salvador. Porque chega um momento em que nossos filhos já não cabem em nossos braços. Mas graças a Deus, nunca deixam de caber em Suas mãos.

Os filhos crescem e deixam de caber em nossos braços, mas nunca deixam de precisar das nossas orações. O maior descanso dos pais não está na força de suas mãos, mas na certeza de que seus filhos continuam seguros nas mãos de Deus.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

14/jun/26

 

A VERDADEIRA FELICIDADE EXISTE

“Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”  Salmos 1:1 (NAA)

Existe uma pergunta que acompanha praticamente todo ser humano: é possível ser verdadeiramente feliz? Muitas pessoas passam a vida inteira procurando felicidade no dinheiro, no prazer, no sucesso, nos relacionamentos ou nos bens materiais. Porém, mesmo conquistando muitas coisas, continuam vazias por dentro. Vivemos em um mundo marcado pela violência, pela corrupção, pela ansiedade e por tantas frustrações que muita gente já nem acredita mais na possibilidade de uma felicidade verdadeira e duradoura.

Entretanto, a Palavra de Deus mostra que a verdadeira felicidade existe. O próprio Salmo 1 começa falando sobre isso. Davi apresenta um caminho seguro para uma vida feliz e abençoada. Essa felicidade não depende apenas das circunstâncias externas. Ela nasce de uma vida firmada em Deus.

O texto começa mostrando que existem coisas que precisam ser evitadas. Davi fala do conselho dos ímpios, do caminho dos pecadores e da roda dos escarnecedores. Existe uma progressão nesse texto. Primeiro a pessoa anda, depois para e finalmente se acomoda. O pecado quase nunca começa de forma extrema. Muitas vezes começa com pequenas concessões, companhias erradas e escolhas aparentemente sem importância.

Hoje vemos isso acontecer com frequência. Pessoas começam se afastando aos poucos da presença de Deus. Primeiro abandonam a oração, depois deixam de ler a Bíblia, mais tarde começam a aceitar coisas que antes consideravam erradas. Sem perceber, acabam entrando em caminhos que produzem sofrimento, vazio e destruição.

A Bíblia ensina que nossas companhias influenciam diretamente nossa vida. Muitos jovens perderam seus valores tentando ser aceitos em determinados grupos. Muitas famílias foram destruídas porque alguém resolveu brincar com o pecado. Existem pessoas que abriram portas para vícios, adultério, corrupção e mentiras achando que teriam felicidade, porém colheram dor e tristeza.

Por isso Davi mostra que a felicidade também depende daquilo que evitamos. Nem tudo o que o mundo oferece faz bem para nossa alma. Existem lugares, conversas, ambientes e práticas que afastam o coração de Deus.

Entretanto, a vida cristã não consiste apenas em evitar o mal. O Salmo também mostra que a verdadeira felicidade está ligada àquilo que fazemos. O versículo 2 diz: “Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Salmos 1:2 (NAA)

O homem feliz encontra prazer na Palavra de Deus. Isso não significa viver isolado ou passar o dia inteiro lendo a Bíblia sem fazer mais nada. Significa permitir que a Palavra de Deus molde a maneira de pensar, falar, agir e viver.

Quando a Palavra de Deus ocupa espaço dentro do coração, ela começa a transformar a vida. Uma pessoa dirigida por esta Palavra fala diferente, reage diferente e toma decisões diferentes, pois ela consola nos dias difíceis, corrige nossos erros, fortalece nossa fé e ilumina o caminho.

Quantas pessoas já encontraram forças na Bíblia em momentos de dor profunda. Há gente que chegou desesperada diante de Deus e encontrou paz através da Palavra. Outros estavam perdidos em vícios, depressão ou sofrimento emocional e descobriram esperança ao conhecer Jesus.

Davi continua dizendo que aquele que vive dessa forma é “como árvore plantada junto a uma corrente de águas”. Isso fala de estabilidade, firmeza e vida contínua. “Ele é como árvore plantada junto a uma corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido.” Salmos 1:3 (NAA)

A árvore mencionada no Salmo permanece firme mesmo em tempos difíceis porque suas raízes estão próximas das águas. Assim também é o servo de Deus. Ele enfrenta lutas, problemas e dificuldades como qualquer pessoa, porém não vive sozinho. Sua força vem do Senhor.

Existem pessoas que, diante das primeiras dificuldades, desmoronam completamente. Outras conseguem permanecer de pé mesmo atravessando tempos muito difíceis. A diferença geralmente está na raiz espiritual. Quem vive perto de Deus encontra sustento para continuar caminhando.

Davi então faz um contraste forte. O justo é comparado a uma árvore frondosa. O ímpio, porém, é como a palha que o vento dispersa. A palha não possui firmeza, não produz fruto e não resiste às tempestades.

Muitas vezes o ímpio parece prosperar. Parece levar vantagem em tudo. Porém a Bíblia lembra que existe um Deus justo que vê todas as coisas. Nenhuma injustiça ficará escondida para sempre. O Senhor conhece o caminho dos justos e também conhece o caminho dos ímpios.

No fim de tudo, existem apenas dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da perdição. Deus continua chamando as pessoas para escolherem a vida.

A verdadeira felicidade não está em viver longe de Deus. Ela nasce quando o coração encontra abrigo na presença do Senhor. Só Deus consegue preencher o vazio da alma humana.

Talvez você esteja procurando felicidade em muitos lugares e ainda não encontrou paz verdadeira. Jesus continua sendo o único capaz de dar sentido, esperança e vida abundante ao coração.

A verdadeira felicidade não nasce da ausência de problemas, mas da presença de Deus sustentando a alma mesmo nos dias difíceis.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

13/jun/26

 

A ALEGRIA DE QUEM ENCONTROU O SALVADOR

“Então Maria disse: — A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou a humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.” Lucas 1:46-49 (NAA)

Poucas pessoas receberam uma missão tão especial quanto Maria. Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus em sua natureza humana. Por meio dela, o Salvador veio ao mundo para cumprir o plano de redenção preparado pelo Pai desde a eternidade.

Ao receber essa notícia extraordinária, Maria não reagiu com orgulho nem procurou chamar atenção para si mesma. Pelo contrário. Seu coração se encheu de gratidão e adoração. Ela reconheceu que tudo aquilo era obra da graça de Deus. Por isso declarou: “o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”.

Essa pequena expressão revela uma verdade muito importante. Embora tivesse sido escolhida para uma missão única, Maria também precisava de salvação. Ela não se apresentou como fonte de salvação, mas como alguém que necessitava do Salvador. Isso nos ensina que todos os seres humanos possuem a mesma necessidade diante de Deus.

Não importa a posição social, a idade, a cultura ou a história de vida. Todos precisamos da graça de Deus. Todos necessitamos do perdão oferecido por Jesus Cristo.

A alegria de Maria não estava apenas no fato de gerar o menino Jesus. Sua maior alegria estava em conhecer o Deus que salva. Essa continua sendo a maior alegria que uma pessoa pode experimentar.

Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende das circunstâncias. Pensam que serão felizes quando conquistarem uma casa, um carro, um emprego melhor ou quando resolverem determinado problema. É verdade que essas coisas podem trazer satisfação por algum tempo. Porém nenhuma delas consegue preencher completamente o coração humano.

Por isso vemos pessoas que possuem muitos bens e continuam vazias por dentro. Outras alcançam sucesso profissional, mas vivem sem paz. Algumas realizam sonhos importantes e, ainda assim, sentem que falta algo.

Existe um vazio no coração humano que somente Deus pode preencher. A verdadeira alegria nasce quando encontramos o Salvador.

Foi isso que aconteceu com Maria. Foi isso que aconteceu com os discípulos. Foi isso que aconteceu com Zaqueu, com o carcereiro de Filipos, com o apóstolo Paulo e com milhões de cristãos ao longo da história. A salvação produz uma alegria que não depende das circunstâncias.

Quem foi alcançado pela maravilhosa Graça de Jesus pode enfrentar dias difíceis sem perder a esperança. Pode atravessar lutas sem abandonar a fé. Pode chorar em alguns momentos e, ainda assim, manter a certeza de que Deus continua cuidando de sua vida.

Maria reconheceu que Deus havia olhado para sua humildade e realizado grandes coisas. Ela compreendeu que tudo vinha do Senhor. O mesmo acontece conosco.

A salvação não é resultado dos nossos méritos. Não somos salvos porque somos melhores do que outras pessoas. Não conquistamos o favor de Deus por meio de boas obras. Somos salvos porque Deus nos ama e enviou Seu Filho para morrer em nosso lugar.

Jesus nasceu, viveu sem pecado, morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia para oferecer vida eterna a todos os que creem nele.

Por isso o louvor mais bonito que pode sair dos nossos lábios não é apenas o agradecimento por uma bênção recebida, mas a gratidão pela salvação.

Quando alguém compreende o que Cristo fez na cruz, seu coração encontra motivos permanentes para adorar.

Talvez você já tenha passado por momentos em que tudo parecia dar errado. Talvez algumas orações ainda não tenham sido respondidas da forma que esperava. Mesmo assim existe uma razão para continuar louvando: Jesus continua sendo o Salvador. Saiba de uma coisa: a alegria da salvação permanece mesmo quando as circunstâncias mudam.

Esse é o louvor que Deus deseja ouvir. Não apenas palavras cantadas, mas uma alma agradecida. Não apenas músicas bonitas, mas um coração rendido à graça.

O Espírito Santo continua trabalhando nos corações hoje. Assim como preparou Maria para receber Jesus, Ele deseja conduzir cada pessoa a uma experiência verdadeira com Cristo.

Quando isso acontece, nasce uma nova vida. Surge uma nova esperança. E o coração passa a cantar uma canção que o mundo não pode tirar.

Maria engrandeceu ao Senhor porque havia encontrado o Salvador. Nós também podemos fazer o mesmo. E não existe motivo maior para adorar do que saber que fomos alcançados pelo amor de Deus e recebemos, em Cristo, a vida eterna.

A maior alegria não está nas bênçãos que recebemos, mas no Salvador que recebemos. Quem encontra Jesus descobre uma fonte de gratidão que nunca seca e uma esperança que nunca termina.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

12/jun/26

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