A ALEGRIA DE QUEM ENCONTROU O SALVADOR

“Então Maria disse: — A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou a humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.” Lucas 1:46-49 (NAA)

Poucas pessoas receberam uma missão tão especial quanto Maria. Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus em sua natureza humana. Por meio dela, o Salvador veio ao mundo para cumprir o plano de redenção preparado pelo Pai desde a eternidade.

Ao receber essa notícia extraordinária, Maria não reagiu com orgulho nem procurou chamar atenção para si mesma. Pelo contrário. Seu coração se encheu de gratidão e adoração. Ela reconheceu que tudo aquilo era obra da graça de Deus. Por isso declarou: “o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”.

Essa pequena expressão revela uma verdade muito importante. Embora tivesse sido escolhida para uma missão única, Maria também precisava de salvação. Ela não se apresentou como fonte de salvação, mas como alguém que necessitava do Salvador. Isso nos ensina que todos os seres humanos possuem a mesma necessidade diante de Deus.

Não importa a posição social, a idade, a cultura ou a história de vida. Todos precisamos da graça de Deus. Todos necessitamos do perdão oferecido por Jesus Cristo.

A alegria de Maria não estava apenas no fato de gerar o menino Jesus. Sua maior alegria estava em conhecer o Deus que salva. Essa continua sendo a maior alegria que uma pessoa pode experimentar.

Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende das circunstâncias. Pensam que serão felizes quando conquistarem uma casa, um carro, um emprego melhor ou quando resolverem determinado problema. É verdade que essas coisas podem trazer satisfação por algum tempo. Porém nenhuma delas consegue preencher completamente o coração humano.

Por isso vemos pessoas que possuem muitos bens e continuam vazias por dentro. Outras alcançam sucesso profissional, mas vivem sem paz. Algumas realizam sonhos importantes e, ainda assim, sentem que falta algo.

Existe um vazio no coração humano que somente Deus pode preencher. A verdadeira alegria nasce quando encontramos o Salvador.

Foi isso que aconteceu com Maria. Foi isso que aconteceu com os discípulos. Foi isso que aconteceu com Zaqueu, com o carcereiro de Filipos, com o apóstolo Paulo e com milhões de cristãos ao longo da história. A salvação produz uma alegria que não depende das circunstâncias.

Quem foi alcançado pela maravilhosa Graça de Jesus pode enfrentar dias difíceis sem perder a esperança. Pode atravessar lutas sem abandonar a fé. Pode chorar em alguns momentos e, ainda assim, manter a certeza de que Deus continua cuidando de sua vida.

Maria reconheceu que Deus havia olhado para sua humildade e realizado grandes coisas. Ela compreendeu que tudo vinha do Senhor. O mesmo acontece conosco.

A salvação não é resultado dos nossos méritos. Não somos salvos porque somos melhores do que outras pessoas. Não conquistamos o favor de Deus por meio de boas obras. Somos salvos porque Deus nos ama e enviou Seu Filho para morrer em nosso lugar.

Jesus nasceu, viveu sem pecado, morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia para oferecer vida eterna a todos os que creem nele.

Por isso o louvor mais bonito que pode sair dos nossos lábios não é apenas o agradecimento por uma bênção recebida, mas a gratidão pela salvação.

Quando alguém compreende o que Cristo fez na cruz, seu coração encontra motivos permanentes para adorar.

Talvez você já tenha passado por momentos em que tudo parecia dar errado. Talvez algumas orações ainda não tenham sido respondidas da forma que esperava. Mesmo assim existe uma razão para continuar louvando: Jesus continua sendo o Salvador. Saiba de uma coisa: a alegria da salvação permanece mesmo quando as circunstâncias mudam.

Esse é o louvor que Deus deseja ouvir. Não apenas palavras cantadas, mas uma alma agradecida. Não apenas músicas bonitas, mas um coração rendido à graça.

O Espírito Santo continua trabalhando nos corações hoje. Assim como preparou Maria para receber Jesus, Ele deseja conduzir cada pessoa a uma experiência verdadeira com Cristo.

Quando isso acontece, nasce uma nova vida. Surge uma nova esperança. E o coração passa a cantar uma canção que o mundo não pode tirar.

Maria engrandeceu ao Senhor porque havia encontrado o Salvador. Nós também podemos fazer o mesmo. E não existe motivo maior para adorar do que saber que fomos alcançados pelo amor de Deus e recebemos, em Cristo, a vida eterna.

A maior alegria não está nas bênçãos que recebemos, mas no Salvador que recebemos. Quem encontra Jesus descobre uma fonte de gratidão que nunca seca e uma esperança que nunca termina.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

12/jun/26

O LUGAR ONDE A FAMÍLIA SE ENCONTRA

“Sua esposa, no interior de sua casa, será como a videira frutífera; seus filhos serão como rebentos da oliveira ao redor da sua mesa.” Salmos 128:3 (NAA)

Vivemos em um tempo em que as casas estão cada vez mais conectadas à internet e, ao mesmo tempo, os familiares cada vez mais desconectados uns dos outros.

Muitas famílias moram debaixo do mesmo teto, porém quase não conversam. Cada pessoa fica presa ao celular, à televisão, ao computador ou à correria do dia a dia. Em muitos lares, existem quartos cheios e mesas vazias. Falta tempo para sentar, conversar, ouvir e compartilhar a vida.

Por isso, o Salmo 128 apresenta uma imagem tão bonita e necessária para os nossos dias: a família reunida ao redor da mesa. A Bíblia mostra a mesa como um lugar de comunhão, de cuidado e de unidade. A mesa não representa apenas um móvel da casa. Ela simboliza relacionamento, presença e convivência.

Ao redor da mesa, a família aprende a olhar nos olhos. Ali os filhos falam sobre seus medos, os pais compartilham experiências, os problemas são divididos e as alegrias comemoradas. Muitas vezes, uma simples refeição em família vale mais do que longos discursos. Existem pessoas que carregam dores silenciosas dentro do coração e só precisam perceber que alguém está disposto a ouvi-las.

A mesa ajuda a quebrar o isolamento dentro do próprio lar. Vivemos cercados por telas, porém distantes emocionalmente. Há famílias que passam horas juntas sem trocar uma única conversa verdadeira. Cada um permanece em sua “trincheira solitária”, preso ao próprio mundo. Porém, quando a família se reúne ao redor da mesa, algo importante acontece: as barreiras começam a cair.

É na mesa que percebemos quando alguém não está bem. Um olhar triste, um silêncio diferente, uma preocupação escondida. Muitas vezes, o perdão nasce numa conversa simples durante uma refeição. Quantas famílias poderiam evitar brigas maiores se voltassem a conversar mais! Quantos filhos deixariam de procurar apoio em lugares errados se encontrassem dentro de casa um ambiente de acolhimento!

A mesa também é lugar de oração. Durante muitos anos, famílias cristãs cultivaram o hábito de agradecer pelo alimento antes das refeições e de mãos dadas. Esse momento, embora simples, ensinava valores importantes: gratidão, dependência de Deus e comunhão. Infelizmente, em muitos lares modernos, até isso foi se perdendo. As refeições passaram a ser rápidas, silenciosas e apressadas.

Jesus valorizava profundamente a mesa. Grande parte de Seus ensinamentos aconteceu durante refeições. Ele sentava à mesa com discípulos, amigos, famílias e até pessoas rejeitadas pela sociedade. Nos Evangelhos, a mesa quase sempre aparece como símbolo de comunhão, aproximação, restauração e amor.

Hoje ainda vemos como isso faz diferença. Existem pais que descobriram problemas emocionais dos filhos durante uma conversa à mesa. Casamentos foram fortalecidos porque o casal voltou a separar um tempo para conversar sem distrações. Filhos afastados da família começaram a se abrir novamente porque perceberam que havia um ambiente seguro dentro de casa.

Talvez sua família esteja vivendo um tempo de distanciamento. Quem sabe existam mágoas acumuladas, silêncios prolongados ou até pessoas que quase não convivem mais dentro do próprio lar. O Salmo 128 nos lembra que Deus deseja restaurar a comunhão da família. E, muitas vezes, essa restauração começa em coisas simples: sentar juntos, conversar, ouvir e compartilhar o coração.

Não permita que a correria destrua momentos que nunca mais voltarão. Os filhos crescem rápido. Os pais envelhecem. As oportunidades passam. Um dia, muitos dariam tudo para voltar a uma simples refeição em família. Por isso, valorize esses momentos enquanto ainda existem.

A mesa não precisa ser luxuosa para cumprir seu propósito. Às vezes, um café simples acompanhado de conversa sincera vale mais do que grandes banquetes sem comunhão. O que torna a mesa especial não é a comida, e sim a presença das pessoas e o amor compartilhado naquele ambiente.

A família precisa voltar para a mesa. Ali existe espaço para oração, aconselhamento, risos, lágrimas, perdão e gratidão. A mesa continua sendo um dos lugares mais importantes da casa, porque nela os corações se aproximam.

Talvez o mundo esteja ensinando as pessoas a viverem isoladas, porém Deus continua chamando as famílias para viverem em comunhão.

Uma família forte não se constrói apenas com paredes e móveis, mas com corações que ainda encontram tempo para se sentar juntos ao redor da mesa.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

11/jun/26


 

O DIA EM QUE TODO JOELHO SE DOBRARÁ

“E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares,  que com grande voz diziam: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.’” Apocalipse 5:11-12 (ARC)

Existe uma pergunta que todo ser humano precisa responder: quem é Jesus? Para muitos, Ele foi apenas um grande mestre, um profeta ou um exemplo de bondade. Porém, a Bíblia apresenta uma realidade muito maior. Jesus é o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecadores, ressuscitou ao terceiro dia e hoje reina glorificado à direita do Pai.

O livro de Apocalipse nos permite contemplar uma cena extraordinária. João é levado em visão aos céus e vê algo que ultrapassa qualquer descrição humana. Ao redor do trono de Deus há uma multidão incontável de anjos adorando ao Senhor. Não são centenas nem milhares. São milhões de milhões e milhares de milhares. Todos levantam a mesma voz para declarar uma única verdade: Jesus é digno.

Apocalipse 5:12 diz: “que com grande voz diziam: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.”’ Apocalipse 5:12.

Observe que a adoração celestial não acontece porque Jesus realizou apenas alguns milagres ou ensinou boas lições. Ele é adorado porque foi morto. O céu jamais esquece o preço da nossa redenção. As marcas da cruz continuam sendo motivo de exaltação eterna. O Cordeiro foi sacrificado para que pecadores fossem perdoados, reconciliados com Deus e recebessem a vida eterna.

Enquanto muitos na terra ignoram Jesus, o céu inteiro O adora.

A visão continua crescendo. Não apenas os anjos adoram. João vê toda a criação se unindo ao coro celestial.

Apocalipse 5:13 declara: “E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: ‘Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.”’

Chegará o dia em que não haverá dúvida sobre quem governa o universo. Reis, governantes, empresários, artistas, cientistas, ricos e pobres reconhecerão a soberania de Cristo. Aqueles que hoje O rejeitam também terão de admitir Sua autoridade. Como afirma a Escritura, todo joelho se dobrará diante dEle.

Nos dias atuais, muitas pessoas vivem como se Deus não existisse. Planejam suas vidas sem consultar o Senhor, confiam apenas em seus recursos e acreditam que podem controlar o futuro. Porém, o livro de Apocalipse nos lembra que toda a história caminha para um único centro: a glorificação de Jesus Cristo.

João também contempla outra cena emocionante.

Apocalipse 7:9 afirma: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;”

Essa multidão representa os salvos de todas as épocas. Pessoas de diferentes culturas, idiomas e lugares que foram alcançadas pela graça de Deus. Entre elas estarão homens e mulheres simples, jovens, idosos, crianças, pessoas que sofreram perseguições, crentes anônimos que serviram fielmente ao Senhor sem jamais receber reconhecimento humano.

Talvez alguém pense que sua vida cristã seja pequena e sem importância. Talvez ninguém veja seu esforço, suas orações ou sua dedicação ao Reino de Deus. Contudo, o Senhor vê. Um dia, todos os remidos estarão diante do trono, unidos em uma só adoração ao Cordeiro.

A última grande cena apresentada por João aponta para o futuro glorioso da Igreja.

Apocalipse 19:7 declara: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.”

Aqui encontramos uma das promessas mais belas das Escrituras. A Igreja é apresentada como a noiva. Jesus é o Noivo. Toda a história da redenção caminha para esse encontro glorioso. Não haverá mais lágrimas, dor, sofrimento, enfermidades ou despedidas. O povo de Deus viverá eternamente na presença daquele que o amou e entregou a própria vida por ele.

Por isso, a adoração não é apenas uma atividade da igreja aqui na terra. Ela é um ensaio para a eternidade. Cada culto, cada oração, cada louvor sincero aponta para o dia em que estaremos diante do trono, unidos aos anjos e aos remidos de todas as gerações.

O Cordeiro que foi rejeitado pelos homens será exaltado por toda a criação. O Salvador que carregou uma cruz receberá a honra que lhe pertence. E aqueles que permanecerem fiéis participarão da maior celebração de todos os tempos: as Bodas do Cordeiro.

Hoje adoramos pela fé. Na eternidade adoraremos pela visão. O Cordeiro que morreu por nós será para sempre o centro da nossa alegria, da nossa esperança e da nossa adoração.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

10/jun/26

 

O HINO CANTADO ANTES DA CRUZ

"E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras." Marcos 14:26 (NAA)

Poucas palavras da Bíblia carregam tanta profundidade quanto este versículo. À primeira vista, ele parece apenas um detalhe da narrativa. Porém, quando observamos o contexto, percebemos algo extraordinário. Depois de celebrar a última ceia com os discípulos, Jesus cantou um hino.

Isso talvez não nos impressione de imediato. Afinal, cantar faz parte da vida da igreja. Cantamos nos cultos, nas reuniões e em momentos especiais. Porém precisamos lembrar o que aguardava Jesus nas próximas horas.

Ele sabia que seria traído. Sabia que seria preso, abandonado pelos discípulos, injustamente julgado, espancado e crucificado. Sabia que enfrentaria a dor mais intensa que alguém poderia suportar. E, acima de tudo, sabia que, ao carregar sobre si os pecados da humanidade, experimentaria o terrível desamparo expresso em seu clamor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mesmo assim, antes de seguir para o Getsêmani, Ele cantou.

Isso nos ensina uma verdade poderosa. O louvor não nasce apenas nos dias de vitória. Muitas vezes, o louvor mais sincero é aquele oferecido quando ainda não vemos a solução, mas continuamos confiando em Deus.

O mundo costuma cantar quando tudo vai bem. As pessoas celebram quando recebem uma boa notícia, quando alcançam uma conquista ou quando os problemas desaparecem. Porém Jesus nos mostra um caminho diferente. Ele cantou antes da vitória visível. Cantou quando a cruz já estava diante dele. Esse tipo de adoração só é possível quando existe confiança no Pai.

Ao longo das Escrituras encontramos servos de Deus que aprenderam a louvar mesmo em tempos difíceis. Paulo e Silas cantaram na prisão. Jó adorou depois de perder seus bens e seus filhos. Davi escreveu muitos salmos em meio à perseguição e à dor. A fé verdadeira não depende das circunstâncias. Ela permanece firme porque está apoiada no caráter de Deus.

Talvez você esteja vivendo um momento difícil. Talvez existam preocupações em sua família, uma enfermidade, uma luta financeira ou uma situação que parece não ter solução. Nesses momentos, a tendência natural do coração humano é reclamar, desanimar ou perder a esperança.

Porém o exemplo de Jesus nos ensina que o louvor tem o poder de mudar nossa maneira de enxergar a situação. O louvor não altera apenas as circunstâncias ao nosso redor. Ele fortalece nosso coração e nos ajuda a lembrar quem Deus é.

Quando louvamos, declaramos que Deus continua no controle. Quando louvamos, afirmamos que sua vontade é perfeita. Quando louvamos, reconhecemos que sua fidelidade não depende do que estamos vendo. Por isso o louvor sempre esteve ligado à presença de Deus.

Nos dias do Antigo Testamento, Davi organizou os levitas para ministrarem continuamente diante da arca da aliança. A presença da arca simbolizava a presença do Senhor entre o seu povo. Onde a presença de Deus estava, havia louvor.

Isso nos ajuda a compreender algo ainda mais profundo neste texto. Naquela noite, Jesus caminhava para cumprir o plano eterno da salvação. Ele é o verdadeiro Emanuel, o Deus conosco. Ele é a manifestação perfeita da presença de Deus entre os homens.

Ao cantar aquele hino, Jesus não estava apenas encerrando uma reunião com seus discípulos. Estava caminhando em direção ao Calvário para realizar a maior obra de amor da história.

Ele sabia que morreria em nosso lugar. Sabia que levaria sobre si os nossos pecados. Sabia que seria ferido para que pudéssemos receber perdão. E também sabia que a cruz não seria o fim. A ressurreição viria. A morte seria vencida. A salvação seria oferecida a todos os que cressem.

Por isso aquele hino não era um cântico de derrota. Era um cântico de confiança. Jesus enxergava além da cruz. Ele via o cumprimento do propósito do Pai.

Hoje, quando aceitamos Jesus como Salvador, recebemos a presença do Espírito Santo em nossa vida. Tornamo-nos morada de Deus. Não precisamos mais buscar a presença do Senhor em um templo específico, porque Cristo habita em nós. Essa é uma das razões pelas quais continuamos louvando. Não porque tudo está perfeito. Não porque nunca enfrentamos lutas. Louvamos porque sabemos quem está conosco. O mesmo Jesus que cantou antes da cruz continua sustentando seus filhos hoje.

Se você está passando por dias difíceis, lembre-se deste versículo. Antes da cruz, houve um hino. Antes do sofrimento, houve adoração. Antes da vitória visível, houve confiança. E talvez a sua maior vitória hoje não seja a mudança das circunstâncias, mas a decisão de continuar adorando ao Senhor enquanto espera nele.

A fé madura não canta apenas depois do milagre; ela aprende a louvar antes dele, porque confia naquele que continua no controle de todas as coisas.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

09/jun/26

 

O TEMPO DOS VERDADEIROS ADORADORES

"Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores." João 4:23 (NAA)

Quando Jesus pronunciou essas palavras à mulher samaritana junto ao poço, Ele não estava apenas respondendo a uma pergunta sobre adoração. Na verdade, estava revelando algo muito maior: um novo tempo que estava para chegar.

Aquela mulher queria saber qual era o lugar correto para adorar a Deus. Os judeus diziam que era em Jerusalém. Os samaritanos afirmavam que era no monte Gerizim. Porém Jesus mostrou que a questão principal não era o lugar geográfico, mas o coração.

Ao dizer que o Pai procura verdadeiros adoradores, Jesus apontava para um tempo especial que se aproximava. Não seria apenas o tempo da Lei, quando o povo de Israel se relacionava com Deus por meio de sacrifícios e cerimônias. Também não seria apenas o período do seu ministério terreno, quando os discípulos ainda estavam aprendendo a compreender os mistérios do Reino de Deus. Jesus estava falando sobre o tempo da Igreja, o tempo em que vivemos hoje.

Essa nova etapa começou a se manifestar de forma clara após a morte, ressurreição e ascensão do Senhor Jesus. Antes de subir aos céus, Ele deixou uma promessa aos seus discípulos:  "Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder." Lucas 24:49 (ARA)

Os discípulos obedeceram. Mesmo sem entender completamente tudo o que estava para acontecer, permaneceram em Jerusalém aguardando a promessa do Senhor.

Ali havia cerca de cento e vinte pessoas reunidas. Eram homens e mulheres simples, porém dispostos a obedecer. Não estavam buscando fama, reconhecimento ou posição. Estavam buscando a Deus. Então chegou o dia de Pentecostes.

O Espírito Santo foi derramado sobre eles, cumprindo a promessa feita por Jesus. A partir daquele momento, a Igreja passou a viver uma nova realidade. Deus não seria mais conhecido apenas por meio de símbolos, rituais ou cerimônias. Agora o Espírito Santo habitaria na vida daqueles que cressem em Cristo.

Foi nesse contexto que as palavras de Jesus começaram a ser plenamente compreendidas. Os verdadeiros adoradores não seriam identificados pelo lugar onde adoravam, mas pela presença do Espírito Santo em suas vidas. Isso continua sendo verdade em nossos dias.

Muitas pessoas ainda pensam que adoração se resume a cantar, frequentar cultos ou participar de reuniões religiosas. Tudo isso é importante, porém a verdadeira adoração vai muito além.

Adorar é viver para Deus. É obedecer quando ninguém está olhando. É permanecer fiel nos dias difíceis. É honrar ao Senhor dentro de casa, no trabalho, na escola e em todos os ambientes da vida. É colocar Cristo no centro das decisões.

Uma pessoa pode cantar muito bem e ainda assim não ser uma verdadeira adoradora. Outra pode ter uma voz simples, porém viver uma vida de comunhão sincera com Deus e agradá-lo profundamente. A verdadeira adoração nasce de um coração transformado.

O ser humano foi criado para adorar ao Senhor. Desde o princípio, Deus desejou ter comunhão com sua criação. Porém o pecado rompeu essa comunhão e afastou o homem da presença de Deus. Foi por isso que Jesus veio ao mundo.

A maior expressão de adoração e obediência aconteceu quando Jesus entregou sua própria vida na cruz para salvar pecadores. Ele se ofereceu voluntariamente para cumprir a vontade do Pai e abrir novamente o caminho da reconciliação. Por meio da cruz, recebemos perdão, salvação e acesso à presença de Deus. Hoje, todo aquele que entrega sua vida ao Senhor pode experimentar essa comunhão.

Talvez você esteja começando sua caminhada com Cristo. Talvez ainda tenha dúvidas sobre muitas coisas da fé. Porém saiba de uma verdade preciosa: Deus continua procurando adoradores.

Não pessoas perfeitas. Não pessoas sem falhas. Não pessoas que sabem todas as respostas. Ele procura homens e mulheres que desejam viver em comunhão com Ele, guiados pelo Espírito Santo e comprometidos com a verdade da sua Palavra.

A adoração verdadeira começa aqui, enquanto caminhamos nesta terra. Porém ela não termina aqui. Um dia estaremos diante do Senhor, adorando-o por toda a eternidade.

Por isso, entregue sua vida a Cristo. Busque a presença de Deus todos os dias. Permita que o Espírito Santo conduza seus passos. E descubra a alegria de viver como um verdadeiro adorador, pois,  a verdadeira adoração não é apenas um momento que vivemos na igreja; é uma vida inteira rendida àquele que nos salvou e nos chamou para viver em sua presença para sempre.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

08/jun/26

 

O TREMOR QUE FORTALECE

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com ousadia, anunciavam a palavra de Deus.” Atos 4:31 (NAA)

Deus abala para nos tornar inabaláveis.” Talvez essa seja uma das verdades mais profundas da vida cristã. Os abalos não chegam apenas para nos ferir; muitas vezes, chegam para nos fortalecer, amadurecer e nos aproximar ainda mais do Senhor.

A vida cristã não nos livra das tempestades. Quem serve a Deus também atravessa dias difíceis, enfrenta perseguições, crises, perdas, medos e lutas inesperadas. A diferença não está na ausência de problemas, e sim em quem sustenta o servo no meio deles. Enquanto muitos desmoronam diante das pressões da vida, Deus fortalece aqueles que aprendem a depender dEle.

Em Atos dos Apóstolos 4:31, a igreja vivia exatamente um tempo assim. Os discípulos haviam sido ameaçados por pregarem o nome de Jesus. As autoridades tentavam calar a mensagem do Evangelho e espalhar medo entre os servos de Deus. Humanamente falando, aquele pequeno grupo tinha todos os motivos para se esconder, desistir ou se intimidar. Porém aconteceu exatamente o contrário: eles se reuniram para orar.

E foi naquele ambiente de pressão, medo e perseguição que o poder de Deus se manifestou. O lugar tremeu, os corações foram fortalecidos e todos ficaram cheios do Espírito Santo. O abalo daquele lugar não anunciava destruição; revelava a presença de Deus sustentando Sua igreja.

O tremor que atingiu aquele lugar não foi um simples fenômeno emocional. Deus estava mostrando que Seu poder continuava presente no meio do Seu povo. Tremor que não significava destruição, e sim confirmação. Deus fortalecia a igreja e derramava coragem sobre aqueles servos. Eles ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar a Palavra com ainda mais ousadia.

Isso nos ensina algo precioso. Muitas vezes, os abalos que enfrentamos não chegam para destruir nossa vida, e sim para fortalecer nossa fé. Assim como o ouro passa pelo fogo para ser purificado, Deus usa certas situações para remover aquilo que é superficial em nós. Existem pessoas que só descobrem a força da oração depois de atravessar uma grande luta. Outras aprendem a depender de Deus somente quando percebem que já não conseguem resolver tudo sozinhas.

Quantas famílias hoje vivem dias difíceis. Há pessoas lutando contra enfermidades, problemas financeiros, crises dentro de casa e dores emocionais profundas. Muitos chegam à igreja carregando um sorriso no rosto e um peso enorme dentro da alma. Porém, quando o servo dobra os joelhos e busca ao Senhor sinceramente, algo começa a mudar dentro dele. Talvez o problema não desapareça imediatamente, porém Deus fortalece o coração para continuar caminhando.

A igreja primitiva experimentou exatamente isso. Quanto maior a perseguição, maior se tornava sua dependência de Deus. Eles não perderam tempo reclamando ou tentando negociar conforto. Eles oravam. Enquanto os homens tentavam calar a igreja, o Espírito Santo fortalecia os discípulos. A perseguição nunca conseguiu destruir a Igreja de Cristo. Pelo contrário, muitas vezes serviu para espalhar ainda mais o Evangelho. “..._ e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18 (ARC)

A história mostra isso claramente. Homens tentaram apagar a fé cristã ao longo dos séculos. Muitos servos foram presos, perseguidos e mortos. Ainda assim, o Evangelho continuou avançando. Isso acontece porque a Obra não pertence aos homens; ela pertence a Deus. O próprio Senhor sustenta Sua igreja.

Ser inabalável não significa viver sem medo ou sem sofrimento. O próprio apóstolo Paulo escreveu: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados;” — Segunda Epístola aos Coríntios 4:8 (NAA). Paulo não dizia que os servos de Deus vivem sem lutas. Ele mostrava que, mesmo passando por elas, existe uma força maior sustentando o coração do cristão.

Hoje ainda vemos esse agir de Deus. Existem pessoas que chegaram quebradas diante do Senhor e encontraram forças para recomeçar. Casamentos quase destruídos foram restaurados pela oração. Jovens presos em vícios foram libertos pelo poder de Deus. Pessoas desanimadas voltaram a ter esperança depois de buscar ao Senhor. A oração continua movendo o céu e fortalecendo a terra.

Muitas vezes, queremos que Deus apenas mude as circunstâncias ao nosso redor. Porém, em vários momentos, Ele começa transformando primeiro o nosso interior. O lugar tremeu em Atos 4, porém os corações também foram renovados. Deus deu ousadia, coragem e firmeza espiritual. Quando o Espírito Santo fortalece alguém, até no meio da tempestade essa pessoa consegue permanecer de pé.

Por isso, nunca subestime o poder da oração. Orar não é apenas repetir palavras. Orar é abrir o coração diante de Deus. É reconhecer nossa dependência do Senhor. É encontrar força quando tudo parece perdido. A oração sustenta a fé, fortalece a alma e mantém o coração firme mesmo nos dias difíceis.

Talvez hoje exista algum abalo acontecendo em sua vida. Quem sabe sua casa esteja atravessando um momento difícil, ou seu coração esteja cansado e aflito. Lembre-se de uma verdade: o mesmo Deus que respondeu à oração da igreja em Atos continua ouvindo Seus filhos hoje. O Senhor ainda fortalece, consola, renova e sustenta aqueles que clamam pelo Seu nome.

Mesmo quando tudo parece abalado ao nosso redor, quem permanece em Cristo continua de pé.

Os abalos da vida não conseguem destruir aquele que aprende a se ajoelhar diante de Deus, porque a oração transforma fraqueza em força e medo em coragem.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

07/jun/26

 

A OBRA QUE PERMANECE

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10 (NAA)

Recentemente, ao ler o livro Qual é a Tua Obra?, de Mário Sérgio Cortella, fui levado a refletir profundamente sobre propósito, trabalho e sentido da vida. O autor mostra que o verdadeiro sucesso não está apenas em alcançar resultados ou reconhecimento, e sim em construir uma obra que tenha valor, ética e significado. Essa leitura despertou em mim uma ligação imediata com aquilo que a Bíblia chama de “Obra do Senhor”.

Todos nós temos sonhos, projetos e objetivos pessoais. Trabalhamos, estudamos, cuidamos da família, enfrentamos lutas e buscamos construir uma vida melhor. Isso faz parte da existência humana. O problema não está em ter planos. O perigo surge quando nossa vida gira apenas em torno dos nossos próprios interesses, como se tudo terminasse aqui na terra.

A Palavra de Deus mostra que existe uma história muito maior sendo construída pelo Senhor ao longo dos séculos. Nada acontece por acaso. Deus tem um propósito eterno e, de forma maravilhosa, decidiu incluir pessoas comuns dentro desse projeto divino.

Foi isso que Deus declarou ao profeta Jeremias: “Antes de formá-lo no ventre materno, eu já o conhecia; e, antes de você nascer, eu o consagrei e constituí profeta às nações.” Jeremias 1:5 (NAA)

Jeremias ainda nem havia nascido, e Deus já tinha um propósito para sua vida. Isso nos ensina que nossa existência não é fruto do acaso. Deus conhece nossa história antes mesmo de nossos primeiros passos. Ele conhece nossos dons, nossas limitações, nossas dores e também aquilo que ainda iremos viver.

Muitas pessoas passam a vida inteira tentando descobrir qual será sua grande realização, sua grande obra. Algumas acreditam que sucesso é possuir dinheiro, fama ou posição social. Outras imaginam que a felicidade está apenas em conquistar estabilidade ou reconhecimento. Entretanto, a Bíblia nos mostra que o verdadeiro sentido da vida nasce quando entendemos que fomos criados para algo maior do que nós mesmos.

A obra do homem pode produzir aplausos temporários. Pode gerar conforto, crescimento profissional e até admiração das pessoas. Porém, sem Deus, tudo isso se torna passageiro. Quantas pessoas alcançaram grandes conquistas e, ainda assim, continuaram vazias por dentro? Quantos vivem correndo atrás de metas sem nunca experimentar verdadeira paz? “Pois que adianta ao ser humano ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36 (NAA)

A Obra do Senhor é diferente. Ela alcança o coração. Ela transforma vidas. Ela produz frutos eternos. E o mais impressionante é que Deus chama pessoas simples para participarem dela.

Os discípulos de Jesus são um exemplo disso. Pedro, André, Tiago e João deixaram suas redes e barcos para seguir o Mestre. Deixaram a sua obra para a realização de uma Obra maior. Mateus abandonou a coletoria de impostos. Eles possuíam profissão, rotina e planos pessoais. Entretanto, quando ouviram o chamado de Cristo, entenderam que existia algo muito maior diante deles.

Jesus não os chamou apenas para exercer uma religião. Ele os chamou para fazer parte de uma Obra eterna. Aqueles homens simples ajudariam a anunciar a salvação, levar esperança aos aflitos e proclamar o Evangelho ao mundo.

Isso continua acontecendo ainda hoje. Deus segue chamando pessoas comuns. Alguns são chamados para pregar, outros para ensinar, outros para ajudar, servir, evangelizar, aconselhar ou simplesmente viver como testemunhas de Cristo dentro de casa, no trabalho e na sociedade. “Temos, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que contribui, faça-o com generosidade; o que preside, faça-o com zelo; quem exerce misericórdia, faça-o com alegria.” Romanos 12:6-8 (NAA)

Há pessoas que imaginam que servir a Deus significa abandonar totalmente a vida comum. Porém, muitas vezes, Deus usa justamente nossa rotina como instrumento da Sua Obra. Um médico pode glorificar a Deus cuidando de vidas. Um professor pode ser instrumento do Senhor ensinando com honestidade e amor. Um pai e uma mãe podem cumprir a Obra de Deus dentro do próprio lar, criando seus filhos nos caminhos do Senhor.

O importante é compreender que nossa “obra” pessoal precisa estar alinhada com a vontade de Deus. Nossos sonhos precisam caminhar dentro do propósito do Senhor. Afinal, somente aquilo que nasce em Deus permanece para sempre.

Talvez a grande pergunta da vida não seja apenas: “O que estou construindo?”, e sim: “Aquilo que estou construindo faz parte da Obra de Deus?”

Muita gente vive apenas para conquistar coisas. Porém, chega um momento em que percebemos que casas, bens, títulos e aplausos não conseguem preencher a alma humana. O coração do homem somente encontra descanso quando entende que foi criado para viver em comunhão com Deus e participar dos Seus propósitos eternos.

Quando nossa vida se encaixa na Obra do Senhor, até as pequenas coisas ganham sentido. O trabalho deixa de ser apenas sobrevivência. A família deixa de ser apenas convivência. A caminhada deixa de ser apenas rotina. Tudo passa a fazer parte da história que Deus está escrevendo através de nós.

E no final da vida, o que realmente terá valor não será apenas aquilo que construímos para nós mesmos, e sim aquilo que fizemos para a glória de Deus e para o bem das pessoas. Porque a única obra que atravessa o tempo e alcança a eternidade é aquela realizada em parceria com o Senhor.

A maior realização da vida não está em construir algo para ser lembrado pelos homens, e sim em participar daquilo que Deus está construindo para a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

06/jun/26

  A ALEGRIA DE QUEM ENCONTROU O SALVADOR “Então Maria disse: — A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu...