QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ ANGUSTIADO, JESUS CONTINUA SENDO O CAMINHO

“Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim.” João 14:1 (NAA).

Os discípulos estavam entrando em um dos momentos mais difíceis de sua caminhada com Jesus. Eles haviam deixado tudo para segui-Lo, tinham visto milagres, ouvido Seus ensinamentos e aprendido a confiar nEle. Agora, porém, Jesus começava a falar sobre Sua partida, Sua morte e acontecimentos que eles ainda não conseguiam compreender. O futuro parecia incerto. Foi nesse ambiente de medo e insegurança que Ele disse: “Que o coração de vocês não fique angustiado.”

Essas palavras continuam muito atuais. Há momentos em que também sentimos o coração apertado. Pode ser depois de recebermos um diagnóstico médico, diante da perda de alguém que amamos, quando o casamento atravessa uma crise, quando chega o desemprego ou quando simplesmente não sabemos como será o amanhã. Nessas horas, muitas vezes não conseguimos mudar imediatamente as circunstâncias, mas Jesus nos chama a colocar nEle nossa confiança: “vocês creem em Deus, creiam também em mim.”

Essa afirmação é muito importante. Jesus não Se apresenta apenas como alguém que ensina sobre Deus. Ele chama os discípulos a depositarem nEle a mesma confiança que depositam no Pai. Poucos versículos depois, Ele explica por quê: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 (NAA).

Durante séculos, Deus havia falado ao povo por meio da Lei e dos profetas. O problema não estava naquilo que Deus havia revelado, mas no modo como muitos passaram a tratar essa revelação. A religião podia tornar-se apenas tradição, regras e aparência, enquanto misericórdia, amor e verdadeira comunhão com Deus eram deixados de lado.

Jesus encontrou exatamente esse tipo de situação. Havia pessoas que conheciam profundamente as Escrituras e, mesmo assim, não percebiam Quem estava diante delas. Ele declarou: “Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.” João 5:39-40 (NAA).

Isso também pode acontecer hoje. Uma pessoa pode frequentar a igreja há muitos anos, conhecer cânticos, doutrinas e costumes, possuir várias versões da Bíblia em seus celulares e ainda assim não ter desenvolvido um verdadeiro relacionamento com Cristo. É possível conhecer muitas coisas sobre Jesus sem realmente confiar em Jesus.

Imagine alguém que está perdido em uma cidade desconhecida. Ele pode possuir um excelente mapa, conhecer nomes de ruas e saber muita coisa sobre o lugar. Mas, se não encontrar o caminho correto, continuará perdido. Jesus não disse apenas que conhece o caminho. Ele afirmou: “Eu sou o caminho.” Ele não apenas ensina uma verdade; Ele é a verdade. Ele não oferece somente conselhos para uma vida melhor; Ele é a vida.

Por isso, a salvação não está simplesmente em pertencer a uma religião ou cumprir determinadas tradições. Ela está em Cristo. Pedro declarou: “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Atos 4:12 (NAA).

Mas Jesus não falou apenas sobre o caminho para o Pai. Ele também deu aos discípulos uma razão para enfrentar a separação que viria. Disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês.” João 14:2 (NAA). E acrescentou que voltaria para recebê-los, para que estivessem com Ele.

Que esperança extraordinária! O coração deles estava angustiado porque pensavam na partida; Jesus queria que olhassem além daquele momento. A cruz não seria o fim. Havia ressurreição, havia comunhão com o Pai e havia uma morada preparada.

Essa esperança continua sustentando o cristão hoje. Nós também enfrentamos momentos em que tudo parece incerto, mas nossa fé não está baseada na ausência de problemas. Está baseada na presença de Cristo e na promessa de que nossa história não termina aqui.

Mais adiante, Jesus voltou ao mesmo assunto e disse: “Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo.” João 14:27 (NAA).

Talvez as circunstâncias não mudem imediatamente. O diagnóstico pode continuar existindo, a saudade pode permanecer, o problema ainda pode precisar ser enfrentado. Mas existe uma paz que não depende de tudo estar resolvido. Ela nasce da certeza de que pertencemos a Cristo, de que Ele nos conduz ao Pai e de que temos nEle a esperança da vida eterna.

Quando o coração não consegue enxergar o amanhã, Jesus não nos entrega apenas uma explicação; Ele Se apresenta como o Caminho, oferece Sua paz e nos lembra que, junto do Pai, há um lugar preparado para aqueles que creem nEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

30/set/26

 

EXISTE ALGUÉM PERTO DE VOCÊ PRECISANDO DE AJUDA?

“E peço também a você, fiel companheiro de jugo, que auxilie essas mulheres, pois juntas se esforçaram comigo no evangelho, juntamente com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida.” Filipenses 4:3 (NAA).

Todos nós precisamos de ajuda em algum momento. Por mais fortes, experientes ou preparados que sejamos, haverá situações em que não conseguiremos caminhar sozinhos. Deus poderia realizar Sua obra sem depender de ninguém, mas escolheu colocar pessoas ao lado de pessoas. No Reino de Deus, ninguém foi chamado para viver isolado.

Paulo sabia muito bem disso. Embora tenha sido um dos grandes instrumentos usados por Deus na expansão do evangelho, ele nunca trabalhou sozinho. Em suas cartas encontramos nomes de homens e mulheres que estiveram ao seu lado, oraram, serviram, enfrentaram dificuldades e contribuíram para que a mensagem de Cristo chegasse a outros lugares.

Em Filipenses 4:3, Paulo menciona mulheres que haviam trabalhado com ele no evangelho, fala de Clemente e acrescenta algo muito bonito: havia também “demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida.” Alguns daqueles nomes talvez fossem conhecidos pelas igrejas; outros provavelmente ficaram desconhecidos da história. Mas não ficaram desconhecidos de Deus. Isso nos ensina algo precioso: nem todo trabalho importante precisa aparecer.

Em uma igreja, por exemplo, algumas pessoas estão diante de todos. Pregam, cantam, ensinam ou dirigem reuniões. Outras chegam mais cedo para preparar o ambiente, recebem quem está chegando, visitam um enfermo, telefonam para alguém que está passando por uma dificuldade, ajudam uma família necessitada, cuidam de uma criança ou simplesmente percebem que alguém precisa de companhia.

Talvez ninguém faça uma homenagem a essas pessoas. Talvez seus nomes nunca apareçam em uma placa. Mas Deus conhece cada uma delas.

Paulo mostra que ajudar também faz parte da vida da Igreja. Ao falar sobre os diferentes dons e serviços existentes no Corpo de Cristo, ele escreve que Deus colocou na igreja pessoas com diferentes funções, incluindo “os que têm dons de curar, ou de ajudar, ou de administrar” 1 Coríntios 12:28 (NAA). Observe a simplicidade dessa expressão: ajudar.

Às vezes pensamos que servir a Deus exige sempre alguma atividade extraordinária. No entanto, há pessoas cujo ministério aparece justamente quando percebem uma necessidade e dizem: “Eu posso ajudar.”

Alguém está carregando uma mesa e elas seguram do outro lado. Uma família está passando por dificuldades e elas levam uma refeição. Um irmão perdeu alguém querido e elas se sentam ao seu lado, mesmo sem saber exatamente o que dizer. Uma pessoa idosa precisa chegar ao culto e alguém oferece uma carona. Um novo convertido ainda não sabe encontrar os textos bíblicos e alguém se senta perto dele para ajudá-lo. São atitudes simples, mas o Reino de Deus é construído também por mãos assim.

Pedro escreveu: “Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como encarregados de administrar bem a multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10 (NAA).

Existe ainda uma pequena imagem interessante nas listas dos apóstolos. Em Mateus encontramos: “Filipe e Bartolomeu” Mateus 10:3. Bartolomeu aparece nas Escrituras sempre entre os demais discípulos, participando daquele grupo chamado por Jesus. Não devemos transformar isso em uma afirmação de que sua missão particular fosse simplesmente ajudar Filipe, porque a Bíblia não diz isso. Mas a imagem nos lembra de algo bonito: há pessoas que talvez não apareçam sozinhas nas grandes histórias, mas estão presentes, caminhando ao lado de alguém e participando da obra.

Talvez existam muitos “Bartolomeus” entre nós: pessoas que não procuram o centro das atenções, mas estão sempre disponíveis quando alguém precisa. E talvez nós mesmos sejamos chamados a ocupar esse lugar.

A Bíblia diz: “Levem as cargas uns dos outros e, assim, estarão cumprindo a lei de Cristo.” Gálatas 6:2 (NAA).

Há cargas que não podemos retirar da vida de alguém, mas podemos ajudar a carregar. Não conseguimos eliminar o luto de uma pessoa, mas podemos permanecer ao lado dela. Não podemos resolver todos os problemas financeiros de uma família, mas talvez possamos aliviar uma necessidade. Não conseguimos responder todas as perguntas de alguém que sofre, mas podemos ouvi-lo, orar com ele e lembrá-lo de que não está sozinho.

Talvez nunca saibamos quanto uma pequena ajuda significou para alguém. Uma ligação, uma visita, uma palavra, uma carona, uma oferta, um abraço ou simplesmente nossa presença pode chegar exatamente no momento em que aquela pessoa pensava não conseguir continuar. No Reino de Deus, ajudar nunca é pouco.

Por isso, quando perceber alguém precisando de uma mão, não espere necessariamente que outra pessoa apareça. Talvez Deus tenha permitido que você enxergasse aquela necessidade justamente porque deseja usar suas mãos. E mesmo que ninguém veja, lembre-se: Deus vê.

No Reino de Deus, nem todos serão conhecidos pelo que fizeram, mas nenhuma mão que se estende para ajudar passa despercebida diante dEle; muitas vezes, Deus sustenta alguém simplesmente colocando outra pessoa ao seu lado.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

29/set/26

 

QUANDO PERDEMOS A TRILHA, DEUS NOS ENSINA O CAMINHO

“Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho que você deve seguir; e, sob as minhas vistas, lhe darei conselho.” Salmos 32:8 (NAA).

Você já se perdeu alguma vez? Eu já, e posso dizer que não é uma experiência agradável. Eu tinha cerca de vinte anos quando, juntamente com mais quatro amigos, fazia uma subida ao Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional do Itatiaia. Em determinado momento daquela caminhada íngreme, deixamos de perceber por onde seguia a trilha e começamos a avançar na direção errada.

Depois de algum tempo, ficou evidente que estávamos em dificuldade. Ao nosso redor havia pedras, vegetação baixa e caminhos que pareciam semelhantes. À nossa frente, a montanha parecia não ter fim. Quanto mais tentávamos descobrir sozinhos por onde deveríamos seguir, maior se tornava a insegurança.

Foi quando percebemos, muito acima de nós, um grupo de pessoas. Estavam tão distantes que pareciam pequenas formigas sobre a montanha. Mesmo assim, perceberam nossa situação e começaram a nos orientar. Seguindo suas indicações, conseguimos finalmente retornar à trilha correta.

Hoje penso como tudo teria sido mais simples se tivéssemos levado conosco alguém que conhecesse bem aquele terreno. Um guia experiente teria percebido sinais que nós não conseguíamos identificar e provavelmente teria evitado que saíssemos do caminho.

Na vida acontece algo semelhante. Nem sempre percebemos imediatamente quando estamos tomando uma direção errada. Podemos decidir movidos apenas pela emoção, seguir conselhos equivocados, insistir em relacionamentos que nos fazem mal, administrar de maneira imprudente nossas finanças ou escolher determinado caminho simplesmente porque todos ao nosso redor estão seguindo por ele.

Às vezes, somente depois de algum tempo conseguimos reconhecer: “Eu me perdi.”

É justamente por isso que a promessa de Salmos 32:8 é tão preciosa. Deus não diz apenas que existe um caminho. Ele declara: “Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho que você deve seguir.” O Senhor Se apresenta como Aquele que conhece o caminho que nós ainda não conhecemos. Ele vê aquilo que não conseguimos enxergar e pode nos orientar quando diante de nós existem várias possibilidades.

Isso não significa que Deus nos dará uma resposta direta para cada decisão, como se a Bíblia dissesse qual emprego devemos aceitar, com quem devemos nos casar ou em que cidade devemos morar. Sua Palavra, porém, oferece princípios capazes de formar nossa maneira de pensar e nos ajudar a discernir escolhas sábias.

Imagine alguém que recebe duas propostas de trabalho. A Bíblia talvez não diga qual empresa escolher, mas pode ensiná-lo sobre honestidade, responsabilidade, prioridades familiares e contentamento. Um jovem pode não encontrar na Palavra o nome da pessoa com quem deveria se casar, mas encontrará princípios sobre caráter, fé, compromisso e amor. Alguém profundamente ofendido pode não encontrar uma descrição exata de sua situação, mas encontrará claramente o chamado ao perdão. É assim que Deus vai nos ensinando o caminho.

Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:16-17 (NAA).

A Bíblia, portanto, não existe apenas para nos consolar. Ela também nos ensina, confronta e corrige. Às vezes, Deus confirma que estamos seguindo bem; em outras ocasiões, mostra que precisamos mudar de direção. Uma placa dizendo “caminho errado” talvez não seja aquilo que queremos encontrar, mas pode evitar que avancemos ainda mais para longe do lugar onde deveríamos estar.

Há, porém, algo muito importante: não basta possuir um exemplar da Bíblia. Também não basta lê-la rapidamente apenas para cumprir uma obrigação. Precisamos desejar compreender o que Deus está dizendo e permitir que Sua Palavra alcance nossas escolhas, pensamentos e atitudes.

É nesse ponto que dependemos também da ação do Espírito Santo. Paulo declarou: “Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.” 1 Coríntios 2:10 (NAA).

O Espírito Santo não substitui a Bíblia nem acrescenta um caminho contrário ao que Deus já revelou. Ele ilumina nosso entendimento, mostra-nos Cristo e nos ajuda a compreender e aplicar a verdade. Jesus disse: “Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade.” João 16:13 (NAA).

Por isso, antes de ler a Bíblia, podemos fazer uma oração simples: “Senhor, ensina-me o caminho que devo seguir. Mostra-me aquilo que preciso aprender, aquilo que preciso corrigir e aquilo que preciso abandonar.”

Naquela montanha, meus amigos e eu precisávamos apenas reencontrar uma trilha. Na vida, porém, uma direção errada pode atingir nossa família, nossa fé, nossos relacionamentos e nosso futuro. Por isso, não precisamos caminhar apenas pelo que sentimos ou pelo que os outros dizem.

Deus conhece o terreno inteiro. Nós vemos apenas alguns metros à nossa frente.

Não se contente, portanto, em passar os olhos pelas páginas da Bíblia. Leia, ore, medite e peça ao Espírito Santo entendimento. Quando não souber por onde seguir, lembre-se da promessa: “Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho.”

Quando não conseguimos enxergar a direção, Deus não nos abandona diante das muitas trilhas da vida: Ele nos ensina o caminho por Sua Palavra e, pelo Espírito Santo, nos ajuda a discernir onde devemos colocar os próximos passos.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

28/set/26

 

A PALAVRA QUE GUIA, SUSTENTA E TRANSFORMA

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” Salmos 119:105 (ARC).

A Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de sabedoria e direção. Em suas páginas encontramos orientação para todas as áreas da vida, ajudando-nos a trilhar nossa jornada espiritual de maneira segura e plena. Desde decisões importantes, como a escolha do cônjuge para compartilhar a vida, até a criação de filhos, os estudos ou a profissão, nada escapa ao cuidado do Pai Celestial. Ele deseja nos conduzir com amor e propósito para que experimentemos o melhor em todas as áreas, seja espiritual, sentimental ou profissional.

Um único texto bíblico pode conter várias lições para diferentes situações. Isso reflete a natureza dinâmica de um Deus vivo, que fala de maneira prática e relevante a cada geração. Ele nos deixou uma mensagem viva e eficaz, que penetra o mais profundo do coração e transforma vidas. Como a Escritura declara: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes.” Hebreus 4:12 (ARC).

Essa Palavra é alimento sólido e indispensável, capaz de fortalecer e alegrar todo aquele que dela se alimenta. Como participantes de Sua Igreja fiel, somos por ela sustentados, edificados e fortalecidos. Além de iluminar nossos passos e renovar nossa esperança, a Palavra de Deus nos conduz com segurança em meio às incertezas da vida, oferecendo direção quando não sabemos por onde seguir e firmeza quando nossas forças parecem faltar.

Jesus afirmou: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” Mateus 4:4 (ARC). Assim, compreendemos que, da mesma forma que o corpo necessita de alimento para viver, nossa alma precisa continuamente da Palavra que vem de Deus.

Somos chamados a guardar a Palavra em nosso coração e buscá-la com diligência, pois ela é como um calçado espiritual que protege nossos passos e nos separa da impureza do mundo. A Palavra nos conduz à santidade e nos fortalece em nossa caminhada de fé. Nela encontramos o evangelho da paz, que guia nossos passos com propósito, como ensina a Escritura: “..._e calçados os pés na preparação do evangelho da paz.” Efésios 6:15 (ARC). Caminhar com a Palavra é refletir o caráter de Cristo em todos os aspectos da vida.

A Palavra de Deus é doce como mel em nossos lábios, trazendo consolo e esperança. No entanto, ao penetrar em nosso interior, pode ser amarga, pois confronta nossas falhas e nos desafia à mudança. Essa dualidade demonstra seu poder transformador: consolar e corrigir, moldando-nos à imagem de Cristo. O apóstolo João descreve essa experiência: “E tomei o livrinho da mão do anjo e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.” Apocalipse 10:10 (ARC).

Para o jovem, a Palavra é um guia que purifica o caminho e ajuda a viver com integridade diante de Deus. Como o salmista pergunta e responde: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.” Salmos 119:9 (ARC). Para aqueles perseguidos injustamente, ela é um refúgio, sempre fiel e eterna, firmada nos céus como promessa inabalável: “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.” Salmos 119:89 (ARC).

O salmista vê a Palavra como herança eterna e a alegria de seu coração. Ele declara seu amor profundo por ela, considerando-a mais preciosa do que o ouro fino. Essa devoção demonstra que a Palavra não é apenas um livro, mas um tesouro que conduz à vida e à comunhão com Deus. Como ele afirma: “Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.” Salmos 119:111 (ARC).

Além disso, o salmista reconhece que a Palavra de Deus não apenas ilumina o caminho, mas também aponta para a salvação que ele aguarda com expectativa. Seu amor profundo pela Palavra reflete sua confiança inabalável na fidelidade de Deus e no poder transformador das Escrituras. Ele compreende que viver de acordo com os mandamentos do Senhor é uma expressão de sua devoção e esperança. Suas palavras deixam clara essa certeza: “SENHOR, tenho esperado na tua salvação e tenho cumprido os teus mandamentos. A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os extremamente.” Salmos 119:166-167 (ARC).

A Palavra de Deus é mais do que um guia; ela é uma companheira em cada etapa de nossa jornada. Ela ilumina nosso caminho, consola nosso coração e nos transforma dia após dia. Por meio dela, experimentamos a graça e o amor de Deus de forma tangível, encontrando força, sabedoria e direção para todas as circunstâncias.

Assim, somos convidados a abrir nossos corações para receber essa Palavra viva e eficaz, permitindo que ela guie nossas ações, renove nossa mente e nos leve a uma comunhão mais profunda com o Senhor.

Que a Palavra de Deus seja a lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho, nos direcionando com segurança até a presença do Pai. Que possamos amá-la, vivê-la e proclamá-la com alegria.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

27/set/26

 

QUANDO O CORAÇÃO NÃO SABE O QUE FAZER COM O AMANHÃ

“Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim.” João 14:1 (NAA).

Há momentos em que o coração fica inquieto porque não sabemos o que acontecerá amanhã. Uma notícia inesperada, um diagnóstico médico, a perda de alguém, dificuldades dentro de casa ou simplesmente a sensação de que estamos perdendo o controle podem trazer medo e insegurança. Foi em um momento assim que Jesus disse aos discípulos: “Que o coração de vocês não fique angustiado.” Ele sabia que eles estavam prestes a enfrentar acontecimentos que não compreenderiam. Sua morte se aproximava, e aqueles homens ainda não conseguiam imaginar como continuariam sem a presença física do Mestre.

Jesus não lhes disse que não haveria motivos para preocupação. Também não prometeu que tudo seria fácil. Em vez disso, apontou para o lugar onde a fé deveria descansar: “vocês creem em Deus, creiam também em mim.” A resposta para um coração angustiado não seria conhecer antecipadamente todos os acontecimentos, mas confiar nEle mesmo quando não conseguissem entender o caminho.

Logo depois, Jesus lhes deu uma esperança que ultrapassava aquela noite: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês.” João 14:2 (NAA). Ele não falava apenas de um lugar distante, mas da certeza de que aqueles que pertencem a Ele têm um destino junto do Pai.

É como alguém que precisa viajar para uma cidade desconhecida, mas recebe a notícia de que existe um lugar preparado esperando por sua chegada. Talvez não conheça todas as estradas, nem saiba exatamente como será a viagem, mas sabe que não chegará a um lugar estranho e vazio. Há Alguém esperando por ele.

Jesus foi ainda mais longe: “E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também.” João 14:3 (NAA). A maior esperança do céu não são ruas, paisagens ou qualquer outra coisa que possamos imaginar. A grande esperança é estar com Cristo. O lugar é precioso porque Ele estará lá.

Tomé, porém, ainda não havia compreendido. Queria saber para onde Jesus iria e qual seria o caminho. Então recebeu uma das declarações mais profundas de toda a Bíblia: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 (NAA).

Jesus não disse apenas: “Eu conheço o caminho.” Ele disse: “Eu sou o caminho.” Não afirmou simplesmente conhecer a verdade; Ele é a verdade. Também não veio apenas ensinar como viver melhor; Ele é a vida.

Isso continua sendo essencial em nossos dias. Muitas pessoas procuram segurança no dinheiro, na profissão, na família, no conhecimento ou até na religião. Todas essas coisas podem ter seu valor, mas nenhuma delas pode nos conduzir ao Pai. A salvação não é uma estrada que construímos até Deus; é Deus vindo ao nosso encontro em Cristo.

Filipe ainda fez outro pedido: queria que Jesus lhe mostrasse o Pai. Jesus respondeu: “Quem vê a mim vê o Pai.” João 14:9 (NAA). Não significa que o Pai e o Filho sejam a mesma Pessoa, mas revela a perfeita unidade entre Eles. Em Jesus vemos o caráter, o amor, a misericórdia e a vontade do Pai sendo manifestados.

Por isso, Jesus pôde dizer: “Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” João 14:10 (NAA). Suas palavras e obras não eram independentes do Pai. Havia perfeita comunhão entre Eles. Quando Jesus curava, acolhia, perdoava, ensinava e restaurava, o coração do Pai estava sendo revelado.

Ele também prometeu que Seus discípulos continuariam Sua missão. Disse que aquele que cresse nEle faria as obras que Ele fazia e até obras maiores, porque Ele iria para junto do Pai. João 14:12. Isso não significa que os discípulos se tornariam maiores do que Cristo. Depois de Sua ressurreição, ascensão e da vinda do Espírito Santo, o Evangelho alcançaria povos e lugares muito além da região onde Jesus havia realizado Seu ministério terreno.

Pense na diferença entre aqueles poucos discípulos reunidos com medo e a mensagem de Cristo chegando hoje a milhões de pessoas em diferentes países e línguas. A obra continuou porque o Senhor não abandonou os Seus.

Talvez hoje você não saiba como algumas coisas terminarão. Talvez haja perguntas para as quais ainda não encontrou resposta. Jesus não prometeu explicar antecipadamente todos os detalhes do caminho. Ele ofereceu algo maior: Sua própria presença, a certeza de que existe um lugar junto do Pai e a promessa de que Ele voltará para receber os Seus.

Por isso, a paz cristã não nasce de sabermos tudo sobre o amanhã. Ela nasce de sabermos Quem estará conosco quando o amanhã chegar.

Quando o coração se angustia porque não consegue enxergar o amanhã, Jesus nos lembra que não precisamos conhecer todo o caminho; precisamos conhecer Aquele que é o Caminho e confiar que, no fim da jornada, estaremos com Ele junto do Pai.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

26/set/26

 

A FORÇA QUE NÃO NASCE EM NÓS

“Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.” Efésios 6:10 (NAA).

Há momentos em que percebemos que nossa própria força não é suficiente. Podemos ser determinados, experientes, disciplinados e até acostumados a enfrentar dificuldades, mas existem situações que ultrapassam aquilo que conseguimos suportar sozinhos. Uma doença inesperada, a perda de alguém querido, uma crise familiar, problemas financeiros, uma decepção profunda ou uma longa espera podem nos mostrar como somos limitados.

Paulo conhecia muito bem essa realidade. Quando escreveu aos cristãos de Éfeso, não lhes disse simplesmente: “Sejam fortes.” Ele foi muito mais preciso: “sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.” A diferença é enorme. A vida cristã não é um chamado para descobrirmos dentro de nós uma força escondida capaz de vencer qualquer dificuldade. É um chamado para dependermos da força que vem de Deus.

Pense em uma pessoa que precisa carregar uma mala muito pesada. Enquanto insiste em levantá-la sozinha, seus braços começam a doer e suas forças diminuem. Então chega alguém muito mais forte e diz: “Deixe-me ajudá-lo.” Continuar recusando essa ajuda não seria coragem; seria insistência desnecessária. Muitas vezes fazemos exatamente isso espiritualmente. Oramos pedindo ajuda a Deus, mas continuamos tentando resolver tudo como se dependesse somente de nós.

Paulo sabia que o cristão enfrentaria batalhas. Logo depois, escreveu: “Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo.” Efésios 6:11 (NAA). Observe que a armadura é de Deus. A força é dEle. Os recursos para permanecer firme vêm dEle. Nossa responsabilidade é recebê-los e utilizá-los.

Isso é importante porque até aquilo que deveria nos proteger pode parecer pesado quando tentamos carregá-lo apenas com nossas próprias forças. Há pessoas que começam a enxergar a oração como uma obrigação cansativa, a leitura da Bíblia como um peso e o serviço na igreja como mais uma tarefa em uma agenda já sobrecarregada. O problema, muitas vezes, não está nessas coisas, mas no fato de estarmos tentando viver a vida espiritual sem renovar nossas forças no Senhor.

Podemos encontrar isso também no cotidiano. Uma mãe que cuida de toda a família pode chegar ao ponto de pensar que precisa resolver todos os problemas de todos. Um homem que enfrenta dificuldades financeiras pode passar noites acordado tentando encontrar sozinho uma saída. Alguém que acompanha durante meses uma pessoa enferma pode sentir-se culpado simplesmente porque está cansado. Até quem serve a Deus com alegria pode chegar a um momento de esgotamento.

A Bíblia não nos manda fingir que somos fortes quando não somos. Paulo conheceu sua própria fraqueza e ouviu do Senhor: “A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” 2 Coríntios 12:9 (NAA). Isso muda nossa maneira de compreender a força espiritual. Fraqueza não significa necessariamente derrota. Às vezes, é justamente quando reconhecemos que não conseguimos sozinhos que finalmente abrimos espaço para depender verdadeiramente de Deus.

Ser fortalecido no Senhor também não significa que todos os problemas desaparecerão. Paulo não disse que, usando a armadura, nunca haveria batalha. Pelo contrário, ele falou sobre resistir “no dia mau” e, depois de tudo, permanecer firme. Efésios 6:13. A promessa não é uma vida sem luta, mas a presença dos recursos de Deus para atravessarmos a luta sem abandonar a fé.

Talvez hoje alguém esteja dizendo: “Eu não sei se consigo continuar.” A resposta bíblica não precisa ser: “Você precisa ser mais forte.” Talvez seja justamente o contrário: você precisa parar de procurar apenas em si mesmo a força que somente Deus pode fornecer.

Isaías escreveu: “..._mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40:31 (NAA). A força é renovada enquanto esperamos no Senhor. Isso significa continuar confiando quando ainda não temos todas as respostas, orar quando não sabemos o que acontecerá e permanecer perto de Deus quando nossas emoções dizem que não conseguiremos.

Existem dias em que teremos força para correr. Em outros, conseguiremos apenas caminhar. E haverá momentos em que talvez nossa maior vitória seja simplesmente não desistir. Em todos eles, a fonte continua sendo a mesma.

Por isso, antes de perguntar: “Será que sou forte o suficiente para enfrentar isso?”, talvez devêssemos perguntar: “Estou tentando enfrentar isso com a minha força ou com a força que vem do Senhor?”

A vida cristã não foi feita para gigantes espirituais que nunca se cansam. Foi feita para pessoas comuns que aprenderam onde buscar força quando as suas próprias forças terminam.

A verdadeira força não está em nunca nos sentirmos fracos, mas em descobrir que, quando nossas forças chegam ao limite, podemos continuar firmes sustentados pelo poder de Deus.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

25/set/26

 

QUANDO A ESPERANÇA ADOECE, CUIDAR DA VIDA TAMBÉM É FÉ

“Por que você está abatida, ó minha alma? Por que se perturba dentro de mim? Espere em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” Salmos 42:5 (NAA).

Há pessoas que deixam de cuidar da saúde por medo de médico, falta de tempo ou receio de descobrir alguma doença. Mas existe também uma situação mais silenciosa. Depois de muitas perdas, frustrações, solidão ou longos períodos de tristeza, algumas pessoas começam a perder não apenas a alegria, mas também a vontade de cuidar da própria vida.

Elas não dizem necessariamente que querem morrer. Continuam trabalhando, conversando com a família, indo à igreja e cumprindo suas tarefas. Entretanto, por dentro, alguma coisa mudou. Sabem que precisam controlar a pressão, fazer um exame, tomar corretamente um medicamento ou investigar um sintoma, mas sempre deixam para depois. Às vezes, por trás dessa negligência existe uma pergunta que nunca foi pronunciada: “Será que ainda vale a pena cuidar de mim?”

A Bíblia mostra que pessoas de fé também podem atravessar períodos de profundo abatimento. Elias, depois de uma grande vitória no monte Carmelo, recebeu uma ameaça de Jezabel, teve medo, fugiu para o deserto e chegou ao limite de suas forças. Debaixo de uma árvore, declarou: “Basta, Senhor! Tira a minha vida.” 1 Reis 19:4 (NAA). A Bíblia não nos autoriza a afirmar que Elias estivesse sofrendo de depressão no sentido clínico moderno, porque o texto não faz esse diagnóstico. O que ela deixa claro, porém, é que naquele momento ele estava profundamente exausto, assustado e tão abatido que já não desejava continuar vivendo.

A maneira como Deus cuidou dele é muito significativa. O Senhor não começou com uma longa repreensão. Elias dormiu, recebeu alimento e água, descansou novamente e tornou a comer. Depois, Deus tratou de outras questões e mostrou que sua história ainda não havia terminado. Elias precisava ouvir a voz de Deus, mas também precisava dormir e se alimentar. Precisava de direção espiritual, mas seu corpo igualmente necessitava de cuidado.

Isso nos ensina algo muito simples: oração e cuidado com a saúde não são inimigos. Procurar um médico não demonstra falta de fé. Fazer um exame não significa confiar menos em Deus. Tomar corretamente uma medicação, quando prescrita, não diminui nossa dependência do Senhor. Da mesma forma, buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra quando necessário não significa abandonar a vida espiritual. Podemos orar por uma pessoa e acompanhá-la ao médico. Podemos pedir a cura e, ao mesmo tempo, utilizar com gratidão os recursos que Deus permite que estejam disponíveis.

Imagine uma senhora que perdeu o marido depois de cinquenta anos de casamento. Antes, cuidava da saúde porque desejava estar bem para viver ao lado dele. Depois da perda, começou a dizer: “Para que fazer tantos exames?” Ou pense em alguém que se aposentou, viu os filhos saírem de casa e começou a sentir que seus dias já não têm tanta utilidade. Há também quem enfrente uma doença crônica e, depois de tantas consultas e tratamentos, esteja simplesmente cansado. Essas pessoas talvez não precisem primeiro de cobrança. Precisam ser lembradas de que a vida delas continua tendo valor.

Paulo escreveu: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos?” 1 Coríntios 6:19 (NAA). O contexto imediato fala de santidade sexual, mas o princípio permanece importante: nosso corpo não é algo sem valor. Também pertencemos ao Senhor corporalmente.

Por isso, marcar uma consulta, fazer um exame preventivo, melhorar a alimentação, descansar adequadamente ou aceitar um tratamento pode ser também uma forma de dizer: “Senhor, agradeço pela vida que recebi de Ti e quero cuidar dela enquanto estiver sob minha responsabilidade.” Cuidar-se não significa pensar que nunca morreremos; significa não desprezar os dias que Deus ainda nos concede.

O salmista estava abatido, mas falou à própria alma: “Espere em Deus, pois ainda o louvarei.” Salmos 42:5 (NAA). Existe uma palavra preciosa aí: ainda. Ainda haverá louvor. Ainda haverá abraços. Ainda haverá alguém precisando de uma palavra nossa. Ainda podemos aprender, ensinar, amar, pedir perdão, perdoar, servir e fazer diferença na vida de alguém.

Talvez, para alguém, a palavra de hoje seja muito prática: vá ao médico, faça o exame, aceite ajuda, tome corretamente sua medicação e cuide de você. E, se o problema estiver também na alma, não esconda. Converse com alguém de confiança e procure acompanhamento profissional. Se alguém disser que não deseja mais viver ou estiver em risco, isso deve ser levado a sério e requer ajuda imediata.

Elias achou que havia chegado ao fim, mas Deus ainda tinha caminho para ele. Talvez hoje você não consiga enxergar muito longe. Não precisa enxergar. Cuide do dia que está diante de você. Há momentos em que continuar vivendo começa com coisas muito simples: levantar-se, alimentar-se, pedir ajuda, marcar uma consulta e permitir que alguém caminhe ao nosso lado.

Quando a esperança adoece, até cuidar da própria vida pode parecer sem sentido; mas, quando Deus reacende em nós a esperança do amanhã, cuidar do corpo e aceitar ajuda tornam-se também maneiras de agradecer a Ele pela vida que ainda nos concede.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

24/set/26

  QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ ANGUSTIADO, JESUS CONTINUA SENDO O CAMINHO “ Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, cre...