A OBRA QUE PERMANECE

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10 (NAA)

Recentemente, ao ler o livro Qual é a Tua Obra?, de Mário Sérgio Cortella, fui levado a refletir profundamente sobre propósito, trabalho e sentido da vida. O autor mostra que o verdadeiro sucesso não está apenas em alcançar resultados ou reconhecimento, e sim em construir uma obra que tenha valor, ética e significado. Essa leitura despertou em mim uma ligação imediata com aquilo que a Bíblia chama de “Obra do Senhor”.

Todos nós temos sonhos, projetos e objetivos pessoais. Trabalhamos, estudamos, cuidamos da família, enfrentamos lutas e buscamos construir uma vida melhor. Isso faz parte da existência humana. O problema não está em ter planos. O perigo surge quando nossa vida gira apenas em torno dos nossos próprios interesses, como se tudo terminasse aqui na terra.

A Palavra de Deus mostra que existe uma história muito maior sendo construída pelo Senhor ao longo dos séculos. Nada acontece por acaso. Deus tem um propósito eterno e, de forma maravilhosa, decidiu incluir pessoas comuns dentro desse projeto divino.

Foi isso que Deus declarou ao profeta Jeremias: “Antes de formá-lo no ventre materno, eu já o conhecia; e, antes de você nascer, eu o consagrei e constituí profeta às nações.” Jeremias 1:5 (NAA)

Jeremias ainda nem havia nascido, e Deus já tinha um propósito para sua vida. Isso nos ensina que nossa existência não é fruto do acaso. Deus conhece nossa história antes mesmo de nossos primeiros passos. Ele conhece nossos dons, nossas limitações, nossas dores e também aquilo que ainda iremos viver.

Muitas pessoas passam a vida inteira tentando descobrir qual será sua grande realização, sua grande obra. Algumas acreditam que sucesso é possuir dinheiro, fama ou posição social. Outras imaginam que a felicidade está apenas em conquistar estabilidade ou reconhecimento. Entretanto, a Bíblia nos mostra que o verdadeiro sentido da vida nasce quando entendemos que fomos criados para algo maior do que nós mesmos.

A obra do homem pode produzir aplausos temporários. Pode gerar conforto, crescimento profissional e até admiração das pessoas. Porém, sem Deus, tudo isso se torna passageiro. Quantas pessoas alcançaram grandes conquistas e, ainda assim, continuaram vazias por dentro? Quantos vivem correndo atrás de metas sem nunca experimentar verdadeira paz? “Pois que adianta ao ser humano ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36 (NAA)

A Obra do Senhor é diferente. Ela alcança o coração. Ela transforma vidas. Ela produz frutos eternos. E o mais impressionante é que Deus chama pessoas simples para participarem dela.

Os discípulos de Jesus são um exemplo disso. Pedro, André, Tiago e João deixaram suas redes e barcos para seguir o Mestre. Deixaram a sua obra para a realização de uma Obra maior. Mateus abandonou a coletoria de impostos. Eles possuíam profissão, rotina e planos pessoais. Entretanto, quando ouviram o chamado de Cristo, entenderam que existia algo muito maior diante deles.

Jesus não os chamou apenas para exercer uma religião. Ele os chamou para fazer parte de uma Obra eterna. Aqueles homens simples ajudariam a anunciar a salvação, levar esperança aos aflitos e proclamar o Evangelho ao mundo.

Isso continua acontecendo ainda hoje. Deus segue chamando pessoas comuns. Alguns são chamados para pregar, outros para ensinar, outros para ajudar, servir, evangelizar, aconselhar ou simplesmente viver como testemunhas de Cristo dentro de casa, no trabalho e na sociedade. “Temos, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que contribui, faça-o com generosidade; o que preside, faça-o com zelo; quem exerce misericórdia, faça-o com alegria.” Romanos 12:6-8 (NAA)

Há pessoas que imaginam que servir a Deus significa abandonar totalmente a vida comum. Porém, muitas vezes, Deus usa justamente nossa rotina como instrumento da Sua Obra. Um médico pode glorificar a Deus cuidando de vidas. Um professor pode ser instrumento do Senhor ensinando com honestidade e amor. Um pai e uma mãe podem cumprir a Obra de Deus dentro do próprio lar, criando seus filhos nos caminhos do Senhor.

O importante é compreender que nossa “obra” pessoal precisa estar alinhada com a vontade de Deus. Nossos sonhos precisam caminhar dentro do propósito do Senhor. Afinal, somente aquilo que nasce em Deus permanece para sempre.

Talvez a grande pergunta da vida não seja apenas: “O que estou construindo?”, e sim: “Aquilo que estou construindo faz parte da Obra de Deus?”

Muita gente vive apenas para conquistar coisas. Porém, chega um momento em que percebemos que casas, bens, títulos e aplausos não conseguem preencher a alma humana. O coração do homem somente encontra descanso quando entende que foi criado para viver em comunhão com Deus e participar dos Seus propósitos eternos.

Quando nossa vida se encaixa na Obra do Senhor, até as pequenas coisas ganham sentido. O trabalho deixa de ser apenas sobrevivência. A família deixa de ser apenas convivência. A caminhada deixa de ser apenas rotina. Tudo passa a fazer parte da história que Deus está escrevendo através de nós.

E no final da vida, o que realmente terá valor não será apenas aquilo que construímos para nós mesmos, e sim aquilo que fizemos para a glória de Deus e para o bem das pessoas. Porque a única obra que atravessa o tempo e alcança a eternidade é aquela realizada em parceria com o Senhor.

A maior realização da vida não está em construir algo para ser lembrado pelos homens, e sim em participar daquilo que Deus está construindo para a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

06/jun/26

 

O CAMPO DO LAVANDEIRO E A GUERRA PELAS PALAVRAS

“O rei da Assíria, que estava em Laquis, enviou Rabsaqué, com um grande exército, a Jerusalém, ao rei Ezequias. Ele parou na extremidade do aqueduto do tanque superior, junto ao caminho do campo do Lavandeiro.” Isaías 36:2 (NAA)

Há detalhes na Bíblia que, à primeira vista, parecem apenas informações geográficas. Um deles aparece em Isaías 36:2. O texto informa que Rabsaqué, representante do rei da Assíria, parou junto ao aqueduto do tanque superior, na estrada do campo do lavandeiro. Aparentemente, seria apenas uma localização. Porém, quando observamos o contexto, percebemos que existe uma mensagem profunda escondida naquele cenário.

Toda a estratégia de ataque de Rabsaqué foi construída por meio das palavras. Ele não chegou disparando flechas nem levantando espadas. Não iniciou um ataque militar como seria de costume nos enfrentamentos. Antes de qualquer confronto físico, procurou travar uma batalha na mente e no coração do povo. Seu objetivo era enfraquecer a fé, gerar dúvidas e destruir a confiança que Judá possuía no Senhor.

A Bíblia mostra que ele começou questionando a segurança do povo em Deus. Em seguida, procurou desacreditar Ezequias diante dos habitantes de Jerusalém. Depois disso, chegou ao ponto de afirmar que o próprio Senhor o havia enviado para destruir a cidade. “E será que você pensa que é sem o consentimento do Senhor Deus que eu vim contra esta terra, para a destruir? Foi o próprio Senhor quem ordenou que eu atacasse esta terra e a destruísse.” Isaías 36:10 (NAA)

Era uma mentira revestida de aparência espiritual. Rabsaqué usava o nome de Deus para validar uma mensagem que não vinha de Deus.

Essa estratégia não começou em Jerusalém. Ela já havia sido usada no Jardim do Éden. Quando a serpente se aproximou de Eva, sua primeira arma não foi a força. Foi a palavra. “É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim’?” Gênesis 3:1 (NAA)

Observe que a serpente não negou imediatamente a Palavra de Deus. Primeiro, lançou dúvidas sobre ela. Depois, distorceu seu significado. Finalmente, contradisse aquilo que Deus havia falado.

Desde o princípio, o inimigo trabalha dessa forma. Ele sabe que, quando consegue alterar a compreensão da Palavra de Deus, consegue influenciar comportamentos, escolhas e destinos.

Nos dias atuais isso continua acontecendo. Nunca tivemos tanto acesso à Bíblia como agora. Existem aplicativos, vídeos, estudos, comentários e milhares de conteúdos disponíveis. Ao mesmo tempo, nunca houve tantas tentativas de reinterpretar as Escrituras para acomodar o pecado e os desejos humanos.

Muitas vezes a doutrina bíblica não é rejeitada de forma aberta. Ela apenas sofre pequenas alterações para se adaptar aos valores e às exigências da sociedade. Pouco a pouco, a verdade vai sendo diluída até perder sua força transformadora.

O pecado ganha novos nomes. A desobediência passa a ser chamada de liberdade. A rebeldia recebe o nome de autenticidade. Aquilo que Deus condena passa a ser tratado como algo normal. O que antes era reconhecido como erro passa a ser celebrado, e muitos acabam trocando a autoridade das Escrituras pela aprovação das pessoas.

Foi exatamente a mesma estratégia usada por Rabsaqué no passado. Ele não queria apenas conquistar Jerusalém. Queria conquistar a mente do povo.

Talvez exista um significado ainda mais profundo no local onde ele escolheu parar. O texto diz que ele estava junto às águas e ao campo do lavandeiro. O lavandeiro era aquele que limpava roupas, removia manchas e purificava tecidos. A água, nas Escrituras, frequentemente simboliza a Palavra de Deus.

Por isso, entendemos que aquele cenário possui uma mensagem simbólica. Rabsaqué posicionou-se justamente num lugar associado à limpeza e à purificação. Como se estivesse dizendo: "Eu tenho a verdade. Eu tenho a interpretação correta. Eu sou quem controla as águas."

Na prática, ele tentava ocupar um lugar que pertence somente ao Senhor. Ele queria ser o lavandeiro. Queria controlar as águas. Queria definir o que era verdade. Queria decidir o que o povo deveria ouvir.

Hoje vemos algo semelhante. Existem vozes tentando substituir a autoridade das Escrituras. Pessoas que não negam a Bíblia, porém procuram moldá-la aos valores da cultura. Em vez de se submeterem à Palavra, tentam fazer a Palavra se submeter aos seus desejos.

Por isso, o cristão precisa desenvolver discernimento espiritual. Nem toda mensagem que menciona Deus vem de Deus. Nem toda pregação que usa versículos bíblicos representa a verdade. Nem toda voz religiosa fala em nome do Senhor. A melhor proteção continua sendo conhecer a Palavra. “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11 (NAA)

Quando Jesus foi tentado no deserto, Satanás também utilizou textos bíblicos. Porém Cristo respondeu com a Escritura corretamente interpretada. A verdade venceu a mentira porque Jesus conhecia perfeitamente a Palavra do Pai. “Jesus respondeu: — Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.’” Mateus 4:7 (NAA)

Quem conhece a Palavra reconhece a falsificação. Quem conhece a verdade identifica o engano. Quem permanece nas Escrituras não é levado por qualquer vento de doutrina.

Vivemos dias em que muitas vozes disputam nossa atenção. Algumas prometem liberdade, outras oferecem prosperidade, outras apresentam caminhos aparentemente mais fáceis. Porém o Senhor continua chamando seu povo a permanecer firme em Sua Palavra.

O campo do lavandeiro continua existindo. A batalha pelas palavras continua acontecendo. O inimigo ainda procura controlar a narrativa, distorcer a verdade e enfraquecer a fé.

Entretanto, existe uma diferença fundamental: as águas da Palavra pertencem ao Senhor. Somente Ele pode purificar, restaurar e transformar vidas. Nenhuma voz humana possui autoridade para substituir aquilo que Deus já declarou.

Quando permanecemos firmados nas Escrituras, descobrimos que a verdade não muda conforme os tempos. Ela continua limpa, pura e suficiente para conduzir o pecador ao Salvador.

A primeira batalha do inimigo raramente acontece no campo de guerra; ela acontece no campo das palavras. Quem guarda a Palavra de Deus no coração não se deixa enganar por vozes que tentam controlar as águas que pertencem somente ao Senhor.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

05/jun/26

 

O PRESENTE QUE VALE MAIS QUE TODOS OS OUTROS

"Quem tenho eu no céu além de ti? E quem poderia eu querer na terra além de ti." Salmo 73:25 (NAA)

Quem não gosta de ganhar presentes? Desde crianças, aprendemos a esperar com alegria os aniversários, o Natal e outras datas especiais. Receber um presente é uma demonstração de carinho. Mesmo na vida adulta, continuamos gostando de ser lembrados e surpreendidos por aqueles que nos amam.

Recentemente, um amigo me contou uma experiência muito bonita que o levou a refletir sobre os verdadeiros presentes da vida.

Ele disse que, em quase todos os aniversários, costumava pedir algo específico ao Senhor. Às vezes era uma bênção que desejava receber, uma resposta para uma oração, uma porta que precisava se abrir ou alguma necessidade pessoal. E isso é perfeitamente normal. Afinal, a Bíblia nos ensina a apresentar diante de Deus os nossos pedidos.

Neste último aniversário, porém, ele resolveu agir de maneira diferente. Em vez de fazer uma lista de desejos, decidiu pedir uma surpresa. Em sua oração, disse ao Senhor que não queria escolher o presente. Queria que Deus escolhesse por ele.

Na madrugada daquele dia, durante um momento de oração, veio uma palavra que tocou profundamente o seu coração. A mensagem da parte do Senhor era simples, porém poderosa: "Meu servo, Eu sou o seu maior presente."

Ao ouvir aquelas palavras, ele compreendeu algo que muitas vezes esquecemos. Passamos boa parte da vida pedindo as bênçãos de Deus, quando a maior bênção sempre foi o próprio Deus.

Isso não significa que os outros presentes não sejam importantes. Pelo contrário. Deus nos concede diariamente inúmeras dádivas. O simples fato de acordarmos pela manhã já é um presente. A vida é um presente. A saúde é um presente. A família é um presente. O alimento sobre a mesa é um presente. A proteção durante as viagens, o sustento diário, as portas que se abrem, as vitórias alcançadas e até as respostas que chegam após longas esperas são presentes que recebemos das mãos do Senhor. Todos os dias somos cercados pela bondade de Deus, muitas vezes até mesmo sem percebermos.

Também não há nada de errado em apresentar nossos pedidos ao Pai celestial. Jesus nos ensinou a orar. A Bíblia nos incentiva a colocar diante do Senhor nossas necessidades, preocupações e sonhos. Deus é um Pai amoroso que cuida dos Seus filhos com carinho e atenção.

O problema surge quando passamos a valorizar mais os presentes do que a presença dAquele que os concede.

Muitas pessoas buscam felicidade em coisas materiais. Outras acreditam que serão plenamente satisfeitas quando conquistarem determinado objetivo. Alguns imaginam que a alegria chegará quando comprarem uma casa, trocarem de carro, alcançarem uma promoção ou realizarem um grande sonho. Entretanto, a experiência mostra que nenhuma dessas coisas consegue preencher completamente o coração humano.

Os bens envelhecem. As conquistas passam. As circunstâncias mudam. Aquilo que hoje parece indispensável amanhã pode perder o valor. Com Deus é diferente.

Sua presença permanece quando os recursos acabam. Sua companhia continua quando os amigos se afastam. Seu amor não diminui quando enfrentamos fracassos. Sua fidelidade não depende das circunstâncias.

Quando atravessamos momentos de tristeza, Ele nos consola. Quando enfrentamos lutas, Ele nos fortalece. Quando não sabemos qual caminho seguir, Ele nos guia. Quando as forças parecem desaparecer, Ele nos sustenta.

Por isso o salmista declarou: "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra." Salmo 73:25 (NAA). Essa não foi uma frase de alguém que possuía tudo. Foi a declaração de alguém que descobriu que Deus é suficiente.

Talvez você esteja atravessando por um momento em que espera receber algo do Senhor. Quem sabe uma resposta, uma cura, uma solução para um problema ou uma porta aberta. Continue orando. Continue apresentando seus pedidos diante de Deus. Porém, enquanto espera, não se esqueça da maior dádiva que já recebeu: a presença do próprio Senhor em sua vida.

Se Deus nunca nos desse mais nada além de Sua presença, ainda assim teríamos recebido o maior de todos os presentes.

Nenhuma riqueza pode substituir Sua companhia. Nenhum sucesso pode ocupar o lugar que pertence a Ele. Nenhuma conquista terrena consegue oferecer a paz, a segurança e a esperança que encontramos em Sua presença.

Quando Deus habita em nosso coração, descobrimos que o maior tesouro não está em Suas mãos, mas no próprio Deus. E quando entendemos isso, aprendemos a agradecer não apenas pelo que Ele faz, mas principalmente por quem Ele é.

Se os presentes que recebemos de Deus alegram a vida por um tempo; a Sua presença sustenta a vida para sempre. O maior presente que o Senhor pode nos dar é Ele mesmo caminhando ao nosso lado.

Parabéns pelo aniversário meu amigo, Pr. Godoy!

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

04/jun/26

 

PREPARE A TENDA PARA O QUE DEUS VAI FAZER

"Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas." Isaías 54:2-3 (ARA)

Poucas passagens das Escrituras transmitem tanta esperança quanto esta palavra dada por Deus através do profeta Isaías. O mais interessante é que ela foi pronunciada justamente em um período de grande dificuldade para o povo de Deus.

Jerusalém havia passado por tempos de sofrimento, disciplina e humilhação. Aos olhos humanos, o futuro parecia incerto. A cidade estava enfraquecida, os sonhos pareciam distantes e havia poucas razões para acreditar em dias melhores. No entanto, é exatamente nesse cenário que Deus começa a falar sobre crescimento.

Quando todos enxergavam limitações, Deus falava de expansão. Quando as circunstâncias apontavam para escassez, Deus falava de abundância. Quando o povo enxergava apenas o presente, Deus revelava o futuro. Por isso o Senhor ordena: "Alargue o espaço da sua tenda."

A imagem usada por Deus era muito conhecida naquela época. Quando uma família crescia, era necessário ampliar a tenda. As lonas precisavam ser estendidas, as cordas alongadas e as estacas reforçadas para suportar a nova estrutura.

O curioso é que Deus manda preparar a tenda antes do crescimento acontecer.

Primeiro vem a preparação. Depois vem a expansão. Primeiro vem a promessa. Depois vem o cumprimento.

Em outras palavras, Deus estava dizendo ao seu povo: "Preparem-se para aquilo que Eu vou fazer. Não olhem apenas para o que vocês estão vendo agora. Eu tenho algo maior reservado para vocês." Essa verdade continua atual.

Muitas vezes olhamos para nossa vida e enxergamos apenas as limitações do presente. Vemos os recursos escassos, as portas fechadas, as dificuldades familiares, os desafios do ministério ou as lutas que parecem não ter fim. Porém Deus vê além do momento atual.

Enquanto enxergamos o hoje, Ele já vê o amanhã. Enquanto vemos obstáculos, Ele vê possibilidades. Enquanto enxergamos fraqueza, Ele vê o que sua graça ainda realizará.

Quantas vezes Deus começou grandes obras quando tudo parecia pequeno? Foi assim com Abraão, que recebeu a promessa de uma grande descendência quando ainda não tinha filhos. Foi assim com Gideão, que se considerava o menor de sua casa. Foi assim com os discípulos, um grupo simples que Deus usou para anunciar o Evangelho ao mundo inteiro.

A fé aprende a confiar naquilo que Deus diz, mesmo quando os olhos ainda não conseguem enxergar os resultados.

Talvez existam áreas da sua vida que hoje parecem limitadas. Talvez você esteja orando há muito tempo por um familiar, esperando uma resposta para uma enfermidade, enfrentando desafios financeiros ou aguardando um crescimento espiritual que ainda não aconteceu. Isaías 54 nos lembra que Deus continua trabalhando mesmo quando não percebemos.

Mas existe outro detalhe importante na promessa. O Senhor não diz apenas para ampliar a tenda. Ele também diz: "Firme bem as suas estacas."

Isso nos ensina que crescimento sem fundamento não permanece. Deus não está interessado apenas em quantidade. Ele também se preocupa com a qualidade dos alicerces.

Quanto maior a tenda, mais firmes precisam ser as estacas. Quanto maior a responsabilidade, mais profunda deve ser a comunhão com Deus. Quanto maior a expansão, mais sólida precisa ser a vida espiritual.

Essa verdade se aplica ao ministério, à família, ao casamento e à caminhada cristã. Muitos desejam crescimento, mas poucos se preocupam em fortalecer os fundamentos.

Por isso Deus fala das duas coisas. Ele promete expansão, mas também exige firmeza. Promete crescimento, mas também chama à maturidade. Promete frutos, mas também fortalece as raízes.

Talvez hoje você ainda não veja tudo o que Deus prometeu. Talvez a tenda pareça pequena demais para os sonhos que Ele colocou em seu coração. Mesmo assim, continue preparando espaço.

Alongue as cordas da fé. Fortaleça as estacas da oração. Firme os fundamentos da Palavra de Deus. Não limite aquilo que o Senhor pode fazer. O Deus que fez a promessa continua sendo fiel para cumpri-la. Ele ainda não terminou a obra que começou. Há frutos que ainda serão colhidos. Há vidas que ainda serão alcançadas. Há promessas que ainda serão cumpridas.

A fé verdadeira prepara a tenda antes da chegada da bênção, porque confia naquele que jamais falha.

A fé não espera os resultados para se preparar; ela prepara a tenda hoje porque acredita que Deus já está construindo o amanhã.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

03/jun/26

 

ABRINDO ESPAÇO PARA O QUE REALMENTE IMPORTA

"Não acumulem tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu..." Mateus 6:19-20 (NAA)

Esta semana, meu grande amigo e companheiro de ministério, Pr. Godoy, me disse uma frase simples, mas cheia de significado. Confesso que ela ficou ecoando em minha mente por vários dias:

"Mudança é arrumar lugar que não tem para coisa que você não precisa."

Embora pareça apenas uma observação bem-humorada, essa frase nos convida a refletir sobre hábitos, prioridades e sobre aquilo que temos acumulado ao longo da vida.

A frase provoca um sorriso, porque muitos de nós já vivemos exatamente essa situação. Compramos algo novo, guardamos o que já tínhamos, reorganizamos armários, depósitos, gavetas e prateleiras. Quando percebemos, a casa está cheia de objetos que raramente usamos. Então começamos a procurar espaço onde já não existe espaço. Guardamos caixas que não abrimos há anos, roupas que não usamos, aparelhos que já perderam a utilidade e uma série de coisas que permanecem ali apenas ocupando lugar.

O curioso é que isso não acontece apenas dentro de casa. Muitas vezes fazemos o mesmo dentro do coração.

Acumulamos preocupações antigas, mágoas que deveriam ter sido entregues a Deus, ressentimentos que continuam pesando sobre a alma e até lembranças dolorosas que insistimos em carregar. Algumas pessoas vivem presas a acontecimentos que ocorreram há muitos anos. Outras não conseguem perdoar alguém que as feriu. Existem também aqueles que carregam culpa por erros que Deus já perdoou, mas que eles próprios não conseguem esquecer. Sem perceber, vamos enchendo a vida de coisas que não deveriam continuar ocupando espaço.

Jesus nos ensinou um caminho diferente. Em vez de viver acumulando aquilo que é passageiro, Ele nos chamou a investir naquilo que é eterno. Por isso declarou:

"Não acumulem tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu..." Mateus 6:19-20 (NAA)

O problema não está em possuir bens. A Bíblia não condena o trabalho, a prosperidade honesta nem o cuidado com aquilo que Deus nos dá. O problema surge quando as coisas passam a ocupar um lugar maior do que deveriam em nossa vida. Quando gastamos mais tempo cuidando dos bens do que dos relacionamentos. Quando valorizamos mais o que temos do que aquilo que somos diante de Deus.

Vivemos numa época marcada pelo consumo. A todo momento somos incentivados a comprar mais, adquirir mais, trocar mais e desejar mais. A mensagem do mundo é simples: você será feliz quando tiver mais alguma coisa. Porém a experiência mostra que a felicidade não funciona dessa maneira.

Quantas pessoas possuem casas cheias e corações vazios? Quantas conquistaram bens, títulos e patrimônio, porém continuam sem paz? Por outro lado, encontramos pessoas simples, com poucos recursos, vivendo com gratidão, contentamento e alegria genuína. A verdadeira riqueza não está na quantidade de coisas que acumulamos, mas na qualidade daquilo que valorizamos.

Talvez a maior mudança que precisamos fazer não seja mudar os móveis de lugar nem construir mais espaço para guardar objetos. Talvez a mudança mais importante seja abrir espaço para Deus agir em nossa vida.

Abrir espaço para a oração. Abrir espaço para a Palavra de Deus. Abrir espaço para a família. Abrir espaço para ouvir mais e reclamar menos. Abrir espaço para servir ao próximo. Abrir espaço para perdoar. Abrir espaço para viver aquilo que realmente importa.

À medida que os anos passam, muitos descobrem uma verdade que a juventude nem sempre consegue enxergar. No fim da caminhada, ninguém sente falta das coisas que acumulou. O que permanece são os relacionamentos, as memórias construídas, o amor compartilhado e a comunhão com Deus.

Por isso vale a pena fazer algumas perguntas sinceras. O que tem ocupado espaço em meu coração? O que estou carregando sem necessidade? O que preciso entregar ao Senhor? O que realmente merece permanecer em minha vida?

Chega um momento em que compreendemos que o mais importante não é ter mais lugar para guardar coisas. É ter mais espaço para Deus agir.

Quando Cristo ocupa o centro da vida, aprendemos a distinguir o essencial do supérfluo, o eterno do passageiro e o que tem valor daquilo que apenas ocupa espaço.

A verdadeira sabedoria consiste em saber o que deve permanecer e o que precisa ser deixado para trás. A vida se torna mais leve quando deixamos de acumular o que passa e começamos a valorizar aquilo que permanece para a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

02/jun/26

 

SERVIR É PRIVILÉGIO, NÃO PESO

Assim também vocês, depois de fazerem tudo o que lhes foi ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.’” Lucas 17:10 (NAA)

Um poder que se serve, em vez de servir, perde o seu propósito. O verdadeiro poder do Espírito Santo não existe para exaltar o homem, mas para edificar a igreja. Ele atua de forma silenciosa e eficaz, fortalecendo vidas, direcionando caminhos e promovendo crescimento espiritual. Onde o Espírito Santo age, não há espaço para orgulho, mas para serviço, entrega e transformação.

O objetivo da Obra de Deus não é o destaque pessoal, mas a edificação do corpo de Cristo. Cada servo tem uma função. Cada vida possui valor dentro desse propósito. Quando entendemos isso, passamos a servir com mais responsabilidade e alegria. A Obra de Deus não depende de uma única pessoa, mas da participação de todos. Assim como um corpo precisa de cada membro para funcionar bem, a igreja precisa de cada servo disposto a colaborar.

Quando os membros não compreendem seu papel ou não se dedicam, a esta Obra deixa de avançar como deveria. Deus, em Sua graça, escolheu contar conosco. Ele poderia fazer tudo sozinho, mas decidiu nos envolver. Isso revela o quanto Ele valoriza nossa participação. Servir na Obra não é apenas uma tarefa, é um chamado.

Muitas vezes, o problema não está na falta de capacidade, mas na falta de entendimento. Há pessoas que estão na igreja, mas ainda não compreenderam que fazem parte de algo maior. Quando esse entendimento chega, o coração muda e o serviço passa a ter sentido. “..._porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Filipenses 2:13 (NAA)

Por isso, o trabalho na casa de Deus não deve ser visto como um peso. Não é um fardo para ser carregado com tristeza, mas um privilégio para ser vivido com alegria. Servir ao Senhor deve trazer satisfação ao coração. Precisamos aprender a nos sentir bem no lugar onde Deus nos colocou, reconhecendo que ali existe propósito.

Há pessoas que servem cansadas, desanimadas e até frustradas. Fazem a Obra, mas sem alegria. Com o tempo, o serviço se torna pesado. Isso acontece quando o foco deixa de ser Deus e passa a ser o esforço humano. Quando servimos apenas por obrigação, perdemos a essência do que significa servir ao Senhor.

Outros começam a medir sua dedicação pelo que recebem em troca. Pensam: “O que estou ganhando com isso?” Essa forma de pensar enfraquece a fé e esfria o coração. Na obra de Deus, essa lógica não se sustenta. O que recebemos não pode ser medido com critérios humanos.

Servir a Deus não é uma troca. Não é um contrato. É uma resposta de amor. Quando compreendemos isso, o coração encontra descanso. O serviço deixa de ser pesado e passa a ser leve. “Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como encarregados de administrar bem a multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10 (NAA). Muito pelo contrário, aquilo que Deus nos concede ao servi-Lo não tem preço. Paz, crescimento espiritual, comunhão com Ele, experiências que marcam a vida e a certeza de estar cumprindo um propósito eterno são riquezas que nenhum recurso deste mundo pode pagar.

Quantas pessoas começaram a servir na igreja e tiveram suas vidas transformadas? Quantas encontraram direção, cura emocional e crescimento espiritual enquanto se dedicavam à Obra? Há testemunhos de pessoas que chegaram quebradas e, ao servirem, foram restauradas por Deus.

Isso revela uma verdade preciosa: enquanto servimos, também somos cuidados. Enquanto trabalhamos na Obra, Deus trabalha em nós. Enquanto estendemos a mão para ajudar outros, o Senhor fortalece o nosso coração. Há um mover silencioso e profundo acontecendo na vida de quem serve com sinceridade.

Quando cuidamos da Obra do Senhor com fidelidade, Ele cuida de nós. Cuida da nossa vida, da nossa família, do nosso sustento e de cada detalhe do nosso caminho. Nada passa despercebido aos olhos de Deus. Ele acompanha, sustenta e provê, muitas vezes de formas que nem conseguimos perceber no momento.

Servir ao Senhor nunca será perda. É um caminho onde, ao mesmo tempo em que nos doamos, somos alcançados pela graça, pela provisão e pelo cuidado constante de Deus.

Servir a Deus não é perda, é ganho. Não é peso, é privilégio. Não é obrigação, é resposta de amor. “Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão.” 1 Coríntios 15:58 (NAA)

Quando entendemos isso, o coração muda. O serviço deixa de ser cansativo e passa a ser expressão de gratidão. Aquilo que fazemos na obra deixa de ser apenas uma tarefa e se transforma em adoração.

Talvez alguém esteja cansado, desanimado ou até pensando em parar, em desistir da caminhada, afastar-se da igreja ou abandonar o caminho. Talvez o teu esforço não esteja sendo reconhecido, e o teu coração já não encontre a mesma motivação de antes.

Porém, saiba de uma coisa: Deus vê. Ele conhece cada detalhe, cada luta silenciosa, cada esforço que ninguém percebe. Nada do que é feito para o Senhor se perde. Cada gesto de fidelidade, cada atitude de amor, cada serviço prestado com sinceridade está diante d’Ele. Aquilo que parece pequeno aos olhos dos homens é precioso diante de Deus. E no tempo certo, Ele honra, fortalece e renova aqueles que permanecem firmes.

A Obra de Deus continua sendo o melhor lugar para se estar. É ali que encontramos propósito, crescimento e vida. Quando o coração se alinha com essa verdade, servir deixa de ser obrigação e passa a ser alegria, pois, quem entende o valor de servir a Deus descobre que a maior recompensa não está no que recebe, mas em quem se torna enquanto serve.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

01/jun/26

 

A FÉ QUE CONTINUA FALANDO

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.” Hebreus 11:4 (NAA)

O capítulo 11 de Hebreus é conhecido como a galeria dos heróis da fé. Ali encontramos homens e mulheres que marcaram suas vidas não pela força, riqueza ou posição, mas pela confiança em Deus. Cada um deles enfrentou desafios, dificuldades e incertezas, porém permaneceu firme, crendo naquilo que ainda não podia ver.

Um detalhe importante aparece nesse capítulo: muitos desses servos não viram o cumprimento completo das promessas em sua vida. Mesmo assim, continuaram confiando. Eles não caminharam baseados no que viam, mas naquilo que Deus havia falado.

A Bíblia declara: “Todos estes morreram na fé. Não obtiveram as promessas, mas viram-nas e se alegraram com elas...” Hebreus 11:13 (NAA)

Isso nos ensina que a fé não depende de resultados imediatos. A fé verdadeira permanece firme, mesmo quando a resposta demora. Ela não se baseia no que sentimos, mas na confiança de que Deus é fiel.

Entre todos os nomes citados, Abel aparece logo no início. Ele não escreveu livros, não realizou grandes feitos visíveis, nem viveu muitos anos. Porém sua fé foi suficiente para marcar a história. A Bíblia diz que, mesmo depois de morto, ele ainda fala. Isso significa que a fé deixa um legado.

Vivemos em um tempo em que muitas pessoas querem resultados rápidos e reconhecimento imediato. Querem ser lembradas agora, valorizadas agora e recompensadas agora. Porém a fé bíblica aponta para algo maior: viver de forma que agrade a Deus, mesmo que ninguém esteja observando.

Abel não buscou reconhecimento humano. Ele simplesmente ofereceu a Deus o seu melhor. E Deus deu testemunho da sua oferta. Isso nos leva a refletir sobre a nossa própria vida. O que estamos oferecendo a Deus? Nossa fé tem sido apenas palavras ou tem se traduzido em atitudes de fidelidade?

A fé está profundamente ligada à fidelidade. Crer em Deus não é apenas dizer que acredita. É viver de acordo com essa confiança. É permanecer firme quando tudo ao redor parece contrário. É continuar orando quando a resposta ainda não chegou. É obedecer quando não entendemos completamente o caminho.

Jesus nos deixou um exemplo claro dessa entrega quando orou: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” Lucas 22:42 (NAA). A fé verdadeira não tenta impor a própria vontade a Deus. Ela confia que a vontade do Senhor é sempre melhor.

Ao longo da história, muitos outros homens e mulheres também viveram dessa forma. Alguns enfrentaram perseguições, rejeições e até a morte, porém permaneceram fiéis. A Bíblia afirma: “Todos estes, mesmo tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não obtiveram a concretização da promessa.” Hebreus 11:39 (NAA). Isso mostra que o valor da fé não está apenas no que recebemos, mas na forma como vivemos diante de Deus.

Hoje, essa mensagem continua extremamente atual. Há pessoas que enfrentam lutas silenciosas dentro de casa. Outras lidam com enfermidades, dificuldades financeiras ou conflitos familiares. Muitos oram e parecem não ver respostas imediatas. Nesses momentos, a fé continua sendo o caminho.

A fé sustenta o coração cansado. A fé mantém viva a esperança. A fé nos lembra que Deus continua no controle, mesmo quando não entendemos o que está acontecendo. Além disso, nossa vida está construindo um legado.

Talvez alguém pense que sua vida não tem impacto. Porém filhos observam os pais. Amigos observam atitudes. Pessoas ao redor percebem escolhas, mesmo quando nada é dito.

Uma mãe que ora deixa um testemunho. Um pai que permanece firme em Deus deixa um exemplo. Um jovem que decide viver com integridade inspira outros. Um cristão que permanece fiel em meio às lutas está falando, mesmo sem palavras. Assim como Abel, nossa fé pode continuar falando mesmo depois de nós.

Se somos filhos de Deus, também somos Suas testemunhas. Nossa vida não termina em nós mesmos. Ela alcança outras pessoas e pode influenciar gerações futuras. Por isso, mais importante do que aquilo que conquistamos é a forma como vivemos diante de Deus. A fé que agrada ao Senhor deixa marcas que o tempo não apaga.

Talvez ninguém veja hoje. Talvez não haja reconhecimento agora. Porém Deus vê. E o testemunho de uma vida fiel permanece.

A fé verdadeira não vive apenas no presente; ela constrói um legado que continua falando, mesmo quando a voz já se calou.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

31/mai/26

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