A MAIOR ALEGRIA É
SABER ONDE O SEU NOME ESTÁ
“No entanto, alegrem-se, não porque os espíritos se
submetem a vocês, e sim porque o nome de cada um de vocês está registrado no
céu.” Lucas 10:20 (NAA).
Os discípulos voltaram de uma missão extraordinária. Jesus
os havia enviado para anunciar o Reino de Deus, e eles experimentaram coisas
que provavelmente jamais esqueceriam. Pessoas foram alcançadas, enfermos foram
curados e até os demônios se submetiam quando eles agiam em nome de Jesus.
Quando retornaram, estavam cheios de alegria. Era compreensível. Quem não
ficaria feliz depois de ver Deus agir de maneira tão poderosa?
Eles disseram a Jesus: “Senhor, em Seu nome os
próprios demônios se submetem a nós!” Lucas 10:17 (NAA).
Jesus não disse que aquilo não tinha importância. Afinal,
eles haviam saído porque Ele mesmo os enviara. A autoridade que possuíam também
havia sido concedida por Ele. A missão era legítima, os resultados eram reais e
a alegria dos discípulos tinha motivo. Mas Jesus queria ensinar-lhes que havia
algo ainda maior do que tudo aquilo que tinham visto acontecer.
Por isso lhes disse que não colocassem sua maior alegria no
fato de os espíritos se submeterem, mas em saber que seus nomes estavam
registrados no céu. Que ensino precioso!
Podemos nos alegrar quando Deus nos usa. Podemos ficar
felizes quando alguém aceita um convite para ir à igreja, quando uma oração é
respondida, quando uma pessoa se reconcilia com sua família, quando alguém é
alcançado pelo Evangelho ou quando vemos uma vida sendo transformada. Tudo isso
deve produzir gratidão. O problema começa quando nossa alegria passa a depender
dos resultados.
Isso também acontece fora da igreja. Há pessoas cuja alegria
depende de uma promoção no trabalho, do saldo bancário, da compra de uma casa,
do sucesso dos filhos, de um diploma ou do reconhecimento das outras pessoas.
Hoje estão felizes porque receberam uma boa notícia; amanhã ficam abatidas
porque alguma coisa não aconteceu como esperavam.
Até no serviço cristão podemos cair nessa armadilha. Podemos
começar a medir nossa vida espiritual pelo número de pessoas que nos ouvem,
pelas atividades que realizamos ou pelo reconhecimento que recebemos. Alguém
pode pensar: “Deus deve estar muito satisfeito comigo, porque estou fazendo
muitas coisas para Ele.”
Jesus aponta para algo muito mais profundo.
A maior alegria não está naquilo que fazemos para Deus, mas
naquilo que Deus fez por nós.
Antes de sermos instrumentos, precisamos ser filhos. Antes
de pensarmos em quantas pessoas nos conhecem, precisamos perguntar se
pertencemos a Cristo. Antes de nos alegrarmos com aquilo que conseguimos
realizar, precisamos reconhecer a grandeza da salvação que recebemos pela
graça.
Imagine uma pessoa que tenha muito sucesso. Seu nome aparece
em jornais, redes sociais e homenagens. É conhecida por milhares de pessoas e
recebe aplausos por onde passa. Outra talvez seja desconhecida, viva de maneira
simples e nunca tenha seu nome publicado em lugar algum. Aos olhos deste mundo,
a primeira parece possuir muito mais motivos para se alegrar.Mas Jesus
apresenta outro registro.
Existe uma alegria que não depende de fama, dinheiro,
posição, saúde ou realizações: saber que pertencemos a Ele.
Isso também coloca nossas prioridades no lugar certo. Jesus
ensinou: “Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça,
e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.” Mateus 6:33 (NAA).
Buscar primeiro o Reino não significa abandonar
responsabilidades, deixar de trabalhar ou desprezar necessidades legítimas.
Significa não permitir que essas coisas ocupem o primeiro lugar do coração.
Podemos desejar uma casa melhor, cuidar da saúde, estudar, trabalhar, fazer
planos e pedir ao Senhor que supra nossas necessidades. Mas nenhuma dessas
coisas pode ser nossa maior riqueza. Tudo o que possuímos aqui é passageiro.
O cargo termina. O dinheiro muda de mãos. O corpo envelhece.
Os aplausos cessam. Até as grandes realizações acabam sendo substituídas por
outras. Mas aquilo que Cristo oferece alcança a eternidade.
Talvez hoje alguma coisa não tenha acontecido como você
desejava. Talvez seu trabalho não tenha sido reconhecido, uma porta tenha se
fechado ou uma oração ainda não tenha recebido a resposta esperada. Isso pode
entristecer o coração, mas não precisa destruir sua alegria.
Jesus estava ensinando aos discípulos que existe uma alegria
mais profunda do que qualquer resultado terreno. Eles estavam felizes porque os
demônios conheciam a autoridade do nome de Jesus.
Cristo os ensinou a se alegrarem porque o céu conhecia os
seus nomes. Essa continua sendo uma das maiores riquezas que alguém pode
possuir. No final, a pergunta mais importante não será quantas coisas
realizamos, quanto acumulamos ou quantas pessoas conheceram nosso nome. A
grande questão será nosso relacionamento com Cristo.
Por isso, podemos servir, trabalhar, evangelizar, orar e nos
alegrar com tudo aquilo que Deus fizer através de nossa vida. Mas nunca devemos
esquecer onde está nossa maior alegria.
Há muitas razões para nos
alegrarmos nesta vida, mas nenhuma se compara à alegria de pertencermos a
Cristo: o mundo pode nunca conhecer o nosso nome, mas não existe riqueza maior
do que saber que ele está registrado no céu.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor
Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
15/09/2026