RELIGIÃO NÃO SUBSTITUI O NOVO NASCIMENTO

 “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” João 3:4 (ARC).

 Nicodemos não era um homem sem religião. Pelo contrário, era fariseu, conhecia as Escrituras e ocupava uma posição de destaque entre os judeus. Ele tinha conhecimento, tradição e experiência religiosa. Mesmo assim, quando procurou Jesus, descobriu que tudo aquilo ainda não era suficiente para compreender a realidade da salvação.

Jesus lhe disse algo que certamente o surpreendeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” João 3:3 (ARC).

Nicodemos interpretou aquelas palavras de maneira literal. Pensou imediatamente no nascimento físico e perguntou como um homem já velho poderia voltar ao ventre de sua mãe e nascer outra vez. Sua pergunta mostra que ele ainda não havia compreendido que Jesus estava falando de uma transformação espiritual.

Não precisamos entender a referência de Nicodemos à sua mãe como um símbolo da Lei ou da religião, porque o próprio texto não faz essa associação. O que fica evidente é que ele estava raciocinando a partir daquilo que conhecia naturalmente, enquanto Jesus estava lhe ensinando uma verdade espiritual.

E aqui encontramos algo que continua muito atual. É possível alguém conhecer religião e ainda não compreender o novo nascimento. Uma pessoa pode frequentar uma igreja desde criança, conhecer hinos, ter uma Bíblia em casa, participar de reuniões e saber explicar vários ensinamentos cristãos. Tudo isso pode ser importante, mas nenhuma dessas coisas, por si só, significa que ela nasceu de novo.

Jesus foi muito claro: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” João 3:5 (ARC).

O novo nascimento é uma obra que Deus realiza no interior do homem. Não significa começar novamente a vida física, mas receber uma nova vida em Cristo. É uma transformação tão profunda que a Bíblia a compara a um nascimento.

Pense em alguém que decide mudar alguns hábitos. Para de frequentar determinados lugares, abandona certos comportamentos e começa a participar da igreja. Essas mudanças podem ser muito boas, mas o Evangelho fala de algo ainda mais profundo. Jesus não veio apenas melhorar algumas partes de nossa velha vida. Ele veio nos dar uma nova vida.

Paulo expressou essa verdade dizendo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17 (ARC).

Por isso, ser cristão não significa simplesmente tornar-se uma pessoa mais religiosa. Significa pertencer a Cristo e permitir que Ele transforme nosso coração, nossos desejos, nossa maneira de pensar e nossa forma de viver.

Nicodemos precisava compreender também que sua posição religiosa e seu conhecimento da Lei não poderiam produzir essa nova vida. A salvação não é uma conquista humana. Não conseguimos alcançá-la acumulando boas obras, cumprindo regras ou apresentando a Deus uma lista de nossas qualidades.

A Bíblia diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9 (ARC).  Isso não significa que as boas obras sejam desnecessárias. Elas são consequência de uma vida transformada, mas não são a causa de nossa salvação. Não fazemos o bem para comprar a graça de Deus. Fazemos o bem porque fomos alcançados por essa graça.

Jesus explicou ainda a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” João 3:6 (ARC).

Há coisas que podemos mudar com esforço e disciplina, mas existe uma transformação que somente o Espírito Santo pode produzir. Podemos mudar nossa aparência exterior, corrigir alguns hábitos e aprender uma linguagem religiosa, mas somente Deus pode dar vida espiritual ao coração.

Talvez alguém diga: “Nasci em uma família cristã.” Isso é uma grande bênção, mas não substitui o novo nascimento. Outro pode dizer: “Fui criado dentro da igreja.” Também é precioso, mas não basta. A experiência de nossos pais não pode substituir nosso próprio encontro com Cristo.

Nicodemos era mestre em Israel e, mesmo assim, ouviu de Jesus: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” João 3:7 (ARC).  Observe a palavra: necessário. Jesus não apresentou o novo nascimento como uma opção para alguns cristãos mais dedicados. Ele o colocou como uma necessidade para quem deseja entrar no Reino de Deus.

Por isso, a pergunta mais importante não é apenas: “Tenho religião?”, “Conheço a Bíblia?” ou “Frequento uma igreja?” A pergunta é muito mais profunda: Cristo já transformou minha vida? Nasci de novo pelo Espírito?

Nicodemos chegou até Jesus carregando conhecimento religioso. Jesus lhe mostrou que ele precisava de algo que sua religião não podia produzir: uma nova vida.

A religião pode ensinar nossos lábios a falar de Deus, mas somente o novo nascimento transforma o coração; Jesus não veio apenas melhorar a velha vida, mas nos dar uma vida nova nEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

04/out/26

 

NÃO HÁ CAUSAS PERDIDAS PARA JESUS

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” Mateus 28:18 (NAA).

Alguém já chegou perto de você e disse: “Essa causa está perdida”? A expressão “causa perdida” é uma conclusão humana. Nós a usamos quando nossos recursos acabam, quando já não enxergamos uma saída ou quando alguém parece ter ido longe demais.

Mateus 28:18, porém, começa de outro ponto. Jesus declara que possui toda a autoridade, e isso nos leva a compreender que nenhuma situação está fora de Seu domínio. Ele não disse que recebeu parte da autoridade, mas toda a autoridade. Isso inclui aquilo que conseguimos resolver e também aquilo diante do qual nos sentimos completamente impotentes.

Há momentos em que médicos, familiares, amigos e até nós mesmos chegamos ao limite. Fazemos o que está ao nosso alcance, buscamos alternativas, procuramos respostas, mas chega um momento em que percebemos que não podemos avançar mais. O limite humano, porém, não determina o limite de Jesus. Quando não sabemos mais o que fazer, Ele continua sendo Senhor.

O ser humano possui limites e não consegue ir muito longe sozinho. Mas eu lhe pergunto: quem pode estar longe o suficiente para não ser alcançado por Jesus?

Há pessoas das quais outros já desistiram: alguém dominado pelo pecado, uma família destruída, um filho afastado, uma pessoa presa a vícios ou alguém que passou muitos anos rejeitando o Evangelho. Entretanto, Jesus veio justamente em busca de quem estava perdido: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” Lucas 19:10 (NAA).

Enquanto existe vida, não devemos escrever a última página da história de ninguém. Jesus alcançou Zaqueu, transformou Saulo e restaurou Pedro. Fez na vida desses homens aquilo que, aos olhos humanos, parecia impossível. Por isso, devemos ter muito cuidado antes de dizer a respeito de alguém: “Esse não tem mais jeito.”

Nós temos nossos recursos, nossas possibilidades e nossa capacidade. Mas, mais uma vez, eu lhe pergunto: e quando esses recursos acabarem? O que fazer? A quem recorrer? É justamente nesse ponto que precisamos lembrar que Jesus pode agir quando os recursos humanos terminam.

Marta e Maria chegaram ao momento em que, humanamente, nada mais poderia ser feito por Lázaro. Ele estava morto havia quatro dias. Para aquelas irmãs, havia terminado o tempo da esperança e todos os recursos possíveis já tinham se esgotado. Para Jesus, porém, aquela história ainda não havia terminado.

Muitas vezes chamamos de impossível aquilo que simplesmente ultrapassou nossa capacidade. O fato de não podermos fazer alguma coisa não significa que Jesus também não possa fazer. Isso não quer dizer que Ele realizará sempre exatamente aquilo que desejamos ou da maneira que esperamos, mas significa que nunca estaremos diante de uma situação sobre a qual Ele tenha perdido Sua autoridade.

Jesus vê muito além do que conseguimos enxergar. Ele não vê apenas o que uma pessoa é hoje, mas também aquilo que Sua graça pode fazer nela. Seu olhar alcança possibilidades que nossa limitada visão não consegue perceber.

Quando olhamos para alguém, geralmente enxergamos seu passado, seus erros e sua condição presente. E até nossa avaliação pode estar distorcida, porque vemos tudo a partir de nossa própria perspectiva. Jesus, porém, vê uma história que ainda está sendo escrita. Ele conhece aquilo que aconteceu, aquilo que está acontecendo e aquilo que ainda pode acontecer pela ação de Sua graça.

Saulo era perseguidor da Igreja, mas, depois de encontrar Cristo, tornou-se anunciador do Evangelho. Pedro O negou três vezes, mas foi restaurado. A mulher samaritana carregava uma história marcada por relacionamentos quebrados, mas, depois de encontrar Jesus, tornou-se testemunha dEle em sua cidade. A graça de Deus é capaz de produzir futuros que o passado jamais nos permitiria prever.

Por isso, como servos e servas do Senhor, nossa missão é continuar crendo, orando, amando e anunciando Jesus.

Mateus 28:18 não termina apenas com uma declaração de autoridade. Logo depois, Jesus envia Seus discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações.” Mateus 28:19 (NAA). Isso significa que a autoridade de Cristo também deve mudar a maneira como enxergamos as pessoas.

Não podemos classificar alguém como “sem jeito” e, ao mesmo tempo, afirmar que cremos que Jesus possui toda a autoridade. Talvez aquela pessoa por quem você ora há anos ainda não tenha respondido. Talvez aparentemente nada tenha mudado. Mesmo assim, continue amando, testemunhando e orando. Não cabe a nós decretar o fim de uma história que Jesus ainda pode transformar.

Quantas vezes olhamos para o tamanho do problema e deixamos de olhar para Aquele que possui toda a autoridade. Fazemos isso quando dizemos: “Não tem mais jeito.” Jesus, porém, declara: “Toda a autoridade me foi dada.” E, com essas palavras, Ele nos convida a deixar de medir a situação apenas pelo tamanho do problema e a lembrar do tamanho de Seu poder.

Não há causas perdidas para Jesus, porque, quando nossos recursos terminam, Sua autoridade permanece; e onde enxergamos apenas aquilo que foi destruído, Ele ainda pode escrever uma nova história.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

03/out/26

 

O MAL NÃO DECIDE O FINAL

“Vocês, na verdade, planejaram o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como estão vendo agora, que se conserve a vida de muita gente.” Gênesis 50:20 (NAA).

Há um antigo ditado que diz: “Há males que vêm para o bem.” A frase pode nos ajudar a pensar, mas precisamos entendê-la com cuidado. O mal nunca deixa de ser mal simplesmente porque alguma coisa boa surgiu depois dele. Uma injustiça continua sendo injustiça, uma traição continua sendo traição e uma mentira continua sendo mentira. O que a Bíblia nos mostra é algo ainda mais profundo: Deus é capaz de agir até mesmo em meio ao mal e impedir que ele tenha a palavra final.

Quem nunca sofreu alguma injustiça? Talvez alguém tenha falado algo falso a seu respeito, traído sua confiança, prejudicado você no trabalho ou tomado uma decisão que afetou profundamente sua vida. E quando a injustiça vem de alguém que amamos, a dor costuma ser ainda maior. Algumas pessoas carregam essas feridas durante anos. Recordam o que aconteceu, repetem mentalmente as palavras que ouviram e, pouco a pouco, permitem que a amargura ocupe um espaço cada vez maior no coração.

José conheceu esse tipo de sofrimento muito bem. Seus próprios irmãos tiveram inveja dele, planejaram matá-lo, lançaram-no em uma cisterna e finalmente o venderam como escravo. José foi levado para o Egito contra a sua vontade. Mais tarde, depois de agir corretamente na casa de Potifar, foi acusado injustamente e acabou na prisão.

Se olhássemos para sua história naquele momento, talvez disséssemos: “Acabou. Destruíram o futuro desse rapaz.” Mas Deus ainda estava escrevendo a história.

José não conseguia enxergar tudo enquanto estava dentro da cisterna. Também não conhecia o futuro quando caminhava como escravo em direção ao Egito nem quando estava preso injustamente. Ele via apenas o capítulo que estava vivendo. Deus, porém, via a história inteira.

Anos depois, José foi elevado a uma posição de grande autoridade no Egito e tornou-se instrumento para preservar muitas vidas durante uma grave fome. Foi então que seus próprios irmãos chegaram diante dele buscando alimento, sem saber que estavam diante daquele que haviam vendido tantos anos antes.

Quando José finalmente revelou sua identidade, disse: “Eu sou José, o irmão de vocês, que vocês venderam para o Egito. Agora, pois, não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos por terem me vendido para cá, porque foi para a preservação da vida que Deus me enviou adiante de vocês.” Gênesis 45:4-5 (NAA).

José não estava dizendo que seus irmãos haviam feito o que era certo. Anos mais tarde, deixou isso ainda mais claro: “Vocês, na verdade, planejaram o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.” Gênesis 50:20 (NAA).

Essa diferença é muito importante. Confiar na providência de Deus não significa chamar o mal de bem. Significa reconhecer que o mal praticado contra nós não é maior do que a capacidade de Deus de agir em nossa história.

Talvez alguém tenha fechado uma porta que você desejava muito atravessar. Talvez você tenha perdido um emprego injustamente e, algum tempo depois, encontrado uma oportunidade que nunca teria procurado se aquilo não tivesse acontecido. Talvez uma decepção tenha levado você a rever escolhas, amadurecer ou aproximar-se mais de Deus. Nem sempre veremos resultados tão claros, e seria errado dizer que todo sofrimento produzirá nesta vida uma explicação que conseguiremos compreender.

Por isso Paulo escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:28 (NAA). Este texto não diz que todas as coisas são boas. Existem perdas, injustiças e sofrimentos verdadeiramente dolorosos. Ele afirma que Deus pode fazer com que todas as coisas cooperem dentro de Seu propósito.

Talvez hoje você esteja vivendo apenas a cisterna, a escravidão ou a prisão de sua história. Você ainda não consegue enxergar como as coisas poderão terminar. Nesse momento, a história de José nos convida a não permitir que a dor se transforme em amargura.

Não precisamos negar aquilo que aconteceu, fingir que não doeu ou chamar a injustiça de algo bom. Podemos reconhecer a ferida e, ao mesmo tempo, confiar que nossa vida continua nas mãos de Deus.

Os irmãos de José escreveram um capítulo de maldade, mas não puderam escrever o final da história.

E talvez essa seja uma das grandes lições de sua vida: pessoas podem interferir em nosso caminho, ferir nossos sentimentos e até mudar nossos planos, mas nenhuma delas possui autoridade para impedir que Deus continue cumprindo Seus propósitos.

Aquilo que fizeram contra nós pode marcar um capítulo de nossa história, mas não precisa determinar o seu final; quando entregamos nossa vida a Deus, até aquilo que nasceu para nos ferir pode ser alcançado por Sua providência e conduzido para um propósito maior.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

02/out/26

 

A FÉ TAMBÉM PRECISA PASSAR PELA PROVA DOS NOVE?

“Examinem todas as coisas, retenham o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:21 (NAA).

Não sei se hoje ainda é assim, mas, no meu tempo de escola, aprendíamos que, depois de fazer uma conta, era bom conferir o resultado. Entre os recursos usados estava a conhecida “prova dos nove”. Quem é da minha geração provavelmente vai se lembrar dela. Fazíamos a operação e, depois, realizávamos aquela conferência para verificar se havia algum sinal de erro.

Mas e quando o assunto é fé? Será que também precisamos fazer uma espécie de “prova dos nove” naquilo que ouvimos, acreditamos e recebemos como vindo de Deus?

A princípio, alguém poderia pensar que examinar algo relacionado à fé demonstra falta de confiança. Afinal, a Bíblia afirma: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.” Hebreus 11:6 (NAA).

A fé é indispensável. Entretanto, fé não significa acreditar em qualquer coisa apenas porque alguém usou o nome de Deus. A Bíblia não ensina uma fé sem discernimento. Pelo contrário, o mesmo Deus que nos chama a crer também nos manda examinar.

Paulo escreveu: “Examinem todas as coisas, retenham o que é bom.” 1 Tessalonicenses 5:21 (NAA). Isso significa que a fé cristã não precisa ter medo de perguntas, de análise ou de comparação com as Escrituras. A “prova dos nove” da fé não serve para verificar se Deus está certo. Deus não precisa ser colocado à prova. O que precisa ser examinado é aquilo que nós, seres humanos, dizemos a respeito dEle.

Isso se torna especialmente importante em nossos dias. Basta abrir o celular para encontrar pregações, vídeos, mensagens, profecias, interpretações e pessoas afirmando: “Deus me revelou”, “Deus mandou dizer” ou “O Senhor falou comigo”. Algumas dessas mensagens podem ser verdadeiras e edificantes. Outras podem nascer de uma interpretação equivocada, de uma emoção ou até de interesses pessoais. Como então saber a diferença?

A primeira pergunta não deveria ser: “Quem falou?”, mas: “O que foi dito está de acordo com a Palavra de Deus?”

A igreja de Bereia nos oferece um exemplo precioso. Quando Paulo pregou ali, aquelas pessoas receberam a mensagem com interesse, mas não abandonaram o discernimento. A Bíblia diz: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11 (NAA).

Observe algo interessante: eles ouviram Paulo, um apóstolo, e ainda assim examinaram as Escrituras. Paulo não ficou ofendido. A Bíblia, pelo contrário, elogia aquela atitude. Eles receberam a mensagem com disposição, mas conferiram se aquilo que estavam ouvindo correspondia ao que Deus havia revelado.

Esse equilíbrio é importante. Podemos errar de duas maneiras. Uma pessoa pode duvidar de tudo e nunca conseguir confiar em Deus. Outra pode acreditar em tudo e acabar sendo enganada. A fé bíblica não está em nenhum desses extremos. Ela crê em Deus e, justamente porque crê nEle, examina cuidadosamente aquilo que é apresentado em Seu Nome.

João também advertiu os cristãos: “Amados, não deem crédito a qualquer espírito, mas provem os espíritos para ver se procedem de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído mundo afora.” 1 João 4:1 (NAA).

Isso vale para uma profecia, uma pregação, um sonho, uma revelação que lhe é entregue, uma interpretação bíblica ou qualquer experiência espiritual. O fato de algo nos emocionar não significa necessariamente que venha de Deus. O fato de uma pessoa falar com convicção também não torna suas palavras verdadeiras. Até mesmo alguém sincero pode interpretar alguma coisa de maneira errada. Por isso precisamos conhecer as Escrituras.

Imagine alguém dizendo que Deus lhe revelou algo que contradiz claramente aquilo que a Bíblia ensina. Não importa quanto aquela pessoa esteja emocionada, nem quantas vezes repita que recebeu uma revelação. Deus não Se contradiz. Sua Palavra torna-se nosso ponto seguro de referência.

Isso também não significa que precisamos viver desconfiando de todos. O objetivo do discernimento não é transformar o cristão em alguém crítico de tudo e de todos, mas protegê-lo do erro e ajudá-lo a permanecer na verdade.

A fé e a razão, portanto, não precisam caminhar em direções opostas. Podemos crer profundamente e, ao mesmo tempo, perguntar, estudar, conferir e buscar entendimento. Uma fé que conhece em Quem está depositada não teme ser examinada.

Talvez a velha “prova dos nove” ainda possa nos ensinar alguma coisa. Antes de aceitar qualquer afirmação feita em nome de Deus, volte às Escrituras. Leia o contexto, ore, busque entendimento e peça ao Espírito Santo que lhe dê discernimento. Porque o problema nunca estará em conferir aquilo que ouvimos. O perigo está em acreditar sem conferir.

A verdadeira fé não teme o exame, porque aquilo que vem de Deus nunca precisa fugir da verdade; quanto mais conhecemos Sua Palavra, mais preparados estaremos para reconhecer Sua voz em meio a tantas outras vozes.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

01/out/26

 

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ ANGUSTIADO, JESUS CONTINUA SENDO O CAMINHO

“Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim.” João 14:1 (NAA).

Os discípulos estavam entrando em um dos momentos mais difíceis de sua caminhada com Jesus. Eles haviam deixado tudo para segui-Lo, tinham visto milagres, ouvido Seus ensinamentos e aprendido a confiar nEle. Agora, porém, Jesus começava a falar sobre Sua partida, Sua morte e acontecimentos que eles ainda não conseguiam compreender. O futuro parecia incerto. Foi nesse ambiente de medo e insegurança que Ele disse: “Que o coração de vocês não fique angustiado.”

Essas palavras continuam muito atuais. Há momentos em que também sentimos o coração apertado. Pode ser depois de recebermos um diagnóstico médico, diante da perda de alguém que amamos, quando o casamento atravessa uma crise, quando chega o desemprego ou quando simplesmente não sabemos como será o amanhã. Nessas horas, muitas vezes não conseguimos mudar imediatamente as circunstâncias, mas Jesus nos chama a colocar nEle nossa confiança: “vocês creem em Deus, creiam também em mim.”

Essa afirmação é muito importante. Jesus não Se apresenta apenas como alguém que ensina sobre Deus. Ele chama os discípulos a depositarem nEle a mesma confiança que depositam no Pai. Poucos versículos depois, Ele explica por quê: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 (NAA).

Durante séculos, Deus havia falado ao povo por meio da Lei e dos profetas. O problema não estava naquilo que Deus havia revelado, mas no modo como muitos passaram a tratar essa revelação. A religião podia tornar-se apenas tradição, regras e aparência, enquanto misericórdia, amor e verdadeira comunhão com Deus eram deixados de lado.

Jesus encontrou exatamente esse tipo de situação. Havia pessoas que conheciam profundamente as Escrituras e, mesmo assim, não percebiam Quem estava diante delas. Ele declarou: “Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.” João 5:39-40 (NAA).

Isso também pode acontecer hoje. Uma pessoa pode frequentar a igreja há muitos anos, conhecer cânticos, doutrinas e costumes, possuir várias versões da Bíblia em seus celulares e ainda assim não ter desenvolvido um verdadeiro relacionamento com Cristo. É possível conhecer muitas coisas sobre Jesus sem realmente confiar em Jesus.

Imagine alguém que está perdido em uma cidade desconhecida. Ele pode possuir um excelente mapa, conhecer nomes de ruas e saber muita coisa sobre o lugar. Mas, se não encontrar o caminho correto, continuará perdido. Jesus não disse apenas que conhece o caminho. Ele afirmou: “Eu sou o caminho.” Ele não apenas ensina uma verdade; Ele é a verdade. Ele não oferece somente conselhos para uma vida melhor; Ele é a vida.

Por isso, a salvação não está simplesmente em pertencer a uma religião ou cumprir determinadas tradições. Ela está em Cristo. Pedro declarou: “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Atos 4:12 (NAA).

Mas Jesus não falou apenas sobre o caminho para o Pai. Ele também deu aos discípulos uma razão para enfrentar a separação que viria. Disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês.” João 14:2 (NAA). E acrescentou que voltaria para recebê-los, para que estivessem com Ele.

Que esperança extraordinária! O coração deles estava angustiado porque pensavam na partida; Jesus queria que olhassem além daquele momento. A cruz não seria o fim. Havia ressurreição, havia comunhão com o Pai e havia uma morada preparada.

Essa esperança continua sustentando o cristão hoje. Nós também enfrentamos momentos em que tudo parece incerto, mas nossa fé não está baseada na ausência de problemas. Está baseada na presença de Cristo e na promessa de que nossa história não termina aqui.

Mais adiante, Jesus voltou ao mesmo assunto e disse: “Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo.” João 14:27 (NAA).

Talvez as circunstâncias não mudem imediatamente. O diagnóstico pode continuar existindo, a saudade pode permanecer, o problema ainda pode precisar ser enfrentado. Mas existe uma paz que não depende de tudo estar resolvido. Ela nasce da certeza de que pertencemos a Cristo, de que Ele nos conduz ao Pai e de que temos nEle a esperança da vida eterna.

Quando o coração não consegue enxergar o amanhã, Jesus não nos entrega apenas uma explicação; Ele Se apresenta como o Caminho, oferece Sua paz e nos lembra que, junto do Pai, há um lugar preparado para aqueles que creem nEle.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

30/set/26

 

EXISTE ALGUÉM PERTO DE VOCÊ PRECISANDO DE AJUDA?

“E peço também a você, fiel companheiro de jugo, que auxilie essas mulheres, pois juntas se esforçaram comigo no evangelho, juntamente com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida.” Filipenses 4:3 (NAA).

Todos nós precisamos de ajuda em algum momento. Por mais fortes, experientes ou preparados que sejamos, haverá situações em que não conseguiremos caminhar sozinhos. Deus poderia realizar Sua obra sem depender de ninguém, mas escolheu colocar pessoas ao lado de pessoas. No Reino de Deus, ninguém foi chamado para viver isolado.

Paulo sabia muito bem disso. Embora tenha sido um dos grandes instrumentos usados por Deus na expansão do evangelho, ele nunca trabalhou sozinho. Em suas cartas encontramos nomes de homens e mulheres que estiveram ao seu lado, oraram, serviram, enfrentaram dificuldades e contribuíram para que a mensagem de Cristo chegasse a outros lugares.

Em Filipenses 4:3, Paulo menciona mulheres que haviam trabalhado com ele no evangelho, fala de Clemente e acrescenta algo muito bonito: havia também “demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida.” Alguns daqueles nomes talvez fossem conhecidos pelas igrejas; outros provavelmente ficaram desconhecidos da história. Mas não ficaram desconhecidos de Deus. Isso nos ensina algo precioso: nem todo trabalho importante precisa aparecer.

Em uma igreja, por exemplo, algumas pessoas estão diante de todos. Pregam, cantam, ensinam ou dirigem reuniões. Outras chegam mais cedo para preparar o ambiente, recebem quem está chegando, visitam um enfermo, telefonam para alguém que está passando por uma dificuldade, ajudam uma família necessitada, cuidam de uma criança ou simplesmente percebem que alguém precisa de companhia.

Talvez ninguém faça uma homenagem a essas pessoas. Talvez seus nomes nunca apareçam em uma placa. Mas Deus conhece cada uma delas.

Paulo mostra que ajudar também faz parte da vida da Igreja. Ao falar sobre os diferentes dons e serviços existentes no Corpo de Cristo, ele escreve que Deus colocou na igreja pessoas com diferentes funções, incluindo “os que têm dons de curar, ou de ajudar, ou de administrar” 1 Coríntios 12:28 (NAA). Observe a simplicidade dessa expressão: ajudar.

Às vezes pensamos que servir a Deus exige sempre alguma atividade extraordinária. No entanto, há pessoas cujo ministério aparece justamente quando percebem uma necessidade e dizem: “Eu posso ajudar.”

Alguém está carregando uma mesa e elas seguram do outro lado. Uma família está passando por dificuldades e elas levam uma refeição. Um irmão perdeu alguém querido e elas se sentam ao seu lado, mesmo sem saber exatamente o que dizer. Uma pessoa idosa precisa chegar ao culto e alguém oferece uma carona. Um novo convertido ainda não sabe encontrar os textos bíblicos e alguém se senta perto dele para ajudá-lo. São atitudes simples, mas o Reino de Deus é construído também por mãos assim.

Pedro escreveu: “Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como encarregados de administrar bem a multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10 (NAA).

Existe ainda uma pequena imagem interessante nas listas dos apóstolos. Em Mateus encontramos: “Filipe e Bartolomeu” Mateus 10:3. Bartolomeu aparece nas Escrituras sempre entre os demais discípulos, participando daquele grupo chamado por Jesus. Não devemos transformar isso em uma afirmação de que sua missão particular fosse simplesmente ajudar Filipe, porque a Bíblia não diz isso. Mas a imagem nos lembra de algo bonito: há pessoas que talvez não apareçam sozinhas nas grandes histórias, mas estão presentes, caminhando ao lado de alguém e participando da obra.

Talvez existam muitos “Bartolomeus” entre nós: pessoas que não procuram o centro das atenções, mas estão sempre disponíveis quando alguém precisa. E talvez nós mesmos sejamos chamados a ocupar esse lugar.

A Bíblia diz: “Levem as cargas uns dos outros e, assim, estarão cumprindo a lei de Cristo.” Gálatas 6:2 (NAA).

Há cargas que não podemos retirar da vida de alguém, mas podemos ajudar a carregar. Não conseguimos eliminar o luto de uma pessoa, mas podemos permanecer ao lado dela. Não podemos resolver todos os problemas financeiros de uma família, mas talvez possamos aliviar uma necessidade. Não conseguimos responder todas as perguntas de alguém que sofre, mas podemos ouvi-lo, orar com ele e lembrá-lo de que não está sozinho.

Talvez nunca saibamos quanto uma pequena ajuda significou para alguém. Uma ligação, uma visita, uma palavra, uma carona, uma oferta, um abraço ou simplesmente nossa presença pode chegar exatamente no momento em que aquela pessoa pensava não conseguir continuar. No Reino de Deus, ajudar nunca é pouco.

Por isso, quando perceber alguém precisando de uma mão, não espere necessariamente que outra pessoa apareça. Talvez Deus tenha permitido que você enxergasse aquela necessidade justamente porque deseja usar suas mãos. E mesmo que ninguém veja, lembre-se: Deus vê.

No Reino de Deus, nem todos serão conhecidos pelo que fizeram, mas nenhuma mão que se estende para ajudar passa despercebida diante dEle; muitas vezes, Deus sustenta alguém simplesmente colocando outra pessoa ao seu lado.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

29/set/26

 

QUANDO PERDEMOS A TRILHA, DEUS NOS ENSINA O CAMINHO

“Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho que você deve seguir; e, sob as minhas vistas, lhe darei conselho.” Salmos 32:8 (NAA).

Você já se perdeu alguma vez? Eu já, e posso dizer que não é uma experiência agradável. Eu tinha cerca de vinte anos quando, juntamente com mais quatro amigos, fazia uma subida ao Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional do Itatiaia. Em determinado momento daquela caminhada íngreme, deixamos de perceber por onde seguia a trilha e começamos a avançar na direção errada.

Depois de algum tempo, ficou evidente que estávamos em dificuldade. Ao nosso redor havia pedras, vegetação baixa e caminhos que pareciam semelhantes. À nossa frente, a montanha parecia não ter fim. Quanto mais tentávamos descobrir sozinhos por onde deveríamos seguir, maior se tornava a insegurança.

Foi quando percebemos, muito acima de nós, um grupo de pessoas. Estavam tão distantes que pareciam pequenas formigas sobre a montanha. Mesmo assim, perceberam nossa situação e começaram a nos orientar. Seguindo suas indicações, conseguimos finalmente retornar à trilha correta.

Hoje penso como tudo teria sido mais simples se tivéssemos levado conosco alguém que conhecesse bem aquele terreno. Um guia experiente teria percebido sinais que nós não conseguíamos identificar e provavelmente teria evitado que saíssemos do caminho.

Na vida acontece algo semelhante. Nem sempre percebemos imediatamente quando estamos tomando uma direção errada. Podemos decidir movidos apenas pela emoção, seguir conselhos equivocados, insistir em relacionamentos que nos fazem mal, administrar de maneira imprudente nossas finanças ou escolher determinado caminho simplesmente porque todos ao nosso redor estão seguindo por ele.

Às vezes, somente depois de algum tempo conseguimos reconhecer: “Eu me perdi.”

É justamente por isso que a promessa de Salmos 32:8 é tão preciosa. Deus não diz apenas que existe um caminho. Ele declara: “Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho que você deve seguir.” O Senhor Se apresenta como Aquele que conhece o caminho que nós ainda não conhecemos. Ele vê aquilo que não conseguimos enxergar e pode nos orientar quando diante de nós existem várias possibilidades.

Isso não significa que Deus nos dará uma resposta direta para cada decisão, como se a Bíblia dissesse qual emprego devemos aceitar, com quem devemos nos casar ou em que cidade devemos morar. Sua Palavra, porém, oferece princípios capazes de formar nossa maneira de pensar e nos ajudar a discernir escolhas sábias.

Imagine alguém que recebe duas propostas de trabalho. A Bíblia talvez não diga qual empresa escolher, mas pode ensiná-lo sobre honestidade, responsabilidade, prioridades familiares e contentamento. Um jovem pode não encontrar na Palavra o nome da pessoa com quem deveria se casar, mas encontrará princípios sobre caráter, fé, compromisso e amor. Alguém profundamente ofendido pode não encontrar uma descrição exata de sua situação, mas encontrará claramente o chamado ao perdão. É assim que Deus vai nos ensinando o caminho.

Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:16-17 (NAA).

A Bíblia, portanto, não existe apenas para nos consolar. Ela também nos ensina, confronta e corrige. Às vezes, Deus confirma que estamos seguindo bem; em outras ocasiões, mostra que precisamos mudar de direção. Uma placa dizendo “caminho errado” talvez não seja aquilo que queremos encontrar, mas pode evitar que avancemos ainda mais para longe do lugar onde deveríamos estar.

Há, porém, algo muito importante: não basta possuir um exemplar da Bíblia. Também não basta lê-la rapidamente apenas para cumprir uma obrigação. Precisamos desejar compreender o que Deus está dizendo e permitir que Sua Palavra alcance nossas escolhas, pensamentos e atitudes.

É nesse ponto que dependemos também da ação do Espírito Santo. Paulo declarou: “Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.” 1 Coríntios 2:10 (NAA).

O Espírito Santo não substitui a Bíblia nem acrescenta um caminho contrário ao que Deus já revelou. Ele ilumina nosso entendimento, mostra-nos Cristo e nos ajuda a compreender e aplicar a verdade. Jesus disse: “Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade.” João 16:13 (NAA).

Por isso, antes de ler a Bíblia, podemos fazer uma oração simples: “Senhor, ensina-me o caminho que devo seguir. Mostra-me aquilo que preciso aprender, aquilo que preciso corrigir e aquilo que preciso abandonar.”

Naquela montanha, meus amigos e eu precisávamos apenas reencontrar uma trilha. Na vida, porém, uma direção errada pode atingir nossa família, nossa fé, nossos relacionamentos e nosso futuro. Por isso, não precisamos caminhar apenas pelo que sentimos ou pelo que os outros dizem.

Deus conhece o terreno inteiro. Nós vemos apenas alguns metros à nossa frente.

Não se contente, portanto, em passar os olhos pelas páginas da Bíblia. Leia, ore, medite e peça ao Espírito Santo entendimento. Quando não souber por onde seguir, lembre-se da promessa: “Eu o instruirei e lhe ensinarei o caminho.”

Quando não conseguimos enxergar a direção, Deus não nos abandona diante das muitas trilhas da vida: Ele nos ensina o caminho por Sua Palavra e, pelo Espírito Santo, nos ajuda a discernir onde devemos colocar os próximos passos.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

28/set/26

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