O NOME DIANTE DO QUAL TODOS SE CURVARÃO
“Por isso
também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo
nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e
debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória
de Deus Pai.” Filipenses 2:9-11 (NAA).
Ao longo da
história, muitos nomes se tornaram conhecidos. Alguns são lembrados por suas
descobertas, outros pelo poder que exerceram, pelas riquezas que acumularam ou
pela influência que tiveram. Porém, todos esses nomes passam. Impérios
desaparecem, governos terminam, riquezas perdem o valor e até as maiores
realizações humanas acabam sendo esquecidas. Existe, entretanto, um nome que
jamais perderá sua autoridade: o nome de Jesus.
Quando o apóstolo
Paulo escreveu que Deus deu a Jesus o nome que está acima de todo nome, ele não
estava falando apenas da maneira como pronunciamos esse nome. Estava falando de
sua autoridade, de sua posição e de seu senhorio. Jesus foi exaltado porque,
antes, humilhou-se profundamente.
Ele existia na
forma de Deus, mas veio ao mundo como homem. Assumiu a condição de servo, viveu
entre pessoas comuns, sentiu fome, cansaço, tristeza e dor. Mesmo sendo santo,
permitiu que o tratassem como culpado. Foi rejeitado, humilhado e pregado numa
cruz.
A cruz não foi um
acidente nem uma derrota. Ela fazia parte do plano de Deus para salvar
pecadores. Jesus entregou-se voluntariamente. Tomou sobre si a culpa que era
nossa e sofreu a condenação que nós merecíamos. Depois de sua morte,
ressuscitou e foi exaltado pelo Pai. Por isso, hoje Ele reina soberanamente.
A Bíblia diz que
Jesus está assentado à direita do trono de Deus. Hebreus apresenta Cristo como
aquele que suportou a cruz e venceu a vergonha, permanecendo agora em posição
de honra e autoridade.
Essa verdade deve
encher nosso coração de gratidão. Não fomos salvos porque éramos bons, fortes
ou merecedores. Não compramos a salvação por meio de obras, esforços ou
sacrifícios pessoais. Fomos alcançados pela graça.
Quando olhamos para
a cruz, entendemos que nossa salvação custou um preço que jamais conseguiríamos
pagar. Jesus carregou nossos pecados para que recebêssemos perdão. Ele abriu o
caminho para que pessoas afastadas de Deus fossem reconciliadas com o Pai. Por
isso, a adoração não deve acontecer apenas durante um culto. Ela é a resposta
de uma vida que reconhece tudo o que Cristo fez.
Louvamos porque
fomos perdoados. Louvamos porque não estamos mais condenados. Louvamos porque
Jesus venceu a morte. Louvamos porque temos uma esperança que não termina no
túmulo. Louvamos porque, mesmo em nossos dias mais difíceis, o Senhor continua
sendo digno e sempre será.
Muitas vezes, as
pessoas agradecem a Deus principalmente quando recebem uma resposta desejada.
Louvam por uma cura, pela chegada de um emprego, pela restauração do casamento,
pela compra de uma casa ou pela solução de um problema financeiro. E devemos realmente
agradecer por todas essas coisas. Mas existe uma razão ainda maior para
adorá-lo: nossa salvação.
Talvez alguém
esteja atravessando uma enfermidade sem resposta, enfrentando desemprego,
vivendo um luto ou esperando por algo que ainda não aconteceu. Mesmo nesses
dias, Jesus continua sendo digno de louvor. A cruz não perdeu seu valor porque
a vida ficou difícil. A ressurreição não deixou de ser verdadeira porque uma
oração ainda não foi respondida.
Mesmo que não
recebêssemos nenhuma outra bênção nesta vida, o fato de Cristo ter morrido e
ressuscitado por nós já seria motivo suficiente para uma vida inteira de
gratidão.
Quando Jesus entrou
em Jerusalém, a multidão o recebeu com alegria e declarou: “E as
multidões, tanto as que iam adiante dele como as que o seguiam, clamavam: —
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas
maiores alturas!” Mateus 21:9 (NAA).
Aquela declaração
mostrava a esperança de que Jesus era o Messias prometido. Porém, muitos
esperavam apenas uma libertação política e terrena. Jesus veio realizar algo
muito maior: libertar o ser humano do pecado e conduzi-lo de volta a Deus.
Hoje, glorificamos
o nome de Jesus quando reconhecemos sua autoridade e vivemos de acordo com sua
vontade. A verdadeira adoração não se limita às palavras, às músicas ou às
emoções. Ela aparece em nossas escolhas.
Adoramos quando
perdoamos alguém que nos feriu. Adoramos quando permanecemos fiéis em meio às
dificuldades. Adoramos quando recusamos uma prática errada, mesmo que ninguém
esteja olhando. Adoramos quando servimos ao próximo sem buscar reconhecimento. Adoramos
quando colocamos Cristo acima de nossos desejos, interesses e opiniões.
O dia chegará em
que toda a criação reconhecerá a autoridade de Jesus. O livro de Apocalipse
mostra o céu proclamando que o Cordeiro é digno de receber poder, riqueza,
sabedoria, força, honra, glória e louvor.
Alguns se curvam
hoje por amor, fé e gratidão. Outros reconhecerão sua soberania apenas no dia
do juízo. Entretanto, ninguém poderá negar que Jesus Cristo é o Senhor.
Por isso, enquanto
temos oportunidade, devemos entregar a Ele o melhor de nossa vida. Que o nome
de Jesus ocupe o primeiro lugar em nosso coração. Que nossas palavras, decisões
e atitudes mostrem que pertencemos a Ele.
A maior bênção que
recebemos não foi uma conquista terrena. Foi a salvação eterna conquistada por
Cristo na cruz. Quem entende essa verdade sempre encontrará motivos para dizer,
em qualquer circunstância: Jesus Cristo é Senhor.
Quem compreende o
que Jesus fez na cruz não precisa esperar uma nova bênção para adorá-lo;
encontra no próprio Cristo motivos suficientes para uma vida inteira de
gratidão.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
23/jul/26