FÉ: FIRME FUNDAMENTO

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5:4-5 NAA

Nos dias atuais, observamos uma tendência das pessoas em crer em algo que transcenda o ordinário, buscando superar seus próprios limites. Estes, no entanto, nem sempre alcançam o objetivo proposto. O mundo está repleto de religiões e crenças diversas, e sabemos que este mundo perverso está caído e perdido em seus delitos e pecados. Muitas são as tentativas de alcançar a eternidade por meio de uma variedade exuberante de caminhos que nos são apresentados, entretanto o fim de cada um deles é caminho de morte. Provérbios 14:12

A Palavra de Deus aponta somente para um caminho que nos leva ao objetivo principal: a vida eterna. Esse caminho é único, verdadeiro e justo: somente por meio da fé em Jesus alcançamos a salvação. Como diz em Efésios 2:8 NAA: “Pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus.”

O escritor da carta aos Hebreus nos apresenta a definição de fé, de forma categórica, quando afirma: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.” Hebreus 11:1 NAA. E qual é a base para essa certeza? A base está no próprio Deus, através de tudo o que Ele falou e que está registrado na Bíblia. A Palavra de Deus é sólida e confiável, assim como o ministério de Jesus. Deus sempre se preocupou em nos informar que a fé em Seu Filho unigênito é o único acesso à vida eterna.

Ao depositarmos nossa confiança em Cristo, estamos fazendo mais do que simplesmente aceitá-Lo de forma racional. Quando abrimos nossos lábios e declaramos nossa fé em Jesus, estamos confiando nEle, aceitando-O como nosso suficiente Salvador e nos entregando completamente a Ele. É nesse ato de confiança que encontramos o verdadeiro descanso para nossas almas. “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma.” Mateus 11:28-29 NAA

Ter fé é ter a certeza de que Jesus possui todos os recursos que nós não temos para nos ajudar. Ele é o Bom Pastor que cuida de nós e o Cordeiro de Deus que deu Sua vida para o resgate de nossas almas. “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus.” Hebreus 12:2 NAA. Jesus é o autor de nossa fé e também é aquele que aperfeiçoa nossa fé.

Neste mundo em que vivemos, tudo o que nos alcança, mesmo as coisas boas, são situações efêmeras. A fé nos faz compreender que a vida eterna é o nosso objetivo principal. Essa fé, plantada em nossos corações, nos conduzirá à eternidade como filhos do Pai Celestial

A fonte geradora dessa fé, tão essencial para nós, está na pessoa do Espírito Santo, que é o responsável por nos revelar a Palavra de Deus. Paulo esclarece essa verdade ao escrever: “Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10:17 NAA

O capítulo 11 da Epístola aos Hebreus é conhecido como a “Galeria dos Heróis da Fé”. Nesse trecho, o escritor destaca exemplos notáveis de fé ao longo da história. Começando com Abel, Enoque e Noé, ele prossegue mencionando figuras como Abraão, Isaque, Jacó e José, entre outros. Esses heróis demonstraram uma fé inabalável, enfrentando desafios e obedecendo a Deus mesmo quando as circunstâncias pareciam impossíveis e desfavoráveis; caminharam vendo o invisível.

Abraão enfrentou uma provação extraordinária no monte Moriá. Deus o desafiou a sacrificar seu único filho, Isaque, como holocausto. Abraão, movido por sua fé inabalável, obedeceu silenciosamente, mesmo quando confrontado com a angústia de perder seu filho. A tradição oral também sugere que Abraão lutou internamente durante essa jornada, enfrentando dúvidas e conflitos. No final, Deus providenciou um cordeiro para substituir Isaque como sacrifício, e o monte Moriá se tornou um símbolo da fidelidade e obediência de Abraão. (Gênesis 22:1-3)

Essa fé nos ensina que, independentemente das dificuldades, podemos confiar em Deus e viver de acordo com Seus princípios. A fé é a base da nossa relação com Deus e nos permite enxergar além do visível, confiando no que Ele prometeu, tanto para esta vida quanto para a eternidade.  Então disse aos servos: — Esperem aqui com o jumento. Eu e o rapaz iremos até lá e, depois de termos adorado, voltaremos para junto de vocês.” Gênesis 22:5 NAA

No final do capítulo 11, o Espírito Santo nos leva a entender algo crucial. Embora não testemunhemos eventos miraculosos como os narrados na Bíblia, onde o mar se abriu e muralhas caíram sobrenaturalmente, isso não diminui nossa fé em relação àqueles que foram mencionados na galeria da fé. Na verdade, esses eventos apontavam para algo ainda mais grandioso e superior: a obra redentora de Cristo na cruz.

Nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre, permanecendo imutável e infalível, e Seus desígnios são de geração a geração. Embora Ele prometa suprir nossas necessidades aqui nesta terra, o maior exercício de fé não é buscar bens materiais que a ferrugem corrói, nem milagres suntuosos que resolvam os nossos problemas para uma satisfação imediata. O mais rico e poderoso exercício de fé que podemos experimentar é a certeza de uma nova vida por meio do maior milagre possível operado por Deus em nossas vidas: a justificação em Cristo Jesus, nosso Senhor. “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” Romanos 5:1 NAA

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

MANTENDO A UNIDADE EM CRISTO

“Juntos, somos sua casa, edificados sobre os alicerces dos apóstolos e dos profetas. E a pedra angular é o próprio Cristo Jesus. Nele somos firmemente unidos, constituindo um templo santo para o Senhor. Por meio dele, vocês também estão sendo edificados como parte dessa habitação, onde Deus vive por seu Espírito.” Efésios 2:20-22 NVT

Vivemos em uma era de grandes transformações, onde os valores absolutos são frequentemente questionados. Instituições que antes eram consideradas pilares sólidos, como a família, a igreja, o casamento e a escola, estão constantemente sendo desafiadas. A realidade é complexa, e abordar um tema tão fundamental como a Igreja enquanto o corpo de Cristo torna-se cada vez mais desafiador.

Primeiramente, é importante destacar que a unidade da Igreja como corpo vivo depende de Cristo ser o seu Senhor. Jesus é o dono da igreja e o centro da igreja. É essencial enfatizar o senhorio de Cristo na Igreja cristã. Nos dias de hoje, o individualismo tem penetrado em nossas Igrejas, com muitos líderes exibindo uma tendência a exercer domínio e poder sobre os outros, satisfazendo assim seus próprios egos. “Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas.” Colossenses 1:18 NAA. A liderança de Cristo é essencial para o crescimento saudável e sustentável da Igreja. Sem Ele como cabeça, a Igreja perde sua direção, unidade e propósito, comprometendo sua eficácia e testemunho no mundo.

Ao declarar: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mateus: 16.16 NAA), Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, afirma que a unidade da Igreja depende de Cristo como seu fundamento. Indiscutivelmente, somente com Cristo como base, a Igreja pode permanecer forte e unida. “Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18 NAA

Para que a Igreja cumpra sua missão de fazer discípulos, é essencial que esteja unida e firmada em Cristo. Paulo, ao escrever aos efésios, falando acerca da unidade no corpo, ressalta a importância do crescimento espiritual dentro da Igreja, destacando que cada membro deve buscar a maturidade cristã. Ele afirma: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de pessoa madura, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” Efésios 4.13 NAA

Nada substitui nossas escolas dominicais para promover o crescimento espiritual, fortalecer a unidade e proporcionar o crescimento maduro dos servos de Deus. As escolas dominicais têm como propósito principal a educação bíblica, evangelização, desenvolvimento espiritual, fortalecimento da comunhão e unidade entre os membros, capacitação de novos líderes e fortalecimento dos laços familiares. Esses objetivos tornam as escolas dominicais essenciais para a formação espiritual e social dos membros da igreja. Nas igrejas onde Cristo é o cabeça tais princípios são rigorosamente observados. “... Pelo contrário, cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pedro 3:18 NAA

Numa igreja onde Cristo é o Senhor, a santidade é uma característica essencial e evidente. A presença de Cristo como cabeça da Igreja inspira os membros a viverem de acordo com os princípios e valores cristãos, buscando uma vida de pureza, integridade e devoção a Deus. A santidade se manifesta nas atitudes, palavras e ações dos fiéis, refletindo o caráter de Cristo em suas vidas diárias. Além disso, a santidade promove um ambiente de amor, respeito e apoio mútuo, onde os membros se encorajam a crescer espiritualmente e a manter um relacionamento íntimo com Deus. A busca pela santidade também fortalece a unidade da Igreja, pois todos estão unidos no propósito comum de glorificar a Deus e seguir os ensinamentos de Jesus. “Pelo contrário, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, porque está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo.’" 1 Pedro 1:15-16 NAA

Portanto, amados irmãos, para que a Igreja cumpra sua missão e permaneça unida, é essencial que Cristo seja reconhecido como seu Senhor. A liderança de Cristo promove a unidade, a santidade e o crescimento espiritual, fortalecendo a Igreja em sua vocação discipuladora e testemunho no mundo. Que todos nós possamos crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mantendo a unidade e a santidade em nossas vidas e na Igreja. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno. Amém!

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

O TEMPO: ETERNIDADE DIVINA E REALIDADE HUMANA

“Deus fez tudo formoso no seu devido tempo. Também pôs a eternidade no coração do ser humano, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim.” Eclesiastes 3:11 NAA

Do ponto de vista científico, o tempo é uma dimensão contínua na qual os eventos ocorrem em uma sequência específica, o que chamamos de “tempo físico”. Nele, nós experimentamos o tempo de maneira linear, do passado para o presente e em direção ao futuro. Existe também a percepção subjetiva do tempo, que pode variar de pessoa para pessoa, o que podemos denominar de “tempo psicológico”, onde os momentos felizes podem parecer passar rapidamente. Nossas ações estão, de certa forma, limitadas pelo tempo. Já para Deus, o fator tempo é irrelevante, pois Ele existe fora das limitações do tempo no qual vivemos.

Demonstrando que Deus é o criador e controlador do tempo, lemos em Gênesis 1:1 que, “no princípio, criou Deus os céus e a terra.” Este versículo indica que Deus estava agindo antes da existência do tempo, quando Ele criou o universo. Além disso, Eclesiastes 3:1 também fala sobre o tempo determinado por Deus, citando que, “para tudo, há uma ocasião certa e há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.”

Os conceitos de “chronos” e “kairós” para apresentar o tempo têm suas origens na Grécia antiga, sendo o “chronos” uma medida de tempo cronológica, enquanto o “kairós” é um conceito que descreve momentos significativos e oportunos. O “chronos” é aquele tempo que você tem para completar o seu projeto, medido em dias ou semanas. Já o “kairós” refere-se ao “momento certo” ou “tempo oportuno”, onde o tempo não pode ser medido de forma linear. É aquele momento de grande importância ou significado.

Tudo o que foi apresentado acima é essencial para separar nosso tempo do tempo de Deus. Podemos identificar e nomear o “chronos” como nosso tempo e o “kairós” como o tempo de Deus. Esses conceitos e raciocínios são puramente humanos, criados para tentar compreender o propósito divino estabelecido por Deus para nos alcançar com salvação.

Todas as realizações estão dentro de um tempo determinado por Deus e para todo propósito debaixo do céu existe um tempo próprio. Isso nos lembra da importância de reconhecer e aceitar os tempos e as estações que Deus estabeleceu. Em momentos de espera ou incerteza, podemos encontrar conforto na certeza de que Deus está no controle e que Ele tem um plano perfeito para nós. Trata-se da soberania divina sobre nossas vidas e nossos planos. O Salmo 31:15 expressa essa confiança ao dizer: "Os meus dias estão em tuas mãos". Isso significa que, independentemente das circunstâncias, podemos confiar que Deus tem um propósito e um momento certo para cada evento em nossas vidas.

Nosso tempo – chronos – pode trazer ansiedade e frustrações, especialmente quando enfrentamos desafios e situações desconhecidas. Nesses momentos, é essencial lembrar que tudo acontece no tempo de Deus. Nossa confiança deve estar firmada na Sua sabedoria e no Seu amor, sabendo que o amado Pastor de nossas almas guia nossos passos e cuida de cada detalhe de nossas vidas com carinho e atenção.

Como está escrito em Isaías 55:8: “Porque os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos” (NAA). Essa perspectiva nos convida a entregar nossas preocupações e ansiedades nas mãos de Deus, confiando que Ele tem um plano perfeito para cada um de nós. Ao reconhecermos que nossos caminhos e pensamentos são limitados, podemos descansar na certeza de que Deus, em Sua infinita sabedoria, está no controle de todas as coisas.

No tempo de Deus – kairós – existem projetos que podem permanecer ocultos aos nossos olhos e que não nos dizem respeito. No entanto, ao revelar Seu projeto de salvação, o Senhor faz com que nosso tempo se alinhe ao dEle. São essas revelações que nos são dadas, a nós e à nossa geração, para que possamos cumprir a lei do Senhor e alcançarmos o bem maior que é a vida eterna (Deuteronômio 29:29). Essa compreensão nos convida a confiar plenamente na sabedoria divina, sabendo que, mesmo quando não entendemos todos os detalhes, Deus está trabalhando para o nosso bem. Ao nos alinharmos com o tempo de Deus, somos chamados a viver de acordo com Seus propósitos e a seguir Seus mandamentos, confiando que Ele nos guiará em cada passo de nossa jornada espiritual.

Porém, o que é mais extraordinário é que “o relógio que não se engana aponta meia-noite.” Essa frase, dita por Dom Casmurro, personagem do livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis, embora mencionada no nosso tempo - chronos – não somente reflete como também está rigorosamente ligada ao “kairós” de Deus, um tempo especial para um povo especial. Ao comparar o relógio, que marca a passagem do tempo de forma implacável e precisa, com a certeza dos eventos que estão por vir, o escritor nos remete a um tempo especial, lembrando-nos de que à meia-noite, inevitavelmente, o Noivo virá. Este será um tempo glorioso para a igreja: um tempo crucial e inevitável; um tempo inescapável e determinado.

Portanto, amados irmãos, enquanto vivemos no “chronos”, com suas limitações e incertezas, não nos esqueçamos de que somos chamados a confiar no “kairós” divino, onde cada momento é perfeitamente orquestrado pelo Criador dos céus e da terra. Estejamos preparados, em nosso tempo, para sairmos ao encontro do Noivo – Jesus. Há uma promessa de um tempo glorioso e redentor para a igreja. Devemos, portanto, viver com a expectativa e a esperança de que, no tempo certo, todas as coisas se cumprirão conforme o plano perfeito de Deus. Como está escrito em Mateus 25:6: “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: ‘Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!’

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

CONFIANÇA EM DEUS

“Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.” Salmos 71:5 NAA

Uma crise de confiança é uma sensação coletiva de insegurança sobre o futuro, geralmente ligada a eventos políticos ou econômicos. Historicamente, isso pode levar a pânicos financeiros, colapsos de instituições e recessões. Também afeta governos e empresas, reduzindo a confiança pública e dificultando decisões e investimentos. Redes sociais e notícias fake têm aumentado essa desconfiança recentemente.

A confiança em Deus é um tema central na vida de fé. O salmista nos lembra que, apesar das incertezas e desafios que enfrentamos, Deus é um refúgio constante e seguro. Ele é a rocha firme em meio às tempestades da vida. “Deus é nosso refúgio e nossa força, sempre pronto a nos socorrer em tempos de aflição.” Salmos 46:1 NVT

Quando confiamos em coisas terrenas, estamos sujeitos às suas limitações e falhas. No entanto, a confiança em Deus nos oferece uma segurança que transcende as circunstâncias. Ele é imutável, fiel e sempre presente. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.” Hebreus 13:8 NVT

Além disso, o cuidado de Deus por nós não é algo que começa em um ponto específico da nossa vida; Ele nos conhece e nos ama desde o ventre materno. Esse cuidado contínuo é uma prova do Seu amor incondicional e da Sua soberania sobre todas as coisas. “Antes de formá-lo no ventre materno, eu já o conhecia; e, antes de você nascer, eu o consagrei e constituí profeta às nações.” Jeremias 1:5 NAA

Mesmo diante das adversidades mais extremas Jó foi um homem que, apesar de perder tudo – família, riqueza e saúde – manteve sua fé em Deus. Ele questionou e lutou com seu sofrimento, mas nunca perdeu a confiança em Deus, que eventualmente restaurou sua vida e o abençoou ainda mais. Ao se pronunciar dizendo que ainda que Deus o matasse, nesse Deus depositaria sua esperança Jó mostra claramente a profunda fé e confiança em seu Deus. (Jó 13:15)

O servo Daniel, mesmo em um ambiente hostil na Babilônia, manteve sua fé orando a Deus regularmente e recusando-se a adorar outros deuses. Ele foi protegido na cova dos leões por sua fidelidade.

Dois aspectos essenciais – a confiança e a fé – precisam estar sempre presentes em nossa jornada espiritual. Uma complementa a outra. Confiar no Senhor, com a certeza de que Ele é um socorro sempre presente, é essencial para enfrentarmos os desafios da vida.

Nos muitos desafios que enfrentamos diariamente, a confiança em Deus é a chave para a ação Divina. Devemos encorajar uns aos outros a confiar em Deus em toda e qualquer situação, sejam elas boas ou ruins. A fé nos faz compreender que Deus está sempre presente e trabalhando para o bem daqueles que O amam. Precisamos colocar nossa confiança em Deus acima de tudo, pois Ele é digno de nossa confiança e nunca nos abandonará. “O Senhor é minha rocha, minha fortaleza e meu libertador; meu Deus é meu rochedo, em quem encontro proteção. Ele é meu escudo, o poder que me salva e meu lugar seguro.” Salmos 18:2 NVT

Certa feita falando acerca da fé Jesus se dirigiu aos discípulos e disse que se eles cressem receberiam qualquer coisa que pedissem em oração (Mateus 21:22). A confiança em Deus está intimamente ligada à fé e também à esperança. Certo é que Deus está no controle de todas as coisas e como cristãos devemos confiar na providência divina, sabendo que Deus cuida de cada detalhe de nossas vidas. Ao oramos nossa súplica deve ser feita com um sentimento sincero de esperança confiante. A esperança que reside em nossos corações deve ser confiante de que nossas orações serão respondidas, não por causa de nossos próprios méritos, mas pelos méritos de Cristo Jesus e pela obra do Espírito Santo em nossas vidas.

E por fim, a confiança em Deus está intimamente ligada à nossa obediência às Suas orientações. Quando confiamos em Deus, somos mais propensos a seguir Seus mandamentos e viver de acordo com Sua vontade. A confiança em Deus nos dá a força para obedecer e seguir Seus caminhos, mesmo quando não entendemos completamente Seus planos. Essa confiança nos permite descansar na certeza de que Ele está no controle e que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam (Romanos 8:28).

Que nossa confiança em Deus seja inabalável, sabendo que Ele é fiel e digno de toda nossa confiança. Que possamos viver cada dia com a certeza de que, independentemente das circunstâncias, Deus está conosco, guiando-nos e sustentando-nos com Seu amor eterno.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

EMAÚS

“Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a andar com eles.” Lucas 24:15 NVT

O capítulo 24 do Evangelho de Lucas começa introduzindo a expectativa do primeiro dia da semana, quando algumas mulheres foram ao túmulo de Jesus e o encontraram vazio. Informadas por anjos sobre a ressureição do Mestre, elas se lembraram das palavras de Jesus e correram para informar aos demais seguidores. O capítulo também descreve como Pedro correu até o túmulo para verificar a notícia e, ao constatar o ocorrido, voltou admirado.

O evangelista continua focando sua narrativa em dois seguidores de Jesus que, naquele mesmo dia, estavam tristes e desesperançosos. Eles ouviram a notícia do desaparecimento do corpo do Mestre, bem como o testemunho das mulheres, mas, ao que parece, não deram crédito aos relatos de que anjos afirmaram que Cristo estava vivo. Dominados pelo descontentamento e amargura de espírito, abandonaram o grupo e, provavelmente, retornaram aos seus afazeres.

Não seria apropriado pré-julgar a atitude de Cleopas e seu companheiro, pois todos estamos sujeitos a tomar decisões semelhantes. No entanto, é válido questionar e refletir sobre os fatores que os levaram a descrer das palavras de Jesus. O que poderia ter levado Cleopas e seu parceiro de jornada a não crerem na ressurreição?

O fato é que eles conheciam um Jesus que, segundo seus próprios depoimentos, era um profeta de palavras e ações poderosas aos olhos de Deus e de todo o povo. Entretanto, a esperança de ambos era que Jesus fosse aquele que resgataria Israel. Valorizaram a figura de um Jesus histórico, sem compreender plenamente o Jesus profético da história. Certamente erraram ao não conhecerem o projeto, a profecia. "O erro de vocês está em não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus.”  NVT Mateus 22:29

É fácil cometer um erro como esse. A Palavra de Deus tem o propósito de revelar Jesus, o Filho do Deus vivo, mas sem a presença do Espírito Santo, não conseguimos alcançar o significado profético dos textos, o que nos leva a uma interpretação meramente racional, assim como aconteceu com os dois discípulos de Emaús.

Jesus falou sobre a necessidade de Sua morte e ressurreição. No entanto, a incredulidade dos discípulos e sua falta de fé dificultaram a compreensão e aceitação desse evento. Isso é esclarecido em Lucas 18:34 NVT: “Os discípulos, porém, não entenderam. O significado dessas palavras lhes estava oculto, e não sabiam do que Ele falava.” A palavra de Jesus ficava oculta aos discípulos por várias razões. Isso pode ser entendido como parte do plano divino, onde certas verdades só seriam plenamente reveladas no tempo certo. Como está escrito em Eclesiastes 3:1 NVT: “Há um momento certo para tudo, um tempo para cada atividade debaixo do céu.” Além disso, os discípulos ainda não tinham recebido o Espírito Santo, que os guiaria em toda a verdade e lhes daria entendimento completo das palavras de Jesus (João 16:13).

O Espírito Santo desempenha um papel essencial na compreensão e interpretação das Escrituras. A Bíblia menciona que o Espírito Santo guia os crentes em toda a verdade e revela os pensamentos de Deus. Por exemplo, em João 16:13 NAA, Jesus diz: “Mas, quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir.” Além disso, 1 Coríntios 2:10-11 NAA afirma: “Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. Pois quem conhece as coisas do ser humano, a não ser o próprio espírito humano, que nele está? Assim, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus.” Essas passagens mostram como o Espírito Santo atua como o revelador e intérprete da Palavra de Deus. Sem a intervenção do Espírito Santo para trazer clareza aos textos bíblicos, a Bíblia seria apenas uma boa coletânea de histórias. No entanto, essa não era a intenção de Deus ao inspirar alguns homens a escrevê-la.

Prosseguindo na busca pelos andarilhos de Emaús, o Bom Pastor saiu ao encontro daquelas ovelhas desorientadas. Alcançando-os, conduziu-os através de todos os escritos de Moisés e dos profetas, explicando o que as Escrituras diziam a respeito dEle. Jesus interpretou para eles as Escritura, porque Jesus tinha sobre si o Espírito de profecia. Esta intervenção fez com o coração de ambos ardesse.

Após alcançarem o conhecimento pleno, vem a bênção da comunhão. Surge o desejo de estar sempre na presença de Jesus, de não o deixar partir; “fica conosco” foi o pedido dos discípulos. O ensino da Palavra revelada nos proporciona um grande bem-estar, e conhecer a Jesus é tão gratificante que nos faz ansiar cada vez mais pelo Seu alimento espiritual.  Na comunhão, ou seja, no partir do pão, seus olhos se abriram e O reconheceram. O mais importante é que o Senhor Jesus se revela apenas em um ambiente de comunhão, como aconteceu em Emaús.

Na Bíblia, comunhão significa uma relação íntima e harmoniosa com Deus e outros crentes. Seus benefícios incluem fortalecimento da fé, crescimento espiritual, consolo, encorajamento, fortalecimento dos relacionamentos, promoção da unidade e ensino do amor e solidariedade. Esses aspectos tornam a comunhão essencial para uma vida cristã plena e significativa.

Concluímos, assim, que mesmo em momentos de dúvida e desânimo, nosso amado Salvador está presente, pronto para nos guiar e revelar a verdade. A compreensão plena das Escrituras e do plano de Deus só é possível com o auxílio do Espírito Santo, que ilumina nossa mente e nos conduz ao pleno entendimento dos desígnios de Deus. Precisamos do Espírito de Profecia para alcançar o projeto que Deus tem para cada um de nós. Portanto, somos chamados a buscar uma comunhão íntima com Deus, permitindo que o Espírito Santo nos revele a Palavra com profundidade e nos fortaleça em nossa caminhada espiritual.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

A DINÂMICA DO PODER

Uma palavra final: Sejam fortes no Senhor e em seu grande poder.” Efésios 6:10 NVT

O poder exercido pelas pessoas em qualquer atividade ou função política e organizacional não é permanente. Além disso, é de igual modo efêmero em relação ao fluxo do tempo e territorial, exercendo influência e autoridade apenas em níveis mais próximos da comunidade. Essas três características do poder humano – provisoriedade, efemeridade e territorialidade – limitam as ações do controle humano dentro das quatro medidas estabelecidas por Deus para que o homem aplique seus planos.

Em contrapartida, a força de Deus é potencialmente dinâmica em todos os seus aspectos e não está restrita ou limitada às leis que regem a matéria a aos princípios e regras que governam o comportamento e as interações da matéria no universo.

Desta forma, Deus se movimenta no mundo que conhecemos e desde a sua fundação vem criando uma história sobrenatural que liga a eternidade ao homem, marcada por sinais e maravilhas que desafiam a ordem natural própria do ambiente de atuação do homem.

Com a poderosa atuação do Espírito Santo de Deus, alguns testemunharam o fogo caindo do céu, o mar se abrindo e a ressurreição do Filho de Deus no terceiro dia. Esses fenômenos, que só o poder de Deus poderia realizar, possibilitam que todos os que creem vivam uma vida sobrenatural. “Toda a glória seja a Deus que, por seu grandioso poder que atua em nós, é capaz de realizar infinitamente mais do que poderíamos pedir ou imaginar. A ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações, para todo o sempre! Amém.” Efésios 3:20-21 NVT

Com o passar dos séculos e das gerações, o domínio de Deus continua a nos alcançar hoje, e como igreja fiel temos a responsabilidade de proclamar as boas novas da Salvação e testemunhar desse poder em nossas vidas.

Seja nos locais de trabalho, em nossa vizinhança, nas escolas ou no seio de nossas famílias, onde estivermos inseridos pelo Senhor, é essencial perpetuar a transmissão do Evangelho que é a Palavra Viva. Como agentes do reino de Deus é nosso dever anunciar a graça renovadora e transformadora que tem a força de libertar as pessoas do pecado, oferecendo a salvação através de Cristo Jesus.

Esse poder chega a cada um de nós através do Evangelho, como escreve Paulo: “Pois não me envergonho das boas-novas a respeito de Cristo, que são o poder de Deus em ação para salvar todos os que creem, primeiro os judeus, e também os gentios." Romanos 1:16 NVT

O mesmo Espírito que trouxe Lázaro à vida, aquele que estava morto há quatro dias e cheirava mal, continua se movendo sobre Sua igreja para que experimentemos dessa autoridade que o mundo não conhece. Aquele que está morto em seus delitos e pecados precisa conhecer do poder de Deus para nascer de novo e ter vida em abundância. Essa verdade é fundamental para a transformação espiritual e a experiência de uma vida plena em Cristo. Como igreja não podemos ficar silentes nem indiferentes a essa realidade. É importante que a igreja esteja atenta e engajada em questões relevantes para com o mundo ao nosso redor, em especial no que diz respeito à salvação.  Pois toda a criação aguarda com grande expectativa o dia em que os filhos de Deus serão revelados.”  Romanos 8:18 NVT

Somos limitados e fracos como seres humanos, mas, pelo domínio de Deus, vivemos com Ele para servir. Tal fato nos lembra da nossa dependência do Senhor e da nossa capacidade de sermos instrumentos em Suas mãos para a proclamação das boas novas.  E o mesmo Deus que ressuscitou a Jesus, que foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder glorioso, há de nos capacitar para sermos agentes de um Evangelho que opera transformação “Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em toda parte: em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e nos lugares mais distantes da terra". Atos 1:8. NVT 

Não há limites para a operação do poderio de Deus que é infinito e inesgotável. Servimos a um Deus que é onipotente e transcende as barreiras físicas da humanidade. Movidos pelo Espírito Santo de Deus somos inspirados a confiar no Senhor e a reconhecer Sua grandeza e soberania.

Pelo Espírito Santo de Deus a igreja é dotada e capacitada para exercer essa autoridade. Confiantemente marchamos para as conquistas como um povo forte e bem treinado, cheios de confiança e da graça que recebemos do alto. Como igreja fiel, não fazemos escolha de público alvo, servimos quer as pessoas nos honrem, quer nos desprezem, quer nos difamem, quer nos elogiem. Nosso dever é proclamar a verdade fielmente, e o poder de Deus opera em nós. “Pois todas as coisas vêm dele, existem por meio dele e são para ele. A ele seja toda a glória para sempre!” Romanos 11:36 NVT

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

VIDAS CENTRALIZADAS EM JESUS

“Assim como todos morremos em Adão, todos que são de Cristo receberão nova vida.” 1 Coríntios 15:22 NVT

A história da humanidade começa com uma grande movimentação no universo. No entanto, em Gênesis 3, lemos sobre a queda do homem, um evento que marcou profundamente a relação entre Deus e essa humanidade. A orientação de Deus era clara: “Coma a vontade dos frutos de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se você comer desse fruto, com certeza morrerá” Gênesis 2:16 NVT.

Por séculos, questionamentos têm surgido acerca daquela ordenança: afinal, o que haveria de tão errado em consumirem o fruto daquela árvore? A resposta não nos é apresentada. No entanto, se obedecermos ao mandamento do Senhor apenas quando isso for ao encontro de nossos interesses, estaremos tentando fazê-Lo girar em torno de nós. Essa escolha errada do homem comprometeu nosso relacionamento com Deus, assim como todos os outros relacionamentos se desintegraram.

O termo "egocentrismo" tem origem no grego, sendo a junção de "egôn" (que significa "eu") e "kêntron" (que significa "centro"). O egocentrismo consiste em uma exaltação excessiva da própria personalidade, levando o indivíduo a se sentir como o centro da atenção. Pessoas egocêntricas têm dificuldade em demonstrar empatia, pois estão constantemente ocupadas com seu "eu" e seus próprios interesses.

Quando o homem falha no Éden, recusando-se a servir e a obedecer a Deus, ele torna-se egocêntrico, autocentrado e alienado do mundo natural e espiritual. Nada nos faz mais infelizes do que a supervalorização de si próprio, com a necessidade de reconhecimento e a desvalorização dos demais. Isso nos leva a concentrar excessivamente em nossas próprias necessidades e desejos.  

Entretanto, por Sua graça e infinita misericórdia Deus não nos deixou nessa situação deplorável. Quando o Verbo se faz carne e habitou entre nós iniciou-se uma nova humanidade que passou a entender que a perda de seu egocentrismo era necessária. Uma nova vida centrada em Deus trouxe o reparo de todos os outros relacionamentos. “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé. Isso não vem de vocês; é uma dádiva de Deus.” Efésios 2:8 NVT

Tanto o primeiro quanto o último Adão foram provados em um jardim. Um no Éden, o outro no Getsêmani. O primeiro Adão foi levado à prova com uma árvore; o segundo Adão foi levado à prova com um "madeiro" (literalmente, uma "árvore"). Para o primeiro, a obediência era necessária para a manutenção da vida eterna. Ele sabia que viveria se obedecesse. Já o segundo Adão – Cristo – sabia que a obediência o levaria à morte mais terrível da época, mas ainda assim obedeceu ao Pai. "O primeiro homem, Adão, se tornou ser vivo". Mas o último Adão é espírito que dá vida.” 1 Coríntios 15:45 NVT

Enquanto vivíamos em nosso mundo egocêntrico, com todas as coisas girando em torno de nós, Jesus deixou o lugar onde era exaltado pelos anjos. Cristo não precisava de nós e não auferiu nenhum benefício próprio com seu sacrifício. Ele veio para lidar com os nossos pecados. E dessa forma, Ele se concentra em nós, amando-nos com um amor maravilhoso e inigualável. Essa manifestação de amor nos emociona profundamente.

Lewis elabora uma definição esclarecendo que pecado não significa apenas praticar coisas ruins, mas pôr coisas que achamos que são boas no lugar de Deus. Assim, a única solução não está em simplesmente mudar nosso comportamento, mas em reorientar a centrar inteiramente em Deus nosso coração e nossa vida. (C.S Lewis “is Christianity hard or easy” – o cristianismo é fácil ou difícil?)

Quando depositamos nossa confiança em Jesus, Ele nos capacita a abandonar o egocentrismo e viver plenamente Nele. Por meio do sacrifício de Jesus, somos convidados a centralizar nossas vidas no nosso Senhor e Salvador, permitindo que nossas feridas sejam curadas, inclusive o nosso ego. Sabemos que Ele anulou a Si mesmo ao se entregar por nós. “Restaurarei sua saúde e curarei suas feridas..." Jeremias 30:17 NVT

Ao centralizarmos nossas vidas em Jesus, encontramos um propósito maior e uma paz que transcende o entendimento humano. A vida centrada em Cristo nos chama a viver de maneira altruísta, colocando os outros antes de nós mesmos e buscando a vontade de Deus em todas as coisas. Essa transformação não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma renovação completa do coração e da mente. Quando permitimos que Jesus seja o centro de nossas vidas, experimentamos uma verdadeira liberdade e alegria que só Ele pode proporcionar. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” 2 Coríntios 5:17 NVT.

Que possamos, a cada dia, buscar viver vidas centralizadas em Jesus, permitindo que Ele guie nossos passos e transforme nossos corações. Assim, seremos testemunhas vivas do Seu amor e da Sua graça, impactando o mundo ao nosso redor de maneira poderosa e significativa.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

QUANDO A VIDA É MEDIDA PELA ETERNIDADE “Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à Tua presença, o prazo da minha vida é nada.”...