FONTE DE ALEGRIA

“Alegrem-se sempre no Senhor. Repito: alegrem-se!” Filipenses 4:4 (NVT)

Certa vez, um poeta escreveu que a alegria é como um raio de sol que aquece o coração. Ela nos faz rir, nos impulsiona e nos dá aquela deliciosa sensação de realização. Mas o que é alegria? A alegria é uma emoção boa, cheia de contentamento e vivacidade. Quando estamos felizes, temos vontade de abraçar o mundo, realizar coisas e apenas viver. Porém, essa alegria cantada apelo poeta precisa de fatores externos para se manifestar.

Nossas vidas são repletas de altos e baixos, e às vezes, mesmo quando desejamos sentir alegria, outras emoções como ansiedade, tristeza ou preocupação podem se intrometer e nos frustrar. É como se a alegria fosse uma luz delicada, e essas outras emoções fossem nuvens temporárias que passam pelo céu da nossa mente e coração.

Não obstante, a alegria dos servos e servas não depende de fatores externos porque não está ancorada na ausência de problemas ou baseada em coisas materiais. Nossa alegria vem de Deus; é mantida por Ele e aperfeiçoada nEle. É uma alegria que transcende as circunstâncias e não se abala pelas tempestades da vida é algo verdadeiramente especial.

Quando percebemos que a nossa alegria está enraizada em algo maior, como uma conexão espiritual ou uma fé profunda, encontramos uma fonte inesgotável de força. Nossa alegria vem do Espírito Santo de Deus, como escreveu Paulo. “E vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra com a alegria que vem do Espírito Santo, apesar dos muitos sofrimentos.” 1Tessalonicenses 1:6 (NAA)

Entendemos que o reino de Deus dentro de nós é uma fonte inesgotável de alegria, não depende de influências externas para se manifestar. Esta foi a afirmação de Jesus quando foi confrontado pelos fariseus: “Jesus respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência visível. Eles nem dizem: Aqui está! Ou: Aqui está! Porque o reino de Deus está dentro de vocês." Lucas 17:20-21 (ARA). Quando Jesus falou sobre o Reino de Deus, Ele não estava se referindo a um território geográfico ou a um palácio terreno. Ele apontava para algo mais profundo: a dimensão espiritual que transcende o visível. Esse Reino está dentro de nós, como uma semente que germina e cresce. "Porque o reino de Deus não consiste no que comemos e bebemos, mas sobre a vida em justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” Romanos 14:17 (NLT)

A salvação anunciada pelo evangelho do Senhor Jesus que um dia nos alcançou é a fonte de alegria plena. Um dia ouvimos as boas novas da salvação, assim como os pastores no campo que cuidavam dos seus rebanhos durante a vigília da noite ouviram do anjo. Aquele anúncio que também chegou até nós, sendo motivo de uma grande alegria. “O anjo, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo.” Lucas 2:10 (NAA). Quando consideramos que a alegria vem de Deus, percebemos que não precisamos carregá-la sozinhos. É como se Ele nos presenteasse com essa luz interior, independentemente das circunstâncias externas. É um presente que não se desgasta e que deve ser compartilhada com aqueles que estão ao nosso redor.

Nosso Deus sustenta nossa alegria e isso é um conforto. Mesmo quando enfrentamos desafios, Ele está lá segurando isso para nós. E o aprimoramento constante da alegria é como um processo de polimento, onde cada experiência nos molda e nos aproxima dessa virtude. É uma alegria muito especial porque o mundo não pode dar ou tirar de nós. Esta alegria é fruto do Espírito. Alegria que brota do Espírito como um jardim que floresce dentro de nós. Quando unidos à videira verdadeira, algo extraordinário acontece em nós: esta alegria transcende as limitações do mundo material e torna-se um recurso inesgotável.

Ao vivermos essa alegria inabalável, ela se torna um testemunho poderoso para os outros. Ela inspira e atrai, mostrando que há algo além do visível que nos sustenta. É uma alegria que vem de Deus e não é egoísta. Ela nos impulsiona a compartilhá-la com os outros, a sermos fontes de luz e esperança. Quando sorrimos, quando oferecemos compaixão, estamos refletindo essa alegria que procede do nosso interior.

O Senhor nos convida a experimentar dessa alegria.  Quando a vivemos, nos tornamos faróis de esperança e inspiração, mostrando que, mesmo em meio às dificuldades, há uma fonte de alegria inabalável disponível para todos.

Portanto, lembre-se sempre de que a verdadeira alegria não depende das circunstâncias externas, mas sim da nossa intimidade com Deus. É uma alegria que transcende o entendimento humano e nos dá força para enfrentar qualquer desafio. Que possamos viver essa alegria diariamente, sendo testemunhas vivas do amor e da graça de Deus em nossas vidas.

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.               

Pr. Décio Fonseca

 

AMOR INCOMPARÁVEL

“...Àquele que nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio para todo o sempre. Amém!” Apocalipse 1:5-6 NAA

A igreja fiel, como a amada esposa de Jesus, desde o início, sempre ecoou palavras de louvor e glória ao seu Senhor. Essas palavras brotam de corações transbordantes de gratidão e reconhecimento pela grandeza do Salvador, reconhecendo Sua majestade divina e agradecendo por Suas bênçãos. Trata-se de uma adoração que é, acima de tudo, espiritual e, ao mesmo tempo, racional, expressando devoção e um entendimento claro sobre a glória de Deus, o Vencedor.

João, no livro de Apocalipse, enumera as razões pelas quais a igreja mantém tão grande reverência, louvor e adoração diante da suprema glória de Jesus:

Àquele que nos ama o amor de Cristo pela sua igreja transcende nossa compreensão humana. É um amor profundo, incondicional e eterno. Quando pensamos na cruz e no sacrifício que Ele fez por nós, ficamos realmente sem palavras. Interessante notar que João não diz que Ele nos amou, mas sim que Ele nos ama e este amor incomparável certamente não tem fim. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19 NAA. Ele nos ama com o mesmo amor que o Pai O amou e assim nos convida a permanecermos nesse amor. Este é um amor que nos constrange.

Ele nos libertou dos nossos pecados – A situação em que nos encontrávamos quando Jesus nos encontrou era deplorável, pois o pecado nos mantinha distantes de Deus. Ele nos encontrou em nossa condição perdida e nos ofereceu libertação e reconciliação. A redenção de Cristo nos restaura e nos dá uma nova direção. O amor e a graça divina são tão profundos que, quando Jesus nos liberta, é um ato completo e definitivo. Não há nada que possamos fazer para merecer isso; é puramente um presente de Deus. O ato de redenção realizado por Jesus é verdadeiramente incomparável. “Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais vocês andaram noutro tempo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.” Efésios 2:1-2 NAA

Nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai – Existe um objetivo para a nossa libertação. A redenção trazida por Cristo criou um novo povo; pessoas com linhagem especial; Ele nos fez sacerdotes. Os sacerdotes desempenharam um papel vital na vida religiosa e social de Israel durante o Antigo Testamento. Eles atuaram como mediadores entre Deus e as pessoas. Eles representavam Deus perante a congregação e ao mesmo tempo representavam o povo diante de Deus. Eles cuidavam das ofertas e sacrifícios que os israelitas faziam. Isto incluía inspecionar os animais a serem sacrificados para garantir que estavam em condições adequadas (Levítico 22:17-21). Os sacerdotes também tinham direito a uma parte das ofertas e sacrifícios, além de desempenhar uma função social e educativa entre as pessoas. (Levítico 6:8-7:36).

Este foi o propósito de nossa redenção: transformar-nos em um reino de sacerdotes. Com Seu infinito amor, Jesus nos tirou de um poço de lama e perdição, firmou nossos pés sobre a Rocha, colocou um novo cântico em nossos lábios e nos deu uma nova identidade, convidando-nos a reinar com Ele. Temos livre acesso a Ele, às Suas revelações, à Sua sabedoria e conhecimento. “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1 Pedro 2:9 NAA

Estes são os motivos pelos quais a igreja fiel deve adorar ao Noivo Jesus. Como a amada esposa estaremos sempre a proclamar palavras de louvor e glória ao nosso Senhor, reconhecendo a profundidade de Seu amor, a libertação dos pecados e a transformação em um reino de sacerdotes. O louvor que oferecemos a Deus é, de fato, um fruto do Seu amor por nós. Quando compreendemos o imenso amor que Jesus demonstrou ao nos resgatar e nos reconciliar com o Pai, nosso coração transborda de gratidão, e o louvor brota naturalmente.  “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” Hebreus 13:15 NAA

Este amor incomparável e a redenção oferecida por Jesus são presentes divinos que nos convidam a uma vida de adoração, gratidão e serviço. Que a glória e o domínio sejam dados a Ele para todo o sempre. Amém!

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.                

Pr. Décio Fonseca 

 

FORÇAS RENOVADAS

“...mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.Isaías 40:31 NAA

A vida moderna muitas vezes nos coloca numa espécie de maratona diária, não é mesmo? Entre trabalho, responsabilidades familiares, estudos e todas as outras exigências, às vezes sentimos que estamos correndo contra o tempo.

A batalha é diária, em todas as áreas da nossa vida, inclusive a espiritual. Até Jesus se sentiu cansado; Ele se tornou como nós para sofrer o que sofremos e morreu em nosso lugar. “Ali ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia.” João 4:6 NAA

Estamos vivendo nos dias que Paulo mencionou quando alertou Timóteo sobre o mal e a corrupção que estavam por vir. Estes são dias difíceis. “Mas você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis.” 2 Timóteo 3:1 NAA

Ah, e a agitação dos dias de semana! É como se a vida nos entregasse um cronômetro inexorável e dissesse: “Vamos, você tem 24 horas para tudo!” Às vezes precisamos parar, respirar fundo e lembrar que não somos máquinas. A vida não se resume a tarefas e compromissos. Também é feito de pequenos momentos: um sorriso, um abraço, um café quentinho pela manhã.

No capítulo 40 de seu livro, Isaías aborda o cansaço espiritual e aponta para uma solução segura: esperar no Senhor. O profeta afirma que a força é restaurada para aqueles que esperam no Senhor, permitindo-lhes correr sem se cansar e caminhar sem se fatigar.

Muitos, neste momento, vivem como se estivessem apenas à espera do fim. Suas almas estão esgotadas e completamente sem energia; seus corações, enfraquecidos; e suas mentes, insensíveis. Abatidos, cheios de tristeza e desânimo, muitos até pensam em desistir. Se você se sente assim, descanse no Senhor, pois este é o melhor remédio. Nosso Deus é uma fonte inesgotável de energia. Conectar-se a Ele é renovar a vontade de viver e lutar.

Este é o bom conselho dado pelo salmista: “Espere no Senhor. Anime-se, e fortifique-se o seu coração; espere, pois, no Senhor.” Salmos 27:14 NAA. Esperar no Senhor traz ânimo ao nosso espírito e fortalece nosso coração.

O Senhor está presente em nossos enfrentamentos, renovando nossas forças. NEle devemos confiar, pois Ele nunca perdeu uma batalha. “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas continua firme para sempre. Salmos.” 125:1 NAA

No Senhor, encontramos uma fonte inesgotável de energia. NEle, nossas forças se renovam, somos fortalecidos e encorajados a seguir em frente. Ele nos sustenta, e Sua Palavra é fiel. “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” Romanos 8:37 NAA

Não devemos nos esquecer que Jesus nos deu autoridade e poder para enfrentarmos esses momentos desafiadores, sem danos às nossas almas.  “Eis que eu dei a vocês autoridade para pisarem cobras e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, lhes causará dano.” Lucas 10:19 NAA

Diante de todas essas promessas, devemos combater o desânimo, especialmente o cansaço espiritual. Não estamos sozinhos nesta jornada. A energia espiritual que encontramos em Deus é um manancial inesgotável, capaz de nos renovar e fortalecer, mesmo nos momentos mais desafiadores. Em nome de Jesus, não aceitaremos o abatimento de nossas almas.

Descanse seu cansaço no colo de Deus. Certamente Ele renovará suas forças, e o fará diariamente. Em Deus encontramos o encorajamento que precisamos porque temos um longo caminho a percorrer.

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.                

Pr. Décio Fonseca 

 

FAMÍLIA ABENÇOADA

“Como é feliz aquele que teme o Senhor, que anda em seus caminhos!” Salmos 128:1 NVT

A família é fundamental na vida de uma pessoa, indo além dos laços de sangue. Ela é a base onde construímos nossas vidas, oferecendo amor incondicional e apoio. No ambiente familiar, aprendemos nossos primeiros valores e desenvolvemos nossa identidade. Cada membro tem um papel importante, com direitos e deveres que mantêm a harmonia. Uma família saudável é uma fortaleza contra problemas emocionais e sociais. Apesar de não existir família perfeita, o cuidado, o diálogo e a fé são essenciais para manter essa base forte e unida.

O Salmo 128 faz parte de uma coleção especial de cânticos que sempre me faz imaginar peregrinos subindo uma escadaria espiritual, com cada degrau revelando uma lição preciosa. Também conhecido como Salmos de Romagem ou Cânticos das Subidas, ele possui uma história fascinante e várias interpretações. Este salmo, em particular, aborda um tema que nos é muito caro: a família.

Segundo Spurgeon, é esse um hino familiar, uma canção para um casamento, ou um nascimento, qualquer dia em que uma família feliz se reúne para louvar o Senhor. (Spurgeon, Tesouros de Davi, vol. 3 p. 571).

Este salmo nos ensina sobre a construção de um lar. Ele descreve uma casa adornada com uma felicidade única, fruto da constante bênção do Senhor. Em poucas palavras, o salmista é objetivo, claro e completo ao apresentar um lar governado pelo Senhor. “Quem ouve minhas palavras e as pratica é tão sábio como a pessoa que constrói sua casa sobre uma rocha firme.” (Mateus 7:24 NVT)

O escritor começa apresentando dois princípios básicos para que a bem-aventurança se manifeste no lar: andar nos caminhos do Senhor e temê-Lo. É importante destacar que o temor, nesse contexto, não se refere a medo ou pavor, mas sim a reverência ao Deus que tudo pode. Esse temor é a fonte de um lar que busca a santificação; temor que nos conduz por caminhos aplainados e abençoados. “Quero, com sabedoria, refletir no caminho da perfeição. Quando virás ao meu encontro? Em minha casa, andarei com sinceridade de coração.” Salmos 101:2 NAA

O salmista, no verso 2, prossegue falando sobre a execução de um trabalho que traz recompensa. Deus abençoa o que trabalha e Ele sempre chama para a Sua presença aquele que gosta de trabalhar. Como diz muito bem Spurgeon: “Embora estejamos nas mãos de Deus, devemos ser sustentados por nossas próprias mãos. Ele nos dará o pão de cada dia, mas o trabalho somos nós quem devemos realizar.” (Spurgeon, Tesouros de Davi, Vol. 3 p. 573). “Pois a Escritura declara: "Não amordace o boi quando ele pisa o trigo." E, ainda: "O trabalhador é digno do seu salário." 1 Timóteo 5:18 NAA

A esposa recebe um destaque especial neste contexto. Segundo o escritor sagrado, quem encontra uma esposa encontra o bem e recebe uma grande bênção do Senhor (Provérbios 18:22). Aqui, a esposa é comparada a uma videira frutífera, que produz frutos excelentes. Ela não produz uvas bravas, mas sim frutos doces ao paladar, sendo uma fonte de riquezas e alegrias para seu lar.

Filhos com plantas de oliveira ao redor de sua mesa. Creio que a intenção do salmista aqui é retratar os filhos vivendo em comunhão, pois a mesa é símbolo de comunhão, bem como os filhos brotando ao redor de seus pais.  Quando os filhos são comparados a plantas de oliveira, isso sugere que eles são preciosos, resilientes e frutíferos. Eles crescem ao redor da mesa da família, absorvendo os valores e a fé transmitidos pelos pais.

Videira e oliveira plantadas juntas, desenvolvendo-se no mesmo ambiente. A esposa frutífera prospera no ambiente sólido de uma família bem estruturada, firmada na Rocha que é o Senhor. Uvas e azeitonas são os melhores frutos que essa terra pode produzir. Nossa família é como um grande pomar plantado por Deus. Louvemos ao Senhor por Sua grande generosidade!

Assim o Senhor abençoa às famílias que O temem. A bênção da casa do Senhor estará sobre a casa daqueles que andam no Caminho Perfeito.  "O Senhor os abençoe e os guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre vocês e tenha misericórdia de vocês; o Senhor sobre vocês levante o seu rosto e lhes dê a paz." Números 6:24-26 NAA.  Esta é a bênção decretada sobre todos aqueles que temem ao Senhor e andam nos seus caminhos. Amém!

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.                

Pr. Décio Fonseca 


 

GRAÇA E PAZ

“Esforcem-se para viver em paz com todos e procurem ter uma vida santa, sem a qual ninguém verá o Senhor. Cuidem uns dos outros para que nenhum de vocês deixe de experimentar a graça de Deus. Fiquem atentos para que não brote nenhuma raiz venenosa de amargura que cause perturbação, contaminando muitos.” Hebreus 12:14-15 NVT

Viver em paz nos dias atuais é um verdadeiro desafio. As pressões, o ritmo acelerado, as preocupações e as incertezas nos afetam profundamente. As nações frequentemente buscam a paz, mas ela muitas vezes parece escapar por entre os dedos, como se estivéssemos todos procurando por algo escondido em um lugar distante. Por outro lado, a busca pela santificação é fruto da infinita graça de Deus em nossas vidas. É evidente que graça e paz estão intrinsecamente ligadas, como fica claro no conselho do escritor da carta aos Hebreus.

O escritor esclarece que nossos relacionamentos diários exigem um certo esforço ao escrever: “Esforcem-se para viver em paz com todos…”. Ele certamente conclui que muitos de nossos problemas estão enraizados nessas relações interpessoais.

As pessoas nos decepcionam, nos perseguem, e nos ferem quase que diariamente. Todo esse estresse presente em nosso cotidiano testa nossa paciência. Devemos prosseguir em nossa jornada, mas é verdade que não podemos caminhar bem quando estamos em contínua guerra com os outros. Nesses casos, o conselho do Senhor é nunca pagar o mal com o mal e sempre procurar fazer o que é melhor aos olhos de todos. No que depender de cada um de nós, é salutar viver em paz com todos (Romanos 12:17-18).

A santificação é de extrema importância nessa caminhada. Carregar o peso do pecado torna praticamente impossível seguir em frente, e, naturalmente, a santificação deve acompanhar a paz. A santificação não é uma opção para os servos do Senhor, mas uma necessidade incondicional. A ausência de santificação em nossas vidas nos impede de contemplar Deus (Hebreus 12:14). Mesmo antes de criar o mundo, Deus nos amou e nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle (Efésios 1:4). Portanto, tanto a santificação quanto a paz precisam ser buscadas, pois são necessárias para que a carreira que nos foi proposta seja concluída. ‘Eis que foi para a minha paz que eu tive grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.” Isaías 38:17 NAA

“Que nenhum de vocês deixe de experimentar a graça de Deus.” Esse é um conselho extremamente importante, pois entendemos que somos salvos por essa graça. Abandoná-la é decretar nossa falência espiritual. Fomos salvos por ela e precisamos continuar firmes nela. A graça nos sustenta nesta caminhada. Tudo o que Deus nos dá nesse processo e que garante nossa vitória na carreira espiritual, Ele nos concede através de Sua graça.

Outro ponto abordado nesse capítulo é a prevenção contra a raiz de amargura. Esta é também uma preocupação do escritor: “Fiquem atentos para que não brote nenhuma raiz venenosa de amargura que cause perturbação, contaminando muitos.”(Hebreus 12:15b NVT). O desvio da graça abre caminho para o cultivo em nossos corações desta erva daninha cuja raiz é venenosa e torna nossa vida amarga.

Segundo o escritor do livro de Deuteronômio o afastamento dos caminhos do Senhor para uma adoração falsa produz frutos amargos e venenosos. “Faço esta aliança com vocês para que ninguém, nenhum homem, mulher, clã ou tribo em seu meio, se afaste do Senhor, nosso Deus, para adorar os deuses das outras nações, e para que nenhuma raiz em seu meio produza frutos amargos e venenosos.” Deuteronômio 29:18 NVT . Não se afaste do caminho verdadeiro; do caminho estreito que te conduz à salvação.

As palavras amargas têm um poder imenso. Elas não apenas afetam quem as profere, mas também aqueles que as ouvem. Quando lançamos palavras ásperas, elas podem perturbar nossa própria paz interior e criar uma atmosfera negativa ao nosso redor. As palavras amargas nos afastam do caminho de santidade. Elas corroem nossa alma como a agressividade de um câncer. A amargura traz perturbação. Uma pessoa amargurada não tem paz; é como se dentro de si houvesse um conflito permanente.

A palavra do Senhor como antídoto para esse grande mal é: fiquem atentos para que a raiz de amargura não tome conta do seu coração. Vigiar é um conselho extremamente válido. Nossas mentes devem estar preparadas para a ação e nossa esperança deve estar depositada na graça que recebemos através de Jesus Cristo.

Agora, sejamos santos em tudo o que fizermos, como é Santo aquele que nos chamou. Lembremo-nos de que o Pai celestial, a quem oramos, não mostra favorecimento e julgará de acordo com nossas ações. Por isso, vivamos com temor durante nosso tempo aqui nesta terra. Uma vez que fomos purificados de nossos pecados ao obedecer à verdade, tenhamos como alvo o amor fraternal sem fingimento. (1 Pedro 1:13-25 NVT)

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.

Pr. Décio Fonseca


 

CORRIGIDOS PELO AMOR

“E vocês se esqueceram da exortação que lhes é dirigida, como a filhos: 'Filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor, nem desanime quando você é repreendido por ele;'” Hebreus 12:5 NAA

Disciplina, castigo e punição são termos que frequentemente se entrelaçam, mas têm significados distintos. A disciplina busca ensinar e guiar, enquanto o castigo e a punição focam em reprimir ou retribuir. Como educadores e pais, é importante escolher abordagens que promovam o crescimento e o entendimento, em vez de apenas causar medo ou dor.

Como pais, queremos sempre o melhor para nossos filhos. No entanto, devido às nossas imperfeições, é comum cometermos erros nesse processo. Mesmo com as melhores intenções, nossa capacidade de educar é limitada. Com Deus, porém, não é assim. Vejamos:

O escritor da carta aos Hebreus, no capítulo 12, após nos falar sobre a carreira a ser percorrida nos versos de 1 a 5, agora, nos versos de 5 a 11, nos assegura que, durante esse percurso, existe uma ação disciplinadora de Deus, nosso Pai Celestial, visando corrigir possíveis desvios em nossa jornada espiritual.

Essa disciplina não vem para o nosso mal; pelo contrário, Deus disciplina aqueles a quem ama. “…porque o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita." (Hebreus 12:6 NAA). Portanto, a disciplina de Deus deve ser vista por nós como um ato de amor de um Pai para com seus filhos.

Precisamos entender que a disciplina de Deus não é punitiva. Deus não pune Seus filhos, pois o castigo que deveria nos alcançar Ele lançou sobre Jesus na cruz do Calvário para que tivéssemos paz. “…o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados.” (Isaías 53:5b). O intuito de Deus ao nos corrigir é nos fortalecer. Isso se encaixa perfeitamente com a figura usada por Jesus ao falar da videira: “Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto ele limpa, para que produza mais fruto ainda.” João 15:2 NAA

Cada um de nós é um filho especial para Deus. Temos um Pai no céu que nos disciplina com amor e sabedoria, sempre visando nosso crescimento e aperfeiçoamento. Ele é um mestre na arte da disciplina e nunca exagera nem negligencia Seus cuidados. Às vezes, como pais terrenos, podemos nos sentir perdidos e impotentes, mas Deus é o exemplo perfeito de como disciplinar com graça e propósito. Ele nos guia, molda e ensina, mesmo quando não entendemos completamente Seu plano.

O escritor da carta aos Hebreus nos diz que nossos pais terrenos nos corrigiam por pouco tempo, conforme lhes parecia melhor (Hebreus 12:10). Entretanto, Deus nos disciplina com amor durante toda a nossa vida terrena. Seu ensino não termina quando atingimos a fase adulta, mas continua até que alcancemos a unidade da fé e o pleno conhecimento do Filho de Deus, atingindo a maturidade e a medida da estatura da plenitude de Cristo. (Efésios 4:13).

Deus quer o melhor para cada um de nós. Como seres humanos, nossa capacidade de educar é limitada. Às vezes, mesmo com boas intenções, falhamos tanto nos métodos quanto no propósito da correção. No entanto, Deus não erra como nós na aplicação de Sua disciplina; ela é feita com amor, e o Pai Celestial nos conforta para suportarmos a disciplina.

Toda a Sua disciplina visa nosso crescimento e nos aponta para o caminho da santificação, sem a qual não temos comunhão com Ele. “Procurem viver em paz com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14 NAA

Ninguém gosta de ser disciplinado, e o sofrimento que podemos experimentar pode ser doloroso. Em Hebreus 12:11, há um contraste entre a disciplina e os frutos que ela pode produzir. Segundo Lightfoot: “A disciplina de Deus não é uma pedra atirada arbitrariamente na vida humana, mas uma semente” (Lightfoot, Neil R. Hebreus, p. 286). Quando Deus aplica Sua disciplina, podemos nos entristecer, mas, ao final, os frutos dessa disciplina nos trazem paz; esse tratamento de Deus faz parte de Sua justiça.

Portanto, ao enfrentarmos a disciplina do Senhor, devemos lembrar que ela é uma expressão de Seu amor e cuidado por nós. Embora possa ser difícil e dolorosa no momento, a disciplina divina tem um propósito maior: nosso crescimento espiritual e nossa santificação. Devemos confiar que Deus, em Sua infinita sabedoria, sabe o que é melhor para nós e que, através de Sua correção, Ele está nos moldando para sermos mais semelhantes a Cristo. Que possamos aceitar a disciplina do Senhor com um coração grato, sabendo que ela nos conduz a uma vida de paz e comunhão com Ele.

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.

Pr. Décio Fonseca

 

DEUS É FIEL

A tua fidelidade se estende de geração em geração; fundaste a terra, e ela permanece.” Salmos 119:90 NAA

Fidelidade é uma palavra que tem um significado profundo e inspirador. Está presente em vários contextos e tem implicações religiosas e humanas. Já vi a frase “Deus é fiel” estampada em vários lugares, desde tatuagens no corpo, camisas, carros e até traseiras de caminhões. Entretanto, ser fiel é mais do que uma palavra; é uma atitude que reflete integridade e constância.

Quando contemplamos a natureza divina, a palavra “fidelidade” sobressai como uma estrela no céu noturno. Ela é um atributo intrínseco de Deus, uma constante que não vacila, mesmo quando tudo à nossa volta muda. Portanto, a fidelidade de Deus vai muito além de uma simples frase. “Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar.” 1 Coríntios 10:13 NAA

No texto básico, o salmista nos assegura que Deus é fiel de geração em geração. Esta informação é suficiente para entendermos que Ele não é fiel apenas a uma pessoa durante toda a sua vida, mas esta fidelidade também se estende aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos, desde que os Seus mandamentos sejam guardados. A fidelidade do nosso Deus não é como um objeto que perece com o tempo, mas dura para sempre.

A fidelidade no Senhor está muito acima de qualquer compreensão humana. Ele não falha, não esquece, não vacila e Sua palavra não se perde no tempo. Quando olhamos para as nuvens no céu, podemos lembrar que Sua fidelidade vai além delas. Ela não é afetada pelas tempestades ou pelas mudanças de vento. É uma âncora para nossas almas, uma promessa que permanece inabalável. É uma fidelidade que chega até às nuvens mais altas. “A tua misericórdia, Senhor, chega até os céus, a tua fidelidade vai até as nuvens.” Salmos 36:5 NAA

Não há imperfeições no universo de Deus, exceto aquelas provocadas pelo pecado. Quando Ele criou todas as coisas, Ele o fez em sua sublimidade, e todas elas eram muito boas. (Gênesis 1:31). Ao olharmos para a Sua Palavra e para as Suas promessas, lembramo-nos da Sua fidelidade, que traz alegria aos nossos corações. Todas as suas obras são fiéis. Não há mentira na palavra de Deus; ela é reta e agradável, muito conveniente e própria. “Porque a palavra do Senhor é reta, e todo o seu proceder é fiel.” Salmos 33:4 NAA. Segundo Spurgeon: “Deus escreve com uma caneta que nunca borra; fala com uma língua que nunca escorrega; age com uma mão que nunca falha” (Spurgeon, Tesouros de Davi, Vol 1, p. 516)

Deus é fiel a si mesmo. Ele é imutável (Malaquias 3:6).  Embora tudo ao nosso redor esteja sujeito a mudanças e impermanência, Deus permanece inalterado. É como se Ele fosse o ponto fixo no meio de um mundo em constante movimento. A variação está presente em tudo o que é criado. As estações mudam, as circunstâncias se alteram, mas Deus permanece o mesmo. Nele não há sombra nem variação. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.” Hebreus 13:8 NAA

Confiar em Deus é como ancorar nossa alma em um porto seguro. Ele mesmo não precisa provar nada a ninguém, pois é fiel por natureza. Sua fidelidade é uma constante que transcende nossas dúvidas e incertezas.

Deus é fiel para amar, mas também para julgar. Sua justiça é perfeita, e Ele não compromete Sua retidão. Sua bondade, amor e justiça não flutuam conforme nossas emoções ou circunstâncias. Ele é constante em Seu caráter. No entanto, Sua misericórdia é igualmente profunda. Ele perdoa o arrependido, estendendo Sua mão de graça. Deus nunca abandona os que lhe são fiéis. E ainda se formos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. (2 Timóteo 2:13)

Deus é justo ao tratar com cada um de nós, retribuindo a cada um segundo a sua medida. “Para com quem é fiel, fiel te mostras; com o íntegro, também íntegro.” Salmos 18:25 NAA. Como o pastor que deixou as 99 ovelhas no aprisco e foi em busca da que se perdeu, assim o Senhor sai para buscar aqueles que se perdem no caminho (Lucas 15:4). Mesmo quando parece que estamos sozinhos, Ele está perto; nas provas, no sofrimento, nas batalhas. Ele sempre estará por perto, ao nosso redor, e também dentro de nós, pelo Seu Espírito Santo, nos consolando (Mateus 28:20).

Que possamos confiar nessa fidelidade divina, sabendo que, mesmo quando não entendemos completamente, Deus permanece inabalável. E que Seu amor e justiça nos inspirem a viver com integridade e compaixão.

Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir.

Pr. Décio Fonseca

QUANDO A VIDA É MEDIDA PELA ETERNIDADE “Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à Tua presença, o prazo da minha vida é nada.”...