ALELUIA AO CORDEIRO! NÓS VOLTAMOS PARA O LAR.
“Todos eles morreram na fé e,
embora não tenham recebido todas as coisas que lhes foram prometidas, as
avistaram de longe e de bom grado as aceitaram. Reconheceram que eram
estrangeiros e peregrinos neste mundo. Evidentemente, quem fala desse modo
espera ter sua própria pátria.” Hebreus 11:13-14 NVT
O conceito de "casa" ou
"lar" tem um impacto extremamente significativo em nossas vidas. Eu
também tenho lembranças afetuosas e especiais da minha infância e adolescência.
É curioso como, às vezes, a realidade não corresponde exatamente às nossas
lembranças sublimes. A nostalgia pode nos pregar peças. Cheiros e sons têm o
poder de nos transportar diretamente para momentos especiais, como a casa dos
nossos pais ou cenas da nossa infância. É fascinante como essas memórias
sensoriais permanecem conosco ao longo da vida.
Esse sentimento está
manifestamente ligado à perda de um bem maior que ocorreu no Éden. Fomos
criados para viver naquele jardim que Deus formou para nosso deleite, a fim de
que o cultivássemos e cuidássemos dele. Aquele era um lar especial para o qual
fomos projetados. Lugar onde não seríamos afastados do amor, onde não haveria
perecimento e viveríamos saudáveis.
É enigmático como esse sentimento
de ausência nos conecta ao comportamento do irmão mais novo da parábola do
filho pródigo. O pai, tipologicamente apontando para a figura de Deus, e nós
como o irmão mais novo nos sentimos incomodados e insatisfeitos em estar sob a
autoridade paterna.
Assim o homem se rebelou querendo
levar sua vida sem a intromissão de Deus; ele saiu de casa, afastando-se de
Deus perdendo sua morada, pela mesma razão que o filho pródigo perdeu a dele.
Como consequência à desobediência o homem passou a viver exilado.
O homem passou a viver em um
mundo que não mais o satisfazia. Envelheceu, adoeceu e conheceu a morte. Embora
possa tentar recriar o ambiente da casa que perdeu, a Bíblia é clara ao afirmar
que esse lugar só existe na presença do Pai celestial, aquele do qual nos
afastamos. “Passamos a vida debaixo
de tua ira e terminamos nossos dias com um gemido. Recebemos setenta anos,
alguns chegam aos oitenta. Mas até os melhores anos são cheios de dor e
desgosto; logo desaparecem, e nós voamos.” Salmos 90:9-10 NVT
A história se repete muitas vezes
na trajetória humana. Basta observar o castigo imposto a Caim após assassinar o
irmão, obrigando-o a vagar pela terra. Jacó, após enganar o irmão, também teve
que abandonar o lar. José foi tirado de sua casa e levado ao Egito, enquanto
Davi enfrentou períodos de perseguição longe de seu lar. Por fim, o povo de
Deus foi levado cativo por Nabucodonosor à Babilônia. Esses eventos se repetem,
tornando-nos um grande grupo de exilados tentando voltar para casa. Não é
difícil ver como a parábola do filho pródigo reflete a história de cada um de
nós.
Assim como o filho pródigo, nos
sentimos impedidos de voltar ao nosso lar, pois nossas maldades nos separaram
de Deus. O pecado que cometemos fez com que Ele escondesse Seu rosto de nós. “Mas
as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos
pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Isaías 59:2
ACF
O que fazer para que nosso retorno ao lar, de forma definitiva, aconteça? Qual a única solução capaz de abrir para cada um de nós os portões celestiais para retornarmos à nossa verdadeira casa?
Há um projeto elaborado na
eternidade pela Trindade para que esse retorno se efetive. Foi nesse ambiente conflituoso que o Filho de
Deus também deixou sua casa no céu e foi crucificado fora dos portões da cidade.
Na hora de Sua morte, bradou: “Deus meu por que me desamparaste;” um
grito angustiante denotando completo abandono espiritual e desamparo. “Embora
sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se
apegar. Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu
como ser humano. Quando veio em forma humana.” Filipenses 6:6-7 NVT
Jesus deixou Seu lar para nos conduzir de volta ao verdadeiro lar. Ele veio para nos libertar do pecado que nos escravizava e nos livrar da morte eterna. Ele passou pela experiência do exílio que estava destinado a nós, pagando um alto preço. Teve que sair da presença do Pai, sendo exilado para as trevas – lugar que estava preparado para nós. Carregou o peso da maldição, o qual não suportaríamos. Despojado e abandonado pelo Pai, Ele suportou tudo para que pudéssemos ser acolhidos em nosso verdadeiro lar. “Mas ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados.” Isaías 53:5 NVT
Quando o filho pródigo voltou
para sua casa, o Pai lhe preparou um banquete. Assim como um grande banquete
também está sendo preparado para o nosso retorno. Esse banquete se dará na
Jerusalém celestial. “Alegremo-nos, exultemos e a ele demos glória, pois
chegou a hora do casamento do Cordeiro, e sua noiva já se preparou. Ela recebeu
um vestido do linho mais fino, puro e branco". [...] Felizes os que são convidados para o banquete
de casamento do Cordeiro. E acrescentou: Essas são as palavras verdadeiras de
Deus". Apocalipse 19:7-9 NVT
Que bela celebração o Pai está
preparando em nossa casa perfeita! Quando chegarmos, Ele nos receberá com
grande alegria e nos conduzirá ao banquete. "Feliz será aquele que
participar do banquete no reino de Deus!" [...] Venham, o banquete está pronto.” Lucas
14:16-17 NVT
Aleluia! Nós voltamos para o lar.
“Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: "Vejam, o tabernáculo
de Deus está no meio de seu povo! Deus habitará com eles, e eles serão seu
povo. O próprio Deus estará com eles.” Apocalipse 21:3 NVT
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor
Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
"Deus meu por que me desamparaste?"
ResponderExcluirA dor da minha alma Ele sentiu.
A dor da alma de Jesus foi incomparável. Ele suportou a separação para nos reconciliar com Deus.
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