GRATIDÃO A DEUS – PARTE I
“Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu
nome, ó Altíssimo,” Salmos 92:1 NAA
Nossa existência tem um propósito claro e definido pela
Palavra de Deus: glorificar a Deus e desfrutar de um relacionamento íntimo com Ele.
“A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha
glória: eu os formei, e também eu os fiz.” Isaías 43:7 ACF. Além disso, em 1 Coríntios 11:7, Paulo afirma
que o homem é a imagem e glória de Deus. Deus não precisava mostrar Sua glória
ao homem, pois Ele já a possui e ninguém pode tirá-la. Os anjos nos céus, ao
redor do trono, se prostram com o rosto em terra e adoram a Deus continuamente
(Apocalipse 7:11). Toda a criação de Deus, tudo que há nos céus e na terra, o
que é visível e também o invisível, tudo foi feito por Deus e para Ele existem
todas as coisas. (Colossenses 1:16)
Ao cantarmos o poema escrito no Salmo 92, colocamos em
prática a razão de nosso viver. Este salmo é um hino de louvor e gratidão a
Deus. Como povo santo do Senhor, entendemos que a adoração contínua nos conduz
à vitória e proporciona crescimento exuberante. Essa mensagem fica claramente
evidente nas linhas desta linda composição.
Ele inicia apontando para o único que é digno de receber os
louvores que estão em nossos corações e são confessados por nossos lábios. Bom
é render graças ao Senhor. “Por meio
de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto
de lábios que confessam o seu nome.” Hebreus 13:15 NAA. O salmista expressa
a alegria e o fervor de sua alma remida ao louvar o Rei. Ele reconhece a beleza
e a graça do Senhor e declara que é bom louvar a Deus. Spurgeon diz que dar
graças a Deus e cantar louvores ao Seu nome é bom, pois eticamente este é um
direito do nosso Deus; emocionalmente é bom porque é agradável ao nosso coração
e é bom praticamente porque faz com que os outros prestem a Deus a mesma homenagem.
(Spurgeon, Charles H. Os tesouros de Davi, vol 2 Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.
751.
O salmista nos indica o momento do louvor no verso 2: “De
manhã anuncio as Tuas misericórdias, e durante as noites a Tua fidelidade.”
Isso significa que em todas as épocas e circunstâncias, o desejo de louvar está
sempre presente, mantendo a mesma intenção e objetivo. Este é o nosso consolo.
O momento do louvor em nossos cultos é verdadeiramente
especial. Quando os instrumentos afinados e harmoniosos começam a tocar, somos
transportados aos céus. Eu, particularmente, amo esse momento de louvor. O
salmista inclui a participação dos instrumentos nesse louvor, tangidos de forma
solene. Essa solenidade no louvor reflete a importância de reconhecer a
santidade e a majestade de Deus. Quando nos aproximamos dEle, no momento do
louvor, com uma atitude solene, estamos demonstrando reverência e respeito,
reconhecendo que Ele é digno de toda honra, glória e louvor. A solenidade na
adoração nos ajuda a manter o foco em Deus, desconecta-nos das distrações do mundo
e nos conecta verdadeiramente com o Senhor.
Louvamos ao Senhor porque Ele alegra o nosso coração, como
esclarece o salmista no verso 4. Nos alegramos pela obra criadora e, ainda
mais, pela obra redentora. Esses são os feitos do Senhor, todos eles perfeitos
em sua essência: livres de deformidades ou imperfeições em sua natureza
fundamental, completos e harmoniosos. Um Deus que é Santo, imutável e
misericordioso. Como diz Jeremias 32:17 NAA: “Ah! Senhor Deus, eis que tu
fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido;
nada é demasiadamente difícil para ti.”
O verso 5 nos lembra que devemos louvar ao Senhor, pois Suas
obras são grandiosas. Ele é o operador de maravilhas. As bênçãos que temos
recebido do Senhor são incontáveis, todas inseridas em Seu projeto eterno. A
maior delas, estabelecida no calvário, onde a adoção, o perdão e a justificação
se manifestaram de forma irrefutável, representando o maior milagre de Deus em
nossas vidas: a salvação. Glória a Deus!
Ao final, no verso de número 5 deste salmo, encontramos mais
um motivo para louvar a Deus: não há outro igual a Ele. Seus pensamentos são
profundos e insondáveis, o que significa que ninguém pode compreender
plenamente Sua mente, nem oferecer conselhos que se comparem à Sua sabedoria. É
verdadeiramente impossível para o ser humano compreender os misteriosos
caminhos e decisões do nosso Deus.
Louvamos a Deus porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são
todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre. Amém! (Romanos 11:36)
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça
e paz.
Pr. Décio Fonseca
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