O PRIMEIRO AMOR
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro
amor.” (Apocalipse 2:4, ARA).
O “primeiro amor”, no texto acima, representa entusiasmo e
alegria iniciais que experimentamos ao encontrar Cristo, marcando o começo de
uma vida transformada. No entanto, com o tempo, é natural que essa intensidade
diminua, abrindo espaço para a rotina e desafios diários. Manter vivo esse
fervor é um desafio constante, exigindo intencionalidade na comunhão com Deus e
na prática da fé. O risco está em deixar que a familiaridade se transforme em
apatia, enfraquecendo o relacionamento espiritual. Retomar esse amor inicial é
essencial para uma caminhada cristã vibrante e fiel. A renovação diária no
Espírito é o caminho para preservar esse entusiasmo.
No início da caminhada com Jesus, o zelo e a disposição em
servi-lo são intensos, acompanhados por um desejo profundo de orar e se
aproximar Dele. Porém, à medida que o tempo passa, essa chama pode se
enfraquecer diante das pressões e rotinas da vida. Manter esse fervor inicial
exige disciplina e um esforço consciente para cultivar a intimidade com Deus. A
comunhão diária e a prática da oração são essenciais para renovar a fé e
fortalecer o compromisso. Sem essa renovação, há o risco de cair na monotonia
espiritual. Perseverar é fundamental para uma vida cristã significativa e cheia
de propósito. "E não nos
cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não
desanimarmos." (Gálatas 6:9, NVI).
A rotina e o convívio constante com o pecado são grandes
inimigos do “primeiro amor” que sentimos por Cristo. A familiaridade com as
tarefas diárias pode levar à acomodação espiritual, enquanto a exposição ao
pecado pode endurecer o coração e enfraquecer nossa sensibilidade à voz de
Deus. Aos poucos, a ardor inicial corre o risco de se transformar em uma
prática religiosa vazia. Manter o fervor exige vigilância, arrependimento
contínuo e uma renovação diária no relacionamento com Deus. A comunhão
constante e a busca por santidade são essenciais para preservar esse amor
genuíno ao longo da caminhada cristã. "Ao contrário, encorajem-se
uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que
nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado." (Hebreus
3:13, NVI).
Superar a perda do “primeiro amor” exige buscar maior
profundidade no relacionamento com Cristo. Isso envolve mais que práticas
religiosas: é preciso cultivar comunhão genuína por meio da oração, leitura da
Palavra e adoração sincera. Aprofundar-se em Cristo significa conhecê-lo mais
intimamente e depender de Sua graça em meio aos desafios diários. Renovar o
compromisso e desenvolver um coração obediente ajudam a manter a chama viva.
Além disso, reconhecer nossa fragilidade e pedir o auxílio do Espírito Santo
fortalece a caminhada. Assim, o amor por Cristo se torna constante,
amadurecendo com o tempo. "Permaneçam
em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se
não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não
permanecerem em mim." (João
15:4, NVI).
A profundidade espiritual é fruto do tempo investido no
relacionamento com Deus. Assim como qualquer vínculo, a comunhão com o Senhor
cresce com dedicação e constância na oração, meditação na Palavra e momentos de
intimidade na adoração. Esse investimento nos torna mais sensíveis à Sua voz e
nos fortalece para enfrentar as provações da vida. Quanto mais nos aproximamos
de Deus, mais entendemos Seu amor e Sua vontade para nós. A busca intencional
por essa profundidade é essencial para manter o fervor espiritual, renovando o
“primeiro amor” e nos capacitando a viver uma fé vibrante e madura.
Se em algum momento percebermos que nosso amor por Cristo
esfriou, há esperança: existe um caminho de volta. Jesus nos orienta em
Apocalipse 2:5: “Lembre-se, pois, de onde você caiu. Arrependa-se e volte
à prática das primeiras obras.” O primeiro passo é reconhecer a queda e
refletir sobre o que nos afastou da comunhão plena. O arrependimento sincero
nos leva a buscar novamente a presença de Deus com humildade. Retomar as
primeiras obras – como a oração fervorosa e o serviço amoroso – reacende a
chama espiritual. Cristo está sempre disposto a restaurar nossa caminhada e
renovar nosso amor por Ele.
Manter o “primeiro amor” é um desafio contínuo, mas também
uma oportunidade de crescimento espiritual. Ao investir tempo na comunhão com
Deus e nos arrepender quando necessário, renovamos nosso fervor e caminhamos
mais próximos de Cristo. Ele nos convida a um relacionamento vivo e constante,
onde cada dia pode ser uma nova chance de recomeço. Assim, nosso amor por Ele
se torna mais profundo e maduro, sustentando nossa fé em todas as etapas da
vida.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça
e paz.
Pr. Décio Fonseca
Nenhum comentário:
Postar um comentário