NATAL PARA SER VIVIDO

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: 'Maravilhoso Conselheiro', 'Deus Forte', 'Pai da Eternidade', 'Príncipe da Paz'" (Isaías 9:6, NAA).

O Natal é muito mais do que uma celebração anual; é o marco de um evento que transformou a história da humanidade. É o cumprimento de profecias que atravessaram os séculos, desde o Éden, quando Deus prometeu que da mulher nasceria aquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15), até a mensagem de Isaías, que proclamou: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz” (Isaías 9:2, NAA). Naquela noite em Belém, essa luz brilhou com o nascimento de Jesus, o Verbo que se fez carne, trazendo redenção e esperança para toda a humanidade. Isaías 9:6 nos lembra que o menino na manjedoura é infinitamente mais do que um bebê; Ele é o "Maravilhoso Conselheiro", o "Deus Forte", o "Pai da Eternidade" e o "Príncipe da Paz".

Poucos estavam atentos àquele momento extraordinário: os pastores que ouviram a mensagem do anjo e aqueles que receberam deles o relato. A Palavra nos diz que todos os que ouviram se maravilharam com as coisas relatadas pelos pastores. Enquanto muitos permaneciam alheios ao acontecimento que transformaria o curso da história, esses poucos tiveram seus olhos abertos para contemplar a glória do Salvador. Na simplicidade de uma manjedoura, reconheceram a majestade do Emanuel — Deus conosco.

Os magos chegaram algum tempo após o nascimento de Jesus, pois viram Sua estrela no Oriente e, guiados por ela, percorreram uma longa jornada para adorá-Lo. Sua atitude demonstrou um profundo reconhecimento da realeza e divindade do menino, ao prostrarem-se diante dEle e ofertarem presentes significativos: ouro, incenso e mirra. Embora tenham chegado cerca de dois anos após o nascimento, a visita dos magos simboliza que o advento de Jesus não foi apenas para Israel, mas para todas as nações, como fica evidente em sua adoração ao Rei dos judeus. (Mateus 2:2)

O Natal nos chama a olhar além dos enfeites, das luzes e das celebrações. É o momento em que o transcendente se torna imanente, quando Deus, em Sua infinita grandeza, escolhe caminhar entre nós. A manjedoura humilde nos ensina sobre a simplicidade e a profundidade do amor divino. Jesus não veio revestido de glória terrena, mas em humildade, para alcançar os corações que reconhecem sua necessidade de um Salvador.

Isaías 9:6 também aponta para a soberania de Cristo: "O governo está sobre os seus ombros." Ele é o Rei eterno, cuja autoridade não se limita ao tempo ou às circunstâncias. Mesmo nas dificuldades, podemos confiar que Jesus governa sobre todas as coisas com justiça e amor. Ele é o Rei que não apenas governa, mas também cuida e ama os que estão sob o Seu domínio.

Os títulos de Cristo apresentados nesse versículo nos convidam à adoração. Como "Maravilhoso Conselheiro", Ele nos guia com sabedoria; como "Deus Forte", é nosso refúgio nas tribulações; como "Pai da Eternidade", nos dá segurança no futuro; e como "Príncipe da Paz", acalma nossos corações. Esses atributos não se limitam a uma época do ano, mas devem ser lembrados e vividos diariamente.

Viver o Natal todos os dias significa carregar o espírito de humildade e generosidade que Jesus nos ensinou. Ele, sendo o Rei dos reis, nasceu em uma manjedoura, demonstrando que a verdadeira grandeza está no serviço e no amor ao próximo.

Cada dia é uma oportunidade de viver o Natal, espalhando a gloriosa mensagem do Deus Emanuel. Somos chamados a ser instrumentos de paz, refletindo o amor de Cristo em nossas palavras, atitudes e relacionamentos. Vivendo o evangelho em nossas escolhas diárias, anunciamos ao mundo que o Salvador nasceu e que Sua presença transforma vidas, trazendo esperança, reconciliação e alegria.

Portanto, celebrar o Natal é reconhecer que a presença de Jesus transforma nossas vidas. É um lembrete de que, com Cristo, temos uma nova esperança e um futuro seguro. Que a essência do Natal — a vinda de Jesus, o "Maravilhoso Conselheiro", o "Deus Forte", o "Pai da Eternidade" e o "Príncipe da Paz" — renove nossa fé e nos leve a compartilhar essa mensagem com o mundo. Afinal, o Natal não é apenas comemorado; é vivido.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

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