O MONTE DA VITÓRIA FINAL

“Neste monte o Senhor dos Exércitos preparará um farto banquete para todos os povos... destruirá neste monte o véu que envolve todos os povos... acabará com a morte para sempre... Naquele dia dirão: ‘Este é o nosso Deus, nós confiamos nele, e ele nos salvou!’”
Isaías 25:6-9 (NVI)

Nestes quatro versículos do capítulo 25 de seu livro, o profeta Isaías fala de um monte especial, onde Deus realiza algo grandioso: prepara um banquete, remove o véu que cobre todos os povos, destrói a morte e enxuga as lágrimas de todos os rostos. Embora o nome do monte não seja mencionado, o contexto nos leva ao Monte Sião, em Jerusalém, frequentemente citado pelos profetas como o lugar da presença de Deus, da salvação e da restauração para o Seu povo.

Mas quando olhamos esse texto à luz de Cristo, é impossível não pensar no Monte Calvário. Foi ali que Jesus entregou sua vida. Foi ali que Ele venceu a morte, rasgou o véu que nos separava de Deus e preparou o caminho para um banquete eterno. O que Isaías anunciou em linguagem profética se cumpriu de forma concreta e poderosa na cruz e na ressurreição de Jesus.

Antes de morrer, Jesus instituiu a Ceia, um sinal visível de algo profundo e eterno. Ele partiu o pão e deu o cálice aos discípulos, dizendo que aquele seria o Seu corpo e o Seu sangue, oferecidos por amor. Mas também disse algo mais: que não voltaria a beber do fruto da videira até o dia em que o fizesse novamente com os seus no Reino de seu Pai. Com essas palavras, Jesus nos apontava para o futuro — para o grande banquete prometido, quando Ele voltará e estaremos à mesa com Ele para sempre. Essa promessa ecoa no texto de Apocalipse 19:9: “Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!”

Enquanto Jesus morria no Calvário, o véu do templo se rasgava de alto a baixo. Era mais que um sinal físico. Era o cumprimento do que Isaías profetizou: o véu foi removido. Em 2 Coríntios, Paulo explica que esse véu representa a separação espiritual entre Deus e os homens, e que ele só é tirado em Cristo. A cruz nos dá acesso direto ao Pai. Não há mais barreiras. A presença de Deus agora habita conosco e em nós.

Isaías também diz que, nesse monte, a morte seria vencida. Isso se cumpre com perfeição na ressurreição de Jesus. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou pelo poder do Espírito Santo. A morte não teve a última palavra. O túmulo não conseguiu segurá-Lo. Como declara Paulo em 1 Coríntios 15:54: “A morte foi destruída pela vitória.” É sobre essa vitória que nossa fé se firma. Se Ele não tivesse ressuscitado, nossa fé seria inútil. Mas Ele vive, e por isso vivemos também.

Por fim, Isaías fala do clamor de alegria dos que reconhecem a salvação: “Este é o nosso Deus, nós confiamos nele, e ele nos salvou!” Essa é a expressão de um povo que esperou com fé e agora contempla o Salvador. Ele é o Deus que nos ouviu, nos alcançou e nos libertou. Ele é o Senhor em quem esperamos. E por isso, mesmo em meio às lutas, podemos nos alegrar e exultar em Sua presença.

Embora Isaías estivesse olhando para o Monte Sião como símbolo da ação redentora de Deus, o Calvário é o lugar em que essa promessa se cumpriu de forma definitiva. Foi ali que Deus derrotou a morte, rasgou o véu e ofereceu salvação a todos os povos. O monte da profecia se tornou realidade quando Jesus estendeu os braços na cruz.

Hoje, nós vivemos entre a Ceia e o Banquete. Participamos da mesa como memória da cruz e antecipação do grande dia. E, enquanto isso, anunciamos, assim como Isaías o fez no verso 9 deste capítulo 25: “Este é o nosso Deus. Ele nos salvou!”

“No alto do Calvário, Deus cumpriu a promessa do monte: rasgou o véu, venceu a morte e preparou o banquete eterno para todos os que nEle confiam.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

06/jun/25

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