SACRIFÍCIO VIVO: O CULTO QUE DEUS DESEJA
O apóstolo Paulo
nos convida a olhar para a nossa vida e perceber que adorar a Deus é mais do
que cantar ou estar em um templo. O verdadeiro culto começa dentro de nós. É
algo que envolve o corpo, a mente, as emoções e todas as áreas da nossa
existência. Paulo nos chama a apresentar a nossa vida inteira diante do Senhor
como uma oferta. Não é algo teórico. É real. É diário. É uma escolha que
transforma quem somos e como vivemos. O culto racional, segundo esse versículo,
é o culto que agrada a Deus porque não nasce apenas de palavras, mas de uma
vida entregue.
Imagine alguém indo
a um culto no domingo, cantando, levantando as mãos, mas na segunda-feira vive
de qualquer jeito, mente, trata mal as pessoas e não pensa em Deus. Isso não é
culto segundo a vontade do Senhor. O culto que Deus considera agradável é aquele
que acontece quando o que fazemos dentro da igreja é coerente com o que vivemos
fora dela. É quando nossas atitudes mostram que nos rendemos ao plano de Deus.
Jesus nos ensinou isso quando orou: “venha o teu reino; seja feita a tua
vontade, assim na terra como no céu” Mateus 6:10 (NAA). Um culto
agradável é quando dizemos isso de verdade, com a vida e não apenas com os
lábios.
Nos nossos dias, um
culto agradável pode ser visto em situações simples: alguém que decide perdoar
mesmo estando ferido; alguém que devolve um troco a mais que recebeu; alguém
que diz “não” a uma oportunidade de pecado, porque deseja honrar ao Senhor. Isso
é sacrifício. Isso é dizer: “Senhor, minha vida é Tua”. É como abrir as
mãos e entregar tudo, para que Deus molde, transforme e direcione.
Quando falamos de
culto vivo, pensamos em algo que pulsa, que se move, que tem vida. Um culto
vivo é aquele em que o Espírito Santo tem liberdade. Não é apenas um encontro
religioso, mas um momento onde Deus respira sobre nós. “Pois onde
estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”
Mateus 18:20 (NAA).
Quando deixamos o
Espírito Santo conduzir, o culto deixa de ser uma rotina e passa a ser encontro
com o Deus vivo. Há quebantamento, cura, direção, consolo, transformação. Há
momentos em que uma palavra simples toca alguém profundamente, e isso não
acontece por causa de uma boa eloquência humana, mas porque o Espírito Santo
está soprando vida.
Podemos pensar, por
exemplo, em um jovem que entra na igreja desanimado, pensando até em desistir
de tudo. Durante o culto, um louvor fala com ele, ou algum obreiro ora por ele,
e de repente, ele sente uma força nova. Isso é culto vivo. É Deus trazendo vida
onde havia morte. É o Espírito Santo fazendo o que ninguém mais pode fazer.
O culto santo é
aquele separado para Deus. Algo santo não pode ser misturado com o comum. A
santidade não é apenas um comportamento bonito, é um coração que pertence
somente ao Senhor. “Porque está escrito: Sejam santos, porque eu sou
santo” 1 Pedro 1:16 (NAA). Culto santo é quando o altar do nosso
coração não tem mais outros deuses: nem o dinheiro, nem o orgulho, nem a
vaidade, nem o pecado. É quando dizemos: “Tu és o único digno”. Isso
exige renúncia. Exige quebrantamento.
Um culto santo pode
ser visto na vida de alguém que decide parar algo que desagrada a Deus, mesmo
que ninguém saiba. Pode ser alguém que escolhe desligar o celular e tirar um
tempo para orar, porque entende que seu coração precisa ser cuidado como um altar.
Santidade não é perfeição, é decisão. É o passo diário de se afastar do que
contamina e se aproximar do Senhor com sinceridade.
No fim, culto
agradável, vivo e santo não são três coisas separadas. São partes do mesmo
chamado. Deus está nos chamando para um culto que começa dentro de nós, que se
expressa no que vivemos, que respira no Espírito e que é exclusivo dEle. Quando
isso acontece, nossas reuniões deixam de ser apenas encontros e se tornam
lugares onde Deus é visto.
O culto que
Deus deseja não acontece apenas quando levantamos as mãos, mas quando
entregamos a vida; é vivo porque vem do Espírito, santo porque pertence só a
Deus, e agradável porque está totalmente rendido à Sua vontade.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
02/jan/26
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