O DIA EM QUE TODO JOELHO SE DOBRARÁ

“E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares,  que com grande voz diziam: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.’” Apocalipse 5:11-12 (ARC)

Existe uma pergunta que todo ser humano precisa responder: quem é Jesus? Para muitos, Ele foi apenas um grande mestre, um profeta ou um exemplo de bondade. Porém, a Bíblia apresenta uma realidade muito maior. Jesus é o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecadores, ressuscitou ao terceiro dia e hoje reina glorificado à direita do Pai.

O livro de Apocalipse nos permite contemplar uma cena extraordinária. João é levado em visão aos céus e vê algo que ultrapassa qualquer descrição humana. Ao redor do trono de Deus há uma multidão incontável de anjos adorando ao Senhor. Não são centenas nem milhares. São milhões de milhões e milhares de milhares. Todos levantam a mesma voz para declarar uma única verdade: Jesus é digno.

Apocalipse 5:12 diz: “que com grande voz diziam: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.”’ Apocalipse 5:12.

Observe que a adoração celestial não acontece porque Jesus realizou apenas alguns milagres ou ensinou boas lições. Ele é adorado porque foi morto. O céu jamais esquece o preço da nossa redenção. As marcas da cruz continuam sendo motivo de exaltação eterna. O Cordeiro foi sacrificado para que pecadores fossem perdoados, reconciliados com Deus e recebessem a vida eterna.

Enquanto muitos na terra ignoram Jesus, o céu inteiro O adora.

A visão continua crescendo. Não apenas os anjos adoram. João vê toda a criação se unindo ao coro celestial.

Apocalipse 5:13 declara: “E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: ‘Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.”’

Chegará o dia em que não haverá dúvida sobre quem governa o universo. Reis, governantes, empresários, artistas, cientistas, ricos e pobres reconhecerão a soberania de Cristo. Aqueles que hoje O rejeitam também terão de admitir Sua autoridade. Como afirma a Escritura, todo joelho se dobrará diante dEle.

Nos dias atuais, muitas pessoas vivem como se Deus não existisse. Planejam suas vidas sem consultar o Senhor, confiam apenas em seus recursos e acreditam que podem controlar o futuro. Porém, o livro de Apocalipse nos lembra que toda a história caminha para um único centro: a glorificação de Jesus Cristo.

João também contempla outra cena emocionante.

Apocalipse 7:9 afirma: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;”

Essa multidão representa os salvos de todas as épocas. Pessoas de diferentes culturas, idiomas e lugares que foram alcançadas pela graça de Deus. Entre elas estarão homens e mulheres simples, jovens, idosos, crianças, pessoas que sofreram perseguições, crentes anônimos que serviram fielmente ao Senhor sem jamais receber reconhecimento humano.

Talvez alguém pense que sua vida cristã seja pequena e sem importância. Talvez ninguém veja seu esforço, suas orações ou sua dedicação ao Reino de Deus. Contudo, o Senhor vê. Um dia, todos os remidos estarão diante do trono, unidos em uma só adoração ao Cordeiro.

A última grande cena apresentada por João aponta para o futuro glorioso da Igreja.

Apocalipse 19:7 declara: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.”

Aqui encontramos uma das promessas mais belas das Escrituras. A Igreja é apresentada como a noiva. Jesus é o Noivo. Toda a história da redenção caminha para esse encontro glorioso. Não haverá mais lágrimas, dor, sofrimento, enfermidades ou despedidas. O povo de Deus viverá eternamente na presença daquele que o amou e entregou a própria vida por ele.

Por isso, a adoração não é apenas uma atividade da igreja aqui na terra. Ela é um ensaio para a eternidade. Cada culto, cada oração, cada louvor sincero aponta para o dia em que estaremos diante do trono, unidos aos anjos e aos remidos de todas as gerações.

O Cordeiro que foi rejeitado pelos homens será exaltado por toda a criação. O Salvador que carregou uma cruz receberá a honra que lhe pertence. E aqueles que permanecerem fiéis participarão da maior celebração de todos os tempos: as Bodas do Cordeiro.

Hoje adoramos pela fé. Na eternidade adoraremos pela visão. O Cordeiro que morreu por nós será para sempre o centro da nossa alegria, da nossa esperança e da nossa adoração.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

10/jun/26

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