A MENSAGEM DO EVANGELHO NÃO MUDOU
“E todos os
dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de anunciar Jesus,
o Cristo.” Atos 5:42 (NAA)
Se olharmos com
atenção para o livro de Atos dos Apóstolos, perceberemos algo curioso: ele não
tem um final. Diferente de outros livros da Bíblia, Atos termina de forma
aberta, como se sua história ainda estivesse sendo escrita. E de fato está. O
último capítulo desse livro é vivido pela igreja dos nossos dias — por mim, por
você, por todos que continuam a anunciar Jesus ao mundo.
A mensagem deixada
pelos apóstolos é clara e direta. Em Atos 5:42 (NAA) lemos que “todos os
dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de anunciar Jesus,
o Cristo.” Esse versículo resume o coração da igreja primitiva:
perseverança, fidelidade e constância na missão. Mesmo diante de perseguições,
prisões e ameaças, os discípulos não desistiram. Eles não se calaram, não se
esconderam, nem recuaram diante da pressão. Continuaram firmes, anunciando a
mesma verdade que transformou suas vidas — Jesus está vivo!
Quando Pedro e os
outros apóstolos afirmavam que “Jesus é o Cristo”, estavam declarando
algo poderoso: todas as promessas antigas haviam se cumprido. O Messias tão
esperado havia vindo — o próprio Filho de Deus. Dizer que “Jesus é o Cristo”
é afirmar que Ele é o Enviado de Deus, o Salvador prometido, aquele em quem
todas as promessas da salvação se cumprem.
A mensagem central
de Atos é esta: Jesus está vivo. E se nós, hoje, somos a continuidade daquela
mesma igreja, não podemos ter uma mensagem diferente. Precisamos pregar com a
mesma convicção e alegria: Jesus é o Cristo. Jesus está vivo.
Pedro fez isso logo
no dia de Pentecostes, diante de uma multidão em Jerusalém. Cheio do Espírito
Santo, ele declarou com ousadia: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que
todos nós somos testemunhas.” Atos 2:32 (NAA)
Essas palavras
mudaram a história. Milhares de pessoas creram, não porque ouviram uma teoria,
mas porque viram a fé viva em homens que testemunhavam um fato. Os apóstolos não
pregavam uma religião, mas uma realidade experimentada — Jesus, o crucificado, ressuscitou
e continua agindo por meio do Seu Espírito.
Nada mudou para
nós. Essa mensagem continua sendo o coração do evangelho. É ela que dá sentido
à fé cristã. Sem a ressurreição, a fé seria apenas uma tradição bonita; com a
ressurreição, ela se torna vida nova. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã
a nossa pregação, e é vã também a fé que vocês têm.” 1 Coríntios
15:14 (NAA)
Mas, assim como nos
dias de Paulo, hoje também há quem tente modificar essa verdade. Em sua carta
aos Gálatas, o apóstolo faz um alerta sério: “Mas, ainda que nós ou mesmo
um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos
pregado, que esse seja anátema. Assim como já dissemos, agora repito: se alguém
prega a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que esse seja
anátema.” Gálatas 1:8-9 (NAA)
Paulo escreveu isso
porque alguns falsos mestres estavam distorcendo a mensagem do evangelho,
acrescentando regras e exigências que nada tinham a ver com a graça de Cristo.
Ele usa a palavra “anátema”, que significa amaldiçoado ou separado de
Deus, para mostrar o quanto é grave mexer na mensagem original.
O evangelho
verdadeiro é simples, mas profundo: a salvação é pela graça de Deus, por meio
da fé em Jesus Cristo — nada mais, nada menos. Nenhum esforço humano, nenhum
ritual, nenhuma tradição pode substituir o que Cristo já fez na cruz.
Nos nossos dias, o
mesmo perigo continua. Há quem tente adaptar o evangelho às preferências do
mundo, quem o transforme em promessa de prosperidade ou em um código de
moralismo. Mas o evangelho não é um produto para agradar gostos; é a boa
notícia do amor de Deus, que transforma pecadores em filhos e oferece vida
eterna a quem crê.
Ser igreja hoje é
dar continuidade ao livro de Atos. É viver como os primeiros discípulos,
testemunhando com palavras e atitudes que Jesus está vivo. É não deixar que a
correria da vida ou as pressões da sociedade apaguem o brilho da mensagem que
recebemos.
O mesmo Espírito
Santo que enchia Pedro, João e Paulo é o que habita em nós. E é Ele quem nos dá
força para continuar escrevendo essa história — não com tinta, mas com vidas
que refletem o poder do evangelho.
Por isso, a igreja
não pode parar. O evangelho não pode ser reinventado. Ele só precisa ser
vivido. No templo, nas ruas, no trabalho, nas casas — como diz Atos 5:42 (NAA)
—, a nossa missão é continuar proclamando que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus
vivo.
E quando alguém
olhar para nós, que veja não uma religião, mas um testemunho vivo. Que cada
gesto, palavra e atitude revele que o mesmo Jesus que andou na Galileia ainda
caminha conosco hoje.
“A história de Atos
não terminou — ela continua em cada cristão que vive e anuncia que Jesus está
vivo.”
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
07/nov/25
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