“Resistam ao
diabo, e ele fugirá de vocês.” Tiago 4:7 (NAA)
Como podemos entrar
na vitória de Cristo e prevalecer contra o poder do diabo? Como podemos ser
contados entre os vencedores? E como é possível derrubar o adversário de nossa
alma — não apenas em nossa vida pessoal, mas também em um mundo que ele tenta
dominar? A resposta começa com uma certeza: a vitória já foi conquistada por
Jesus.
Antes de tudo, é
preciso lembrar da ordem clara que a Igreja recebeu: “Resistam ao diabo,
e ele fugirá de vocês.” Tiago 4:7 (NAA). Isso significa que não
precisamos ter medo do inimigo. Ele já foi vencido na cruz. Como está escrito:
“Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao
desprezo, triunfando deles na cruz.” Colossenses 2:15 (NAA). A maioria
de suas ameaças é apenas blefe — sustentado pelo medo, pela culpa e pela
ignorância da verdade.
Quando o cristão
conhece sua posição em Cristo, entende que o diabo não tem mais autoridade
legal sobre sua vida. Por isso, somos chamados a resistir firmes, com fé. Não
em pânico, mas com a confiança de quem sabe que a vitória do Cordeiro é também
a nossa.
No entanto,
enfrentar o inimigo exige preparação. A batalha é real, e não se vence com
força humana ou boa intenção. A Bíblia nos orienta claramente: “Revistam-se
de toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do
diabo.” Efésios 6:11 (NAA)
Essa armadura
espiritual inclui a verdade como cinto, a justiça como couraça, os pés calçados
com o evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do
Espírito, que é a Palavra de Deus (Efésios 6:14–17). Equipados com essas armas,
podemos ficar firmes, mesmo quando o inimigo ataca com toda sua fúria.
Importante lembrar:
não fomos chamados para fugir, mas para resistir. E quando resistimos, quem
foge é ele. A autoridade para isso, porém, não está em nós mesmos. Nossa voz
por si só não impõe respeito ao inimigo. Não temos o poder de dizer como Jesus:
“Vai-te, Satanás” (Mateus 4:10 – NAA) e esperar que ele fuja com
base em nosso próprio nome.
Mas podemos fazer
isso em nome de Jesus. Ele mesmo disse: “Em meu nome expulsarão
demônios...” Marcos 16:17 (NAA). É o nome de Jesus que carrega
autoridade, não o nosso. Quando nos posicionamos em fé e invocamos esse nome
com reverência, as trevas não resistem. O diabo sabe que foi vencido na cruz e
teme aquele que venceu.
Além de resistir ao
inimigo, há uma outra ordem igualmente clara: proclamar Jesus Cristo. Não fomos
chamados apenas para nos defender, mas para avançar com a luz do evangelho. E
essa mensagem, a da cruz, ainda é, e sempre será o poder de Deus para salvar.
O apóstolo Paulo
escreveu: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem,
mas para nós, que somos salvos, é poder de Deus.” 1 Coríntios 1:18 (NAA)
A proclamação do
evangelho não é apenas um dever — é uma arma de vitória. Ela expõe as mentiras
do inimigo, ilumina corações e liberta os cativos. Onde Cristo é anunciado com
fidelidade, o inferno treme. A Igreja triunfa não apenas porque resiste, mas porque
anuncia com ousadia o nome que está acima de todo nome. Foi o próprio Jesus
quem revelou a Paulo a natureza desse chamado: “...abrir-lhes os olhos, a
fim de que se convertam das trevas para a luz e da autoridade de Satanás para
Deus...” Atos 26:18 (NAA)
Agora, só não
podemos correr o risco de sermos como os sete filhos de Ceva (Atos 19:11–20),
que pronunciavam o nome de Jesus, mas não viviam debaixo do senhorio de Jesus.
Tentaram usar uma autoridade que não possuíam, imitar o que não compreendiam e
proclamar o que não praticavam — e por isso foram envergonhados pelo inimigo. A
verdadeira autoridade espiritual não nasce de fórmulas, mas de relacionamento;
não flui de repetir um nome, mas de viver rendido ao Nome que está acima de
todo nome: Jesus.
Uma coisa é certa:
nada substitui a proclamação da cruz. Nenhuma mensagem é mais honrada pelo
Espírito Santo. Não é o talento do pregador que transforma vidas, mas a
mensagem da cruz, proclamada com fidelidade e poder. Esse é o canal que Deus
escolheu para quebrar cadeias, gerar fé e libertar os que estão oprimidos.
A vitória sobre
o inimigo não vem da força do homem, mas do sangue do Cordeiro e da Palavra
proclamada com fé. Resistimos com coragem, vencemos com a armadura de Deus, e
triunfamos quando exaltamos a cruz de Cristo.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
20/nov/25
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