ADORAR JUNTOS É
CELEBRAR QUEM DEUS É
“Celebrai com
júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.” Salmo 100:1 (NAA) —
O Salmo 100 nos ensina algo precioso sobre a adoração: ela
não acontece apenas no secreto, no quarto fechado, quando estamos a sós com
Deus. A Bíblia também nos chama para adorar coletivamente, em comunidade, como
um povo reunido diante do Senhor. Assim como Jesus falou sobre o quarto
secreto, a Palavra também mostra que existe uma alegria especial quando
adoramos juntos.
O culto é uma celebração. A Bíblia diz: “Alegrei-me
quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Salmo 122:1 (NAA). Essa
alegria não é apenas emoção; é consciência de que estamos entrando em um
ambiente onde Deus se revela ao Seu povo. O culto é como uma festa espiritual,
onde celebramos com gratidão, com cânticos e com o coração cheio de esperança.
É o momento em que reconhecemos o que Deus fez, o que Ele faz e o que ainda
fará.
O culto também é serviço. O salmista declara: “Servi
ao Senhor com alegria.” Salmo
100:2 (NAA). Quando nos reunimos, não estamos apenas “assistindo” a algo.
Estamos servindo a Deus. No Antigo Testamento, essa ideia de “servir” tinha um
peso semelhante ao de um soldado que se apresenta diante de seu comandante. Por
isso o texto diz: “Apresentai-vos diante dele”. O culto é uma
convocação santa. Não é opcional para quem deseja viver perto de Deus.
Em Hebreus 10:25 (NAA), encontramos uma observação que
parece escrita para os nossos dias: “Não deixemos de nos congregar, como
é costume de alguns.” Mesmo naquela época, já havia quem não quisesse
ir à reunião do povo de Deus. Hoje isso não é diferente. Muitos preferem ficar
em casa, se afastam da comunhão e perdem a alegria e a força que existem quando
adoramos juntos.
Mas como adorar no culto? O próprio Salmo 100 nos dá o
caminho: celebrar com júbilo, servir com alegria e apresentar-se diante dEle
com cânticos. O culto deve ser alegre, pois a alegria é um sinal da presença de
Deus. O Salmo 16:11 (NAA) diz: “Na tua presença há plenitude de alegria.”
Por isso, é incoerente alguém estar sempre triste na presença do Senhor. Não se
trata de negar a dor, mas de reconhecer que o culto é lugar de renovar a
esperança.
É importante lembrar que o culto não é para nós — é para
Deus. Não pode ser antropocêntrico, isto é, centrado no ser humano. Seu
objetivo não é agradar quem participa, mas honrar o Senhor. Quando colocamos
nossas preferências acima da presença de Deus, perdemos o propósito. O Salmo
100 nos chama: “Celebrai com júbilo ao Senhor.” (grifo
nosso). Ele é o centro. Ele é o foco. Toda adoração pertence a Ele.
Isso não significa que o culto deva ser irreverente ou sem
ordem. Pelo contrário, o culto deve ter santo temor. Não é brincadeira, não é
entretenimento. Adorar é um ato de reverência. Hebreus 12:28-29 (NAA) diz: “Sirvamos
a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é
fogo consumidor.” Aqui vemos a diferença entre o culto da antiga e da
nova aliança: hoje nos aproximamos com confiança, mas sempre com respeito.
O Salmo 100 também fala sobre os adoradores. Eles estão em
toda a terra, em todas as tribos, povos e nações. No verso 3, o texto diz: “Sabei
que o Senhor é Deus.” Essa palavra mostra que o culto precisa ser
racional. Adorar não é agir por impulso, mas saber a quem adoramos e quem somos
diante dEle. Romanos 12:1-2 reforça essa ideia ao falar de “culto racional”,
uma adoração consciente, que envolve a mente e a vontade.
Somos chamados de “pedras vivas” em 1 Pedro 2:5. No Antigo
Testamento, os sacrifícios eram de animais mortos. Hoje, nosso sacrifício é
vivo — é nossa própria vida diante de Deus. Adoramos pelo que Ele é, pelo que
Ele fez e pelo que ainda fará. Como Isaías 43:21 (NAA) diz: “Ao povo que
formei para mim, para que proclamasse o meu louvor.” Fomos criados para
isso: louvar ao Senhor.
O culto, portanto, é vida. É entrega. É mente renovada,
coração alinhado e vontade colocada diante de Deus. Quando adoramos juntos,
experimentamos algo que não pode ser vivido sozinho: a beleza do povo de Deus
reunido, celebrando o Seu nome.
“A adoração coletiva é o encontro onde o povo de Deus se
torna uma só voz para celebrar quem Ele é.”
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça
e paz.
Pr. Décio Fonseca
03/dez/25
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