QUANDO DEUS JULGA NO TEMPO CERTO
“Pois é Deus
quem julga: a um abate, a outro exalta.” Salmo 75:7 (NAA)
Por certo, você,
como eu, tem uma causa nas mãos de Deus — uma situação que foge ao nosso
controle, algo que só o Senhor pode julgar com justiça. Lembro-me de um amigo
que certa vez me disse: “Na mesa de Deus há muitos processos aguardando
julgamento. Coloque o teu também lá.” E foi exatamente o que fiz.
Entreguei minha causa ao Supremo Juiz e, desde então, espero com fé a
manifestação da Sua justiça.
Todos nós temos
processos diante do trono de Deus — sejam questões pessoais, familiares,
espirituais ou ministeriais. São situações nas quais ansiamos por uma resposta
justa, por uma intervenção que só o céu pode conceder. É exatamente sobre isso
que o Salmo 75 trata: o julgamento pertence ao Senhor, e Ele age no tempo
certo, com retidão e sabedoria.
Esse salmo,
atribuído a Asafe, é um hino que exalta a soberania de Deus. Ele afirma que a
exaltação não vem do oriente, do ocidente ou do deserto, mas do Senhor, que
abate uns e exalta outros. Isso nos lembra que Deus vê todas as coisas, conhece
os corações e age conforme Sua vontade perfeita. Ainda que, aos nossos olhos,
pareça demorado, o juízo de Deus jamais falha.
A primeira verdade
que o salmo nos ensina é clara: Deus é o Juiz soberano, e todo julgamento está
em Suas mãos. Diferente dos homens, que podem ser parciais ou manipulados, o
Senhor julga com justiça. No tempo do profeta Amós, a justiça havia sido corrompida.
O juízo era distorcido, o bem era desprezado e a verdade havia sido lançada por
terra (Am 5:7; 5:15; 6:12). Amós conclamava o povo a restaurar o juízo nas
portas da cidade. Infelizmente, esse cenário se repete em nossos dias. Mas há
consolo: o nosso Deus não se apressa, nem se atrasa. Ele julga com retidão, e
Seu tempo é sempre perfeito.
A segunda verdade
que o salmo nos mostra é que o tempo do juízo pertence a Deus, não a nós. A
ansiedade de querer ver tudo resolvido no nosso ritmo gera aflição. Mas quando
esse sentimento surgir, devemos lembrar: o Senhor não se curva à pressa
humana. Ele age no tempo certo, de forma soberana. O próprio salmista nos
lembra disso: “Quando eu o determinar, julgarei com retidão.” Salmo
75:2 (NAA)
A terceira verdade
é que o orgulho e a arrogância não permanecem de pé diante do Senhor. Deus
resiste aos soberbos. O salmo revela que levantar a cabeça com altivez é inútil
diante do Justo Juiz. Aqueles que parecem inabaláveis ou injustamente exaltados
não permanecerão assim para sempre. Deus, no tempo certo, humilha os altivos e
honra os que confiam nEle: “Eu dizia aos arrogantes: ‘Não sejam
arrogantes’; e aos ímpios: ‘Não levantem a cabeça com orgulho.’” Salmo 75:4 (NAA)
Por fim, o salmo
nos assegura uma certeza inabalável: há um cálice na mão de Deus, e Seu juízo é
certo e completo. Essa imagem representa a medida final da justiça divina. Aos
fiéis, esse cálice pode simbolizar consolo e recompensa; aos ímpios, é a justa
retribuição por seus caminhos. “Na mão do Senhor há um cálice cheio de
vinho espumante, misturado; dele Deus dá de beber; até o último gole os ímpios
o beberão.” Salmo 75:8 (NAA)
Diante de tudo
isso, o salmo nos convida a descansar em Deus, confiar na Sua justiça e esperar
com fé o tempo certo do Seu agir. Não importa quão longo seja o silêncio, o
Juiz de toda a terra não falhará.
Na sala do
trono de Deus, nenhuma causa é esquecida, nenhum processo é arquivado e nenhum
julgamento se atrasa. O tempo pode parecer demorado, mas o Juiz fiel age na
hora exata, com justiça perfeita e misericórdia eterna.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
08/12/25
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