UMA REFLEXÃO SOBRE A PERFEIÇÃO

“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês". Mateus 5:48 (NVI)

A expressão popular “ninguém é perfeito” carrega em si uma verdade amplamente reconhecida: todos nós somos falhos, cheios de imperfeições e limitações. No entanto, quando nos deparamos com passagens bíblicas, como Mateus 5:48, que nos instrui a sermos “perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”, somos levados a refletir sobre o que realmente significa a perfeição. Esta aparente contradição entre o que se considera perfeito na vida cotidiana e a exigência divina revela nuances importantes, as quais merecem ser exploradas.

Na visão bíblica, a perfeição transcende a mera ideia de estar livre de falhas. Em uma passagem do livro de Êxodo, vemos que Deus escolhe Moisés, mesmo sabendo de suas limitações, demonstrando que os defeitos humanos não são impedimentos para cumprir um propósito maior. O que se busca na perfeição, nesse contexto, é a realização do que fomos criados para ser. Portanto, ser perfeito é alinhar-se com a vontade do nosso Senhor, buscar constantemente o crescimento e a evolução, mesmo que tenhamos fraquezas. “Disse, porém, Moisés ao Senhor: ‘Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem!’ Disse-lhe o Senhor: ‘Quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor? Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer’". Êxodo 4:10-12 (NVI).

É importante reconhecer que a perfeição de Deus é de uma natureza incomparável. Deus é apresentado nas Escrituras como o exemplo máximo de excelência; em Salmos 18:30, lemos que “todas as suas promessas são comprovadamente verdadeiras”, e Tiago 1:17 reforça que “nele não há variação”. Essa perfeição é imutável e perfeita em todos os aspectos. No entanto, a boa notícia é que, apesar de nossas fragilidades, somos chamados a nos aproximar desse ideal.

A promessa de que podemos ser perfeitos, mesmo com nossas imperfeições, é um alicerce poderoso para nossa jornada espiritual. O apóstolo Paulo nos exorta a não nos conformarmos com este mundo, mas a nos transformarmos pela renovação da mente. Essa transformação nos permite entender e nos alinhar com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. É nesse processo de submissão e aprendizado que podemos alcançar um estado de perfeição sob a ótica divina.  “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 (NVI).

A ideia de que a perfeição é um espelho da glória de Deus, nos leva a um entendimento mais profundo sobre o que significa ser perfeito. Não se trata de uma busca egoísta por status ou reconhecimento, mas de refletir as qualidades de Deus em nossa vida. A perfeição, nesse sentido, é uma jornada contínua, um chamado ao crescimento pessoal e espiritual. Ao aceitarmos nossas limitações e, ao mesmo tempo, nos esforçarmos para ser melhores, estamos imitando o caráter de Deus. “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” 1 Coríntios 11:1 (NVI).

Além disso, a possibilidade de aperfeiçoamento contínuo é uma esperança revigorante. A cada passo dado na direção da santidade, conforme Provérbios 4:18 indica, estamos nos movendo para mais perto do propósito que Deus tem para nós. O processo de aperfeiçoamento é marcado pela humildade e pela disposição de aprender, reconhecer erros e buscar a ajuda divina. Essa humildade é crucial, pois, como diz Tiago 4:10, “humilhai-vos diante do Senhor, e ele vos exaltará”.

É vital, portanto, que compreendamos a perfeição não como um estado final, mas como um caminho a ser trilhado. Essa visão nos permite lidar com nossas falhas de maneira mais construtiva, sem nos sentirmos desanimados ou frustrados. Ao invés de buscarmos a perfeição em termos de perfeição absoluta, podemos focar em ser o melhor que podemos ser em cada etapa de nossa vida.

Em conclusão, a jornada espiritual em direção à perfeição, sob a luz das Escrituras, é um convite a viver de maneira mais plena e consciente. Enquanto reconhecemos nossas falhas e limitações, também somos encorajados a olhar para a possibilidade de ser moldados pela vontade de Deus. Assim, seremos capazes de refletir a Sua glória, não por sermos impecáveis, mas por buscarmos incessantemente viver em harmonia com o propósito para o qual fomos criados. E assim, na fragilidade da nossa humanidade, encontramos a essência da verdadeira perfeição. Que possamos, portanto, sempre aspirar a sermos mais semelhantes ao nosso Amado Jesus, confiantes de que, mesmo com nossas imperfeições, podemos brilhar a luz divina no mundo.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

LATAS VAZIAS E RANCORES DEVEM SER JOGADOS FORA

“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.” Hebreus 12:15 (NVI).

Hoje eu ouvi uma frase sensacional! “latas vazias e rancores devem ser jogados fora”.

Na vida, acumulamos lembranças, objetos e sentimentos. Alguns são úteis, outros apenas ocupam espaço, como latas vazias e rancores. Ambos devem ser descartados para vivermos de forma mais leve e saudável. Latas vazias, que um dia foram úteis, agora são apenas resíduos. Guardá-las não faz sentido, pois ocupam espaço que poderia ser usado para algo novo. Da mesma forma, os rancores, que talvez tenham tido razão no passado, hoje só pesam em nosso coração. Carregar rancores é um fardo desnecessário que nos impede de avançar e crescer espiritualmente.

A Bíblia aborda temas semelhantes a esses, especialmente no que diz respeito a deixar para trás sentimentos que nos fazem tão mal, e viver de forma mais leve e saudável.

À luz da Palavra de Deus, podemos entender que o processo de se livrar dos rancores e mágoas é essencial para viver uma vida plena e em paz. Jesus nos ensina sobre a importância do perdão em várias passagens, destacando que o perdão é um caminho para a cura e a libertação pessoal.

Mateus 6:14-15 nos lembra: “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai Celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai Celestial não lhes perdoará as ofensas.” Este versículo enfatiza que perdoar o próximo é um requisito essencial para recebermos o perdão de Deus, destacando a importância de liberar o rancor para vivermos em harmonia com os ensinamentos de Cristo.

Quando Paulo escreve aos Efésios, exortando-os acerca da necessidade de se livrarem de toda amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade, ele está destacando a importância de uma transformação interior que refletisse, naquela comunidade, a nova vida em Cristo. O apóstolo conclui dizendo que eles deveriam ser bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. Há um conselho muito importante para que comportamentos e atitudes negativas, que não condizem com a vida cristã, fossem abandonados. (Efésios 4:31-32).

Esse é um convite extremamente atual para que vivamos vidas transformadas pela graça de Deus, onde atitudes e comportamentos negativos são substituídos por virtudes que promovam a paz, a unidade e o amor entre os irmãos em Cristo.

Essa transformação interior é um processo contínuo de renovação da mente e do coração, que nos aproxima cada vez mais do caráter de Cristo. Paulo reconhece que, como seres humanos, somos sujeitos a falhas e imperfeições. No entanto, ele nos exorta a buscar constantemente a santidade e a viver conforme os ensinamentos de Jesus. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2 (NVI).

Além disso, Paulo destaca a importância do perdão como um elemento central na vida cristã. Perdoar não é apenas um ato de obediência a Deus, mas também um caminho para a cura e a libertação pessoal. Quando perdoamos, liberamos o peso do rancor e da mágoa, permitindo que a paz de Deus reine em nossos corações. “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” Colossenses 3:13 (NVI).

Dessa maneira, ao considerarmos a importância de abandonar sentimentos negativos, somos incentivados a adotar a bondade, a compaixão e o amor, promovendo um ambiente de apoio e incentivo mútuo e assim, levar uma vida alinhada com os ensinamentos de Cristo.

Livrar-se das latas vazias é simples: basta jogá-las no lixo. O ressentimento requer reflexão e perdão. O alívio após esse processo é imensurável, traz leveza e liberdade para novas experiências. Se for difícil abandonar seus rancores, peça ao Espírito Santo para ajudá-lo. Somente Ele pode lhe dar a força e a sabedoria necessárias para perdoar e abandonar sentimentos improdutivos que ameaçam tanto o físico quanto o espírito. Como está escrito em Romanos 8:26: “Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza”.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

 

 

 

 

O INESTIMÁVEL VALOR DE UMA ALMA AOS OLHOS DE DEUS.

“Mas o Senhor lhe disse: 'Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu.'” Jonas 4:10 (NVI).

Há pessoas que dão mais valor às coisas do que às pessoas. Elas se perdem em um mar de posses materiais, acreditando que a felicidade está em acumular bens. No entanto, esquecem que os momentos mais preciosos da vida são aqueles compartilhados com quem amamos. As coisas podem trazer conforto temporário, mas são os relacionamentos que nos proporcionam alegria duradoura e sentido para a vida. Valorizar as pessoas ao nosso redor é essencial para construir uma vida plena e significativa.

Jonas foi um profeta que, comissionado por Deus, preferiu fugir a obedecer. Em vez de seguir para Nínive, a cidade para onde foi enviado, ele embarcou em um navio com destino a Társis, tentando escapar da missão divina. “Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis. Desceu à cidade de Jope, onde encontrou um navio que se destinava àquele porto. Depois de pagar a passagem, embarcou para Társis, para fugir do Senhor.” Jonas 1:3 (NVI).

No decorrer da viagem uma grande tempestade surgiu no mar colocando em risco a vida de todos a bordo. Os marinheiros, apavorados, descobriram que Jonas era o responsável pela tempestade e, seguindo suas instruções, o lançaram ao mar. Jonas foi então engolido por um grande peixe, onde permaneceu por três dias e três noites. (Jonas 1:7-15).

Durante o tempo em que esteve no ventre do peixe, ele refletiu sobre sua desobediência e orou a Deus, pedindo perdão. Após ser vomitado em terra firme pelo peixe, Jonas, agora arrependido, decidiu cumprir a missão que lhe fora dada. Ele foi pregar em Nínive, levando a mensagem de arrependimento aos seus habitantes. (Jonas 3).

Depois de cumprir com sua missão, Jonas senta-se num lugar a leste da cidade, constrói um abrigo e aguarda para ver o que aconteceria com a cidade. Ali, o Senhor fez crescer uma planta sobre Jonas para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor, e Jonas ficou muito alegre. Porém, na madrugada do dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta, de modo que ela secou. (Jonas 4:5-7).

Ao nascer do sol, Deus trouxe um vento oriental muito quente, e o sol bateu na cabeça de Jonas, a ponto de ele quase desmaiar. Com isso ele desejou morrer, e disse: "Para mim seria melhor morrer do que viver". Mas Deus disse a Jonas: "Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta? " Respondeu ele: "Sim, tenho! E estou furioso a ponto de querer morrer." (Jonas 4: 8-9).

Mas o Senhor disse a Jonas: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu. E eu, não deveria ter pena da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir entre a mão direita e a esquerda, e também muitos animais?”

Jonas, o profeta fujão, foi confrontado por Deus. Ele precisava aprender uma valiosa lição sobre compaixão e misericórdia. Jonas precisava entender que a misericórdia de Deus se estende a todos, independentemente de suas ações passadas, e que o arrependimento e a mudança de coração são sempre possíveis. “Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade.” Salmos 86:15 (NVI).

Para Deus, cada alma tem um valor inestimável. A Bíblia nos ensina que Deus criou cada pessoa à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:27), o que já nos dá uma ideia do quanto Ele valoriza cada um de nós. Além disso, o sacrifício de Jesus na cruz é a maior prova do amor e do valor que Deus atribui a cada alma. Em João 3:16, lemos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Deus não deseja que ninguém se perca, mas que todos alcancem o arrependimento. (2 Pedro 3:9). Ele nos chama a amar e valorizar as pessoas ao nosso redor, assim como Ele nos ama. A parábola da ovelha perdida (Lucas 15:4-7) ilustra bem essa verdade: o pastor deixa as noventa e nove ovelhas para buscar a que se perdeu, mostrando que cada alma é preciosa aos olhos de Deus.

Aprendemos com essa lição que o valor de uma alma para o Senhor é incalculável. Cada pessoa é única e preciosa aos olhos de Deus, e Ele está disposto a fazer tudo para resgatar aqueles que se perderam. Isso nos ensina a importância de amar e cuidar uns dos outros, refletindo o amor incondicional que Deus tem por cada um de nós. Ele nos ama com um amor eterno e deseja que todos nós experimentemos a plenitude de Sua graça e misericórdia.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

 

 

CONHECER A CRISTO

“Sim, todas as outras coisas são insignificantes comparadas ao ganho inestimável de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele, deixei de lado todas as coisas e as considero menos que lixo, a fim de poder ganhar a Cristo.” Filipenses 3:8 (NVT).

A Bíblia é um livro repleto de mensagens e doutrinas que orientam a vida dos cristãos. No entanto, de todas essas mensagens, a mais importante é: conhecer a Cristo. Desde o Gênesis até o Apocalipse, a Bíblia aponta para Jesus Cristo como o centro de nossa fé.

Conhecer a Cristo significa entender e aceitar seu papel como o Salvador da humanidade. Ele é a manifestação do amor de Deus e a ponte que nos reconcilia com o Pai. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6). Esta declaração enfatiza que a salvação e a vida eterna só podem ser alcançadas através de um relacionamento pessoal com Cristo Jesus.

Conhecer a Cristo transforma vidas. Ele nos ensina a amar, perdoar e viver de acordo com os princípios do Reino de Deus. Suas palavras e ações são um exemplo perfeito de como devemos viver. Através de seu sacrifício na cruz, Ele nos mostrou o verdadeiro significado do amor e da redenção. Enquanto as doutrinas bíblicas são fundamentais para a compreensão da fé cristã, conhecer a Cristo é a essência dessa fé. É através Dele que encontramos propósito, esperança e a promessa de uma vida eterna com Deus. “E a vida eterna é isto: conhecer a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste ao mundo.” João 17:3 (NVT).

Ninguém ama a quem não conhece. Para amar verdadeiramente a Jesus, é essencial conhecê-Lo, e esse conhecimento vem através da leitura da Bíblia, da oração e da experiência pessoal com Ele.

Uma das funções mais importantes da Bíblia é, de fato, revelar Jesus Cristo. Desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento, a Bíblia aponta para Jesus como o centro da fé cristã e a chave para a salvação. Através dessas escrituras, o Espírito Santo de Deus nos revela um Jesus que o mundo não conhece. O mundo pode até conhecer o Jesus da história, porém o Jesus profético se revela de maneira profunda e pessoal pelo poder do Espírito Santo. Ele abre nossa mente para compreendermos Seu caráter, Seu amor e Seu propósito para a humanidade. Conhecer Jesus através da Bíblia é fundamental para desenvolver um relacionamento verdadeiro e transformador com Ele. "Vocês estudam minuciosamente as Escrituras porque creem que elas lhes dão vida eterna. Mas as Escrituras apontam para mim!” João 5:39 (NVT).

A Bíblia nos conta sobre Sua vida, Seus ensinamentos, Seus milagres e, mais importante, Seu sacrifício na cruz por nossos pecados. Ao ler e estudar a Bíblia, começamos a entender quem Jesus é e o que Ele fez por nós. “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.” Isaías 53: 4-7 (NVI).

Conhecer Jesus vai além do conhecimento intelectual; envolve também uma experiência pessoal e íntima com Ele. Isso pode acontecer através da oração, onde falamos com Ele e ouvimos sua voz em nossos corações. Muitas pessoas relatam sentir a presença de Jesus em momentos de adoração, meditação e reflexão. “Mas, quando orarem, cada um vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, em segredo. Então seu Pai, que observa em segredo, os recompensará.” Mateus 6:6(NVT).

À medida que conhecemos Jesus, nossa vida começa a ser transformada. Seus ensinamentos nos guiam a viver de maneira mais amorosa, compassiva e justa. Essa transformação é um testemunho do poder de conhecer e amar a Cristo.

Conhecemos mais sobre Jesus quando estamos ligados ao corpo – a Igreja fiel. Através da comunhão com os irmãos, aprendemos mais sobre o nosso Salvador e experimentamos Seu amor refletido nas ações e palavras dos outros. “Pensemos em como motivar uns aos outros na prática do amor e das boas obras. E não deixemos de nos reunir, como fazem alguns, mas encorajemo-nos mutuamente, sobretudo agora que o dia está próximo.” Hebreus 10:24-25 (NVT).

Portanto, assim como não podemos amar alguém que não conhecemos, não podemos amar verdadeiramente a Jesus sem buscá-lo e conhecê-lo profundamente. Esse conhecimento é a base para um relacionamento genuíno e transformador com Ele. Ah, como precisamos conhecer o Senhor. Busquemos com toda intensidade conhecê-lo, pois Ele nos responderá, tão certo como chega o amanhecer ou vêm as chuvas da primavera. (Oséias 6:3). Que possamos dizer como Paulo: “Quero conhecer a Cristo e experimentar o grande poder que o ressuscitou” (Filipenses 3:10a).

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

 

BRIGOU, RESOLVA SEU DESENTENDIMENTO.

“Agora, suplico a Evódia e a Síntique: tendo em vista que estão no Senhor, resolvam seu desentendimento.” Filipenses 4:2 (NVT).

Conflitos e desentendimentos são comuns em qualquer grupo de pessoas, incluindo a igreja. Eles podem surgir devido a diferenças de opinião, mal-entendidos ou até mesmo questões pessoais.

O versículo de Filipenses 4:2, em que Paulo suplica a Evódia e a Síntique para resolverem suas desavenças, nos mostra que até mesmo entre os primeiros cristãos havia conflitos. No entanto, a maneira como lidamos com esses desentendimentos é fundamental para a saúde e a unidade da comunidade cristã.

Paulo enfatiza a importância da reconciliação entre as irmãs, lembrando que ambas estão "no Senhor". Isso significa que como seguidoras de Cristo elas são chamadas a buscar a paz e a unidade. Jesus ensinou sobre a importância de resolver conflitos rapidamente e de maneira amorosa.  "Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta.” Mateus 5:23-24 (NVT).

Cabe-nos lembrar que a resolução de desentendimentos exige comunicação aberta e honesta. É importante ouvir o outro lado com empatia e buscar entender sua perspectiva. Além disso, o perdão é essencial. Efésios 4:32 nos lembra: "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo".

A igreja é descrita como o corpo de Cristo, onde cada membro é importante e interdependente (1 Coríntios 12:12-27). Desentendimentos não resolvidos podem causar divisões e enfraquecer a comunidade. Portanto, é vital trabalhar pela unidade, lembrando que todos somos parte do mesmo corpo e temos um propósito comum. “Isso faz que haja harmonia entre os membros, de modo que todos cuidem uns dos outros. Se uma parte sofre, todas as outras sofrem com ela, e se uma parte é honrada, todas as outras com ela se alegram. Juntos, todos vocês são o corpo de Cristo, e cada um é uma parte dele.” 1 Coríntios 12 25-27 (NVT).

A maneira como administramos as situações conflituosas dentro de nossas igrejas serve como um testemunho para o mundo. Jesus disse: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (João 13:35). Resolver desentendimentos de maneira amorosa e respeitosa demonstra o amor de Cristo e fortalece nosso testemunho.  “Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu." Mateus 5:16 (NVT). Portanto, embora desentendimentos sejam comuns, a maneira como os abordamos pode fortalecer nossa fé e nossas igrejas.

Seguir os ensinamentos de Jesus sobre reconciliação e perdão é fundamental para manter a unidade e a paz dentro da igreja. Quando escolhemos resolver conflitos de maneira amorosa e respeitosa, demonstramos o amor de Cristo em nossas ações e palavras. Isso não apenas fortalece os laços dentro da comunidade cristã, mas também serve como um poderoso testemunho para o mundo, mostrando a diferença que a fé em Jesus pode fazer em nossas vidas. Trabalhar pela unidade e pela paz é um reflexo do compromisso que temos com os ensinamentos de Cristo e com a missão de viver como seus discípulos. “No que depender de vocês, vivam em paz com todos.” Romanos 12:18 (NVT).

Não sabemos o porquê do desentendimento das irmãs da igreja de Filipos. Sabemos que elas eram queridas e trabalhadoras na propagação das boas-novas. A situação de Evódia e Síntique nos ensina que, mesmo entre os mais dedicados servos de Cristo, podem surgir conflitos. No entanto, a maneira como escolhemos lidar com esses conflitos pode fortalecer ou enfraquecer nossas igrejas. Paulo não apenas identifica o problema, mas também oferece uma solução: a reconciliação em Cristo.

A reconciliação não é apenas um ato de paz, mas um reflexo do amor e do perdão que recebemos de Jesus. Quando buscamos resolver desentendimentos com humildade e amor, estamos seguindo o exemplo de Cristo e promovendo a saúde espiritual da igreja. Ao resolvermos nossos conflitos domésticos de maneira bíblica, mostramos ao mundo que a fé em Jesus transforma vidas e relacionamentos.

Portanto, é vital que, como igreja de Cristo, busquemos sempre a unidade e a paz, lembrando que somos todos membros do corpo de Cristo, chamados a viver em harmonia e amor. Através da reconciliação e do perdão, podemos fortalecer nossa fé, nossa igreja e nosso testemunho para o mundo.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

 

 

 

 

 


 

EM SEUS PASSOS, O QUE FARIA JESUS?

“Tenham a mesma atitude demonstrada por Cristo Jesus.” Filipenses 2:5 (NVT).

Quando jovem, li um livro que me marcou profundamente. Intitulado “Em Seus Passos o Que Faria Jesus?”, escrito por Charles M. Sheldon, essa obra narra as profundas mudanças que ocorrem quando um pastor desafia sua comunidade a viver de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo.

A história começa quando um homem sem-teto interrompe um culto dominical, questionando a congregação sobre a autenticidade de sua fé. Inspirado por esse encontro, o pastor propõe um desafio: durante um ano, todos devem perguntar a si mesmos “O que Jesus faria?” antes de tomar qualquer decisão. À medida que os membros da comunidade aceitam o desafio, suas vidas começam a mudar de maneiras surpreendentes e transformadoras. Eles enfrentam dilemas éticos e morais, e suas ações passam a refletir um compromisso mais profundo com os princípios cristãos de amor, compaixão e justiça.

Não tenho elementos para afirmar de forma categórica, mas é possível que Sheldon ao escrever seu livro tenha se baseado na exortação de Paulo onde, de forma imperativa, o apóstolo leva os crentes de Filipos a terem a mesma atitude que Cristo Jesus teve. Ele diz: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:5).

Daí em diante, o apóstolo dá início a uma série de conselhos visando o crescimento sadio da igreja, em que o exemplo a ser seguido é o de Cristo.

Paulo ataca um ponto delicado do ser humano quando diz no verso 3: “Não sejam egoístas”. Fica claro que a intenção do apóstolo é incentivar uma mudança de perspectiva, em que a comunidade cristã é marcada pelo amor e serviço mútuo, refletindo o exemplo de Cristo. Essa atitude de humildade e serviço é fundamental para a unidade e harmonia dentro da igreja e na vida cristã em geral.  “Amem as pessoas sem fingimento. Odeiem tudo que é mau. Apeguem-se firmemente ao que é bom. Amem-se com amor fraternal e tenham prazer em honrar uns aos outros.” Romanos 12:9-10 (NVT).

Nem tente impressionar ninguém” (Filipenses 2:3). Este conselho é extremamente prático e relevante. Tentar impressionar constantemente pode ser um fardo pesado. É como usar uma máscara o tempo todo. Essa característica pode levar a relacionamentos superficiais e a uma sensação de insatisfação, pois a pessoa está habitualmente tentando corresponder às expectativas externas em vez de ser autêntica e verdadeira consigo mesma. A verdadeira autenticidade é libertadora. Quando nos permitimos ser quem somos, sem medo de julgamentos, nossos relacionamentos se tornam mais genuínos e significativos. “Acaso estou tentando conquistar a aprovação das pessoas? Ou será que procuro a aprovação de Deus? Se meu objetivo fosse agradar as pessoas, não seria servo de Cristo. Gálatas 1:10 (NVT).

“Sejam humildes e considerem os outros mais importantes que vocês” (Filipenses 2:3)Jesus disse que os humildes herdarão a terra. Esta mensagem de humildade e serviço aos outros é central ao ensinamento cristão. Jesus, em seu Sermão da Montanha, afirmou: "Bem-aventurados os humildes, porque herdarão a terra" (Mateus 5:5).

A humildade não é apenas uma virtude a ser admirada, mas uma prática diária que transforma nossas interações e relacionamentos. Quando colocamos os outros acima de nós mesmos, criamos um ambiente de respeito e amor mútuo. Isso não significa que devemos nos desvalorizar, mas sim reconhecer o valor e a dignidade dos outros, promovendo uma comunidade onde todos se sintam valorizados e respeitados. Essa atitude de humildade e serviço é fundamental para a unidade e harmonia dentro da igreja e na vida cristã em geral. Ao seguir o exemplo de Cristo, que se esvaziou e tomou a forma de servo, somos chamados a viver de maneira que reflita Seu amor e sacrifício.

“Não procurem apenas os próprios interesses, mas preocupem-se também com os interesses alheios.” (Filipenses 2:4) - Preocupar-se com os interesses alheios é um ato de empatia e amor ao próximo. Quando nos concentramos apenas em nossos próprios interesses, perdemos a oportunidade de fazer a diferença na vida dos outros. Às vezes, a correria do dia a dia nos faz esquecer disso, não é mesmo? Mas quando paramos para ouvir, ajudar e apoiar os outros, encontramos significado e conexão verdadeira.

Em todos esses conselhos práticos há um exemplo a ser seguido: “Tenham a mesma atitude demonstrada por Cristo Jesus.”

Assim como aconteceu na igreja de Sheldon, a partir de hoje, antes de tomar qualquer decisão, pergunte a si mesmo: o que Jesus faria?

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

VIDEIRA VERDADEIRA

“Volta-te para nós, ó Deus dos Exércitos! Dos altos céus olha e vê! Toma conta desta videira, da raiz que a tua mão direita plantou, do filho que para ti fizeste crescer! Tua videira foi derrubada; como lixo, foi consumida pelo fogo. Pela tua repreensão perece o teu povo!” Salmos 80:14-16 (NVI).

No Velho Testamento a videira foi usada para descrever o relacionamento de Deus com o povo de Israel. O salmista suplica o favor de Deus para a restauração da vinha que Ele plantou e protegeu. (Salmos 80: 8-19). O profeta Isaías, no capítulo 5 de seu livro, retrata Deus como o dono de um vinhedo que plantou com todo o cuidado, mas a vinha não produziu bons frutos, simbolizando a infidelidade de Israel e a necessidade de arrependimento. “Pois bem, a vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava. Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição.” Isaías 5:7 (NVI). Quando se esperava pela colheita de uvas doces em Israel, como povo do Senhor, aquele vinhedo produziu uvas amargas.

Inevitavelmente o castigo chegou, pois Israel abandonou o Senhor para seguir outros deuses. A videira simbolizava a promessa de Deus de cuidar e abençoar Seu povo escolhido. A história muitas vezes segue um padrão triste: preparação amorosa, desobediência e, eventualmente, juízo. Deus, em Sua justiça, repreende e disciplina Seu povo quando eles se afastam dEle. A destruição resultante serve como um lembrete da importância de permanecermos fiéis aos propósitos divinos.

Os discípulos certamente conheciam esses escritos, pois os textos citados já existiam no tempo de Jesus. Não foi por acaso que o próprio Jesus se manifestou dizendo: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.” João 15:1 (NVI).

Jesus utilizou a figura da videira, um símbolo familiar para os discípulos. Ao se declarar como a “videira verdadeira”, Jesus estabeleceu um contraste com Israel, que muitas vezes falhou em produzir frutos espirituais. Ele se posiciona como a fonte verdadeira e perfeita de vida espiritual e crescimento.

A alegoria da videira e dos ramos apresentada em João 15 destaca a importância de permanecer em Jesus para produzir frutos. Assim como os ramos não podem dar frutos se não estiverem conectados à videira, os discípulos também não podem produzir frutos espirituais sem permanecer em Cristo. Jesus ainda aponta para o Pai como o agricultor, aquele que cuida dos ramos, podando-os para que possam dar mais frutos e removendo aqueles que não produzem.

Israel foi rejeitado porque não produziu bons frutos. A questão da produção de frutos na vida da igreja é essencial. Jesus enfatizou que os discípulos devem permanecer nEle para que possam dar frutos, pois sem Ele nada podem fazer (João 15:5). A produção de frutos espirituais é um sinal de uma vida transformada e de uma fé genuína.

Na vida da igreja, produzir frutos significa demonstrar as qualidades do Espírito. Esses frutos são evidências do trabalho de Deus na vida dos crentes e são essenciais para o testemunho cristão no mundo.  “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gálatas 5:22-23 (NVI)

A produção de frutos está intrinsecamente ligada à missão da igreja de fazer discípulos de todas as nações. A igreja é chamada a ser uma luz no mundo, refletindo o caráter de Cristo e atraindo outros para a fé. Portanto, a produção de frutos não é apenas uma questão de crescimento pessoal, mas também de impacto comunitário e global.  “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos." Mateus 28:19-20 (NVI).

A igreja precisa aprender com o exemplo de Israel e não incorrer no mesmo erro. A conexão com a verdadeira videira, que é Jesus, assegura que a igreja receba a nutrição espiritual essencial para seu crescimento e florescimento. Isso envolve uma vida de oração, estudo da Palavra, e obediência aos mandamentos de Cristo. É através dessa conexão que somos capacitados pelo Espírito Santo a viver de maneira que glorifique a Deus e atraia outros para a fé.

Portanto, a igreja deve constantemente avaliar sua relação com Cristo e buscar maneiras de fortalecer essa ligação, para que possa cumprir seu propósito divino e produzir frutos que permaneçam. “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.” João 15:16 (NVI).

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

  O CORAÇÃO DE UM PAI “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.” Salmos 103:13 (ARC). ...