VIGIAI E ORAI

“Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41 NAA

Esse versículo faz parte do relato da última noite de Jesus antes de sua crucificação. Ele está no Getsêmani, orando intensamente ao Pai. Jesus convida seus discípulos a vigiar e orar com ele. Ele sabe que a tentação está próxima e quer prepará-los. Vivemos em um mundo cheio de distrações, tentações e pressões. Nossas fraquezas humanas podem nos levar a cair. A solução? Vigiar e orar. Estar atentos à nossa vulnerabilidade e buscar força em Deus.

A vigilância envolve estar atentos às armadilhas e desafios que enfrentamos. Jesus nos exortou a vigiar, especialmente em momentos de dificuldade. Quando estamos alertas, podemos evitar quedas e permanecer firmes na fé. A vigilância é como manter os faróis acesos na estrada da fé. Quando estamos atentos, podemos evitar as armadilhas e permanecer firmes mesmo nos momentos mais desafiadores. É como se estivéssemos usando um capacete espiritual para proteger nossa mente e coração. “Por isso, preparando o seu entendimento, sejam sóbrios e esperem inteiramente na graça que lhes está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.” 1 Pedro 1:13 NAA

Precisamos vigiar, exercendo vigilância constante para não cair no pecado. Um dia Jesus voltará e não queremos ser encontrados vivendo no pecado, sem arrependimento nem preocupação com as coisas de Deus. Por vezes perdemos o foco e não fazemos o que é certo. Por isso, é importante se manter vigilante, pedir perdão pelos pecados e mudar o comportamento.  “Se andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 João 1:7

Não estamos sozinhos nessa jornada. Jesus nos ajuda a vigiar e a corrigir as coisas erradas. Também temos o corpo - a igreja. Juntos, podemos escapar das armadilhas do diabo e ficar prontos para a vinda de Jesus. A vigilância não é apenas sobre olhar para fora; também envolve autoconhecimento. Precisamos estar cientes das nossas próprias fraquezas e áreas vulneráveis. Quando reconhecemos nossos pontos fracos, podemos buscar a força de Deus para superá-los. Deus, porém, é meu auxílio; o Senhor me mantém com vida." Salmos 54:4 NVT

A oração citada no versículo juntamente com a vigilância são armas poderosas. São como as espadas espirituais que nos fortalecem na batalha contra as tentações e nos mantêm conectados a Deus.

Na oração, encontramos força, consolo e direção. É como conectar nosso coração à fonte divina. Quando nos sentimos esgotados, podemos nos refugiar nesse diálogo com Deus e sair renovados. Somos fortalecidos por Ele através da oração, enfrentando os desafios como se recebêssemos um abraço do Pai celestial. Ele nos envolve com Seu amor, lembrando-nos de que não estamos sozinhos.

Ao compartilharmos nossos fardos com Ele, encontramos paz e alívio. Deus sussurra em nossos corações, guiando-nos, mesmo quando não sabemos qual caminho seguir. Assim, Ele fala conosco na oração, de maneira suave e gentil, como se nos guiasse passo a passo.  “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” Mateus 11:28 NAA

Lembramos também que na oração não é apenas pedir; é também ouvir, render-se e confiar. Quando oramos, reconhecemos nossa dependência do Espírito Santo. Quando nos colocamos em silêncio diante de Deus, abrimos espaço para ouvir Sua voz. Às vezes, Ele fala por meio de Sua Palavra, outras vezes por meio de impressões em nosso coração. Estar atentos a esses momentos é essencial. É preciso entender que a oração é um ato de dependência. Reconhecemos que não podemos fazer nada por nós mesmos; precisamos do Espírito Santo. “...porque sem mim vocês não podem fazer nada.” João 15:5b. É sabe que Ele nos guia, nos consola e nos capacita. Quando oramos, estamos convidando o Espírito a trabalhar em nós. 

O compromisso constante com a vigilância e a oração é fundamental. E o Espírito Santo, nosso guia e fortalecedor, está sempre conosco nessa jornada. Ele nos ajudará a manter o foco e a perseverar, mesmo quando enfrentamos desafios.

Vigiar e orar — essas palavras ressoam através dos séculos, lembrando-nos da nossa dependência de Deus e da necessidade de estarmos atentos. Que nessa jornada espiritual, possamos continuar cultivando essas práticas essenciais, confiando na ajuda do Espírito Santo. Que possamos permanecer vigilantes, fortalecidos pela oração, enquanto seguimos nossa jornada de fé

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

DEUS DOS IMPOSSÍVEIS

“Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos isto é impossível, contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” Marcos 10:27 NAA

Jesus, e somente Ele, é capaz de realizar o que está além das nossas forças e compreensão. Quando depositamos nossas expectativas na solução de problemas por meio de seres humanos, que são falíveis e limitados, acabamos inevitavelmente frustrados. É como esperar que um barco de papel suporte uma tempestade em alto mar. A verdadeira segurança está em confiar no Deus que controla os ventos e as ondas.

No texto que nos serve de base para essa reflexão vemos Jesus respondendo ao jovem rico que o abordou com uma pergunta sobre como obter a vida eterna. Aquele O homem chamou Jesus de “Bom Mestre” e queria saber o que ele deveria fazer para alcançar a salvação. A resposta de Jesus é profunda e reveladora. Jesus começa afirmando que, do ponto de vista humano, é impossível alcançar a vida eterna por nossos próprios méritos. Nossas obras, esforços ou justiça pessoal não são suficientes para nos salvar. Isso nos lembra da nossa total dependência da graça de Deus.

Não podemos nos salvar; precisamos da intervenção divina. O texto de Efésio 2:8 confirma e fortalece esse entendimento: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus,”. É extraordinário pensar que não precisamos nos esforçar para merecer esse presente; Deus nos oferece livre e gratuitamente. A dependência da graça divina é algo que nos humilha e, ao mesmo tempo, nos liberta. Não somos salvos por nossos próprios méritos, mas pela obra redentora de Cristo.

Tudo é Possível para Deus: A segunda parte do versículo é uma declaração de esperança e confiança. Jesus afirma que, para Deus, todas as coisas são possíveis. A salvação não é baseada em nossas habilidades ou méritos, mas na obra redentora de Deus. Ele pode fazer o impossível acontecer, inclusive salvar pecadores como nós. Se dependêssemos apenas de nós mesmos, estaríamos perdidos. Mas, graças a Deus, Ele é capaz de nos salvar. “Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” 1 Timóteo 1:15 NAA

Jesus enfatizou nesse texto a impossibilidade humana em face da capacidade divina. Deus pode realizar o que está além das nossas forças e compreensão. E neste caso, em especial, Jesus estava apontando para algo muito maior: a salvação e o amor do Pai Celeste.

Nesse contexto, a mensagem é clara: não importa quão impossível pareça, Deus tem o poder de transformar vidas. Ele não olha apenas para as aparências ou para as circunstâncias; Ele olha para o coração. Seu amor é capaz de alcançar até mesmo aqueles que parecem distantes ou perdidos.

Às vezes, nos surpreendemos com as pessoas que Deus alcança. Aquelas que pareciam distantes, desanimadas ou perdidas podem experimentar uma reviravolta incrível quando encontram o amor e a graça divina. É como se Ele escrevesse histórias de redenção que desafiam todas as probabilidades. Essa verdade nos lembra de sermos compassivos e pacientes com os outros. Às vezes, não sabemos o que alguém está enfrentando internamente. Deus, em sua infinita misericórdia, olha para além das aparências e nos convida a fazer o mesmo.  “Porém o Senhor disse a Samuel: - Não olhe para a sua aparência nem para a sua altura, porque eu o rejeitei. Porque o Senhor não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o Senhor vê o coração.” 1 Samuel 16:7

A história de Paulo é um exemplo poderoso disso. Ele começou como um perseguidor implacável dos cristãos, mas o encontro transformador com Jesus na estrada de Damasco mudou tudo. Deus olhou além das aparências e viu o coração de Paulo, e a vida dele foi completamente redirecionada. Paulo se tornou um dos maiores apóstolos e escreveu muitas das epístolas do Novo Testamento. Sua jornada de redenção é um lembrete de que Deus não desiste de ninguém. Ele está sempre trabalhando nos bastidores, mesmo quando não conseguimos ver.  “Mas o Senhor disse a Ananias: — Vá, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis, bem como diante dos filhos de Israel.” Atos 9:15 NAA

Se Deus mudou a história de Paulo ele pode mudar a tua história. Essa mesma graça que alcançou Paulo está disponível para todos nós. Ele opera o impossível. Às vezes, quando enfrentamos situações difíceis ou aparentemente sem solução, é bom lembrar que o Deus que abriu o caminho para Paulo também está conosco. Ele não apenas muda histórias, mas também nos sustenta, nos fortalece e nos guia.

Portanto, a cada dia, possamos experimentar o poder desse Deus que nos ama de forma incondicional e opera o impossível. Quando enfrentarmos desafios que parecem insuperáveis e nosso barco parecer prestes a naufragar, lembremo-nos de que em nosso Deus há uma âncora segura. Jesus, aquele que transcende nossas limitações e compreensão, é capaz de realizar o impossível. A verdadeira segurança reside em confiar no Deus que controla os ventos e as ondas. Como diz a Escritura: “Para Deus, tudo é possível.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

PERDÃO: A JORNADA DA CURA E REDENÇÃO

Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados. Colossenses 1:13-14

A culpa pode ser uma sombra persistente que paira sobre muitas pessoas. Ela nos faz reviver erros passados, questionar nossas decisões e até mesmo nos afastar da paz interior. Muitos se sentem atormentados pela culpa, carregando pesos internos, dilemas morais e arrependimentos que os mantêm acordados à noite. No entanto, a busca por resolver os dramas da consciência é uma jornada comum a todos nós. Queremos encontrar respostas, alívio e redenção, mas nem sempre sabemos como alcançá-los. Tais problemas surgem porque as pessoas não têm entendido o significado do amor de Deus.

A boa notícia é que não estamos sozinhos nessa busca. Deus está conosco, caminhando ao nosso lado. Ele é o Pai compassivo que nos estende a mão quando tropeçamos. Ele é o Amigo fiel que nos ouve em nossas noites mais escuras. E, mesmo quando nos sentimos perdidos, Ele nos lembra de que Sua graça é suficiente. “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” Mateus 28:20 NAA

Aqui está o ponto crucial: muitas vezes, esses problemas surgem porque não compreendemos plenamente o significado do amor de Deus. Afinal, o amor divino não é apenas uma abstração teológica; é uma realidade transformadora. Quando entendemos que somos amados incondicionalmente, independentemente de nossos erros, algo extraordinário acontece. A culpa perde seu poder sobre nós. O perdão se torna possível. E a esperança renasce.

Ele nos libertou do poder das trevas;” Saber que Deus perdoou nossas dívidas, os nossos pecados, é o que cura a nossa consciência da culpa. É o que tira o tormento da alma humana. Imagine isso como um raio de luz penetrando as sombras mais densas. A culpa, que antes nos atormentava, começa a se dissipar. E essa cura da alma humana é tão necessária! Afinal, todos nós carregamos nossas falhas, nossos momentos de fraqueza. Mas saber que há um Deus que nos ama incondicionalmente, que nos oferece perdão e renovação, é como um bálsamo para o coração ferido. “Eu, eu mesmo, sou o que apago as suas transgressões por amor de mim; dos pecados que você cometeu não me lembro.” Isaías 43:25 NAA

Em quem temos a redenção, a remissão dos pecados.” Deus, em Sua infinita misericórdia, perdoa nossas dívidas e pecados de forma inequívoca. Mas, ao mesmo tempo, Ele não ignora Sua justiça. Afinal, a justiça é parte essencial de Sua natureza. Como reconciliar esses dois aspectos aparentemente opostos? A resposta está na cruz. Alguém, o Substituto perfeito, morreu em nosso lugar. Jesus, o Filho de Deus, pagou nossa dívida não com ouro ou prata, mas com Seu próprio sangue. Ele se tornou o Cordeiro sacrificial, cumprindo a justiça divina e oferecendo perdão a todos nós. Essa troca divina é tão profunda que transcende nossa compreensão. É como se o amor de Deus e Sua justiça se encontrassem no ponto central da cruz. E ali, naquele momento eterno, nossa culpa foi lavada, nossa dívida foi quitada – necessário nos apropriarmos do pleno perdão de Deus.

Quando o Senhor nos liberta, algo admirável acontece: somos transportados para o Reino do Seu Filho amado. É como se as correntes da escravidão fossem quebradas, e nossos pés encontrassem solo sagrado. Nesse Reino, não somos apenas libertos; somos adotados como filhos e filhas. O Filho amado, Jesus, nos recebe de braços abertos. Ele nos convida a compartilhar Sua herança, Sua graça e Sua vida eterna.

Então, se você está lutando com a culpa, com dramas da consciência, lembre-se dessa verdade: saiba que há esperança. Você não precisa resolver tudo sozinho. Todos nós cometemos erros. Faz parte da nossa condição humana. Às vezes, a culpa é justificada, mas outras vezes, somos excessivamente duros conosco mesmos como se carregássemos o peso do mundo em nossos ombros. Às vezes, basta abrir o coração e permitir que o amor divino preencha os espaços vazios. Não é sobre o quanto nós amamos a Deus, mas sobre o quanto Ele nos amou. Ele enviou Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados, oferecendo-nos perdão e redenção. Como diz o apóstolo João: " Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." (1 João 4:10) NAA. O amor de Deus é maior do que qualquer erro que possamos cometer. Ele nos estende a mão, nos acolhe e nos convida a encontrar paz e restauração.

Lembre-se sempre: fomos libertos do domínio das trevas e transportados para o Reino do Filho Amado, Jesus. Fomos comprados por alto preço; fomos libertos mediante o pagamento de um resgate: fomos comprados pelo Sangue de Jesus. Esta é uma jornada de redenção, esperança e transformação. As correntes que nos aprisionavam foram quebradas; agora estamos em um lugar especial, protegido e significativo, onde a culpa não tem o poder de nos atormentar. Que essa verdade seja uma luz que guie nossos passos, lembrando-nos de que pertencemos ao Reino do Amado Jesus. “E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” Colossenses 1:20 NAA

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 

GRATIDÃO A DEUS – PARTE III

“O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano.” Salmos 92:12 NAA

À medida que encerramos esta série de reflexões sobre o Salmo 92, somos conduzidos a um ponto de esperança e promessa. O salmista, com sua habilidade poética, pinta um quadro glorioso para os justos.

Imagine: o justo florescendo como a palmeira. Essa imagem é mais do que uma metáfora; é uma visão de vitalidade, beleza e constância. A palmeira floresce o ano todo e se adapta a qualquer ambiente, independentemente das estações do ano. Ela não muda conforme as circunstâncias. Da mesma forma, como servos do Senhor, precisamos ser constantes em nossa fé, enfrentando lutas e adversidades com perseverança. Não importa a estação da vida, continuamos a florescer e dar frutos. “Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e firmes. Trabalhem sempre para o Senhor com entusiasmo, pois vocês sabem que nada do que fazem para o Senhor é inútil.” 1 Coríntio 15:58 NAA

A raiz de uma palmeira penetra profundamente na terra, chegando a 3 a 4 km de profundidade. Essa raiz forte permite que a palmeira suporte grandes tempestades. Da mesma forma, como crentes, nossa vida deve estar enraizada na Palavra de Deus, firmada na rocha que é Cristo Jesus. 

Buscar a Deus com profundidade é como mergulhar nas águas mais profundas da fé, ansiando por uma conexão íntima com o nosso Criador, explorando os mistérios do Senhor. Isso vai além de cumprir rituais religiosos; envolve desenvolver um relacionamento íntimo com Ele. Aprofundar-se em Deus significa conhecer Sua natureza, ouvir Sua voz e compartilhar pensamentos e anseios com Ele. Aprofundar-se em Deus requer tempo, esforço, estudo das Escrituras e meditação em Suas palavras. Além de ler a Bíblia, aplicar seus princípios à vida cotidiana é essencial. Aprofundar-se em Deus também envolve momentos de oração sincera, comunhão constante com o Espírito Santo e confiança na vontade de Deus, mesmo quando não entendemos completamente seus desígnios. Essa busca é uma jornada contínua, explorando um oceano infinito de amor, graça e sabedoria divina. “Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta e sem água.” Salmos 63:1 NAA

E não para por aí. O salmista nos leva além, comparando o crescimento do justo ao cedro no Líbano. O cedro, com sua madeira nobre e resistente, é símbolo de durabilidade e força. Ele não muda conforme as circunstâncias. É ela uma árvore majestosa que cresce nas montanhas da Turquia e do Líbano. Sua madeira, de cor avermelhada e aroma agradável, é altamente resistente e considerada nobre. Essas características reforçam a simbologia de nobreza e beleza associada ao cedro. A nobreza e beleza do cedro criam um paralelo interessante com o crescimento espiritual dos justos. Assim como o cedro é belo e resistente, os justos também apresentam uma beleza que vem de Deus e adquirem resistência espiritual através do crescimento em sua fé.

O cedro, com seu crescimento lento e resistente, nos ensina sobre paciência e perseverança na jornada espiritual. Compreender essa metáfora é fundamental para entender o crescimento espiritual retratado na Bíblia. Sua qualidade de crescimento nos mostra que o valor está em cultivar uma fé profunda e resiliente, não necessariamente em grandes manifestações externas de religiosidade. “...cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 1 Pedro 3:18 NAA

O perfume do cedro fala sobre o impacto que devemos ter como seguidores de Cristo. Somos chamados a ser o aroma de Cristo. Isso vai além de palavras; é sobre como vivemos, como amamos e como servimos. Quando as pessoas nos encontram, devem sentir a presença de Cristo em nós. “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo.” 2 Coríntios 2:14-15 NAA

O verso 13 nos traz uma certeza reconfortante: saber que o Senhor nos tem plantado em Sua casa. Essa imagem nos lembra de um jardineiro amoroso, cuidando de cada detalhe. Ele não apenas nos coloca ali, mas nos enraíza profundamente, como árvores que crescem firmes e fortes. E não é em uma plantação ou em um lugar qualquer; é na Casa do Senhor, o lugar da Sua presença e adoração. Nossas raízes estão entrelaçadas com a verdade divina, e isso nos mantém seguros eternamente. Quando enfrentamos tempestades, quando os ventos da vida sopram com força, permanecemos firmados. O cuidado do Senhor é constante, e Sua promessa é inabalável.

E o resultado desse plantio? Florescemos nos átrios do nosso Deus (v. 13b). Não apenas sobrevivemos, mas florescemos! Como palmeiras e cedros, crescemos em Sua graça, produzindo frutos de amor, alegria, paz e bondade. Nossas vidas se tornam um testemunho vivo da Sua fidelidade.

Nesta condição estaremos em nossa velhice como Moisés, numa sensação de juventude que permanece dentro de nós, independentemente da idade cronológica: “Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu, mas os seus olhos não se haviam enfraquecido, e ele não havia perdido o vigor.” Deuteronômio 34:7 NAA; ou ainda como Calebe que aos oitenta e cinco anos, não apenas se sentia jovem, mas estava pronto para recomeçar. (Josué 14:10-11)

No desfecho do salmo, o salmista reconhece a retidão, a força e a justiça do Senhor. Essa profunda compreensão não deixa espaço para queixas em relação aos desígnios divinos. A vontade de Deus é perfeita, e mesmo que nós, seres humanos, possamos mudar com o passar do tempo, o nosso Deus permanece inalterado. Ele é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. A soberania do Senhor é inquestionável. Ele governa com autoridade e sabedoria. Como diz o verso 8: “Mas tu, Senhor, és o Altíssimo eternamente.”

Que possamos confiar nesse Deus imutável, cuja fidelidade transcende todas as circunstâncias. Ele é o nosso refúgio e a nossa rocha eterna. Ao Rei eterno e imortal, invisível, mas real, seja toda a glória para todo o sempre. Amém!

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

        GRATIDÃO A DEUS – PARTE II 

“Mas tu, Senhor, és o Altíssimo eternamente.” Salmos 92:8 NAA

Vimos na reflexão de ontem, nos cinco primeiros versos deste salmo 92, a clareza com que o louvor de um povo se destaca, levando-nos à compreensão de que essa é principal finalidade e razão de nossa existência: vivemos para o louvor do nosso Criador. Como diz Paulo aos colossenses: “Tudo foi criado por meio dEle e para Ele.” (Colossenses 1:16b NAA). As palavras ali registradas expressam profundamente a maneira como a conexão entre a humanidade e seu Criador se estabelece. Agora, a partir do verso 6, o salmista aponta para um povo que não apenas louva, mas o faz porque é vitorioso. Esse povo enfrenta batalhas e sai triunfante. Suas canções de louvor não são meras palavras; são declarações de vitória sobre as adversidades.

Paulo, ao falar à igreja de Corinto, revela uma realidade intrigante: existem pessoas descrentes cujo entendimento foi cegado pelo “deus deste mundo”, impedindo que a luz do evangelho da glória de Cristo resplandeça em suas vidas. Esse mesmo princípio é retratado no verso 6 do Salmo 92, que afirma: “O tolo não compreende, e o insensato não percebe isto.” Essa incapacitação espiritual conduz os descrentes a uma depravação moral. Quando olhamos para o mundo atual, vemos essa dinâmica em ação: um mundo que muitas vezes não se curva diante de um Deus justo e santo. Essas pessoas não conseguem discernir as coisas espirituais porque estão presas à sua natureza carnal, focadas apenas no visível e no imediato.

Por outro lado, o homem espiritual, aquele que se abre à ação do Espírito de Deus, tem a capacidade de discernir além do óbvio. Como Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:14-15 NAA: “Ora, a pessoa natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura. E ela não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém a pessoa espiritual julga todas as coisas, mas ela não é julgada por ninguém.”

A visão clara do salmista mostra que os ímpios são muitos. Ele nos apresenta uma imagem poética e impactante: os ímpios, como ervas daninhas, brotam e se multiplicam rapidamente. Parece que sua influência e prosperidade são inabaláveis, mas o salmista nos lembra que essa vantagem é ilusória.  A verdadeira perspectiva está além do imediato. Embora os ímpios possam parecer vitoriosos por um tempo, sua destruição é inevitável. A justiça divina prevalecerá, e aqueles que se desviam do caminho reto enfrentarão as consequências. “Ainda que os ímpios brotem como a erva, e floresçam todos os que praticam a iniquidade, serão destruídos para sempre.” Salmos 92:7 NAA

Há um lembrete para todos nós: a aparência nem sempre reflete a realidade. Às vezes, o que parece vantagem é apenas temporário, enquanto a verdadeira recompensa aguarda aqueles que permanecem fiéis e justos. Nossos olhos precisam estar fitos na eternidade e nossa confiança depositada na promessa de que o bem prevalecerá, mesmo quando o cenário atual parecer desafiador.  Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos. Serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.” Salmos 37:28 NAA

Nos versos de 9 à 11, encontramos uma clara distinção entre os ímpios e os justos. Enquanto os inimigos de Deus seguem um caminho que leva à destruição, o povo de Deus experimenta algo completamente diferente. Eles são fortalecidos, revigorados e honrados. O salmista, ao mencionar o “óleo fresco” no verso 10, está simbolizando algo profundo e espiritual. Esse óleo representa a unção divina, a capacitação e a presença do Espírito Santo em nossas jornadas. Certo é que enquanto o mundo muitas vezes parece favorecer os ímpios, aqueles que permanecem fiéis ao Senhor são sustentados pela presença contínua do Espírito Santo. “Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços, de exaustos, caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40:30-31 NAA

Concluindo, podemos afirmar que é bom servir ao Senhor. Há uma recompensa preparada para os justos. Nesta jornada, pelos versos de 9 a 11 desse hino de gratidão ao nosso Deus, encontramos a manifestação de Sua infinita graça nos concedendo, pelo sangue do Cordeiro acesso à eternidade. A grandeza do Altíssimo ecoa eternamente, conduzindo-nos à nossa principal finalidade que é glorificá-Lo para sempre. As batalhas se apresentam diariamente, sem nos dar trégua; são momentos em que o mundo parece obscurecer a luz. Entretanto, esses são também momentos em que nós, homens e mulheres espirituais, discernimos além do visível. Permanecemos vigilantes, sem nos preocuparmos com o crescimento das “ervas” que infestam o caminho. Temos a certeza de que nossa esperança reside na eternidade e que nossa força vem do Senhor. Que nossa gratidão seja constante, e que possamos refletir Sua luz em um mundo que anseia por ela, pois nossa vitória já foi decretada.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

                                                  GRATIDÃO A DEUS – PARTE I

Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo,” Salmos 92:1 NAA

Nossa existência tem um propósito claro e definido pela Palavra de Deus: glorificar a Deus e desfrutar de um relacionamento íntimo com Ele. “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz.” Isaías 43:7 ACF.  Além disso, em 1 Coríntios 11:7, Paulo afirma que o homem é a imagem e glória de Deus. Deus não precisava mostrar Sua glória ao homem, pois Ele já a possui e ninguém pode tirá-la. Os anjos nos céus, ao redor do trono, se prostram com o rosto em terra e adoram a Deus continuamente (Apocalipse 7:11). Toda a criação de Deus, tudo que há nos céus e na terra, o que é visível e também o invisível, tudo foi feito por Deus e para Ele existem todas as coisas. (Colossenses 1:16)

Ao cantarmos o poema escrito no Salmo 92, colocamos em prática a razão de nosso viver. Este salmo é um hino de louvor e gratidão a Deus. Como povo santo do Senhor, entendemos que a adoração contínua nos conduz à vitória e proporciona crescimento exuberante. Essa mensagem fica claramente evidente nas linhas desta linda composição.

Ele inicia apontando para o único que é digno de receber os louvores que estão em nossos corações e são confessados por nossos lábios. Bom é render graças ao Senhor.  Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” Hebreus 13:15 NAA. O salmista expressa a alegria e o fervor de sua alma remida ao louvar o Rei. Ele reconhece a beleza e a graça do Senhor e declara que é bom louvar a Deus. Spurgeon diz que dar graças a Deus e cantar louvores ao Seu nome é bom, pois eticamente este é um direito do nosso Deus; emocionalmente é bom porque é agradável ao nosso coração e é bom praticamente porque faz com que os outros prestem a Deus a mesma homenagem. (Spurgeon, Charles H. Os tesouros de Davi, vol 2 Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p. 751.

O salmista nos indica o momento do louvor no verso 2: “De manhã anuncio as Tuas misericórdias, e durante as noites a Tua fidelidade.” Isso significa que em todas as épocas e circunstâncias, o desejo de louvar está sempre presente, mantendo a mesma intenção e objetivo. Este é o nosso consolo.

O momento do louvor em nossos cultos é verdadeiramente especial. Quando os instrumentos afinados e harmoniosos começam a tocar, somos transportados aos céus. Eu, particularmente, amo esse momento de louvor. O salmista inclui a participação dos instrumentos nesse louvor, tangidos de forma solene. Essa solenidade no louvor reflete a importância de reconhecer a santidade e a majestade de Deus. Quando nos aproximamos dEle, no momento do louvor, com uma atitude solene, estamos demonstrando reverência e respeito, reconhecendo que Ele é digno de toda honra, glória e louvor. A solenidade na adoração nos ajuda a manter o foco em Deus, desconecta-nos das distrações do mundo e nos conecta verdadeiramente com o Senhor.

Louvamos ao Senhor porque Ele alegra o nosso coração, como esclarece o salmista no verso 4. Nos alegramos pela obra criadora e, ainda mais, pela obra redentora. Esses são os feitos do Senhor, todos eles perfeitos em sua essência: livres de deformidades ou imperfeições em sua natureza fundamental, completos e harmoniosos. Um Deus que é Santo, imutável e misericordioso. Como diz Jeremias 32:17 NAA: “Ah! Senhor Deus, eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; nada é demasiadamente difícil para ti.”

O verso 5 nos lembra que devemos louvar ao Senhor, pois Suas obras são grandiosas. Ele é o operador de maravilhas. As bênçãos que temos recebido do Senhor são incontáveis, todas inseridas em Seu projeto eterno. A maior delas, estabelecida no calvário, onde a adoção, o perdão e a justificação se manifestaram de forma irrefutável, representando o maior milagre de Deus em nossas vidas: a salvação. Glória a Deus!

Ao final, no verso de número 5 deste salmo, encontramos mais um motivo para louvar a Deus: não há outro igual a Ele. Seus pensamentos são profundos e insondáveis, o que significa que ninguém pode compreender plenamente Sua mente, nem oferecer conselhos que se comparem à Sua sabedoria. É verdadeiramente impossível para o ser humano compreender os misteriosos caminhos e decisões do nosso Deus.

Louvamos a Deus porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre. Amém! (Romanos 11:36)

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

 VOZ QUE CLAMA NO DESERTO.

“Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em toda parte: em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e nos lugares mais distantes da terra". Atos 1:8 NVT

Na esfera jurídica, uma testemunha é alguém que presenciou ou possui conhecimento direto ou indireto dos fatos relevantes em um processo jurídico. Essa pessoa é convocada a depor perante o juiz, advogados e partes envolvidas, relatando o que sabe ou viu sobre o caso em questão. No contexto legal, a testemunha fornece informações irrefutáveis sobre eventos ou situações, contribuindo para a busca da verdade e a tomada de decisões judiciais.

Alguns seguidores de Jesus tiveram o privilégio de ser testemunhas oculares dos eventos cruciais da história da fé cristã. O evangelista Lucas enfatiza que os apóstolos e outros discípulos não apenas viram Jesus ressuscitado, mas também ouviram Suas palavras e experimentaram o poder transformador do Espírito Santo. Essas testemunhas presenciais foram diretamente impactadas por inúmeros milagres durante o ministério do Senhor Jesus. Além disso, os primeiros cristãos não se limitaram a acreditar; eles compartilharam ativamente sua fé com outros, testemunhando sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus.  "Homens da Galileia, por que estão aí parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que foi elevado do meio de vocês ao céu, voltará do mesmo modo como o viram subir!". Atos 1:11 NVT

Quando Jesus proferiu as palavras: “Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em toda parte”, Ele não estava apenas comissionando os discípulos presentes naquele momento. Essa instrução também se aplica a nós, como igreja, nos dias de hoje. Ela nos desafia a compartilhar nossa fé e experiências extraordinárias, testemunhando sobre o amor e a graça de Deus. Além disso, é essencial reconhecer a importância do ministério profético e como as verdades reveladas por Deus são relevantes para todos nós, incluindo os anjos. “A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vocês, ministravam as coisas que, agora, foram anunciadas a vocês por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, lhes pregaram o evangelho, coisas essas que anjos desejam contemplar.” 1 Pedro 1:12 NAA. É um lembrete de que a mensagem do evangelho transcende o tempo e o espaço, alcançando tanto os seres humanos quanto os seres celestiais.

O registro de Atos 1:8 é fundamental para entendermos nosso papel como seguidores de Jesus, chamados a ser testemunhas vivas do Seu poder transformador. Através do Espírito Santo, somos capacitados a levar a mensagem de salvação a todos os lugares, transcendendo fronteiras e culturas. É uma responsabilidade e uma bênção que continua relevante para os cristãos de todas as épocas.

O evangelista Lucas atribui um significado especial à palavra “testemunhas”, afirmando que também nós seremos testemunhas. O livro de Atos, escrito por Lucas, relata os eventos que se seguiram à ascensão de Jesus. Uma parte central desse livro é a ênfase nas testemunhas. Lucas realmente nos convida a considerar nosso papel como testemunhas da mensagem de Jesus, não apenas naquela época, mas também nos dias atuais. É uma responsabilidade significativa e desafiadora, mas também uma oportunidade incrível de compartilhar o amor e a graça de Deus com o mundo.

A igreja tem um chamado específico: apontar para o que Deus fez e está fazendo em nosso meio. Isso envolve testemunhar o que vimos, ouvimos e tocamos. Em 1 João 1:1, o apóstolo proclama: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida.” Esse compartilhar da fé é essencial para a missão da igreja.

Ao chamar os discípulos de testemunhas, Lucas os comissionou para espalhar o evangelho. Eles não eram apenas observadores passivos; eram agentes ativos na missão de Deus. E assim se deu, com perseverança e coragem. As testemunhas enfrentaram perseguição, mas permaneceram firmes em sua fé. Eles não se calaram, mesmo quando ameaçados ou presos.

No mesmo caminho dos apóstolos, a igreja fiel, como testemunha, proclama as boas novas do evangelho. Somos capacitados e enviados para divulgar, publicamente, que Jesus ressurgiu dos mortos e está vivo. “O escolhido se juntará a nós como testemunha da ressurreição". Atos 1:22 e também: Atos 10:41 – “... mas por nós que fomos escolhidos por Deus de antemão para sermos suas testemunhas. Nós fomos os que comemos e bebemos com ele depois que ele ressuscitou dos mortos.” A mesma mensagem dos apóstolos é a nossa pois a igreja é a mesma.

Interessante notar que em nossa tarefa de testemunhar não vimos, não ouvimos e não tocamos a Jesus quando Ele esteve aqui nessa terra, porém essa experiência não torna o nosso testemunho inferior ao dos discípulos. O mesmo poder e autoridade estão sobre nós. O Espírito que agiu naqueles dias e o Espírito que habita em nós. Somos portadores da mesma fé e a ordem direcionada aos discípulos nos alcança na mesma medida.

Em resumo, a clara ordem do Pai para nós, que fazemos parte da igreja fiel, é sermos testemunhas das boas novas do evangelho. Essa é uma responsabilidade significativa, mas também uma oportunidade maravilhosa de compartilhar a mensagem transformadora do evangelho com o mundo ao nosso redor. Assim como os apóstolos, somos capacitados pelo Espírito Santo para sair e proclamar com ousadia que Jesus ressuscitou dos mortos e está vivo. Ele continua a realizar milagres em nosso meio, sendo o maior deles o milagre da salvação. Nossa missão é alcançar almas, proclamando o arrependimento e o perdão dos pecados em nome de Jesus, o único e suficiente Salvador. É inspirador pensar que, como seguidores de Jesus, temos essa responsabilidade e privilégio de compartilhar a mensagem transformadora do evangelho. Como portadores da mesma fé e autoridade, nossa tarefa é apontar para o que Deus está realizando em nosso meio, testemunhando aquilo que vimos, ouvimos e tocamos. A igreja fiel é convocada a ser uma voz de esperança e salvação; uma voz que clama no deserto.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

QUANDO A VIDA É MEDIDA PELA ETERNIDADE “Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à Tua presença, o prazo da minha vida é nada.”...