O VERBO QUE FALA,
O NOME QUE É
Na Bíblia, todo falar de Deus tem um propósito. Nenhuma
palavra se perde, nenhuma revelação é vazia ou aleatória. Quando Deus fala,
algo se move, um destino se revela, uma missão é iniciada. O som da Sua voz não
ecoa ao vento inutilmente — Ele encontra sempre um coração preparado para obedecer. "Assim
também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim
vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei."
(Isaías 55:11, NVI)
Em Êxodo 3, quando Deus chama Moisés no monte Horebe, Ele se
apresenta de forma surpreendente: “EU SOU O QUE SOU.” Esse nome
vai além de um rótulo — revela a natureza divina. Deus não diz “Eu fui” ou “Eu
serei”, mas “EU SOU”, expressando eternidade, constância e presença
viva. "Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de
eternidade a eternidade tu és Deus." (Salmos 90:2, NVI)
Assim como o verbo é essencial para que uma frase faça
sentido, esse Verbo divino — o EU SOU — é essencial para que a vida tenha
significado. Sem Ele, tudo perde o propósito. Ele é o centro da existência, a
base de todas as coisas. "Pois nele vivemos, nos movemos e
existimos..." (Atos 17:28a, NVI)
Não é por acaso que João, no evangelho que leva seu nome,
usa a mesma linguagem ao se referir a Jesus: "No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós." (João 1:1,14a, NVI). Jesus é a manifestação
visível do Deus invisível. O mesmo Verbo eterno que falou com Moisés agora
habita entre nós em carne e osso.
Quando Jesus declara: "Antes de Abraão nascer, Eu
Sou!" (João 8:58, NVI), Ele está dizendo: “Sou o mesmo Deus que falou
com Moisés. Sou eterno. Sou o Verbo que vive.” Isso não é apenas uma declaração
teológica — é um convite à fé e à rendição. "Eu e o Pai somos um."
(João 10:30, NVI)
Reconhecer que Deus é, transforma nossa forma de viver. Não
mais presos ao passado nem ansiosos pelo futuro, confiamos no Deus presente. No
sofrimento, Ele é consolo. Na escassez, Ele é provisão. No caos, Ele é paz. "Deus
é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na
adversidade." (Salmos 46:1, NVI)
Isso também muda a forma como oramos. Oramos não a um Deus
distante, mas a um Deus que É — que está conosco, no meio da dor, da dúvida e
da caminhada. A oração se torna um diálogo com Aquele que nunca muda e nunca
nos abandona. "Clame a mim e eu responderei e direi a você coisas
grandiosas e insondáveis que você não conhece." (Jeremias 33:3, NVI)
Portanto, não busquemos encaixar Deus nos nossos planos. Que
sejamos nós a nos encaixar no plano dEle. Que nossa vida esteja conectada ao
Verbo eterno, aquele que dá sentido, direção e propósito a tudo. "Respondeu
Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por
mim'." (João 14:6, NVI)
O Deus da sarça ardente continua falando. E quando Ele fala,
não são apenas palavras — é Ele mesmo se revelando. Que nossos corações estejam
sensíveis à voz do EU SOU, que vive, age e transforma. "Hoje, se vocês
ouvirem a sua voz, não endureçam o coração." (Hebreus 3:15, NVI)
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça
e paz.
Pr. Décio Fonseca
24_seg_mar_25
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