QUEM É JESUS PARA
VOCÊ?
“Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?” Mateus
16:15 (ARC).
Jesus chegou com seus discípulos
às regiões de Cesareia de Filipe e fez uma pergunta importante: “Quem
dizem os homens ser o Filho do Homem?” Os discípulos responderam que as
pessoas tinham diferentes opiniões. Alguns diziam que Ele era João Batista;
outros pensavam que fosse Elias, Jeremias ou algum dos profetas.
A multidão admirava Jesus. Muitos
haviam visto seus milagres, ouvido seus ensinamentos e participado da
multiplicação dos pães. Sabiam que Ele não era um homem comum. Porém, ainda não
compreendiam plenamente quem Ele era.
As respostas da multidão estavam
baseadas em referências humanas. João Batista, Elias e Jeremias foram grandes
servos de Deus. No entanto, Jesus não era apenas mais um profeta. Ele era muito
maior do que todos eles.
Depois de ouvir as opiniões do
povo, Jesus voltou-se para os discípulos e perguntou: “Disse-lhes ele: E
vós, quem dizeis que eu sou?” Mateus 16:15 (ARC).
Jesus tornou a pergunta pessoal.
Não bastava aos discípulos saberem o que os outros pensavam. Eles precisavam
declarar aquilo que havia sido revelado ao próprio coração.
Pedro respondeu: “E Simão
Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Mateus
16:16 (ARC).
Essa resposta não nasceu apenas
da inteligência ou da observação de Pedro. O próprio Jesus explicou: “..._Bem-aventurado
és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu
Pai, que está nos céus.” Mateus 16:17 (ARC).
Pedro reconheceu que Jesus era o
Cristo, o Messias prometido e o Filho do Deus vivo. Ele não era apenas alguém
capaz de fazer milagres. Era o Salvador enviado por Deus.
Essa diferença continua
importante em nossos dias. Muitas pessoas possuem uma opinião positiva sobre
Jesus. Dizem que Ele foi um grande mestre, um profeta, um exemplo de amor ou um
defensor dos necessitados. Tudo isso reconhece aspectos verdadeiros de sua
vida, mas ainda não expressa completamente quem Ele é.
Jesus é o Filho de Deus, o
Salvador e o Senhor.
Há também pessoas que procuram
Jesus somente pelas coisas que Ele pode fazer. Aproximam-se quando estão
doentes, desempregadas, endividadas ou enfrentando problemas na família. Pedem
oração, desejam uma resposta e esperam um milagre.
Jesus continua tendo compaixão.
Ele cura, liberta, consola, abre portas e supre necessidades. Não despreza quem
chega ferido ou cansado. Contudo, seu propósito não é apenas resolver os
problemas desta vida. Ele deseja transformar pessoas comuns em discípulos e
conduzi-las ao seu Reino eterno.
Uma pessoa pode receber uma
bênção e ainda não conhecer verdadeiramente o Senhor. Pode experimentar uma
cura, uma porta aberta ou um livramento e continuar vivendo sem compromisso com
Cristo.
Imagine alguém que procura uma
igreja porque seu casamento está quase terminando. Recebe oração, orientação e
vê sua família restaurada. Aquilo é uma grande bênção. Porém, a pergunta
permanece: quem é Jesus para essa pessoa? Apenas aquele que salvou seu casamento
ou o Senhor que agora governará toda a sua vida?
Outro exemplo é o de alguém que
pede um emprego. Depois de algum tempo, Deus abre uma porta. A pessoa agradece,
mas logo deixa de buscar ao Senhor. Ela desejou a provisão, mas não compreendeu
que o maior presente era o próprio Cristo.
A multidão conhecia os feitos de
Jesus, mas os discípulos estavam sendo conduzidos a conhecer Sua identidade.
Existe diferença entre saber o que Jesus faz e compreender quem Ele é.
Quando o Espírito Santo revela
Jesus ao nosso coração, nossa maneira de viver começa a mudar. Deixamos de
vê-lo apenas como alguém que atende necessidades e passamos a reconhecê-lo como
Senhor. Isso significa permitir que Ele governe nossas decisões, nossos
relacionamentos, nossos pensamentos e nossos planos.
Conhecer Jesus como Senhor também
nos dá direção. Em um mundo cheio de vozes, opiniões e caminhos diferentes,
Cristo nos orienta por meio de Sua Palavra. Ele não apenas mostra uma estrada;
Ele próprio é o Caminho.
Quem conhece Jesus como Salvador
entende que sua maior necessidade não é financeira, emocional ou física. O
maior problema do ser humano é o pecado, que o separa de Deus. Cristo veio para
morrer em nosso lugar, perdoar nossos pecados e conceder vida eterna.
Por isso, a vida abundante que
Jesus oferece vai além de conforto e prosperidade. “O ladrão não vem
senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham
com abundância.” João 10:10 (ARC).
A vida abundante é uma vida
reconciliada com Deus. É ter perdão, paz, esperança, direção e a certeza da
eternidade. Isso não significa ausência de lutas, mas a presença de Cristo em
todas elas.
A pergunta de Jesus continua
atravessando os séculos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Não podemos responder apenas com
aquilo que nossos pais, pastores ou amigos dizem. A fé pode começar pelo
testemunho de alguém, mas precisa tornar-se pessoal. Cada um deve reconhecer
Jesus e entregar-lhe a própria vida.
A Igreja tem a missão de
apresentar Jesus às multidões. Deve acolher os necessitados, orar pelos
enfermos, ajudar os que sofrem e anunciar a verdade. Porém, seu maior propósito
é conduzir as pessoas ao conhecimento de Cristo como Filho do Deus vivo.
As necessidades podem levar
alguém até à igreja, mas é a revelação do Espírito Santo que transforma um
interessado em discípulo.
A multidão perguntava e formava
opiniões. Pedro recebeu uma revelação e fez uma confissão. Essa confissão mudou
sua relação com Jesus. Ele já não seguia apenas um mestre admirável, mas o
Cristo, o Filho do Deus vivo.
Hoje, a pergunta não é apenas o
que o mundo pensa sobre Jesus. A pergunta é pessoal: quem é Ele para você?
Muitos conhecem os milagres de
Jesus e buscam aquilo que Ele pode oferecer; mas somente pela revelação do
Espírito reconhecemos quem Ele é, entregamos-lhe a vida e deixamos de ser
apenas parte da multidão para nos tornarmos seus discípulos.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça
e paz.
Pr. Décio Fonseca
30/jul/26
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