“Porque o
salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em
Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 6:23 (NAA).
Imagine alguém
recebendo um diagnóstico terrível. Depois de vários exames, o médico lhe diz
que existe em seu organismo uma doença fatal e que, se nada for feito, o
resultado será inevitavelmente a morte. Essa notícia mudaria completamente sua
maneira de olhar para a vida.
Há, porém, um mal
ainda mais profundo, invisível aos olhos e absolutamente mortal. A ciência
nunca encontrou, e jamais encontrará, um medicamento capaz de vencê-lo, porque
não se trata de uma enfermidade do corpo. A Bíblia dá a esse mal um nome: pecado.
Esse é um problema
que alcança todas as pessoas, sem distinção de idade, cultura, condição
financeira ou posição social. A Bíblia declara: “pois todos pecaram e
carecem da glória de Deus” Romanos 3:23 (NAA).
O pecado não é
apenas cometer alguns erros ou possuir certas fraquezas. Ele nos separa de Deus
e produz uma consequência que não conseguimos resolver por nós mesmos. Ninguém
pode olhar para outra pessoa e dizer: “Ela precisa de salvação, mas eu não.”
Todos recebemos o mesmo diagnóstico.
Se a história
terminasse aqui, nossa situação seria desesperadora. Mas justamente aqui começa
a beleza do Evangelho: Deus não apenas revelou a doença; Ele providenciou a
cura. Ele poderia simplesmente nos mostrar nossa condição e anunciar a
consequência do pecado. Porém, em Seu amor e misericórdia, fez muito mais. Deus
providenciou aquilo que nós jamais conseguiríamos produzir.
Romanos 6:23
apresenta as duas realidades na mesma frase. Primeiro vem o diagnóstico: “o
salário do pecado é a morte”. Depois vem a maravilhosa notícia: “mas
o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus”. A pequena
palavra “mas” muda completamente o destino daquele que crê. O pecado trouxe a
morte, mas Deus ofereceu vida. Estávamos condenados, mas Deus providenciou
salvação.
E quanto custou
esse remédio? Para nós, nada; para Deus, custou Seu próprio Filho. Jesus disse:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João
3:16 (NAA). Cristo é a resposta de Deus para aquilo que o pecado produziu.
Imagine agora que
alguém receba do médico o medicamento capaz de salvar sua vida, leve-o para
casa, coloque-o sobre a mesa e nunca o tome. Pode conhecer o nome do
medicamento, ler sua bula, explicar como ele funciona e até recomendá-lo a
outras pessoas. Mas, se continuar recusando-se a recebê-lo, todo esse
conhecimento não produzirá a cura.
Algo semelhante
pode acontecer espiritualmente. Há pessoas que conhecem histórias sobre Jesus,
possuem uma Bíblia em casa, frequentam cultos e até sabem repetir versículos,
mas nunca entregaram verdadeiramente sua vida a Ele. Saber que existe um
remédio não é a mesma coisa que recebê-lo. João afirma: “Mas, a todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber,
aos que creem no seu nome” João 1:12 (NAA).
No deserto
aconteceu algo que ajuda a compreender essa verdade. Em Números 21, serpentes
venenosas atacaram o povo de Israel, e muitos estavam morrendo. Deus ordenou
que Moisés levantasse uma serpente de bronze. Quem havia sido mordido deveria
olhar para ela e viveria. O povo não conseguia retirar o veneno do próprio
corpo; Deus providenciou o meio de salvação.
Séculos depois,
Jesus explicou o significado daquela cena: “E assim como Moisés levantou
a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja
levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” João
3:14-15 (NAA). Havia veneno, mas havia provisão. Havia morte, mas Deus oferecia
vida. Quem olhava, vivia. Hoje, quem olha para Cristo com fé encontra nEle a
salvação.
Chegamos, então, à
parte mais triste dessa comparação: morrer recusando a cura. Jesus disse a
algumas pessoas: “Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.”
João 5:40 (NAA). Não era porque não existisse vida. A Vida estava diante delas.
O problema estava na recusa em vir a Ele.
Isso continua
acontecendo em nossos dias. Muitos dizem: “Um dia pensarei nisso”, “ainda tenho
muito tempo”, “não estou preparado para mudar de vida”. Enquanto isso,
continuam adiando justamente aquilo que diz respeito à eternidade. É como
alguém gravemente doente segurando nas mãos o medicamento capaz de salvá-lo e
dizendo: “Talvez amanhã eu tome.”
O pecado é a doença
que nos conduz à morte. Cristo é a cura providenciada por Deus. A graça coloca
essa cura diante de nós, e a fé a recebe. A maior tragédia não é descobrir que
somos pecadores, porque existe perdão para pecadores. A maior tragédia é
permanecer longe de Cristo quando Deus, por Sua graça, oferece gratuitamente a
vida.
O pecado trouxe a
doença que conduz à morte, mas Deus colocou a cura ao nosso alcance em Cristo;
a verdadeira tragédia é morrer recusando a Vida que Ele oferece gratuitamente.
Que Deus, nosso
Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Pr. Décio Fonseca
22/set/26
Nenhum comentário:
Postar um comentário