CUIDADO COM AS JANELAS ABERTAS

 “A morte subiu pelas nossas janelas e entrou em nossas fortalezas; eliminou das ruas as crianças e das praças os jovens.”  (Jeremias 9:21 – NVI)

Esse também é um assunto recorrente e por demais triste e preocupante em nossos dias. Como diz a Palavra de Deus, vivemos dias difíceis. A dor de tantas famílias que têm perdido seus filhos, muitas vezes dentro de casa, diante de uma tela, deveria nos acordar para uma realidade que não pode mais ser ignorada. 

O inimigo não tem mais precisado arrombar portas — ele tem entrado sorrateiramente pelas janelas digitais, encontrando espaço onde deveria haver proteção, diálogo e presença. É sobre isso que precisamos refletir, com urgência e com o coração aberto.

O versículo que nos serve de base para a reflexão de hoje descreve uma cena triste e profundamente perturbadora: a morte entrando pelas janelas das casas e atingindo justamente os mais vulneráveis — crianças e jovens. É como se o inimigo tivesse encontrado livre acesso para invadir aquilo que deveria ser nosso lugar mais seguro: o lar. O impressionante é que essa palavra foi escrita há tantos séculos, e, ainda assim, nunca pareceu tão atual quanto agora.

Essa advertência parece muito distante até que a realidade nos sacode. Recentemente, o Brasil se entristeceu com a morte de Sarah Raíssa, uma menina de apenas 8 anos, que perdeu a vida após participar de um desafio viral da internet. Ela foi encontrada desacordada ao lado de um frasco de desodorante e do celular. A suspeita é que tenha seguido um vídeo de redes sociais, achando que era apenas uma brincadeira. Mas o que parecia inofensivo acabou se tornando fatal.

Esse caso nos faz lembrar de Jeremias 9:21. A morte entrou pelas janelas. Só que, hoje, as janelas têm outro formato: são os celulares, tablets, computadores e redes sociais. A tecnologia entrou nas casas, mas também abriu portas para que conteúdos perigosos alcancem nossos filhos. Nem sempre conseguimos ver o que eles estão assistindo, ouvindo ou seguindo — e é aí que mora o perigo.

A Bíblia nos orienta claramente: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” (Provérbios 22:6 – ARC)

E esse detalhe é muito importante: ensinar no caminho, e não apenas sobre o caminho. Ensinar no caminho significa caminhar junto, acompanhar de perto, dar exemplo. Não adianta apenas apontar o que é certo — é preciso viver o certo ao lado deles. Muitas crianças estão crescendo sem esse acompanhamento. Elas aprendem a usar o celular antes mesmo de aprender a orar. Aprendem a seguir influenciadores antes de conhecer a Palavra de Deus.

Infelizmente, muitos pais têm terceirizado essa missão. Deixam que a escola, a internet, os amigos e os influenciadores digitais eduquem seus filhos. Mas a responsabilidade de ensinar no caminho é da família. E não se trata de controlar tudo, mas de criar um ambiente onde a criança se sinta segura para falar, perguntar e ser orientada com amor e firmeza.

A morte entrou pelas janelas da casa de Jeremias. E tem entrado pelas telas nas casas de hoje. Não podemos ignorar isso. Precisamos fechar as brechas, vigiar o que entra e proteger o que Deus nos confiou.

No passado, Deus orientou o povo a marcar as portas com o sangue do cordeiro, para que o anjo da morte não tocasse suas casas. Hoje, não usamos mais sangue literal, mas precisamos cobrir nossa casa com oração, com vigilância e com a presença de Deus. O sangue de Jesus ainda nos protege. Mas é preciso agir com sabedoria e responsabilidade.

A maior proteção que podemos oferecer aos nossos filhos não é um celular novo ou uma senha de segurança. É estar presente. É sentar à mesa, conversar, orar com eles, ensinar a Palavra e mostrar, com a vida, o que significa andar com Deus.

Sarah se foi cedo demais. Que essa dor não passe em vão. Que desperte pais, mães e líderes. Que nos leve a fechar as janelas por onde o mal tem entrado e a abrir o coração dos nossos filhos para o que realmente importa.  Não podemos proteger nossos filhos de tudo, mas podemos ensiná-los a discernir o certo do errado, a buscar a Deus, a confiar em Jesus e a dizer "não" ao que destrói.

Na tarde de ontem, depois de tirar um cochilo com meu netinho de apenas um ano e nove meses, vivi um daqueles momentos que misturam graça e revelação. Ele acordou, sentou-se na cama, e na penumbra do quarto me olhou e disse com a voz ainda meio sonolenta: “Vovô.” Respondi: “Oi, Léo.” Então, com aquela fala infantil e doce, completou: “Fui lavado no sangue do Cordeiro.” — o estribilho de um louvor que ele aprendeu na igreja e, certamente, ficou gravado em sua mente e no seu coração. Na hora, foi engraçado e espontâneo — difícil conter o riso diante de uma cena tão inusitada. Mas, logo depois, fiquei em silêncio, tomado por uma profunda reflexão: nossos filhos e netos estão, de fato, lavados, guardados e protegidos pelo sangue do Cordeiro Jesus?

Que cada lar se transforme em uma fortaleza espiritual. Que cada pai e mãe se levantem como guardiões do seu lar. E que cada criança cresça no caminho, com pais que não apenas apontam a direção, mas caminham junto com elas — sob a proteção poderosa do sangue do Cordeiro sobre os nossos amados.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

22/ter/abr/25

 

O TÚMULO VAZIO: QUANDO A DOR SE TRANSFORMA EM ESPERANÇA

“Disse-lhe Jesus: ‘Maria!’ Ela voltou-se para ele e exclamou: ‘Rabôni!’ (que significa Mestre).”
(João 20:16 – NVI)

Hoje é domingo. Chegamos ao fim desta caminhada de reflexões sobre a Páscoa. E não há forma melhor de encerrar do que lembrando o dia que mudou tudo: o dia da ressurreição. Foi no primeiro dia da semana, ainda de madrugada, que Jesus venceu a morte e deixou o túmulo vazio. “Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” (Mateus 28:1 – NVI)

Maria Madalena e outras mulheres foram ao sepulcro para cuidar do corpo de Jesus. Mas, chegando lá, perceberam que a pedra havia sido removida. Assustadas, correram para contar aos discípulos. Pedro e João foram correndo ao túmulo. João chegou primeiro, mas foi Pedro quem entrou. Eles viram os panos de linho e o lenço que cobria o rosto de Jesus, dobrado à parte — tudo em ordem, nada parecia forçado. Então João escreve: “Ele viu e creu.” (João 20:8). Foi naquele momento, diante do túmulo vazio, que nasceu a fé na ressurreição. O túmulo não era o fim. Era o começo de algo novo. Jesus estava vivo.

Pedro e João voltaram para casa. Mas Maria ficou ali. Chorando, sem entender. Ela olhou novamente para dentro do túmulo e viu dois anjos sentados onde o corpo havia estado. Eles perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” E ela respondeu: “Levaram o meu Senhor, e não sei onde o colocaram.”

Nesse instante, Jesus apareceu, mas Maria não o reconheceu. A dor, as lágrimas e a confusão ofuscaram sua visão. Até que Jesus a chamou pelo nome: “Maria!”

E tudo mudou. Ela se virou e disse: “Rabôni!” — que significa Mestre.

Aquela cena é linda e tocante. Maria estava sofrendo, buscando, chorando... mas foi surpreendida pela graça. Ela não viu Jesus de imediato, mas Jesus a viu — e a chamou pelo nome. Isso nos ensina algo muito importante: Jesus nos conhece. Ele conhece o nosso nome. Ele sabe onde estamos, como estamos e o que sentimos. E, no momento certo, Ele se revela e nos enche de esperança.

A ressurreição de Jesus é o centro da nossa fé. Não é um detalhe. É a prova de que tudo o que Ele prometeu é verdade. O anjo disse às mulheres: “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito!” (Mateus 28:6). Jesus venceu o pecado, o inferno e a morte. O que parecia o fim virou o começo de uma nova vida. O túmulo vazio mudou a história da humanidade — e também pode mudar a sua história.

Maria não foi deixada de lado. Jesus a escolheu para ser a primeira testemunha da ressurreição. Ele poderia ter aparecido a Pedro, João ou a algum líder. Mas escolheu uma mulher simples, fiel e de coração sincero. Isso mostra que Jesus se revela a quem o busca com verdade, mesmo que esteja em pranto ou confuso.

Hoje, Ele ainda nos chama pelo nome. Ele nos vê quando choramos. Ele se aproxima quando achamos que tudo está perdido. A ressurreição não é só uma lembrança bonita do passado. Ela tem valor eterno e poder para hoje. O túmulo está vazio — mas o trono está ocupado. Jesus vive. Ele reina.

Na tradição judaica antiga, especialmente à mesa de refeição, havia um costume entre o mestre e o servo: quando o mestre terminava a refeição, ele amassava o guardanapo e o deixava sobre a mesa — sinal de que realmente estava indo embora. Mas se o mestre dobrava cuidadosamente o guardanapo e o deixava à parte, isso era um sinal para o servo: “Eu ainda vou voltar.” O lenço dobrado no túmulo é mais que um detalhe: é uma promessa silenciosa, porém poderosa. Jesus ressuscitou, mas não se despediu para sempre. Ele deixou um sinal: Ele voltará.

Assim como Ele chamou Maria pelo nome, Ele continua chamando cada um de nós. Ele nos vê quando choramos. Ele se aproxima quando achamos que tudo está perdido. E um dia — em breve — Ele virá nos buscar, como prometeu.

A ressurreição não é apenas uma lembrança bonita do passado. Ela é o alicerce da nossa esperança no presente, e a garantia viva do futuro que nos aguarda. O túmulo está vazio — mas o trono está ocupado. Jesus vive. Ele reina. E Ele voltará.

Você tem escutado a voz dEle? Assim como Ele disse: “Maria!”, talvez hoje Ele esteja dizendo: “Meu filho, minha filha… estou aqui.”

Creia. Ele está vivo. E porque Ele vive, nós também podemos viver com esperança — hoje, amanhã e para sempre. E podemos aguardar com alegria o dia em que Ele voltará para nos levar para o lar eterno.

Como diz o louvor:

“Porque Ele vive, posso crer no amanhã;

Por que Ele vive, temor não há;

Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida

Está nas mãos de meu Jesus que vivo está”


Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça, paz e esperança até aquele glorioso dia.

Pr. Décio Fonseca

20/dom/abr/25

 

ESTA É A PÁSCOA DO SENHOR

“Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos para sempre.”  (Êxodo 12:24-28 -ARC)

Comemoramos nesta semana a Páscoa. Os mercados e lojas estão enfeitados, os shoppings decorados, e a criançada corre de um lado para o outro encantada com ovos de chocolate. Para muitos, essa é a Páscoa — uma data para doces, coelhos e promoções. Mas… e a nossa Páscoa?

Como povo de Deus, precisamos ir além do que o comércio oferece. A verdadeira Páscoa não está no chocolate, mas no sangue do Cordeiro. Não está em um coelho que corre, mas em um Salvador que morreu e ressuscitou por nós. Qual é o nosso entendimento sobre essa festa que o mundo cristão celebra?

Vamos olhar para a Bíblia e entender o que, de fato, é a Páscoa do Senhor — o que ela significa, o que ela anuncia, e como ela nos prepara para a maior libertação de todas: a saída da Igreja deste mundo.

A Páscoa foi criada por Deus como um momento especial. Ela lembrava ao povo de Israel que Deus os livrou da escravidão no Egito. Mas não era só uma lembrança — era também um culto ao Senhor, que deveria ser ensinado aos filhos e mantido por todas as gerações.

Quando os filhos perguntassem: “Que culto é este?”, os pais deveriam responder: “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou pelas casas dos israelitas e os livrou da morte.” (Êxodo 12:27 - ARC)

Hoje, assim como naquela época, também estamos vivendo um tempo de saída. Não do Egito, mas deste mundo. Jesus, o nosso Cordeiro Pascal, voltará. A Igreja está se preparando para partir. E a mensagem da Páscoa continua viva: Deus salva, liberta e nos chama a estarmos prontos.

Antes de Israel sair do Egito, Deus enviou sinais fortes. As pragas foram um aviso de que algo grande estava para acontecer. Hoje, também vemos sinais por toda parte: doenças, guerras, confusão espiritual, valores sendo invertidos. Tudo isso mostra que a volta de Jesus está perto.

A Bíblia diz em Apocalipse 12:10-11 que o povo de Deus vence o inimigo “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho”. Ou seja, o que nos protege e nos dá vitória hoje é o mesmo que livrou o povo no passado: o sangue do Cordeiro e a fidelidade a Deus. A Igreja precisa estar atenta. Os sinais estão aí. É tempo de se posicionar com fé e firmeza.

No Egito, cada família precisava escolher um cordeiro sem defeito, matar ao entardecer e colocar seu sangue em ambas as ombreiras, e na verga da porta. Quando o anjo do juízo passasse, onde houvesse sangue, haveria livramento.

Isso apontava diretamente para Jesus. Ele é o nosso Cordeiro perfeito. Seu sangue derramado na cruz é o que nos livra da morte eterna. Apocalipse 15:3 diz que no céu haverá um cântico especial: o cântico do Cordeiro. É a celebração da salvação que só Ele pode dar.

A Páscoa é, acima de tudo, sobre Jesus. Só Ele pode nos proteger e nos salvar. Só o sangue dEle livra.

A Páscoa era um culto de despedida. O povo comia apressadamente, com os pés calçados e prontos para partir. Eles sabiam que a hora da libertação estava chegando.

Hoje, a Igreja também celebra o culto da última hora. Estamos de passagem por este mundo. O tempo está acabando. Como disse Jesus em Mateus 24:42-44, precisamos vigiar, pois não sabemos o momento exato em que Ele voltará.

Essa é a mensagem da Páscoa: este mundo não é o nosso lar definitivo. Precisamos viver prontos para partir.

A maior saída da história ainda vai acontecer. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 que Jesus voltará, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, os que estiverem vivos e firmes serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Essa é a esperança que nos move. Essa é a nossa Páscoa. Não esperamos apenas dias melhores aqui — esperamos o reencontro com Jesus. A Igreja está com os olhos voltados para o céu.

A voz do Senhor ainda chama. Hebreus 3:15 diz: “Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.”                            

A porta ainda está aberta. O sangue ainda está disponível. O Cordeiro ainda pode ser recebido. Essa é a chance de fazer parte do povo que está se preparando para sair.

Receba o Cordeiro. Participe deste culto. Viva pronto. A verdadeira Páscoa está próxima. Maranata!

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

19/sab/abr/25

 

OS ÚLTIMOS PASSOS DE JESUS

“Dirigiu-se resolutamente a Jerusalém.”   (Lucas 9:51 – NVI)

Na sexta-feira da Páscoa, Jesus enfrentou seu dia mais sombrio. Traído por um amigo, foi preso injustamente e julgado de forma acelerada. Recebeu zombarias, bofetadas e foi cruelmente açoitado. Carregou uma pesada cruz até o Gólgota, onde foi crucificado entre dois criminosos. Mesmo em meio à dor, perdoou seus algozes e entregou sua vida com amor. A escuridão cobriu a terra, e o véu do templo se rasgou, sinalizando que algo eterno havia acontecido. Foi um dia de dor para Ele, mas de esperança para nós.

Os últimos passos de Jesus não foram por acaso. Desde o início de seu ministério, Ele sabia qual seria o seu destino. Jesus não foi pego de surpresa pelos acontecimentos da cruz. Ele caminhou com firmeza, com propósito e com amor até o Calvário.

Em Lucas 9:51, lemos que Jesus “decidiu firmemente ir para Jerusalém”. Ele sabia que lá enfrentaria traição, sofrimento e morte. Mas foi assim mesmo. Com o coração cheio de compaixão, Jesus escolheu o caminho do sacrifício. Não porque gostasse da dor, mas porque amava a mim e a você.

Quando chegou a hora, Ele entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, sendo aclamado pela multidão: “Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor!” Mas Ele sabia que aqueles mesmos lábios, poucos dias depois, gritariam: “Crucifica-o!”

Nos últimos dias, Jesus ensinou no templo, confrontou os religiosos, lavou os pés dos discípulos, partiu o pão, orou no Getsêmani. Cada passo, cada gesto, cada palavra era carregada de significado. Ele não apenas caminhava para a cruz — Ele carregava o mundo consigo.

No cenáculo, Jesus compartilhou a última ceia. Ele tomou o pão e disse: “Este é o meu corpo, que é dado por vocês.” Depois, o cálice: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado por vocês.” Com essas palavras, Jesus nos mostrou que a salvação estava prestes a ser conquistada — não por força, mas por amor sacrificial.

Em seguida, no Jardim do Getsêmani, Jesus orou com angústia. A Bíblia diz que seu suor era como gotas de sangue. Ali, Ele abriu o coração diante do Pai: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42). Foi nesse momento que Jesus venceu a batalha mais profunda: a entrega total à vontade de Deus.

Logo depois, veio a traição de Judas, a prisão injusta, os julgamentos cheios de mentira, as agressões, os escárnios. Jesus foi abandonado, humilhado e espancado. E mesmo assim, não abriu a boca para se defender. Como cordeiro levado ao matadouro, Ele se entregou em silêncio, com dignidade e com fé.

Os últimos passos de Jesus O levaram ao Gólgota, lugar de morte e vergonha. Ali, Ele foi pregado em uma cruz entre dois criminosos. A multidão zombava, os soldados o feriam, e os discípulos estavam quase todos escondidos. Mas Jesus, mesmo em meio à dor, continuava revelando graça.

Ele olhou para os que o crucificavam e disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.” Olhou para o ladrão arrependido e prometeu: “Hoje estarás comigo no paraíso.” Olhou para Maria e João e os uniu em amor: “Eis aí tua mãe... eis aí teu filho.” Por fim, Ele gritou: “Está consumado!” E, entregando o espírito, morreu. Não derrotado, mas vitorioso. Não vencido, mas triunfante.

Os últimos passos de Jesus foram passos de amor, de obediência e de redenção. Ele caminhou para a cruz para nos alcançar. Cada passo dEle abriu caminho para que nós tivéssemos vida.

Você já reconheceu o valor desses passos? Já se curvou diante do Cordeiro que caminhou até o fim por você?

Hoje é tempo de lembrar. Mas também é tempo de responder. Jesus foi até a cruz por você.
Agora é a sua vez de dar um passo em direção a Ele.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

18/sex/abr/25

 

 

A CRUZ: ESPERANÇA DE GLÓRIA

“Tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.”   (Hebreus 12:2 – NVI)

Era uma noite de quinta-feira. Jesus tinha visto o sol se pôr pela última vez. Em cerca de quinze horas, Ele estaria pendurado na cruz. Em menos de vinte e quatro horas, estaria morto e sepultado — e Ele sabia disso. Mesmo assim, o mais impressionante é que Jesus ainda falava sobre Sua missão como algo que estava por vir, não como algo que já tinha terminado.” (Stott John. A cruz de Cristo, p. 67)

A Páscoa é uma das celebrações mais significativas da fé cristã. No Antigo Testamento, ela é mencionada cerca de 49 vezes e simboliza a redenção física do povo de Israel, marcado pela libertação do Egito e pelo sangue do cordeiro nas portas. No Novo Testamento, a Páscoa encontra sua plena realização em Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ela é citada aproximadamente 27 vezes, agora não mais como sombra, mas como realidade viva na morte e ressurreição de Cristo.

Essa grande festa nos convida a lembrar que Jesus morreu em nosso lugar e, ao terceiro dia, ressuscitou. É tempo de refletir sobre a cruz e o túmulo vazio — sobre a dor que Ele suportou e a vitória que Ele conquistou por amor a nós.

A cruz nos mostra que Jesus pagou pelos nossos pecados. A ressurreição nos garante que Ele venceu a morte e continua vivo. Por isso, a Páscoa não é só um tempo de tristeza. É um tempo de esperança e de alegria.

A cruz não foi o fim da história. Foi o começo de algo novo — o caminho que nos leva à vida eterna. Jesus enfrentou tudo aquilo com os olhos em algo maior: a glória que viria depois. E é isso que Ele quer que a gente também entenda.

O texto de Hebreus 12:2 diz que Jesus suportou a cruz por causa da alegria que viria depois. Ele sabia que estava obedecendo ao plano de Deus e salvando muitas vidas. Ele via lá na frente — via o propósito cumprido, via a glória, via você e eu sendo alcançados. Jesus sofreu, mas olhou para a glória. E agora, Ele quer que olhemos também para essa mesma direção. É essa esperança na glória que nos ajuda a suportar os tempos difíceis. Não estamos falando de prêmios terrenos ou conquistas pessoais. A maior recompensa que podemos receber é ver Cristo glorificado e sermos parecidos com Ele.

A Bíblia diz em 1 João 3:2: “Seremos semelhantes a Ele, pois o veremos como Ele é.” Essa é a promessa que nos sustenta. A cruz nos transforma. Ela não serve para nos dar status ou glória humana. Ela nos faz mais parecidos com Jesus.

Não é a ausência da dor que nos fortalece, mas a certeza de que a dor não é o fim da história. O sofrimento pode até nos abalar, mas, se mantivermos os olhos fixos em Cristo, ele também nos transforma: nos amadurece, nos molda e nos aproxima d’Ele. Tomar a nossa cruz e seguir a Jesus — como Ele mesmo nos ensinou — é exatamente isso: confiar que mesmo nos caminhos mais difíceis, Ele caminha conosco e faz brotar vida onde só havia dor.

O apóstolo Paulo entendeu isso profundamente. Ele escreveu em Romanos 8:18:
“Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” Ou seja, a glória futura vale muito mais do que qualquer dor que possamos enfrentar agora.

A cruz foi pesada. A dor foi real. Mas a glória que veio depois foi muito maior. Jesus enfrentou tudo porque sabia o que viria. E Ele nos convida a fazer o mesmo: olhar além das dificuldades e seguir com fé. Se a gente só olha para os problemas do presente, acabamos desanimando. Mas quando olhamos para Jesus — aquele que começou e vai terminar a nossa jornada de fé — ganhamos força para continuar.

A cruz, então, não é só lembrança de dor. Ela é símbolo de esperança. Ela nos lembra que, mesmo em meio ao sofrimento, Deus está fazendo algo maior. E que o nosso destino final não é o sofrimento, mas a glória de estar com Cristo e ser como Ele é.

Nesta Páscoa, não pare na cruz. Olhe além dela. Jesus enfrentou a dor pensando na alegria que viria depois. Ele quer que você faça o mesmo. Não se prenda só às dificuldades que está  passando agora. Levante os olhos. Fixe o olhar em Jesus.

A cruz nos levou à esperança. E essa esperança vai nos levar à glória. E quando O virmos, seremos como Ele é. Aleluia!

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

17/qui/abr/25

 

A HORA DE JESUS — QUE HORA É ESSA?

“Tendo chegado a hora, Jesus olhou para o céu e disse: ‘Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique’.”  (João 17:1 – NVI)

Falar sobre a Páscoa é falar sobre a hora de Jesus. Não apenas sobre a cruz, mas sobre o momento exato em que o plano de Deus se cumpriria plenamente. Era a hora da entrega, da glória, do retorno ao Pai. Mas que hora é essa?

A Bíblia fala muitas vezes sobre essa "hora". No evangelho de João, ela aparece como um tema que atravessa toda a história de Jesus. Desde o começo do ministério dEle, essa hora ainda não tinha chegado. Tudo acontecia no tempo certo, de acordo com a vontade do Pai. Nada fugia do plano de Deus.

No primeiro milagre de Jesus, nas bodas de Caná, quando sua mãe o chama para resolver a falta de vinho, Ele responde: “Disse Jesus: ‘Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou’.” (João 2:4 - NVI). Maria e os discípulos não entenderam. Mas João queria que nós entendêssemos: Jesus já tinha consciência de que sua missão apontava para um momento muito específico, onde Ele se revelaria plenamente — na cruz.

Mais adiante, enquanto o povo se admirava com seus sinais e palavras, os líderes religiosos tentavam prendê-lo. Mas João registra: “Procuravam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora.” (João 7:30 - NVI). Tudo estava no tempo certo. A hora de Jesus não era determinada pelos homens, mas pelo Pai. Ele caminhava com segurança até o momento exato.

E então, algo surpreendente acontece: alguns gregos — estrangeiros que tinham ido adorar em Jerusalém — procuram os discípulos e dizem: “Queremos ver Jesus.” (João 12:21 - NVI).  Ao saber disso, Jesus declara: “É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.” (João 12:23 - NVI).

Agora sim, a hora havia chegado.

Mas... que hora era essa? A hora de ser exaltado? De ser aclamado? De mostrar poder?
Não. Era a hora da cruz. A hora da entrega. A hora de revelar o amor do Pai. Era a hora em que o Cordeiro seria morto para tirar o pecado do mundo. A hora que mudaria a história da humanidade.

Embora Jesus tenha morrido por causa dos nossos pecados, Ele não foi um mártir. Ele não foi pego de surpresa nem forçado. Pelo contrário, foi para a cruz por vontade própria. Desde o começo do seu ministério, Ele já sabia qual seria o seu destino e se entregou a ele com consciência e decisão.

Quando Jesus ora ao Pai antes de ser preso, Ele diz com clareza: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique.” (João 17:1 - NVI).  Essa hora é o centro de tudo. É o momento da obediência máxima, do sacrifício mais profundo e da expressão mais intensa do amor de Deus.

Essa hora também era esperada nas Escrituras. Isaías 53 já apontava que o Servo do Senhor seria rejeitado, humilhado e morto. Jesus sabia disso. Sabia que nasceria para essa hora. Ele mesmo disse: “Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai.” (João 10:18 - NVI)
Ou seja, essa hora não foi imposta — foi escolhida.

Quem entregou Jesus para morrer? Não foi Judas, por causa do dinheiro. Não foi Pilatos, por medo. Nem foram os judeus, por inveja. Foi o próprio Pai — por amor. (Murray, John, Romanos, v.1, p. 324)

Na cruz, Jesus não foi vencido. Ele venceu. Ele tomou o nosso lugar e carregou o peso do nosso pecado. Essa hora, que parecia ser de escuridão, foi na verdade a hora mais gloriosa da história. Porque naquela cruz, o céu tocou a terra. E o caminho da salvação foi aberto.

O apóstolo Paulo confirma isso ao dizer: “De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios.” (Romanos 5:6 - NVI). Sim, a hora de Jesus foi também a nossa hora de recomeçar. A partir dali, tudo mudou.

E você? Já reconheceu que essa hora também é para você? A Páscoa nos convida a entender que a cruz não foi uma derrota, mas uma escolha de amor. Jesus enfrentou a sua hora por você. Agora é a sua hora de responder.

Não deixe essa Páscoa ser apenas uma lembrança bonita. Receba Jesus, o Cordeiro. Viva a hora da graça. Viva a hora da redenção. A hora é agora.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

16/qua/abr/25

 

POR QUE JESUS FOI À CRUZ?

“Ninguém tira a minha vida, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai.”  (João 10:18 – NVI)

A Páscoa não é apenas uma data religiosa, mas uma oportunidade para lembrarmos que Jesus é a nossa verdadeira Páscoa. Ele foi à cruz, não porque foi forçado, nem porque foi derrotado. Jesus se entregou por amor a nós. Foi uma entrega voluntária, consciente e cheia de propósito.

Existem vários motivos que nos ajudam a entender por que Jesus foi levado à cruz. Um deles foi a rejeição por parte dos líderes religiosos da época. Os chefes do povo judeu estavam mais preocupados com tradições humanas e com o poder do que com a vontade de Deus. Eles se sentiram ameaçados por Jesus, porque Ele expunha a hipocrisia deles e mostrava o que era realmente importante: misericórdia, justiça e verdade.

Jesus não foi rejeitado por desconhecimento. Ele foi rejeitado porque tocou em feridas que ninguém queria mostrar. Um exemplo disso aconteceu quando Ele curou um homem dentro da sinagoga, em pleno sábado. Em vez de comemorarem o milagre, muitos ficaram com raiva, pois achavam que Ele estava desrespeitando as leis. Isso mostrava o quanto estavam mais preocupados com regras do que com o amor ao próximo.

Outro episódio marcante foi quando Jesus leu o texto do profeta Isaías na sinagoga:
O Espírito do Senhor está sobre mim…” (Isaías 61). Ele declarou que aquela palavra se cumpria ali, diante deles. Muitos ficaram indignados e tentaram até jogá-lo do alto de um monte (Lucas 4:16-30). A verdade dita com clareza, quando confronta o orgulho, muitas vezes gera ódio em vez de arrependimento.

Jesus conhecia bem a história dos profetas que vieram antes dEle. Sabia que os profetas fiéis foram perseguidos, rejeitados e até mortos por falarem a verdade de Deus. Ele sabia que com Ele não seria diferente. Mesmo assim, não se calou. Continuou firme no propósito, sabendo que o caminho da cruz fazia parte do plano.

Além disso, Jesus sabia que Sua morte estava prevista nas Escrituras. Desde muito tempo, os profetas já falavam do Messias que sofreria. O capítulo 53 de Isaías descreve isso com clareza:
Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento… ele foi traspassado por causa das nossas transgressões…”  Jesus sabia que essas palavras falavam dEle. E Ele aceitou esse destino, porque sabia que era o único caminho para salvar a humanidade.

Durante o Seu ministério, Jesus tentou preparar os discípulos para esse momento. Ele disse claramente que seria preso, sofreria, morreria e ressuscitaria ao terceiro dia (Mateus 16:21). Mas os discípulos tinham dificuldade de entender. Eles esperavam um Messias poderoso, não um que morreria numa cruz. Mas Jesus sabia muito bem o que estava fazendo.

E, por fim, Jesus foi à cruz porque isso fazia parte do projeto eterno do Pai. A cruz não foi um erro, nem um improviso. Não foi um plano “B”. Ela já estava nos planos de Deus desde o começo. O próprio Jesus afirmou com clareza: “Ninguém tira a minha vida; eu a dou por minha própria vontade.” (João 10:18).  Ou seja, foi uma escolha dEle. Ele veio com esse propósito. Nasceu para morrer. Morreu para nos salvar.

O que a cruz revela? Acima de tudo, o amor de Deus. Um amor que não desiste, que não recua diante da dor, da vergonha ou da morte. Um amor que se entrega por mim e por você.

A verdadeira Páscoa é mais do que uma lembrança — é um convite à transformação.
Você já respondeu a esse amor? Já entregou sua vida Àquele que se entregou por você?
Hoje é tempo de lembrar, mas também de decidir. Receba o amor da cruz. Caminhe com Jesus. Viva a verdadeira Páscoa.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

15/ter/abr/25

  A VOZ QUE NOS TIRA PARA FORA “E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua ...