O CHORO TEM LIMITE, A ALEGRIA NÃO

“Porque a sua ira dura só um momento, mas o seu favor dura a vida inteira; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” Salmos 30:5 (NAA)

A vida é feita de contrastes. Choramos e sorrimos, passamos por dores e experimentamos alívios, enfrentamos noites escuras e vemos o sol nascer novamente. O salmista nos lembra de algo precioso: as lágrimas são passageiras, mas a graça e a restauração de Deus sempre chegam no tempo certo. O pranto pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Chorar é parte da nossa humanidade. Quem nunca chorou? As lágrimas fazem parte da vida desde o primeiro instante em que nascemos. Já chegamos ao mundo chorando, e ao longo da caminhada muitas vezes choramos de dor, de saudade, de perdas e até de frustrações. Não é à toa que, tradicionalmente, este mundo já foi chamado de “vale de lágrimas”. Mas mesmo em meio a tantas dores, Deus nos oferece consolo e esperança.

O salmista fala em outro texto sobre um vale especial: “Passando pelo vale de Baca, fazem dele uma fonte; a chuva também o cobre de bênçãos.”  Salmos 84:6 (NAA). O vale de Baca era provavelmente um lugar seco e difícil de atravessar. A palavra Baca se relaciona com “choro” ou “lágrimas”, e por isso algumas tradições o chamam de “vale de lágrimas”.

Espiritualmente, esse vale representa os momentos de dor, esterilidade e sofrimento que todos enfrentamos. Porém, o salmista ensina que, na presença de Deus, até o deserto pode ser transformado em fonte de bênçãos. Assim como os peregrinos atravessavam esse vale a caminho de Jerusalém, nós também passamos pelos vales da vida, mas temos a certeza de que o Senhor os converte em consolo e vitória.

As lágrimas não são negadas pela Bíblia; elas são reconhecidas. O próprio Jesus chorou diante da dor e da morte de Lázaro (João 11:35). Mas a promessa é que essas lágrimas não são eternas, porque Deus mesmo se encarrega de enxugá-las. O Apocalipse nos traz essa esperança definitiva: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”  Apocalipse 21:4 (NAA)

A grande pergunta é: onde podemos encontrar a verdadeira alegria? Muitas pessoas a buscam em conquistas, em relacionamentos, em posses ou até em momentos de prazer. Mas a alegria que vem de Deus é diferente: ela não depende das circunstâncias, mas da presença e do favor do Senhor. É a alegria de quem, mesmo passando por noites de lágrimas, confia que a manhã chegará.

Davi, que escreveu o salmo, conheceu tanto o choro quanto o riso, tanto a dor quanto a vitória. Ele foi perseguido, traído, enfrentou batalhas e falhas pessoais, mas também experimentou o perdão, a restauração e a fidelidade de Deus. Ele podia afirmar com convicção: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, porque sabia que a bondade do Senhor prevalece sobre as lágrimas.

E assim acontece conosco. Às vezes a noite é longa, e o pranto parece não ter fim. Mas a promessa de Deus é segura: a alegria virá. O sofrimento pode ser intenso, mas não é eterno. As lágrimas podem cair, mas não duram para sempre. No tempo certo, Deus traz alívio, cura e restauração.

Se você hoje atravessa um vale de lágrimas, lembre-se: não é para sempre. O Senhor está com você nesse caminho, e Ele é especialista em transformar desertos em fontes. O mesmo Deus que permite a noite também é aquele que faz nascer o sol.

As lágrimas fazem parte da vida, mas não têm a última palavra. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã, porque em Cristo a dor é passageira e a esperança é eterna.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

02/out/25

 

O SANGUE QUE TRAZ PERDÃO

“De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há perdão.” Hebreus 9:22 (NAA)

Isso não é apenas doutrina, é vida prática. Muitas vezes tentamos lidar com a culpa através de nossas próprias forças, acumulando boas ações como se fossem suficientes para compensar nossos erros. Às vezes caímos na armadilha de achar que, se fizermos tudo certinho, poderemos nos apresentar diante de Deus como justos. Mas a Palavra é clara: sem derramamento de sangue, não há perdão. Nada do que fazemos é suficiente; apenas o sangue de Jesus tem poder para nos limpar.

Pense em como lidamos, no dia a dia, com erros e falhas. Muitas vezes pedimos desculpas, fazemos reparações e seguimos em frente. Mas diante de Deus não é assim. O pecado não é só um erro de comportamento, é uma ofensa contra a santidade de Deus. Por isso, o preço a ser pago é tão alto: vida por vida. O cordeiro do Antigo Testamento simbolizava isso, mas só Cristo, o Cordeiro de Deus, pôde oferecer uma vida perfeita em nosso lugar.

Esse princípio aparece claramente em Hebreus 9:22. O texto mostra que o perdão dos pecados exige derramamento de sangue. No Antigo Testamento, a lei determinava que os pecados do povo só eram expiados por meio de sacrifícios de animais. O sangue representava a vida, como está escrito: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu o dei a vocês sobre o altar, para fazer expiação por vocês; porque é o sangue que faz expiação em virtude da vida.”  Levítico 17:11 (NAA). Quando o sangue era derramado, simbolizava que uma vida estava sendo oferecida no lugar de outra.

Mas aqueles sacrifícios tinham apenas caráter cerimonial e temporário. Eles eram sombra e figura do que viria (Hebreus 10:1). A cada ano, novos sacrifícios precisavam ser feitos porque o sangue dos animais não podia resolver de forma definitiva o problema do pecado. Era como uma cobertura provisória, apontando para algo maior e mais completo.

Esse algo maior é o sacrifício de Jesus Cristo. Na cruz, Ele derramou o Seu próprio sangue, não de maneira repetida, mas de uma vez por todas. Seu sacrifício foi único, perfeito e eterno. Por isso, Hebreus 9:22 nos ensina que o perdão não vem de esforço humano, nem de boas obras, mas do preço pago por Cristo. Ele mesmo se ofereceu em nosso lugar, cumprindo plenamente a exigência de Deus.

O resumo é claro: no Antigo Testamento, o sangue dos animais purificava de forma cerimonial e limitada; no Novo Testamento, o sangue de Cristo purifica de verdade e para sempre. Sem o sacrifício de Jesus não haveria perdão, mas por causa d’Ele o perdão é completo, perfeito e definitivo. Essa é a base da nossa fé e da nossa esperança.

Quando Jesus disse: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.”  Mateus 5:17 (NAA), Ele estava mostrando que tudo o que a lei apontava encontrava nEle sua realização. O sistema de sacrifícios, com seus altares e cordeiros, era apenas um anúncio do verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Os sacrifícios de animais eram sombras; Cristo é a realidade. A lei exigia justiça; Cristo a cumpriu plenamente. A lei mostrava o pecado; Cristo trouxe o perdão definitivo.

Assim, Hebreus 9:22 e Hebreus 10:1 se encaixam de maneira perfeita com o ensino de Jesus em Mateus 5:17. Ele não anulou a lei, mas a levou ao seu propósito final. A exigência de sangue para o perdão foi cumprida em sua totalidade no Calvário. Por isso, podemos dizer que Ele não veio abolir a lei, mas consumá-la em Si mesmo.

Essa verdade pode ser resumida nas três fases da salvação, como costuma lembrar o pastor Hernandes. No passado, já fomos libertos da culpa do pecado pela justificação em Cristo. No presente, estamos sendo libertos do poder do pecado pela santificação. E no futuro, seremos libertos da presença do pecado na glorificação, quando estivermos com o Senhor no céu. O sangue de Cristo nos salvou da condenação, está nos salvando do domínio e um dia nos salvará da presença do pecado. Isto é claramente salvação como ato e como processo.

Hoje, quem confia em Jesus não precisa mais viver debaixo da culpa. Seu sangue derramado garante perdão e reconciliação. Essa é a segurança da Nova Aliança: não é uma cobertura temporária, mas uma obra completa, definitiva e eterna. Podemos ter paz, porque o sangue que foi derramado por nós ainda fala diante do trono de Deus.

O sangue de Cristo é o cumprimento perfeito da lei e a única base do perdão. Nele somos libertos da culpa do pecado, estamos sendo libertos do seu poder e um dia seremos libertos da sua presença.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

01/out/25

 

O PERIGO DE VIVER VESTIDO COM UM LENÇOL

“E todos o deixaram e fugiram. Um jovem seguia Jesus, envolto apenas em um lençol; e eles o agarraram. Mas ele largou o lençol e fugiu nu.” Marcos 14:50–51 (NAA)

Na noite em que Jesus foi traído, Judas o entregou com um beijo e uma multidão armada veio prendê-lo no Getsêmani. Diante da pressão, todos os discípulos abandonaram o Mestre e fugiram. Entre a multidão, Marcos registra um detalhe curioso: havia um jovem que seguia Jesus vestindo apenas um lençol. Quando tentaram agarrá-lo, ele deixou o lençol e fugiu nu.

Essa cena, aparentemente estranha, carrega uma lição profunda. O jovem que se cobria apenas com um lençol representa aqueles que se aproximam de Jesus sem compromisso real. Seguem de longe, parecem discípulos, mas não têm firmeza. O lençol simboliza uma cobertura frágil, uma aparência que cai no primeiro momento de prova. Quando a pressão chega, a superficialidade se revela e a nudez espiritual aparece. Hoje, muitos vivem da mesma forma.

Entre os jovens de hoje, é comum a prática do "ficar": um relacionamento passageiro, sem compromisso, sem aliança e sem fidelidade. Infelizmente, essa mesma postura tem se refletido também na fé. Há quem apenas “fique” com Jesus: busca uma experiência momentânea, uma emoção passageira, mas sem compromisso verdadeiro. O lençol não é roupa, não é vínculo. Quem se veste apenas de lençol corre o risco de se expor ao ridículo em público e ao vazio no coração.

Jacó também viveu de aparências por muito tempo. Quando saiu de casa, com cerca de 77 anos, Deus lhe apareceu em Betel e disse: “Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, seu pai, e o Deus de Isaque.”  Gênesis 28:13 (NAA). Mas não disse: “Eu sou o teu Deus.” Jacó estava perto da bênção, mas ainda não tinha feito um compromisso pessoal com o Senhor. Era como o jovem do lençol: seguia de longe, mas sem entrega verdadeira.

O mesmo aconteceu com as cinco virgens insensatas. Tinham lâmpadas, mas não tinham azeite de reserva (Mateus 25:3). Pareciam preparadas, mas faltava o essencial. Assim também ocorre hoje: pessoas com cargos, funções e até ministérios na igreja, mas sem azeite, vivendo apenas de aparência.

O lençol também simboliza o pragmatismo espiritual: fazer o que “funciona” em vez do que é certo. É a lógica da “igreja supermercado”, onde cada um escolhe o que lhe agrada, sem compromisso com a santidade. Mas com o evangelho é diferente: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm.”  1 Coríntios 6:12 (NAA). O cristianismo não é fundado em conveniência, mas na verdade de Deus.

Outros exemplos bíblicos reforçam essa lição. Jonas dizia temer a Deus, mas fugiu da Sua ordem (Jonas 1:9). Sua doutrina não combinava com sua prática. Pedro, no ímpeto carnal, cortou a orelha do soldado, mas não teve coragem de confessar a Cristo diante de uma criada. Ananias e Safira mentiram sobre sua oferta, usando a filantropia como máscara. E Moisés colocou um véu porque o seu rosto brilhava com a glória de Deus, mas continuou usando-o mesmo depois que o brilho se apagou. Paulo comenta: “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre o rosto, para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no fim daquilo que estava se desvanecendo.” 2 Coríntios 3:13 (NAA).

O lençol e a máscara falam da mesma realidade: aparência sem essência. Muitas vezes escondemos nossas fraquezas atrás de religiosidade, discursos bonitos ou posições na igreja. Mas, cedo ou tarde, a verdade aparece. Quem vive apenas de aparência não permanece, porque lhe falta a unção e a verdadeira força que vêm do alto.

Por isso, o chamado é claro: não se vista com o lençol da superficialidade. Não seja apenas um curioso, um seguidor de momento, um “crente de plantão”. Tire o lençol, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga Jesus de verdade. O discipulado não é uma experiência passageira, mas uma caminhada diária de comunhão com o Senhor.

A Bíblia nos mostra quais vestes devemos usar. Isaías declara: “Eu me alegrarei muito no Senhor, a minha alma se exultará no meu Deus, porque me vestiu de roupas de salvação e me cobriu com o manto de justiça.”  Isaías 61:10 (NAA). Essa roupa de salvação simboliza a obra de Cristo em nossa vida. Não é algo que conquistamos, mas um presente de Deus que cobre nossa culpa e nos reveste da justiça de Cristo.

O mesmo profeta diz: “Ele nos deu óleo de alegria em vez de pranto, veste de louvor em vez de espírito angustiado.”  Isaías 61:3 (NAA). Essa veste de louvor representa a troca que Deus realiza: Ele tira o peso da tristeza e reveste nosso coração de gratidão e alegria.

E João, em sua visão, viu uma grande multidão diante do trono, vestida de branco, e ouviu que essas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro (Apocalipse 7:9,14). Essas vestes brancas simbolizam a pureza e a vitória que não vêm de nós, mas da obra de Cristo, que nos purifica e nos dá acesso à presença de Deus.

Portanto, não se contente com o lençol da aparência. Vista-se da justiça de Cristo, receba a roupa da salvação, permita que o Senhor o cubra com vestes de louvor e viva em fidelidade com Ele todos os dias.

Seguir a Jesus de verdade é trocar o lençol da aparência pelas vestes da salvação, lavadas no sangue do Cordeiro, e viver não de superficialidade, mas de compromisso profundo, com mente renovada e coração inflamado pelo Espírito.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

30/set/25

 

SOMOS HOJE A CASA DE DEUS

“Moisés foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas; Cristo, porém, como Filho, é fiel sobre a casa de Deus. E essa casa somos nós, se guardarmos firme a confiança e a esperança da qual nos gloriamos.” Hebreus 3:5–6 (NAA)

Que passagem esclarecedora é esta de Hebreus 3:5–6. Ela mostra o contraste entre Moisés e Cristo. Moisés foi fiel como servo, dentro da casa de Deus. Cristo é fiel como Filho, não apenas dentro, mas sobre a casa, como Senhor dela. Moisés testemunhou do que viria; Cristo cumpre plenamente a promessa.

Moisés foi fiel como servo dentro da casa de Deus, cuidando do povo e cumprindo a missão que lhe foi confiada. Mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa, com autoridade e domínio, pois Ele é o dono e sustentador de tudo. Enquanto Moisés fez parte da obra, Cristo é o Senhor da obra; Moisés apontou para o futuro, Cristo é o cumprimento no presente.

Até mesmo os tempos verbais chamam a atenção: Moisés foi fiel — algo do passado; Cristo é fiel — uma realidade presente e contínua. Como diz João 1:17 (NAA): “Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” Moisés representava a lei e a expectativa; Cristo representa a graça já revelada e vivida em nós.

A fidelidade de Moisés apontava para o futuro, como declara Hebreus 3:5 (NAA): “Moisés foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas.” Mas Cristo é fiel hoje, Filho sobre a casa de Deus, e essa casa somos nós (Hebreus 3:6). Moisés preparou o caminho; Cristo realizou. Moisés falava da promessa; Cristo a cumpriu.

A lei teve seu papel, mas nunca trouxe perfeição. “A lei, tendo a sombra dos bens futuros, não a imagem exata das coisas, nunca consegue, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam de Deus.”  Hebreus 10:1 (NAA). A lei era sombra, Cristo é a realidade.

O texto traz ainda uma verdade preciosa: “essa casa somos nós.” Deus não habita mais em templos de pedra, mas em pessoas. Como diz Efésios 2:22 (NAA): “Nele também vocês estão sendo edificados, junto com os outros, para serem morada de Deus no Espírito.” E também 1 Pedro 2:5 (NAA): “Vocês também, como pedras que vivem, são edificados casa espiritual para serem sacerdócio santo, a fim de oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.”

Isso significa que cada crente é parte dessa casa viva. A igreja não é apenas o prédio onde nos reunimos, mas a comunidade dos que creem, onde o Espírito Santo habita. Assim, a vida cristã não se apoia apenas nos exemplos do passado, mas na presença viva de Cristo hoje.

Moisés foi servo fiel. Ele guiou o povo até certo ponto, mas não conseguiu levá-lo ao descanso final. O deserto mostrou a ausência de fé: muitos caíram e não entraram em Canaã. Cristo, porém, é o Filho fiel que nos conduz à Canaã celestial, ao descanso eterno.

Essa realidade toca a nossa vida prática. Quando passamos por momentos de incerteza, podemos olhar para trás e lembrar da fidelidade de Deus no passado. Mas precisamos, sobretudo, olhar para Cristo, que continua fiel no presente. Como lembra Paulo em 2 Timóteo 2:13 (NAA): “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.”

Hoje, em meio às pressões do mundo, Deus nos chama a guardar firme a confiança e a esperança. Hebreus 10:23 (NAA) nos lembra: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois, quem fez a promessa é fiel.” Quando o medo, a dúvida ou o cansaço tentam nos abater, temos um motivo para permanecer firmes: Cristo não muda, Ele permanece fiel.

Podemos pensar em exemplos do dia a dia. Quando um pai de família enfrenta dificuldades financeiras, mas continua confiando que Deus proverá. Quando uma mãe ora anos pela conversão de um filho e não perde a esperança. Quando alguém atravessa uma enfermidade séria, mas não deixa de crer na bondade do Senhor. Essas pessoas estão vivendo Hebreus 3:6: permanecendo firmes na confiança e na esperança.

Cristo é a base da nossa segurança. Não dependemos de nossa própria força, mas da fidelidade d’Ele. Em uma época em que tudo parece instável — economia, relacionamentos, planos pessoais — é um grande consolo saber que o Filho continua sendo fiel sobre a casa de Deus.

Moisés foi servo fiel e apontou para o futuro. Cristo é o Filho fiel e cumpre no presente. Nós somos a casa de Deus, chamados a permanecer firmes na fé e na esperança que temos em Jesus. Ele nos edifica como pedras vivas, formando uma casa espiritual. Essa não é apenas uma metáfora bonita: é a realidade da igreja, espalhada pelo mundo, sustentada pela graça e habitada pelo Espírito Santo.

Por isso, não devemos viver olhando apenas para trás, para os exemplos de Moisés e da lei, mas sim para Cristo, que está conosco hoje. Ele nos chama a perseverar até o fim.

 “Moisés serviu como testemunha, mas Cristo reina como Filho. E nós, como pedras vivas, somos hoje a casa de Deus, chamada a permanecer firme na confiança e na esperança, porque Aquele que prometeu é fiel.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

29/set/25


 

A LEI QUE REVELA A FALHA, A GRAÇA QUE REVELA O AMOR

Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” João 1:17 (NAA)

A lei e a graça aparecem em toda a Bíblia, do começo ao fim. A lei teve um papel fundamental no plano de Deus: mostrava a santidade divina e revelava o nosso pecado. Era como um espelho, deixando claro que não conseguimos obedecer a Deus plenamente e que carregamos culpa diante Dele. Mas a lei, por si só, não podia salvar. Ela apenas apontava para a necessidade de um Salvador, preparando o caminho para Cristo, que cumpriu perfeitamente a justiça de Deus.

A graça, por sua vez, é o presente de Deus. Ninguém poderia conquistá-la por esforço próprio. Pela graça, Ele nos oferece salvação, perdão e nova vida em Cristo. É pela graça que somos transformados e que o Espírito Santo nos capacita a viver em obediência e santidade. Se a lei mostrou nossa incapacidade, a graça mostra que o amor de Deus supre a nossa fraqueza. Como está escrito: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus.” Efésios 2:8 (NAA).

Foi sobre essa diferença que Paulo escreveu em 2 Coríntios 3:6: “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” A Antiga Aliança, escrita em pedras, expunha o pecado e trazia condenação. Já a Nova Aliança, estabelecida em Cristo, é vivificada pelo Espírito Santo, que perdoa, transforma o coração e nos dá forças para obedecer a Deus. A mensagem de Paulo não é que a Escritura seja “letra morta”, mas que a lei, sem Cristo, mostra o pecado sem oferecer solução. Somente o Espírito, por meio de Jesus, traz vida e faz com que a Palavra cumpra seu propósito: revelar Cristo, conduzir à fé e transformar quem crê.

Isso não diminui o valor da Escritura, porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, como afirma Hebreus 4:12. O problema não está no texto em si, mas no coração humano. Quando alguém lê sem fé e sem a direção do Espírito, reduz a Bíblia a mero conhecimento intelectual. Foi o que aconteceu com os fariseus: conheciam a letra, memorizavam versículos, mas não reconheceram em Jesus o cumprimento da promessa. Por isso, ouviram do Senhor: “Vocês examinam as Escrituras porque pensam que nelas têm a vida eterna, mas são elas mesmas que testemunham a meu respeito. Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida.” João 5:39–40 (NAA).

Essa advertência continua atual. Muitos ainda leem a Bíblia como se fosse apenas história ou regra, sem permitir que ela mude a vida. A diferença não está no texto, mas em como é recebido. Quem lê com fé encontra vida, porque o Espírito abre os olhos e o coração. Quem lê apenas por tradição ou estudo pode adquirir conhecimento, mas não experimentará transformação. Como disse Jesus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mateus 22:29 (ARC).

A lei continua nos lembrando que Deus é santo e que o pecado é sério. Mas a graça revela o caminho aberto em Cristo. Ele não aboliu a lei, mas a cumpriu em nosso lugar. Agora, a lei de Deus está escrita em nosso coração pelo Espírito. Isso muda tudo: já não vivemos sob condenação, mas debaixo da graça que liberta. Não obedecemos para sermos aceitos, mas porque já fomos aceitos em Cristo. “Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8:1 (NAA).

A lei mostra nossa falha; a graça revela o amor de Deus. A letra denuncia o pecado, mas o Espírito traz vida. Em Cristo, a Palavra deixa de ser apenas informação e se torna verdadeira transformação.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

28/set/25

 

A PRESENÇA QUE NUNCA FALHA


“O Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.” Êxodo 13:21-22 (NAA)

O texto de Êxodo nos apresenta uma das passagens mais belas e marcantes sobre a presença contínua de Deus. O povo de Israel tinha acabado de ser liberto da escravidão do Egito após quatrocentos anos de opressão. Moisés, guiado pelo Senhor, liderava aquela multidão que agora atravessava o deserto rumo à terra prometida. Era um tempo de grandes desafios, de incertezas, de medos e de esperança. E foi nesse cenário que Deus se revelou de maneira tão clara: de dia, numa coluna de nuvem que os guiava; de noite, numa coluna de fogo que os iluminava.

Esse detalhe simples carrega um significado profundo. O texto diz que o Senhor ia adiante deles. Isso mostra dependência e direção. O povo não caminhava por conta própria, não decidia seu rumo pela própria sabedoria. Quem guiava o caminho era o próprio Senhor, que conhece todas as veredas e sabe aonde conduzir os seus. Essa é uma grande lição também para nós. Quantas vezes tentamos escolher nossos próprios caminhos, confiando apenas em nossa inteligência ou experiência, e acabamos nos perdendo? O Senhor não apenas conhece o caminho: Ele é o caminho. Por isso, segui-Lo é sempre o passo mais seguro.

Outro detalhe é a constância da presença de Deus. O texto reforça que a coluna nunca se apartou do povo. Dia e noite, a presença do Senhor estava diante deles. Isso nos lembra o Salmo 121:4 (NAA): “Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda Israel.” O Deus que caminhava com o povo no deserto é o mesmo que hoje caminha conosco. Ele não se ausenta, não tira folga, não deixa de estar ao nosso lado.

A forma da manifestação também é significativa. O Senhor escolheu uma coluna, feita para sustentar, firme e vertical, ligando a terra ao céu. Era como se Deus lembrasse ao povo: “Estou sustentando vocês, e o céu está comprometido com a caminhada de vocês.” No hebraico, a palavra usada para “coluna” traz justamente a ideia de permanecer firme, resistir, tomar posição e estabelecer. Isso mostra que a coluna de nuvem e de fogo não era apenas um sinal visível, mas a manifestação da presença ativa de Deus: Ele permanecia constante, servia com cuidado, resistia contra os inimigos e estabelecia direção. Assim, cada vez que Israel olhava para ela, lembrava-se de que o céu caminhava junto com eles.

A coluna de nuvem, durante o dia, tinha ainda uma função prática: trazia sombra no calor escaldante do deserto, aliviando a caminhada. Já a coluna de fogo, durante a noite, iluminava o caminho, aquecia contra o frio e espantava animais perigosos. Em ambos os casos, Deus estava cuidando de necessidades reais e concretas do povo. Isso mostra que a presença do Senhor não é apenas espiritual, mas também prática. Ele se importa com as nossas dores, com as nossas necessidades, com o que enfrentamos no dia a dia.

E havia ainda outra lição: o texto diz que a presença de Deus os fazia caminhar “de dia e de noite”. Isso nos lembra de que, nesta terra, não existe descanso definitivo. Estamos de passagem por este mundo, que é muitas vezes como um deserto cheio de dificuldades, lutas e lágrimas. O descanso completo e verdadeiro só virá na eternidade, quando estivermos na presença de Deus para sempre. Por isso, precisamos estar preparados. Assim como o deserto foi a escola de preparação para o povo entrar na terra prometida, a nossa vida aqui é um tempo de preparação para a pátria celestial.

Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite. Essa repetição reforça a verdade central: Deus não abandona os seus. Ainda que as circunstâncias mudem, ainda que o sol escalde ou a noite seja fria e escura, a presença de Deus permanece. Essa é a nossa segurança. Quando olhamos para a nossa própria caminhada, percebemos quantas vezes fomos sustentados pela mão invisível de Deus. Em momentos de dor, Ele foi nosso consolo. Em dias de escuridão, Ele foi nossa luz. Quando estávamos perdidos, Ele foi nosso guia.

Nos dias de hoje, a presença do Senhor continua conosco. Ela pode não se manifestar numa coluna visível de nuvem ou de fogo, mas se revela de maneira ainda mais profunda através de Jesus Cristo e da habitação do Espírito Santo. Ele é a luz que nunca se apaga, a sombra que nos protege, o guia que nunca nos deixa sozinhos. Se abrirmos nossos olhos de fé, veremos que em cada detalhe do caminho Ele tem estado ao nosso lado.

Pense, por exemplo, numa mãe que enfrenta o desafio de criar os filhos sozinha e, mesmo em suas limitações, encontra forças novas a cada manhã para seguir. Ou num jovem que passa pela solidão da universidade em outra cidade, mas sente paz inexplicável em meio à distância da família. Ou ainda num trabalhador que atravessa um momento de desemprego, mas percebe portas se abrindo inesperadamente. Essas situações reais mostram que Deus continua sendo a nuvem que protege e o fogo que ilumina.

Assim como no deserto, a presença de Deus hoje nos prepara para o futuro. O povo de Israel precisou ser moldado para entrar na terra prometida. Nós também estamos sendo moldados para a vida eterna. Cada dificuldade, cada passo, cada noite escura é um lembrete de que o Senhor não se aparta de nós.

“A presença de Deus nunca nos abandona: ela nos guia no caminho, nos sustenta no deserto e nos prepara para a eternidade.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

27/set/25

 

A ORAÇÃO DE ANA E O SEGREDO DA ENTREGA

“Ela fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se de fato olhares para a aflição da tua serva e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, e lhe deres um filho homem, eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias da sua vida...” 1 Samuel 1:11 (NAA)

A história de Ana é uma das mais conhecidas da Bíblia, mas também uma das mais desafiadoras. Ela sofria com a esterilidade, uma condição que, naquele tempo, trazia dor, vergonha e até rejeição social. Muitas vezes deve ter dobrado os joelhos pedindo um filho, mas parecia não haver resposta. Até que, em um dia de oração no templo, ela disse algo diferente: “Senhor, se me deres um filho, eu o darei a Ti.” E a partir dessa entrega, Deus mudou a sua história.

O segredo não estava em repetir o pedido, nem em orar com mais intensidade. Estava no propósito. Quando Ana incluiu o Senhor em sua oração e decidiu entregar ao Pai aquilo que mais desejava, a resposta veio. É como se o céu tivesse se movido no mesmo instante. Essa verdade continua atual: a oração mais poderosa não é a que busca apenas atender nossas necessidades, mas a que se alinha com o projeto de Deus.

Nós, como pais, podemos aprender muito com Ana. Normalmente oramos pedindo proteção, saúde, sucesso e estabilidade para os filhos. Não há nada errado nisso, mas existe algo maior. Quando incluímos os filhos no projeto de Deus, estamos dizendo que o propósito deles vai além do conforto ou das conquistas pessoais. Orar assim é reconhecer que o mais importante não é o que eles farão para nós, mas o quanto suas vidas refletirão a glória do Senhor.

Ana pediu um filho varão porque, naquele tempo, apenas os homens podiam servir no templo. Hoje, essa limitação não existe. Filhos e filhas podem servir igualmente no Reino de Deus, seja no louvor, na pregação, no ensino, nas missões ou em qualquer área da Obra. Mas o princípio é o mesmo: consagrar os filhos ao Senhor é reconhecer que eles são d’Ele e que o nosso papel é guiá-los nesse caminho.

A Bíblia nos lembra: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu.” Isaías 9:6 (NAA). Os filhos são dádivas confiadas às nossas mãos. Jó entendeu essa verdade mesmo em meio à dor: O Senhor o deu, o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.”  Jó 1:21 (NAA). Ana, no entanto, fez algo extraordinário: recebeu de Deus e devolveu a Deus. Não por obrigação, mas por amor e gratidão.

E o resultado foi extraordinário. Samuel, o filho que Ana consagrou ao Senhor, não foi apenas um profeta, mas também sacerdote e juiz em Israel. Ele ungiu reis, conduziu o povo e deixou marcas profundas em sua geração e nas que vieram depois. O pranto de uma mulher aflita tornou-se fonte de bênção para toda a nação. Essa história nos mostra que, quando entregamos nossos filhos a Deus, eles deixam de ser apenas parte da nossa vida familiar para se tornarem parte do grande projeto da salvação.

Há uma frase do saudoso pastor Dodd que resume essa verdade: “Crie o seu filho só para você, e você o terá por um tempo; crie-o para o Senhor, e você o terá por toda a vida.” É uma frase dura, mas cheia de sentido. Muitos pais sonham apenas com segurança, bons empregos e realizações humanas para os filhos. Mas quando eles são criados para o Senhor, a influência deles atravessa gerações.

Essa entrega não é fácil. Para Ana, deixar Samuel no templo ainda pequeno deve ter sido doloroso. Para nós também, muitas vezes é difícil abrir mão de planos pessoais para aceitar os planos de Deus. Quantos pais têm dificuldade em permitir que os filhos sigam uma vocação ministerial, uma chamada missionária ou qualquer caminho que exija renúncia? O medo da distância, das dificuldades e até da incompreensão nos prende. Mas a Palavra nos lembra: os filhos nunca foram nossos em essência. Eles pertencem ao Senhor, e nós apenas os administramos por um tempo.

Quando os entregamos a Deus, não os perdemos. Pelo contrário, ganhamos a alegria de vê-los frutificar para o Reino. Ana não perdeu Samuel. Ela ganhou a honra de ser lembrada até hoje como a mãe que dedicou seu filho ao Senhor. Da mesma forma, pais que entregam os filhos para a Obra de Deus descobrem que a recompensa é eterna.

Podemos aplicar esse ensino de forma prática em nossos dias. Se você é pai ou mãe, ore com propósito. Não peça apenas saúde física, mas também saúde espiritual para que seus filhos sirvam ao Senhor. Não peça apenas sucesso profissional, mas que suas carreiras sejam instrumentos para glorificar a Deus. Desde cedo, ensine-os a amar a Palavra, a igreja e a vida de oração. Acima de tudo, seja exemplo de consagração, mostrando que viver para Deus não é peso, mas o maior privilégio que alguém pode ter.

Também precisamos estar dispostos a apoiar nossos filhos caso Deus os chame para desafios maiores. Isso pode significar vê-los longe de casa, em outra cidade ou até em outro país, dedicados à missão. Mas o mesmo Deus que chamou é o que guarda, sustenta e recompensa.

Ana nos mostra que a oração de entrega exige lágrimas, mas produz frutos que permanecem. E esse é o grande segredo: quando incluímos a Obra do Senhor nos nossos pedidos, Ele transforma nossos sonhos em projetos eternos. O filho que pedimos como bênção para nós se torna um instrumento de bênção para muitos.

Assim como Ana, sejamos capazes de dizer: Senhor, eu Te devolvo aquilo que Tu me deste. Recebe, Senhor, a vida do meu filho como instrumento da Tua glória.”

Criar os filhos apenas para nós é vê-los por um tempo; criá-los para o Senhor é tê-los por toda a eternidade.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

26/set/25

 

VIDA DIFERENTE, OBRA ÚNICA DE DEUS

“Respondeu Jesus: — Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.”  João 9:3 (NAA)

Alguns irmãos participaram de um seminário de acessibilidade no final da semana que se passou. Como fomos abençoados neste encontro! Quanto aprendizado recebemos, como crescemos espiritualmente, como nossa fé foi fortalecida e o nome do nosso Deus glorificado. Também entendemos que grande é a responsabilidade que temos diante do Senhor. Por isso, convido você a refletir, de forma breve e resumida, sobre aquilo que Ele nos ensinou.

O versículo que serve de base para nossa meditação está na narrativa do homem cego de nascença. Os discípulos perguntaram a Jesus se aquela condição era consequência de algum pecado, seja dele ou dos pais. A resposta de Jesus foi surpreendente: não era castigo, mas uma oportunidade para que as obras de Deus fossem reveladas por meio da cura.

Essa pergunta dos discípulos mostra como a sociedade, ao longo da história, costuma enxergar as pessoas com deficiência, muitas vezes associando sua condição a culpa, erro ou punição. Mas Jesus nos ensina a olhar de forma diferente. Ele nos mostra que a vida de cada pessoa tem valor diante de Deus e pode ser um instrumento para manifestar Sua glória. Em nossas igrejas, ninguém deve ser visto como peso, mas sim como bênção preciosa no meio do povo de Deus.

Infelizmente, até hoje, muitas famílias enfrentam julgamentos e preconceitos. O mundo insiste em levantar perguntas dolorosas: “Será que houve erro na gestação? Foi culpa dos pais?”. Esses questionamentos só aumentam a dor, trazendo conflitos e sentimentos de culpa. No entanto, a Palavra de Deus vem desconstruir essas barreiras, trazendo consolo e esperança. O Evangelho é também para esse tema tão sensível, pois o amor de Cristo alcança a todos sem distinção.

Especialistas e psicólogos reconhecem que, quando nasce uma criança com deficiência, a família pode passar por um processo semelhante ao luto. Isso não significa luto pela criança, que está viva e deve ser celebrada, mas pelo “filho imaginado” que existia na expectativa dos pais. Durante a gestação, constrói-se a ideia de um filho ideal. Ao descobrirem a deficiência, os pais precisam lidar com a frustração dessas expectativas. Esse processo pode incluir negação, tristeza, revolta ou culpa, até que se alcance a aceitação e a ressignificação.

É justamente nesse momento que a igreja deve assumir o seu papel. Enquanto o mundo fala em “inclusão”, nós, como corpo de Cristo, falamos em “acolhimento”. Acolher é muito mais do que abrir espaço: é abraçar, acreditar, caminhar junto. O compromisso da igreja é tornar a Palavra de Deus acessível a todos, sem exceção. Isso exige remover barreiras e garantir que cada pessoa com deficiência tenha plena oportunidade de conhecer, aprender e viver as verdades da Bíblia.

Quando falamos de acessibilidade, a palavra “problema” não deve estar no nosso vocabulário. Para Jesus — e para nós, seus discípulos — a deficiência não é problema. É uma condição humana, parte da diversidade da criação. Cada pessoa é única, e as diferenças devem ser vistas como características individuais, não como limites para o amor e para a comunhão.

Por isso, todos na igreja precisam estar envolvidos nesse trabalho de acolhimento. Não é uma tarefa apenas de alguns, mas de todos nós, como corpo de Cristo. Julgamentos, rótulos e piedade exagerada não podem fazer parte do nosso convívio. A pessoa com deficiência não deve ser vista com pena, mas com dignidade, como alguém que é bênção em nosso meio.

A Bíblia nos lembra que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34-35). Outros textos confirmam essa verdade. Em Êxodo 4:11, o Senhor declara que é Ele mesmo quem forma cada ser humano. Em Provérbios 27:23, somos chamados a cuidar com atenção daqueles que estão sob nossa responsabilidade. Isso mostra que, desde o Antigo Testamento, Deus já nos ensina sobre a importância do cuidado e do valor da vida de cada pessoa.

Na prática, acessibilidade para a igreja significa caminhar em amor com as pessoas com deficiência. Elas enfrentam muitos desafios: preconceitos, estereótipos, discriminação. Mas ter um filho com deficiência não é o fim — é um desafio, um chamado especial para os pais se tornarem escudos de amor e proteção.

A deficiência não torna ninguém menor, nem inferior. Apenas revela que cada pessoa é diferente — e cada diferença é uma oportunidade para que se manifestem as obras de Deus. Assim como no relato de João 9, a vida de cada pessoa pode se tornar palco da glória divina.

Temos, sim, um grande trabalho pela frente. É um desafio para a igreja, mas também uma oportunidade de testemunhar o amor de Cristo de forma concreta. O acolhimento precisa ser feito em amor, sem barreiras e sem preconceitos. Que possamos ser uma igreja que não apenas fala de acessibilidade, mas que a vive na prática.

Então irmãos, mãos à obra.

“Cada pessoa, com ou sem deficiência, é expressão da graça de Deus; e em cada vida, diferente e única, o Senhor quer manifestar Suas obras.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

25/set/25

 

O VALOR DA VIDA E O PESO DAS PALAVRAS

“Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá.” Gálatas 6:7 (NAA)

Há poucas semanas, o mundo foi surpreendido pela notícia do assassinato do ativista Charlie Kirk. O crime, em si, já causa profunda consternação pela violência que o marcou. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a reação de alguns que, em vez de lamentarem a tragédia, usaram as redes sociais para exaltar o atirador.

Essa postura revela um retrato triste de nossa geração e confirma as palavras de Jesus: “E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos esfriará.”  Mateus 24:12 (NAA)

Diante disso, somos levados a refletir, à luz da Bíblia, sobre temas essenciais e urgentes: ética, responsabilidade, perdão e justiça.

Jesus deixou claro que nossas palavras refletem o que está no coração. “A boca fala do que está cheio o coração.”  Lucas 6:45 (NAA). Quando alguém usa a voz, ou hoje em dia um teclado, para exaltar a violência, revela mais do que uma opinião momentânea: revela a frieza do coração diante da vida humana. Isso contrasta diretamente com o maior mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo.” Mateus 22:39 (NAA). E o ensino do Senhor vai além: “Amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês.” Mateus 5:44 (NAA). Portanto, elogiar a morte de alguém não tem lugar no coração de quem deseja seguir a Cristo.

Na sociedade, muitos defendem a liberdade de expressão como um direito inegociável. De fato, todos têm o direito de falar. Mas a Bíblia ensina que esse direito vem acompanhado de responsabilidade. Não se trata de censura, mas de reconhecer que palavras têm peso e consequências. Tiago afirma que a língua, apesar de pequena, é como fogo que pode incendiar uma floresta inteira (Tiago 3:5-6). Assim também, uma postagem, um comentário ou um discurso pode ferir, dividir, incentivar ódio e até legitimar comportamentos contrários à vontade de Deus.

A Bíblia é clara: toda ação gera uma reação. “Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá.” Gálatas 6:7 (NAA). Essa é uma lei espiritual e prática. Quando alguém planta palavras de violência, colhe rejeição, disciplina e até sanções legais. É o que aconteceu neste caso, em que autoridades civis e órgãos de classe reagiram diante da postura pública do médico que elogiou o crime. Isso nos lembra que, além da responsabilidade diante de Deus, existem consequências sociais e institucionais para nossos atos.

Por outro lado, a Bíblia também abre espaço para arrependimento e restauração. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”  1 João 1:9 (NAA). Arrepender-se não é apenas dizer “me desculpe”, mas mudar de atitude. Foi assim quando Jesus disse à mulher pega em adultério: “Eu também não a condeno. Vá e não peque mais.”  João 8:11(NAA). O pedido de desculpas do médico envolvido é um passo necessário, mas precisa ser acompanhado de uma mudança concreta, de reparação e de aprendizado, para que a vida siga por outro caminho.

O testemunho cristão ganha ainda mais importância quando alguém ocupa cargos de destaque ou liderança. A palavra de Paulo ecoa: “Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que sejam irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta.”  Filipenses 2:14-15 (NAA). Num tempo em que as redes sociais se tornaram palcos para todo tipo de opinião, os cristãos são chamados a usar essa ferramenta para edificação, reconciliação e paz, nunca para exaltar a violência.

A misericórdia também não pode ser esquecida. Ainda que o erro seja grave, a Bíblia nos orienta a tratar os que falham com espírito de restauração: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais devem restaurá-lo com espírito de mansidão.”  Gálatas 6:1 (NAA). Isso não significa ignorar a gravidade do erro, mas lembrar que todos somos pecadores e necessitamos da graça. A crítica é necessária, mas deve ter como alvo a edificação, não a destruição.

A sociedade, por sua vez, deve agir com justiça, não com vingança. O Senhor declarou: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei.”  Romanos 12:19 (NAA). As autoridades têm o papel de aplicar as leis, mas os cristãos não devem alimentar ódio ou desejo de linchamento moral. A resposta correta é buscar justiça, corrigir os erros, mas sempre na perspectiva de promover vida e não de gerar mais morte.

Ao olharmos para essa situação, aprendemos que a vida humana é sagrada e não pode ser banalizada, seja por um crime cometido, seja por palavras de apoio à violência. O respeito pela vida, a responsabilidade no falar e o cuidado com o testemunho cristão são princípios inegociáveis. E quando falhamos, precisamos lembrar que o perdão de Deus está disponível, o arrependimento é necessário e a restauração é possível.

No fim, esse episódio nos chama a viver de forma coerente com o evangelho: semear amor em vez de ódio, verdade em vez de mentiras, reconciliação em vez de divisão. O mundo está cheio de palavras vazias, mas os filhos de Deus são chamados a semear palavras de vida.

“As palavras que saem da nossa boca ou das nossas mãos no teclado podem espalhar destruição ou construir pontes. Quando semeamos vida, graça e verdade, refletimos o caráter de Cristo e apontamos para o único que pode transformar corações endurecidos em fontes de amor.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

24/set/25

 

ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ

“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.”  Salmo 118:24 (NAA)

Sempre gostei deste versículo, mas algo nele me intrigava. Se Deus fez todos os dias desde a criação, por que o salmista destaca a importância deste dia em especial? Foi essa pergunta que me levou a pesquisar o contexto para entendê-lo melhor.

O Salmo 118 é um cântico de vitória e gratidão, provavelmente usado em festas em Jerusalém. Ele celebra a fidelidade de Deus em livrar o Seu povo e exalta a pedra rejeitada que se tornou a principal (Salmo 118:22). Esse mesmo texto, séculos depois, foi aplicado a Cristo no Novo Testamento (Mateus 21:42; Atos 4:11). Quando o salmista afirma que “este é o dia que o Senhor fez”, ele não está falando de um dia comum da criação, mas de um momento específico de intervenção divina na história.

Todos os dias pertencem a Deus, mas alguns são diferentes, pois trazem uma marca especial de livramento, vitória ou salvação. São dias que ficam gravados na memória, porque o Senhor agiu de forma clara. Lembro, por exemplo, do seminário de acessibilidade que vivemos neste último final de semana. Foram dias em que Deus nos aperfeiçoou, encheu nosso coração de amor para a realização de um trabalho tão importante, trouxe quebrantamento, alegria e comunhão entre nós, além de nos guardar com vitórias e livramentos na estrada e em cada lugar por onde passamos. Dias assim se tornam memoriais, momentos em que podemos olhar para trás e afirmar: “Este é o dia que o Senhor fez.”

Isso também acontece na vida pessoal. Quando Deus responde a uma oração, quando abre uma porta inesperada, quando livra de um perigo ou traz uma oportunidade nova, aquele dia se torna especial. Não é apenas mais uma data no calendário, mas um marco da graça de Deus. É como se o Senhor dissesse: “Esse dia Eu separei para mostrar que estou com você.” É por isso que o salmista nos convida: “regozijemo-nos e alegremo-nos nele.”

Na Bíblia, a palavra “dia” muitas vezes significa mais do que um período de 24 horas. Ela simboliza o tempo oportuno, o momento certo para Deus agir. Paulo faz eco a isso quando cita: “No tempo aceitável eu ouvi você, e no dia da salvação eu o socorri.”  2 Coríntios 6:2 (NAA). Esse “dia” é o tempo determinado pelo Senhor para salvar, libertar e transformar. O autor de Hebreus também reforça essa verdade ao falar do descanso prometido. Ele recorda que, mesmo depois de tanto tempo, Deus marcou novamente um dia, chamando-o de “hoje” (Hebreus 4:7). Esse “hoje” não é apenas um ponto no calendário, mas o convite de Deus para que cada pessoa experimente, no presente, a salvação e o descanso em Cristo. Assim como o salmista chamou o povo para se alegrar no “dia do Senhor”, Hebreus mostra que esse “hoje” é a oportunidade que Deus nos dá para entrar em Seu descanso e viver a plenitude da Sua graça.

O hebraico reforça essa ideia. A palavra traduzida como “nele” (בוֹ – vo) não se refere a um tempo cronológico qualquer, mas ao ato de Deus que marcou aquele dia. É como se dissesse: “Vamos nos alegrar não apenas porque é hoje, mas porque foi neste dia que Deus interveio.” Isso nos faz lembrar do maior dia da história: o dia em que Jesus ressuscitou e o sepulcro ficou vazio.

Para nós, cristãos, não há dia mais precioso do que esse. Foi nele que a vida venceu a morte, que a esperança renasceu e que a salvação foi confirmada para sempre. Também não podemos esquecer do dia da cruz, quando Jesus entregou a vida por nós. Ambos os dias — cruz e ressurreição — são os maiores atos de intervenção divina. Um marcou a vitória sobre o pecado, o outro a vitória sobre a morte. Como Paulo declara: “E, se Cristo não ressuscitou, a fé que vocês têm é inútil, e vocês ainda estão nos seus pecados.”  1 Coríntios 15:17 (NAA).

Hoje, cada momento de comunhão com os irmãos, como vivemos neste final de semana, cada tempo de aprendizado na presença do Senhor, cada culto, cada ceia, cada batismo e cada evangelização são lembranças do “dia que o Senhor fez”. E sempre que nos reunimos como igreja, reafirmamos o convite do salmista: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele.”

Resumindo, ao escrever as palavras do Salmo 118:24, o salmista não quis dizer que apenas aquele dia foi criado por Deus, mas que ele foi separado e marcado por um ato especial de salvação e vitória. Se naquele tempo o povo celebrava o livramento que o Senhor havia concedido, hoje nós celebramos, acima de tudo, as vitórias que Ele continua nos dando e, em especial, o dia em que Cristo venceu a morte e abriu para nós o caminho da vida eterna.

Que o dia de hoje seja também seja um dia especial para você, um dia de alegria e vitória na presença do Senhor.

“Todos os dias pertencem a Deus, mas alguns dias são separados por Ele para marcar a história com salvação e vitória; para nós, o maior deles é o dia em que Cristo ressuscitou e mudou para sempre o destino da humanidade.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

23/set/25

 

QUANDO O PERDÃO DEPENDE DA FÉ

Então os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta a nossa fé.” Lucas 17:5 (NAA)

Muitas pessoas ficam confusas quando leem o texto de Lucas 17:5-6. Os discípulos pedem a Jesus que aumente a fé deles, e, à primeira vista, pode parecer que esse pedido não tem relação com o que vinha sendo tratado antes. Mas, se prestarmos atenção ao contexto, veremos que Jesus estava falando sobre pecado e perdão. Ele havia acabado de ensinar que, se alguém pecasse contra o outro várias vezes no mesmo dia e se arrependesse, deveria ser perdoado todas as vezes (Lucas 17:3-4). Foi diante dessa exigência tão difícil que os discípulos disseram: “Senhor, aumenta a nossa fé.”  Lucas 17:5 (NAA).

A pergunta é: por que ligar fé com perdão? A resposta é simples e profunda: perdoar exige fé. Não se trata apenas de boa educação, força de vontade ou palavras bonitas. Perdoar é crer que obedecer a Jesus é melhor do que guardar rancor, é confiar que Deus é justo e que Ele sabe lidar com cada situação.

A verdadeira fé nos leva a entregar a justiça nas mãos de Deus. Perdoar não significa fingir que nada aconteceu ou minimizar a dor de uma ofensa. O perdão não anula a gravidade do que foi feito, mas tira de nós o peso da vingança. Paulo explicou isso claramente: “Não se vinguem de ninguém, meus amados, mas deem lugar à ira de Deus; porque está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor.’” Romanos 12:19 (NAA). Quando cremos nisso, temos coragem de liberar perdão, confiando que Deus é justo e cuida de nós.

Sem essa fé, o coração humano se inclina naturalmente para a vingança. Queremos revidar, provar que temos razão, ver a outra pessoa pagar pelo que fez. Mas quando a fé entra em ação, o perdão se torna possível. A fé abre espaço para a cura: cura de feridas profundas, de corações machucados, de almas aflitas que carregam sede de vingança. Guardar rancor nos aprisiona; perdoar, pela fé, nos liberta.

Jesus também deixou claro que o perdão está ligado à nossa comunhão com Deus. Ele disse: “Quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que também o Pai de vocês, que está nos céus, perdoe as ofensas de vocês.” Marcos 11:25 (NAA). Ou seja, a oração verdadeira só tem efeito quando o coração não está preso pela mágoa. Não é à toa que os discípulos suplicaram: “Senhor, aumenta a nossa fé.

Eles perceberam que perdoar repetidamente, mesmo quando dói, não seria possível com as próprias forças. Perdoar sete vezes no mesmo dia a mesma pessoa? Humanamente impossível! Mas Jesus não estava pedindo algo ilógico, e sim mostrando que só com fé n’Ele esse mandamento se tornaria possível.

É interessante notar como esse ensino toca a vida prática. Muitas vezes ouvimos histórias de pessoas que dizem perdoar, mas guardam reservas. Certa vez, pedi perdão a um irmão e ele respondeu: “Perdoar até perdoo, mas tomar café na minha casa não.” Essa resposta mostra como o perdão humano, sem fé, é limitado. Ele até libera da boca para fora, mas não consegue restaurar a comunhão. A fé genuína, porém, nos leva a obedecer a Cristo e buscar um perdão completo, que não guarda restos de rancor.

O perdão, quando vivido pela fé, não significa ingenuidade nem fraqueza. Pelo contrário, é sinal de maturidade e força espiritual. É a confiança de que Deus pode transformar o mal em bem, como fez na vida de José, que perdoou os irmãos que o venderam como escravo. José disse a eles: “Vocês, na verdade, intentaram o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.”  Gênesis 50:20 (NAA). Esse é o tipo de fé que sustenta o perdão: crer que Deus governa todas as coisas e que a justiça final está em Suas mãos.

Nos nossos dias, vemos isso se repetir em muitas situações. Quantas famílias estão divididas porque alguém não conseguiu liberar perdão? Quantas amizades se romperam porque faltou fé para confiar a Deus o acerto das contas? Por outro lado, quantos casamentos foram restaurados, quantas igrejas foram fortalecidas, quantos relacionamentos foram reconstruídos quando a fé operou no coração e o perdão foi praticado?

O perdão, sem fé, é frágil e cheio de condições. Com fé, porém, ele se torna verdadeiro, profundo e libertador. É um ato que começa em nós, mas termina em Deus.

Por isso, podemos entender melhor o pedido dos discípulos. Eles não estavam pedindo fé para realizar milagres extraordinários, mas para viver a difícil tarefa de perdoar. O perdão exige mais do que palavras — exige fé.

“A fé é a ponte que liga o perdão humano à justiça de Deus; sem ela, guardamos mágoa, mas com ela, encontramos libertação e cura.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

22/set/25

 

CHAMA VIVA: REFLETINDO LUZ AO MUNDO

“O nosso Deus é fogo consumidor.”  Hebreus 12:29 (NAA)

O fogo foi uma das maiores descobertas da humanidade. Com ele, o homem pôde aquecer-se no frio, preparar o alimento, iluminar a escuridão da noite, proteger-se de animais selvagens e até purificar metais. A vida se transformou com o domínio desse elemento tão poderoso, que aquece, ilumina e transforma.

Mas o fogo também tem um profundo significado espiritual. Desde o início da Bíblia, ele aparece como sinal da presença, do poder e da santidade de Deus. Quando Abraão subia com Isaque ao monte Moriá, o filho perguntou: “Pai, aqui está o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”  Gênesis 22:7 (NAA). O fogo simbolizava a adoração e o sacrifício que seriam oferecidos ao Senhor, lembrando-nos que Deus deseja nosso coração e devoção verdadeira.

O fogo da sarça que ardia sem se consumir (Êxodo 3:2) revela a presença de Deus que transforma sem destruir. Assim como Moisés se aproximou para contemplar o mistério, somos convidados a nos aproximar de Deus com fé e reverência, permitindo que Ele atue em nossas vidas de forma poderosa e purificadora. Hoje, isso nos lembra que Deus se manifesta mesmo nas situações mais comuns ou difíceis, iluminando, capacitando e guiando-nos sem nos consumir, chamando-nos a cumprir Seu propósito com confiança e coragem.

No tabernáculo, o fogo do altar e as lâmpadas do candelabro não podiam se apagar (Levítico 6:13; Êxodo 27:20-21), simbolizando a presença constante de Deus e a adoração contínua do Seu povo. Hoje, essa chama representa a vida do Espírito Santo em nós, que deve ser cultivada diariamente por meio da oração, da Palavra e da comunhão com Cristo. Assim como os sacerdotes eram responsáveis por manter o fogo aceso, somos chamados a manter viva a chama da fé, permitindo que o Espírito nos ilumine, aqueça e purifique, mesmo em meio às dificuldades da vida.

Na caminhada do povo liberto do Egito, Deus guiava e protegia com Sua presença visível: de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo (Êxodo 13:21). Esse fogo simboliza a direção, proteção e cuidado constantes de Deus, mostrando que Ele ilumina nosso caminho mesmo nas trevas e nos conduz com segurança, lembrando-nos que jamais estamos sozinhos em nossa jornada.

Em Deuteronômio 4:24, o fogo simboliza a santidade e o zelo de Deus: “Porque o Senhor, seu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso.” Isso nos lembra que Deus é puro, santo e justo, capaz de purificar o que é impuro e de proteger Seu povo com cuidado intenso, exigindo reverência e confiança diante de Sua majestade.

Em 1 Reis 18:38, o fogo que desceu do céu sobre o altar confirma o poder soberano de Deus diante dos falsos profetas: “Então caiu fogo do Senhor do céu, consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego.” Essa manifestação mostra que Deus não se compara às falsas divindades, reforçando que Ele é verdadeiro, poderoso e digno de toda adoração.

Em Malaquias 3:2, Deus se apresenta como fogo que purifica e prova o coração: “Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros.” Isso nos lembra que Deus não apenas revela Sua presença, mas também refina, testa e purifica nossa fé, removendo o que é impuro e fortalecendo nosso caráter.

No Novo Testamento, o fogo também revela o poder e a presença de Deus de diferentes formas. Em Mateus 3:11, o fogo está ligado ao batismo no Espírito Santo, capacitando os crentes para a missão. No Pentecostes, línguas como de fogo pousaram sobre os discípulos (Atos 2:3), enchendo-os de poder e coragem para testemunhar. Em 1 Pedro 1:7, o fogo simboliza a prova e purificação da fé, refinando o caráter do crente. Em Apocalipse 1:14 (NAA), vemos o Cristo glorificado com olhos como chama de fogo, expressando santidade, poder e discernimento divinos.

Em Mateus 25:1-13, o fogo nas candeias das virgens nos lembra da importância de permanecermos vigilantes e preparados, mantendo a fé acesa enquanto aguardamos a vinda do Senhor. Nessa parábola, o azeite representa o Espírito Santo, as candeias simbolizam nossos corações e a chama reflete nossa fé. Assim, somente corações preparados e cheios do Espírito conseguem manter a chama viva, permanecendo firmes e prontos para encontrar Cristo quando Ele chegar.

Assim como precisamos do fogo natural para viver, precisamos do fogo espiritual para caminhar com Cristo. Sem ele, nossa fé esfria, nosso coração se torna indiferente e a escuridão do mundo nos envolve. Mas com ele, temos calor, luz, direção e força para enfrentar os desafios de cada dia, permanecendo firmes na presença e no propósito de Deus.

Que possamos buscar constantemente esse fogo divino, permitindo que o Espírito Santo aqueça nosso interior, purifique nossa vida e ilumine o caminho diante de nós, para que sejamos instrumentos de luz e calor neste mundo.

"O fogo de Deus não destrói, mas ilumina, aquece e purifica; assim como o Espírito Santo acende nosso coração, Ele nos guia, fortalece e transforma, tornando-nos luz viva para os outros."

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

21/set/25

 

O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra.” 2Crônicas 7:14 (NAA)

Esse versículo foi dito por Deus a Salomão logo depois da dedicação do templo. Era um momento de festa, mas também de responsabilidade. O Senhor lembrava que, mesmo quando houvesse seca, praga ou peste, sempre existiria um caminho de restauração. E esse caminho não passava pela força dos reis, pela habilidade dos governantes ou pelas riquezas do povo, mas pela humildade e pela dependência de Deus.

Quem é esse povo? No contexto imediato, era Israel, o povo da aliança. Mas, em Cristo, essa promessa se amplia e chega até nós. Pedro escreveu: “Antes vocês nem eram povo, mas agora são povo de Deus; não tinham recebido misericórdia, mas agora receberam misericórdia.” 1Pedro 2:10 (NAA).

Hoje, nós, que fomos alcançados pela graça, somos chamados povo de Deus. Éramos estrangeiros, mas agora temos identidade: o novo nascimento em Cristo. Vivemos como ovelhas em meio aos lobos, mas somos guardados pelo Bom Pastor. Como Jesus disse: “Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, vocês não são do mundo, pelo contrário, dele eu os escolhi, por isso o mundo os odeia.” João 15:19(NAA).

Nossa identidade não está em um documento civil, mas no sangue de Cristo. Somos cidadãos do céu, enviados por Deus para viver aqui como sal e luz. Mas, ao mesmo tempo, somos um povo teimoso, de dura cerviz, como disse o profeta: “Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se para o alto, ninguém o faz.” Oséias 11:7 (NAA). Reconhecemos que, muitas vezes, seguimos nossas próprias vontades e não a vontade de Deus.

E esse povo, hoje, vive numa terra enferma. Basta olhar ao redor: corrupção, violência, desconfiança entre poderes, famílias divididas. Nosso Brasil é um país lindo, cheio de riquezas naturais e culturais, mas também um país ferido. Como cristãos, precisamos amar nossa nação, orar por ela, trabalhar pelo seu bem, e ao mesmo tempo lembrar que somos peregrinos, chamados para um Reino que não é daqui.

Diante dessa realidade, o que devemos fazer? O texto aponta o caminho em quatro passos. Primeiro: humilhar-se. Humildade é reconhecer que não temos forças em nós mesmos. Jeremias escreveu: “Coloque a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.” Lamentações 3:29 (NAA). Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhar-se é dizer: “Senhor, dependemos totalmente de Ti”.

Segundo: orar. A oração é um atestado de carência. Quando nos ajoelhamos, reconhecemos: “Senhor, eu não posso, mas o Senhor pode”. O Espírito Santo é quem produz essa oração em nós. E é impossível orar de verdade sem humildade. O fariseu orava para si mesmo, mas o publicano clamou: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lucas 18:13 (NAA). Essa é a oração que agrada a Deus.

Terceiro: buscar a face de Deus. Buscar é uma oração mais intensa, é ir além de pedir bênçãos. É procurar o Abençoador. Isaías disse: “Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo, invoquem-no enquanto está perto.” Isaías 55:6 (NAA). Buscar a face de Deus é desejar Sua presença mais do que Seus presentes. Jesus também prometeu: “Porque todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate a porta será aberta.” Mateus 7:8 (NAA).

Quarto: converter-se dos maus caminhos. Conversão não é apenas emoção, mas mudança prática. É voltar-se da nossa vontade para a vontade de Deus. O profeta Oséias clamava: “Volte, ó Israel, para o Senhor, seu Deus, porque os seus pecados causaram sua queda.” Oséias 14:1 (NAA). É uma virada radical, um novo rumo.

Quando esses quatro passos são dados — humildade, oração, busca e conversão —, a promessa se cumpre. Deus age com três respostas claras: Ele ouve do céu, perdoa os pecados e sara a terra. O maior milagre não é a terra sarada, mas o perdão concedido. Porque sem perdão não há cura, não há restauração, não há vida nova.

Esse texto é um chamado para nós, hoje. Não podemos esperar que a mudança venha apenas da política ou da economia. A cura de uma nação começa no altar, começa na vida de oração do povo de Deus. Quando a Igreja se humilha, ora, busca e se converte, Deus move os céus em favor da terra.

Veja alguns exemplos práticos: quando uma família decide orar junta antes das refeições, está se humilhando e reconhecendo sua dependência de Deus. Quando um jovem decide deixar um vício e buscar ao Senhor em santidade, está se convertendo de um mau caminho. Quando uma igreja se une em jejum e oração, sem disputas internas, buscando apenas a face de Deus, está cumprindo o que esse texto ensina. E o resultado? Deus perdoa, restaura relacionamentos, cura feridas, renova esperanças.

Por isso, não devemos apenas repetir esse versículo como um lema nacional. Precisamos vivê-lo de forma pessoal e prática. Que cada um de nós se coloque na brecha, lembrando que a cura de uma terra começa no coração de cada crente que se rende diante do Senhor.

A restauração de uma nação não começa no palácio nem no parlamento, mas no coração quebrantado do povo de Deus, que ora, busca, se converte e encontra no Senhor a cura e a esperança.

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

20/set/25

 

O EVANGELHO, SEMENTE QUE TRANSFORMA VIDAS

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”  Marcos 16:15 (NAA)

A igreja recebeu uma ordem clara de Jesus: pregar o evangelho a toda criatura. Mas, afinal, o que isso significa na prática? Muitas vezes pensamos no evangelho e na doutrina como se fossem a mesma coisa, mas eles têm funções diferentes e complementares. Ambos são importantes, e entender essa diferença ajuda a levar a mensagem de Cristo de forma eficaz.

Podemos imaginar o evangelho como uma pequena semente. Ela parece simples e até frágil, mas dentro dela existe o potencial para crescer e se tornar uma árvore forte, cheia de vida. O evangelho é a mensagem central de salvação: Jesus Cristo viveu entre nós, morreu na cruz e ressuscitou, trazendo reconciliação com Deus e oferecendo esperança para todos que creem. É essa essência que transforma vidas, que traz alegria verdadeira, paz e a certeza de que não estamos sozinhos.

A doutrina, por outro lado, seria como o solo, a água e a luz que permitem que a semente cresça. Ela organiza, explica e ensina como viver o evangelho na prática. Por exemplo, em nossos dias, a doutrina nos ajuda a entender como aplicar o amor de Cristo no trabalho, no lar, com vizinhos e nas amizades. Ela nos orienta a tomar decisões que refletem a fé, de forma que o evangelho não fique apenas como palavras, mas se torne vida. Assim, o evangelho e a doutrina estão intimamente ligados: um salva, o outro ensina como viver a salvação de forma concreta.

Dar mais ênfase à doutrina do que ao evangelho é correr o risco de desviar o foco daquilo que realmente transforma vidas: a salvação em Cristo. A doutrina é importante, pois ensina como viver a fé e aplicar o evangelho no dia a dia, mas ela deve servir à mensagem central da cruz e da ressurreição, e não substituí-la.

Sem o evangelho no centro, a fé pode se tornar apenas conhecimento ou regras, sem gerar mudança no coração. O equilíbrio saudável é manter o evangelho como essência, permitindo que a doutrina guie e fortaleça a vivência dessa fé.

Pregar o evangelho é, antes de tudo, proclamar a cruz. Isso significa sempre lembrar da ressurreição, que confirma a vitória de Cristo sobre a morte. É anunciar que Jesus veio, viveu entre nós, morreu e ressuscitou para oferecer vida eterna. Em essência, o evangelho são as boas novas do Cristo crucificado e ressuscitado — uma mensagem que dá esperança, que cura feridas e transforma corações.

Além de ser uma mensagem, pregar o evangelho é torná-lo visível. Paulo descreve sua pregação como se fosse uma tela de pintura ou um cartaz, mostrando publicamente Jesus na cruz (Efésios 3:3). Uma das maiores habilidades da pregação é transformar ouvidos em olhos. Isso quer dizer fazer com que as pessoas consigam ver, em sua mente e coração, aquilo que está sendo proclamado. Não se trata apenas de ouvir palavras, mas de experienciar a presença e o amor do Cristo crucificado, como se Ele estivesse diante de nós.

Quando Paulo escreveu suas cartas, Jesus já havia morrido há cerca de trinta anos. Mesmo assim, ele conseguia trazer a cruz do passado para o presente, fazendo com que os leitores sentissem como se estivessem ali, testemunhando o amor e o sacrifício de Cristo naquele exato momento. Essa é a força da mensagem do evangelho: ela vence o tempo e continua a falar com cada geração.

A cruz não é apenas um evento histórico. Ela é uma realidade viva, presente e permanente. O poder e os benefícios da cruz não têm data de validade; continuam transformando vidas e oferecendo salvação a todos que creem. Hoje, no mundo moderno, isso significa que, mesmo diante de tantas distrações, preocupações e desafios diários, podemos colocar nossa confiança na cruz de Cristo e encontrar força, paz e direção.

Pregar o evangelho também significa apresentar a cruz como objeto de fé pessoal. Paulo não apenas contava a história; ele convidava cada pessoa a confiar em Cristo crucificado, a entregar a própria vida a Ele e a experimentar a transformação que só Ele oferece. É algo que podemos viver diariamente: na forma como lidamos com conflitos, como oferecemos perdão, como ajudamos pessoas ao nosso redor e como seguimos princípios cristãos no trabalho, na escola ou em casa.

O evangelho é simples e profundo ao mesmo tempo. Ele nos chama a ver, crer e viver a cruz aqui e agora. Cada palavra, cada gesto, cada atitude podem ser uma forma de tornar a cruz presente no dia a dia, mostrando vida, esperança e amor para quem nos observa. É perceber que a cruz não está apenas no passado, mas diante de nós, convidando-nos a transformar nossa vida e a impactar a vida de outros.

Em nossos dias, isso pode significar pequenas ações que refletem a fé: consolar um amigo em dificuldade, ajudar um vizinho, acolher alguém que está sozinho ou compartilhar palavras de esperança em uma conversa ou nas redes sociais. São formas de tornar o evangelho vivo e real, como Paulo fez com seus leitores há mais de dois mil anos.

O chamado de Jesus é contínuo e urgente: levar essa mensagem de vida para cada pessoa que encontramos, transformando o mundo ao nosso redor com amor, fé e ações concretas. O evangelho salva, e a doutrina nos ensina como viver essa salvação diariamente. Juntos, eles nos guiam para uma vida cheia de sentido, propósito e conexão com Deus e com as pessoas ao nosso redor.

 “O evangelho é a semente que transforma vidas, e a doutrina é a luz que a faz crescer; juntos, tornam a cruz de Cristo presente, viva e capaz de tocar corações em qualquer tempo e lugar.”

Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

Pr. Décio Fonseca

19/set/25

  QUANDO TUDO FALHA, DEUS CONTINUA NO CONTROLE “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” Jó 42:2 (NAA) A d...